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Posts do dia 19 junho 2008

Dick Vigarista parte II: Jerez de la Frontera, ano de 1997

19 de junho de 2008 1

Se Michael Schumacher tinha sido roubado em 1994 fora das pistas e uma deliberada batida até de certa forma se justificava, em 1997 a questão foi bem diferente. A temporada foi normal dentro e fora das pistas e rapidamente se percebeu que o título seria decidido entre Schumacher, já na Ferrari, e o canadense Jacques Villeneuve, na Williams.

Na última prova, o GP da Europa no longínquo circuito de Jerez de La Fronteira, Schumacher de novo era o líder do campeonato por um ponto de vantagem. Nos treinos, algo inacreditável: Schumacher, Villeneuve e a outra Williams, de Heinz-Harald Frentzen fizeram o mesmo tempo: 1min21s072. Pelas regras, quem fez primeiro o tempo fica na frente, então a classificação foi: Villeneuve, Schumacher e Frentzen.

Na largada, Schumacher passou Villeneuve e abriu distância. Durante a corrida, o canadense passou a andar mais rápido e ficou em posição de ultrapassagem. Quando tentou a manobra, Schumacher deliberadamente jogou o carro em cima de Jacques. Ao contrário de três anos antes, desta vez o alemão se deu mal: saiu da prova e viu Villeneuve continuar na prova, chegar em terceiro lugar e se sagrar campeão mundial.

Após a corrida, o incidente considerado um “acidente normal” pelos comissários de prova (pura covardia). Obviamente a FIA recorreu e puniu o alemão com a desclassificação total da temporada 1997. Isto na prática não mudou nada, pois todas as vitórias, poles e pontos obtidos por Schumacher naquela temporada continuaram valendo.

Porém, desta vez, Dick Vigarista se deu mal.

Ele perdeu a “Corrida Maluca”…

Postado por Perin, mostrando o dedo pro Schummy

Copa do Brasil 1996: a noite do `assalto`

19 de junho de 2008 8

Desde criança, meu pai sempre lembra de jogos do Palmeiras contra o Grêmio, pelo Robertão nos anos 60 (65 e 67), quando o Tricolor foi muito roubado pelas arbitragens. Sei, pela história escrita, do escandaloso prejuízo de arbitragem do Internacional (protagonizado pelo hoje global Arnaldo Cézar Coelho), nas semifinais de 1973 contra o Palmeiras.

Então chegamos ao ponto deste post. Em 1996, nas semifinais (EDITADO: obrigado pela lembrança, Isa) da Copa do Brasil, Grêmio e Palmeiras protagonizaram um dos jogos mais polêmicos de todos os tempos. Já calejados de muita rivalidade no ano anteiror, quando o Grêmio eliminou o Palmeiras na Copa do Brasil e na Libertadores (os históricos 5×0 e 5×1 das quartas-de-final, da briga entre Dinho, Válber e Danrlei), gremistas e palmeirenses se odiavam.

Os times eram quase os mesmos do ano anterior, e a rivalidade se mantinha. O clima era tão tenso que, na primeira partida vencida pelo Palmeiras por 3×1, o então presidente gremista Fábio Koff, normalmente cordato, fez declarações iradas sobre jogadores do Palmeiras.

Na imprensa, Felipão e Wanderley Luxemburgo trocavam farpas que deixariam Alex Ferguson e Arséne Wenger encabulados. O clima de guerra era tamanho que ocorreu uma inversão de prioridades: míseros 16 mil gremistas compareceram na terça-feira na semifinal da Libertadores contra o América de Cali (uma vitória magra de 1×0 foi o reflexo disto).

Na sexta-feira, contra o Palmeiras, quase 50 mil tricolores entupiram o Olímpico. E o jogo? Ah, o jogo… O Palmeiras, de 100 gols no primeiro semestre e atual campeão paulista, era um timaço de Rivaldo, Muller, César Sampaio, Djalminha, Cafu, Luizão, Flávio Conceição. E o Grêmio? Era o atual Campeão da América, com Danrlei, Jardel, Paulo Nunes, Carlos Miguel, Arce, Adílson.

No primeiro tempo, nervoso, o Grêmio não jogou bem. Bem estruturado na defesa, o Palmeiras saía em contra-ataques e, em um deles, Luizão fez 1×0. No segundo tempo, o Grêmio começou a alçar bolas na área para tentar os certeiros cabeceios de Jardel. Depois dos 30 minutos da etapa complementar, precisando fazer três gols, o Grêmio enfim conseguiu reagir.

Primeiro o então jovem Rodrigo Mendes deu passe primoroso para Jardel (que voltara do Glasgow Rangers sem poder jogar) empatar, 1×1. Menos de dez minutos depois, Zé Alcino empata de cabeça: 2×1! Faltava só um gol e, quase no final da partida, Jardel vem de trás, apara cruzamento da direita e faz explodir a torcida, marcando o 3×1 na goleira da Cascatinha. Pandemônio no Olímpico até que…

O bandeirinha carioca Paulo Jorge Alves anula o gol, marcando um impedimento totalmente inexistente. Jardel está bem atrás da linha da defesa. Muita confusão, briga dos jogadores gremistas com o árbitro cearense Francisco Dacildo Mourão, e da torcida. Após alguns minutos, o jogo recomeça mas o Grêmio não tem mais forças para buscar o empate e levar para os pênaltis. Final, Grêmio 2×1 Palmeiras. E uma profunda sensação de derrota em campo. E impotência. 

A arbitragem ganhava novamente.  Confiram os lances dos dois jogos: