Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 17 junho 2008

Fim do tabu: 12 anos sem vencer em Goiás

17 de junho de 2008 2

Ao vencer o Goiás sábado por 3×0, o Grêmio quebrou uma escrita que já durava mais de uma década: faziam 12 anos que o Tricolor não vencia um jogo oficial no estado de Goiás.

Pior, na maioria das vezes que saiu derrotado em gramados goianos (teve uma partida também em Anápolis) foi por placares nada recomendáveis com a grandeza do clube. Uma delas é particularmente vergonhosa, o 6×0 de 1997, simplesmente a pior derrota gremista na história do Campeonato Brasileiro.

Os dois gols de Marcel e o gol de Wiliam Thiego deixaram o Grêmio, do contestado Celso Roth, na vice-liderança por pontos e atrás do Flamengo somente no saldo de gols. Mas, mais do que isto, afastaram de vez a uruca tricolor lá nos plagos de Goiás.

Até meu irmão Daniel, que mora em Brasília e é gremista de carteirinha, foi no jogo e finalmente viu uma vitória. Ele mora na capital federal desde 1998 e ainda não tinha visto uma vitória no Serra Dourada. Pior é que nem só do Goiás viveu o tabu, pois ocorreram derrotas para o Vila Nova, Atlético-GO (algoz tricolor na Copa do Brasil 2008) e o infame 4×0 para a Anapolina, que quase custou o cargo de Mano Menezes na Série B de 2005.

Confira a sequência, contando a vitória de 1996 nas semifinais do Brasileirão (que o Grêmio se sagrou campeão) até a quebra do tabu:

Início do tabu – Goiás 1×3 Grêmio – Semifinais do Brasileirão 1996



1º) Goiás 6×0 Grêmio – Brasileirão 1997
2º) Goiás 0×0 Grêmio – Brasileirão 1998
3º) Vila Nova 2×1 Grêmio – Copa do Brasil 1999
4º) Goiás 2×2 Grêmio – Copa João Havelange 2000
5º) Goiás 4×1 Grêmio – Brasileirão 2002
6º) Goiás 1×1 Grêmio – Brasileirão 2003
7º) Goiás 4×0 Grêmio – Brasileirão 2004
8º) Vila Nova 1×1 Grêmio – Copa do Brasil 2005
9º) Anapolina 4×0 Grêmio – Segunda Divisão 2005
10º)Goiás 4×0 Grêmio – Brasileirão 2006

11º) Goiás 0×0 Grêmio – Brasileirão 2007
12º) Atlético-GO 2×1 Grêmio – Copa do Brasil 2008

Total do jejum: 12J, 5E, 7D, 7GP, 30GC, Saldo -23

Fim do tabu – Goiás 0×3 Grêmio – Brasileirão 2008

Postado por Perin, mandando abraços para seu irmão!

Euro`2008: Drama e glória da França em 2000, II

17 de junho de 2008 0

Depois de uma primeira fase bacana, vieram os jogos eliminatórios da Eurocopa 2000. Nas quartas-de-final da Eurocopa 2000, nada muito dramático: a Itália superou a Romênia, Portugueses mataram a Turquia enquanto a Holanda enfiava 6×1 na Iugoslávia com quatro gols de Patrick Kluivert.

O jogo mais emocionante foi quando a França eliminou a Espanha por 2×1. No final da partida, Raúl errou uma penalidade e definiu mais um fracasso espanhol. As semis seriam bem diferentes, com dois jogaços decididos na morte súbita e nos pênaltis.

Portugal começou bem e saiu na frente com Nuno Gomes aos 19 minutos. Em seu pior jogo na competição, os franceses não conseguiam atacar e tiveram chances esporádicas. Depois do intervalo, o time treinado por Roger Lemerre voltou melhor e empatou com Thierry Henry, 1×1 aos seis minutos.

Em um jogo eletrizante, ambos os times alternaram chances perdidas até o final do tempo normal e também na prorrogação. No finalzinho do segundo tempo da morte súbita, Abel Xavier cometeu pênalti que o juiz não viu, mas o assistente percebeu. Nuno Gomes foi expulso por reclamação, Abel Xavier empurrou o juiz, Figo jogou a camisa no chão na frente do juiz, mas Zidane não quis saber: bateu e classificou a França para a decisão. Portugal, repetindo 1966 e igualando 2006, caiu nas semifinais.

A outra partida seria a repetição do `Maracanazo` de 1950, versão laranja. Em Roterdã, a Holanda jogou 90 minutos com um jogador a mais, perdeu dois pênaltis no tempo normal e mais três na disputa de pênaltis, e foi eliminada em casa pela Itália. Depois de Bergkamp acertar a trave italiana, Zambrotta foi expulso aos 34 minutos, mas três minutos depois Frank de Boer cobrou muito mal penalidade duvidosa sobre Kluivert, e Francesco Toldo defendeu.

No segundo tempo, a história se repetiu: aos 19 minutos, Patrick Kluivert chutou na trave outro pênalti, desta vez indiscutível sobre Davids. Depois de massacrar os italianos, sem acertar o gol nos minutos finais e na prorrogação. Os italianos também tiveram uma chance clara, mas Edwin van der Sar salvou chute de Marco Delvecchio no segundo tempo da prorrogação e o jogo foi para os pênaltis.

E aí, imitando os ingleses que caíram em casa nas semifinais em uma disputa de pênaltis na Eurocopa anterior, Frank de Boer (de novo), Jaap Stam e Paul Bosvelt perderam seus pênaltis (com mais duas defesas de Toldo). A Itália estava na final e o time treinado por Frank Rijkaard e o mar laranja de torcedores entrava em desespero por mais uma chance de título desperdiçada.

A decisão foi tão boa quanto as semifinais. Italianos e franceses fizeram um jogaço em Roterdã, com a França tendo mais ações enquanto a Itália sofria na defesa e especulava contra-ataques. Foi assim que Albertini e Delvecchio perderam chances, enquanto Henry acertava o poste de Toldo. Entre o final do primeiro tempo e o início do segundo, a França perdeu três gols feitos e pagou caro por isto: aos dez minutos, depois de um espetacular passe de Francesco Totti de calcanhar, Marco Delvecchio fez 1×0 para a Itália.

E aí voltamos ao mais clássico futebol italiano, o secular “catenaccio”: a França atacava e atacava, enquanto a Itália se defendia e saía no contra-ataque. Em dois deles, o astro da Juventus Alessandro Del Piero perdeu dois gols feitos. Ainda irritado por 1998 e com sangue italiano nas veias, eu entrei em desespero e amaldiçoei o atacante bianconero pelo resto da vida. Na época, Del Piero só havia feito 2 gols de bola rolando em quase 30 meses, e tinha fracassado na Copa de 1998.

E eu xinguei ele mais ainda quando Silvain Wiltord, aos 48min50′ do segundo tempo, aproveitou erro italiano e empatou o jogo, 1×1. Na prorrogação, contra um time cansado, Robert Pires cruzou e David Trezeguet, de voleio, garantiu o título continental.


Pela primeira vez na história, um time era campeão do mundo e campeão europeu em sequência.

La Marseillaise” ecoava novamente nos gramados do planeta.

França, bicampeã da Europa!