Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 25 junho 2008

Imaginem se fosse hoje, parte I - O GRE-NAL FARROUPILHA de 1935

25 de junho de 2008 0

O GRE-NAL FARROUPILHA

Era o ano de 1935. Em um Rio Grande do Sul vibrante, com o gaúcho Getúlio Vargas comandando o Brasil, o estado se dividia em gremistas e colorados. Naquele ano, o Citadino era especial. No dia 22 de setembro daquele ano, Grêmio e Inter chegaram ao jogo separados por um ponto. Em caso de empate, naquele jogo de 40 minutos cada tempo, o Inter seria o “Campeão Farroupilha” e garantiria vaga para a final do Estadual.

No primeiro tempo, um 0×0 com uma atuação heróica do lendário goleiro Eurico Lara, que fechou o gol. Tuberculoso e com problemas cardíacos, o goleiro foi substituído no intervalo. Aos 38 minutos, em uma falta lateral, o atacante Oswaldo Rolla disse: “mete na área, o Risada (zagueiro colorado) vai tirar para o risco da área e eu vou pegar o rebote”. Certeiro, aconteceu como Foguinho disse e gol do Grêmio, 1×0! Atordoado, o Inter perdeu a bola na saída de jogo e levou mais um, desta vez de Laci. Final 2×0, Grêmio campeão Farroupilha!

O Grêmio perdeu a decisão do Estadual para o 9° Regimento, de Pelotas. Por causa disto, este time passou a se chamar Farroupilha, nome que até hoje é utilizado.

Porém o Citadino foi tão marcante que os tricolores prometeram comemorar o título por 100 anos em um jantar de gala. Três jogadores daquele time se tornaram lendas tricolores: o goleiro Lara e os atacantes Luiz Carvalho e Foguinho.

O primeiro virou tema do hino oficial do clube. O segundo foi presidente do time nos anos 70, e o terceiro foi treinador do Grêmio, árbitro de futebol, comentarista esportivo. Hoje “Oswaldo Rolla” é o nome da Av. Cascatinha, ao lado do estádio Olimpico.

Postado por Perin, imaginando a festa tricolor naquele dia

VEJA TAMBÉM

GP da França - Finalmente uma corrida bacana no 'Circuito Magno'

25 de junho de 2008 0

Mais uma edição das premiações “Almanaque Esportivo” para os destaques (ou vexames) de um GP de Fórmula-1. Agora é a vez do GP da França, corrida notoriamente chata em Magny-Cóurs mas que este final de semana foi bem bacana.

Foi a primeira vitória brasileira em solo francês desde 1985, quando Nélson Piquet usou e abusou do Brabham-BMW nas longas retas do antigo circuito de Paul Ricard, em Le Castellet. De quebra, temos um piloto brasileiro liderando o Mundial.

Felipe Massa fez o que não acontecia desde o GP de Mônaco de 1993, quando Ayrton Senna superou na tabela de pontos seu arquiinimigo Alain Prost e sua ótima Williams-Renault com vitórias soberbas em Interlagos, Donnington Park e Montecarlo, e era o líder da temporada. Bom, vamos aos prêmios:

Troféu “Fiofó de Ouro”Felipe Massa. Azarado nas últimas duas provas, o paulista desta vez contou com o providencial problema de Kimi Raikkonen e, pela primeira vez desde 1993, temos um brasileiro na liderança do Mundial de Fórmula-1.

Troféu “Chris Amon”Kimi Raikkonen. Fez um final de semana perfeito, marcou a pole de número 200 da Ferrari, liderou a corrida com folga até depois do primeiro pit-stop. E, por um problema alheio ao seu desempenho na pista, perdeu rendimento e teve de se contentar com um segundo lugar. Mesmo assim, sai de Nevers ciente de que ele e Massa são os únicos a disputarem, de fato, o título da temporada 2008.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Lewis Hamilton. De novo. Passar na chincane e ganhar a posição acontece, mas na curva seguinte tem que ceder de volta a posição. Só que o Hamilton não achou que fez nada errado, foi punido e saiu reclamando. Tá começando a ficar chato. Menção (des)honrosa para a Honda, que foi o único carro a abandonar (Button) e deu uma tartaruga aleijada para Barrichello.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada”Lewis Hamilton. Nesta terça-feira, brabo com os jornalistas em Londres, disparou: “Tem muita gente falando merda por aí”. Ele queria o quê? Cinco erros ridículos nas últimas dez provas…

Troféu “Jim Clark” – Este eu fiquei na dúvida e resolvi compartilhar: o veterano Jarno Trulli, que fez uma corrida brilhante em uma competitiva Toyota. E para o brasileiro Nelsinho Piquet, que afugentou um pouco a pressão em um excelente sétimo lugar, seus primeiros pontos, na frente do bicampeão mundial Fernando Alonso e ainda em uma prova com um mísero abandono.

Troféu “Rouge & Blanc” – Sem dúvida para o jovem finlandês Heikki Kovalainen. Depois de um erro nos treinos, prejudicando Nakajima e sendo punido com a perda de cinco posições no grid, Kovalainen fez uma corrida de recuperação, várias ultrapassagens e mereceu seu quarto lugar. Só não conseguiu superar Trulli e sua impassável (sic) Toyota.

Postado por Perin, saudando a ótima corrida de domingo