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Posts de junho 2008

Dario Franchitti decolando duas vezes no ano!

30 de junho de 2008 2

O escocês Dario Franchitti pode se considerar um piloto de sorte. Como ano passado não acompanhei a temporada da Champ Car (que se uniu novamente à IRL e voltou a ser a Fórmula-Indy), não soube destes dois acidentes.

O primeiro no GP de Michigan, quando Franchitti foi tocado por Dan Wheldon e decolou, caindo de cabeça par abaixo. Na queda ainda acertou Sam Hornish Jr, Ed Carpenter e Scott Dixon, saindo da prova. Na queda, Franchitti ficou com a cabeça a centímetros do carro de Dixon e teve muita sorte na queda.

E vocês acham que terminou assim? No GP de Kentucky, simplesmente a corrida seguinte, Franchitti REPETIU a decolagem! Desta vez depois do final da corrida, ele não percebeu a bandeirada final e decolou na traseira do retardatário Kosuke Matsuura de novo! Desta vez a queda não foi tão perigosa e só os dois se envolveram na batida…

E vocês acham que a sorte dele terminou aí, dois acidentes horríveis e sair ileso? Que nada! Na última prova, ele se sagrou campeão na IRL porque o líder Scott Dixon ficou sem combustível na última volta, deixando Dario com pontuação suficiente para se sagrar campeão. Ah, e ainda de lambuja ganhou as 500 milhas de Indianápolis pois a corrida foi suspensa depois da metade por causa da chuva!

Postado por Perin, imaginando quão sortudo é Franchitti

Gre-Nal: muitos erros do Alício Pena Júnior

30 de junho de 2008 5

Depois de assistir no estádio, vendo o jogo de novo no VT e ainda os melhores momentos, só aumentou uma certeza: Alício Pena Júnior é um péssimo árbitro.

O juiz mineiro, inacreditavelmente elevado ao cargo de “árbitro FIFA” , mas que não apita jogos internacionais quase nunca, cometeu vários ontem. No meu ponto de vista, foram os seguintes, em ordem cronológica:

- Não deu amarelo para Eduardo Costa, que levanta Guiñazu no lance que originou o gol colorado. Eduardo Costa poderia ter sido expulso depois pelo 2º amarelo e pela quantidade de faltas que cometeu.
- Não anulou o gol de Índio por impedimento de Nilmar.
- Não deu amarelo para o Magrão logo cedo, por repetidas faltas. Idem Eduardo Costa.
- Não deu pênalti de Rodrigo Mendes em Nilmar, aos 25 do segundo tempo.
- Não deu amarelo para Roger, que simulou duas faltas de maneira exagerada e passou o jogo inteiro cometendo faltas e reclamando da arbitragem.

Achei que foi correto o pênalti de Renan, o erro foi do goleiro colorado que foi imprudente no lance.

Mas resumindo os pontos acima, achei muito fraca a arbitragem…

Postado por Perin, saudando o bom jogo de ontem

Momentos engraçados do tênis mundial

29 de junho de 2008 1

Alguns momentos divertidos de um esporte famoso por sua sobriedade nas quadras do planeta:

Saretta dispara: `OUT` é o cacete!

Djokovic sacaneando a Sharapova

 

Há 50 anos: BRASIL CAMPEÃO DO MUNDO!

29 de junho de 2008 0

O brasileiro é famoso por esquecer seus ídolos. Por não lembrar seus feitos, ignorar seu passado glorioso. Há 50 anos, no estádio Raasunda em Estocolmo, capital da Suécia, o povo brasileiro começava a expurgar seu “complexo de vira-latas“.

Sentimento nato da maioria dos nascidos neste país e que estava com sua força máxima desde a tragédia do “Maracanazo“, a derrota na final da Copa do Mundo de 1950 em pleno Maracanã, de virada contra o Uruguai por 2×1.

No dia 29 de junho de 1958, o Brasil foi campeão mundial de futebol ao enfiar históricos 5×2 contra a anfitriã Suécia, de virada. Depois de superar adversários dificílimos como a França (do artilheiro Just Fontaine, que fez 13 gols naquela Copa), País de Gales, a União Soviética e seu futebol científico, o mundo sabia: os melhores eram os brasileiros.

Era a glória de um futebol que tinha craques do porte de Didi, Nílton Santos, Djalma Santos, Vavá. Mas que sobretudo tinha a genialidade imprevisível de Mané Garrincha e o futebol sobrenatural de Pelé, então com 17 anos.

Naquele time alguns jogadores já eram lendários, como Didi e Nílton Santos, porém outros apenas haviam brilhado em solo nacional. Um deles, chamado por Nélson Rodrigues de “O Anjo das Pernas Tortas“, era chamado de Manoel. Virou mito com o apelido Garrincha, um passarinho, e atendia por um dos mais brasileiros de todos os apelidos: Mané. Preciso falar algo?

O outro, bem… Édson Arantes do Nascimento. Um tal Pelé, 17 anos. Por um esquecimento da CBF (então CBD), não mandaram o número das camisetas. Um funcionário da FIFA colocou aleatoriamente e… Saiu a camisa 10 para Pelé. Sabe quando dizemos que o craque do time é o 10? E que coisa boa é “DEZ”? Isto começou lá na Suécia, há 50 anos…

A campanha:

Pela primeira vez, a desorganizada CBD levava preparador físico (Paulo Amaral, falecido recentemente), um corpo médico-dentista e até um psicólogo. Os jogadores não foram numerados, e um funcionário sueco da FIFA aleatoriamente numerou os atletas. Coincidência ou não, Pelé ficou com a camisa 10 e Garrincha com a 11…

Na primeira fase um 3×0 sobre a Áustria foi seguido por um 0×0 contra a Inglaterra. Neste jogo o Brasil não foi bem, sendo amplamente dominado pelos ingleses.

Com a classificação em risco, alguns jogadores conversaram com o técnico Vicente Feola. Depois desta conversa, o forte volante Zito e os futuros gênios Pelé e Garrincha viraram titulares. O futebol científico dos soviéticos, um dos favoritos ao título, foi destroçado pelos dribles de Garrincha e 2×0 foi o placar sobre a União Soviética, gols de Vavá.

Nas quartas-de-final, Pelé entraria para a história contra País de Gales. Fez seu primeiro gol em Mundiais ao marcar uma obra-prima contra a sólida defesa galesa. O gol só saiu aos 28 minutos do segundo tempo, mas os 73 minutos que precederam este momento foram eliminados de sua existência, frente à beleza do gol do garoto do Santos:


Na semifinal, a França do centroavante Just Fontaine. Com oito gols marcados até aquele dia, ele era o líder de um time que ainda tinha os craques Kopa e Piantoni. Mas pegou um Brasil inspiradíssimo, que venceu por 5×2 com um golaço de Didi e outros três gols de Pelé, que começava a se tornar um mito com sua imort

Postado por Perin, fazendo mais que a CBF por estes mitos

As grandes façanhas da história do futebol do interior: Brasil, Caxias e Juventude

28 de junho de 2008 0

Ao longo do último mês, aqui no Almanaque Esportivo, pudemos reviver as três principais conquistas do futebol do interior do Rio Grande do Sul

AS MAIORES FAÇANHAS DO FUTEBOL DO INTERIOR:

Postado por Perin, parabenizando estas torcidas pelas glórias

Juventude, o dono da Copa do Brasil de 1999 - II

28 de junho de 2008 0

Hoje vimos a trajetória do Juventude na Copa do Brasil de 1999 até chegar à finalíssima da competição. E a decisão? Seria contra o Botafogo, que também fazia ótima campanha e havia eliminado Paysandú, Criciúma, São Paulo, Atlético-PR e ainda o Palmeiras, que seria campeão da Libertadores naquela temporada.

No primeiro jogo, em uma gélida tarde de Caxias do Sul e de uma polêmica arbitragem de Márcio Rezende de Freitas (que novidade…). O Juventude começou arrasador e fez 2×0 com gols de Fernando e Márcio Mixirica, aos 14 e 21 minutos do primeiro tempo. O zagueiro botafoguense Sandro e o meia alviverde Wallace brigaram e foram expulsos. No finalzinho do primeiro tempo, um erro do lateral-esquerdo Dênis deixou o craque Bebeto livre para descontar, 2×1.

No segundo tempo, o Juventude foi para acima e acertou a trave do goleiro Wágner duas vezes. Logo depois, o zagueiro Capone foi expulso por impedir chance clara de gol. O Botafogo só passou a pressionar bastante quando Rodrigo marcou duas vezes, mas o árbitro Márcio Rezende de Freitas anulou ambos os gols. O primeiro por falta de ataque, discutível, e o segundo por um impedimento inexistente. Desanimado, o Botafogo voltou a levar pressão e quase levou o terceiro nos instantes finais, com o goleiro Wágner salvando o time.

No segundo jogo no Maracanã, mais de 100 mil torcedores empurraram o Botafogo para cima do time de Caxias. Já pelo lado gaúcho, 1.500 torcedores do Juventude viajaram até o Rio de Janeiro em busca do inédito título. Um só 1×0 bastaria ao time carioca, mas o Juventude tinha a seu favor o retrospecto de ter eliminado quatro dos cinco times até a decisão jogando a segunda partida fora de casa.

O jogo começou morno e assim seria durante praticamente toda a partida. Afobado, o Botafogo praticamente não criou chances, enquanto o Juventude se defendia com firmeza e organização. Lauro, que estava suspenso no primeiro jogo, era o líder do meio-campo caxiense, enquanto o reserva Picolli não deixava a defesa sentir a ausência do zagueiro Capone, artilheiro do time na competição com cinco gols.


Com o passar dos minutos, o Botafogo foi desanimando, enquanto o Juventude cada vez mais próximo de sua maior conquista, lutava com todas as suas forças. E assim aconteceu: o Brasil se rendeu e a Papada comemorou:

JUVENTUDE CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 1999

FINAIS DA COPA DO BRASIL 1999

20/06/1999 Juventude 2×1 Botafogo
Local: estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul-RS
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Público: 20.489 pagantes
Gols: Fernando (14′) e Márcio Mixirica (21′) e Bebeto (41′), todos do 1° tempo.

Juventude: Émerson, Marcos Teixeira, Capone, Picoli e Dênis; Roberto, Flávio, Mabília (Patrício) e Wallace; Fernando (Alcir) e Márcio (Mário Tilico). Técnico: Walmir Louruz

Botafogo: Wágner, Fábio Augusto (Rodrigo), Sandro, Jorge Luís e César Prates; Redner, Válber (Leandro), Caio (Bandoch) e Sérgio Manoel; Bebeto e Zé Carlos. Técnico: Gílson Nunes

27/06/1999 Botafogo 0×0 Juventude
Local: estádio Maracanã, Rio de Janeiro-RJ
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)
Público: 90.217 pagantes

Botafogo: Wagner, Fábio Augusto, Jorge Luiz, Bandoch e César Prates (Leandro); Júnior, Reidner, Caio (Rodrigo) e Sérgio Manoel; Zé Carlos e Bebeto (Felipe). Técnico: Gílson Nunes

Juventude: Émerson, Marcos Teixeira, Picolli, Índio e Dênis; Lauro (Kiko), Roberto, Flávio e Mabília (Gil Baiano); Maurílio, Márcio Mixirica (Alcir). Técnico: Valmir Louruz

RESUMO DA CAMPANHA:
10 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 1 derrota. 25 gols a favor, 9 gols contra. Saldo de 16 gols positivos
Artilheiros: Capone (5 gols), Flávio e Márcio Mixirica (4 gols), Fernando, Mabília (3 gols), Mário Tilico(2 gols); Maurílio, Wallace, Dênis e Marcos Teixeira (1 gol).

CURIOSIDADES:

- O goleiro Émerson foi formado no Grêmio, assim como o meia Mabília. Maurílio jogou pelo Grêmio, assim como o meia Lauro e o zagueiro Capone.

– Gil Baiano, Dênis, Mabília, Wallace e o técnico Walmir Louruz tiveram passagens ruins pelo Internacional. Louruz naquele mesmo ano.

– Lauro, que disputou mais de 500 jogos pelo Juventude, é o único jogador presente em todas as grandes conquistas do clube: Série B de 1994, Gauchão de 1998 e Copa do Brasil de 1999.

– Os dois finalistas acabaram rebaixados no Campeonato Brasileiro de 1999. Por uma decisão ridícula do STJD, o Botafogo ganhou os pontos de um jogo contra o São Paulo, que inscreveu irregularmente Sandro Hiroshi. Com isto, o Gama-DF acabou rebaixado. O time candango entrou na Justiça Comum e acabou revertendo o rebaixamento. Para arrumar espaço para outros dois grandes que estavam na Série B (Fluminense e Bahia), resolver o “imbróglio” judicial e cumprir as determinações legais, os clubes criaram a “Copa João Havelange” em 2000, competição que teve o Vasco da Gama como campeão. Porém o Botafogo seria rebaixado novamente em 2002, enquanto o Juventude sofreria o mesmo destino em 2007.

– Até hoje, o 4×0 repercute no Beira-Rio. É considerada a mais vexatória derrota em jogo decisivo de todos os tempos em quase 100 anos do Internacional

-Mário Tilico era o único jogador do Juventude que já havia sido campeão brasileiro. Foi em 1991, jogando então pelo mítico São Paulo, do mestre Telê Santana.

– Flávio, capitão do time e reconhecidamente o melhor jogador daquela equipe, se aposentou pelo Juventude. Foi vice-campeão gaúcho treinando o 15 de Campo Bom em 2003, e ainda treinou o Ju em outras três oportunidades, a última no ano passado.

– Lauro é o único jogador que ainda joga no Juventude.

AS MAIORES FAÇANHAS DO FUTEBOL GAÚCHO

Juventude, o dono da Copa do Brasil de 1999 - I

28 de junho de 2008 2

JUVENTUDE, Campeão da Copa do Brasil de 1999.

Ontem, no dia 27 de junho, completaram-se nove anos da maior façanha de um clube do Interior do RS. E assim se encerra a série sobre as grandes façanhas do futebol gaúcho, que começou em 1985 com o Brasil de Pelotas ficando em Terceiro Lugar no Brasileirão, e que teve ainda o título gaúcho de 2000 do Caxias.

O título do Juventude, pode-se dizer, começou em 1993. Naquele ano, a multinacional italiana Parmalat passou a investir no time de Caxias do Sul, clube mais antigo do Brasil de origem italiana. Dois anos depois, o Juventude já estava na Primeira Divisão do Brasileiro. Com o passar dos anos, a empresa passou a investir cada vez menos no clube (e também no Palmeiras, principal clube da multinacional).

Porém o Juventude aproveitou estes anos para crescer sua estrutura como clube, manter-se na Série A e aumentar o patrimônio: fez um Centro de Treinamento, reformou o estádio Alfredo Jaconi, formou jogadores e aumentou o número de sócios. No período entre 1995 e 2007, quando o alviverde permaneceu na Primeira Divisão, o Juventude ficou entre os 10 primeiros em: 1997 (5°), 2002 (7°) e 2004 (7°).

Em 1998, o “Papo” foi o primeiro campeão gaúcho do interior em mais de 50 anos. Na decisão, o Juventude superou o atual campeão Internacional, erguendo a taça em pleno Beira-Rio. Naquele ano já existia uma rivalidade com o Colorado. Dois anos antes, o Inter havia sido eliminado do Gauchão pelo time de Caxias, e no ano seguinte, acabou com 14 jogos de invencibilidade colorada ao vencer no Beira-Rio por 1×0, pelo Brasileiro. Mas nada parecido com o que veríamos em 1999.

Assim, como um clube estruturado dentro e fora de campo, o Juventude começou bem a Copa do Brasil de 1999, enfiando 5×1 no Guará-DF fora de casa, encerrando a disputa. O treinador? Walmir Louruz, que havia levado o Brasil de Pelotas ao 3° lugar em 1985. Sinal de bons fluídos?

Pode ser, pois na segunda fase, levou 3×1 do Fluminense (então na Série C do Brasileiro) no Maracanã. Mas no jogo de volta, precisando vencer por dois gols de diferença, enfiou históricos 6×0. Três gols do volante e capitão Flávio, dois de Mabília e outro de Capone arrasaram o time carioca, classificando para as oitavas-de-final.

Então um jogo dificílimo, contra o atual campeão brasileiro Corinthians (que seria bicampeão no final daquela temporada). A vitória veio com gols do zagueiro Capone e de Márcio Mixirica. No jogo de volta, o Juventude já era a sensação da Copa do Brasil ao bater o Corinthians no Pacaembu por 1×0, gol de Márcio Mixirica. Então, o rival das quartas-de-final foi o Bahia. O time nordestino vinha com sentimento de vingança, afinal foi em um empate de 0×0 em 1997 que o Bahia havia sido rebaixado naquele Brasileirão, em plena Fonte Nova.

Foi o único jogo que o Juventude não conseguiu bom resultado no Alfredo Jaconi. Levou 1×0, gol de Uéslei, empatou e virou com gols de Mabília e do veterano Mário Tilico. Mas o meia-atacante Uéslei empatou de novo, deixando o placar final em 2×2.

Em uma Fonte Nova entupida de gente, o Ju fez o inverso da primeira partida: saiu na frente com um gol de Capone, levou a virada com gols de Uéslei e Vinícius, e arrancou um empate no segundo tempo através de Mário Tilico, o reserva mais importante do time naquela competição, 2×2. Nos pênaltis, o goleiro alviverde Émerson acaba com o sonho baiano. O Juventude era semifinalista da Copa do Brasil!

E quem seria o adversário? Um Internacional motivado pelos sonhos delirantes do presidente Paulo Amoretty, que havia contratado o capitão do tetracampeonato mundial Dunga por um valor absurdo, mais Gonçalves e Elivélton, além de manter as estrelas Christian, Fabiano e André. Em uma noite chuvosa e muito fria, contra um adversário esfacelado pelos desfalques (quatro titulares não jogaram), o Juventude não aproveitou as chances. Ficou no 0×0 em Caxias e teve sorte nos minutos finais, quando Marcelo e Fabiano perderam gols feitos.

No segundo jogo, embalado por 30 mil sócios e 80 mil vozes no Beira-Rio, ninguém imaginava outro resultado a não ser a vitória do Internacional. No primeiro tempo, o capitão Flávio sentiu lesão e teve que sair antes de 10 minutos. um gol incrível perdido pelo colorado Almir selaria os destinos daquele jogo. Aos 47 minutos do primeiro tempo, o lateral-direito Marcos Teixeira desferiu um chutaço, 1×0 Juventude. Incrédulos, os Colorados viam um time que se defendia com talento e organização suportar tranquilamente a afobada pressão colorada.

O segundo tempo mal começou e o time de Caxias deu o golpe de misericórdia quando Márcio Mixirica aproveitou escanteio e ampliou, 2×0. Desesperado e precisando fazer três gols, o Internacional se tornou presa fácil e levou mais dois gols de Mabília e Capone. Mabília ainda perdeu uma penalidade, mas o destino daquele confronto estava selado: Juventude classificado para a decisão com um antológico 4×0 em pleno Beira-Rio.

Justiça com o melhor ataque da competição, e que havia eliminado dois dos principais favoritos do torneio, o Corinthians e o Internacional.

E, daquele dia em diante, a sina de sempre complicar contra o Colorado era, de uma vez por todas, uma “touca“. Revoltados, os torcedores promoveram vários tumultos durante e depois do jogo, e diversas partes do Beira-Rio foram depredadas.

Mas isto em nada tinha a ver com o Juventude. Pela primeira vez na história, o time estava na final de uma competição nacional… Mas isto é assunto para mais tarde…

AS MAIORES FAÇANHAS DO FUTEBOL GAÚCHO

Ping-Pong é show de bola

28 de junho de 2008 0

Já que eu sou naba no futebol, ping-pong eu sempre joguei direitinho. Era um dos melhores lá na Colônia de Férias do Geraldo Santana em Tramandaí e jogava direito lá em Juiz de Fora, MG. Bons tempos…

Só que ping-pong, na real Tênis de Mesa, é esporte sério, profissional e olímpico.

Assistir uma partida de ping-pong é sensacional, muita gente não tem nem noção do quão emocionante é um jogo envolvendo grandes atletas, e o nível altíssimo de especialização dos mesmos.

Portanto, vai uma sequência de imagens de grandes lances no tênis de mesa:

Outra tão espetacular quanto a primeira:

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Postado por Perin, dizendo que

John McEnroe: isto sim é `boca-suja`

27 de junho de 2008 0

Um dos maiores tenistas da história do esporte foi o norte-americano John McEnroe. Tricampeão em Wimbledon, foi ainda quatro vezes vencedor do US Open e um dos maiores duplistas de todos os tempos (em especial jogando ao lado de Peter Fleming).

Foram 155 troféus, sendo 84 de simples, um de duplas mistas e o resto de duplas.Mac” (como era conhecido) e nutriu uma rivalidade imensa com o sueco Bjorn Borg, incluindo duas finais antológicas em Wimbledon e no US Open de 1980, ambas decididas no 5° set . Outros rivais nas quadras foram o tchecoeslovaco Ivan Lendl (que uma vez nocauteou McEnroe involuntariamente com uma bolada) e seu compatriota Jimmy Connors, este já em final de carreira.

Porém ele tinha um pequenino problema… O gênio! Foi suspenso por xingar juízes, assistentes e bandeirinhas diversas vezes. Foi suspenso por dois meses em 1986 depois de uns xingamentos ocasionais no US Open. A pior foi em 1990, no Australian Open, quando foi sumariamente desclassificado da competição por xingar um juiz pela terceira vez na mesma partida.


McEnroe não tinha nenhum tato e proferia palavrões a torto e direito. Ou ainda jogava a raquete na primeira coisa que via, poderia ser o solo da quadra, umas bananas, o copo de suco ou a parede. Classe, finesse? Bem capaz! McEnroe ultrapassava o limte da falta de educação e era antipatizado pela maioria dos torcedores, especialmente no calmo mundo do tênis (ainda mais na época).

Seu temperamento explosivo não impediu de conquistar recordes 13 títulos em uma só temporada (1984), com apenas 3 derrotas em 85 partidas (Federer chegou perto, com 81-3 em 2005). Mesmo assim, neste mesmo ano Mac estourou com a arbitragem após um `erro` (na sua visão) no Torneio de Estocolmo:


O pior de tudo isto é que recentemente foram utilizados recursos computacionais para verificar se, nos lances que McEnroe causou uma enorme confusão, ele tinha razão ou não. Em todos os cinco principais momentos analisados por uma equipe norte-americana, o resultado foi: cinco vezes McEnroe estava errado!

Este era John McEnroe. 170 semanas líder do ranking da ATP. Quatro vezes líder do ranking ao final da temporada. Pentacampeão mundial da Copa Davis. Um dos cinco maiores tenistas dos Estados Unidos em todos os tempos.

E um louco desbocado em quadra.

Postado por Perin, escondendo as crianças destes vídeos…

Pênaltis "indiretos: início, meio e fim

26 de junho de 2008 4

No mês passado, na vitória de 2×1 do América-MG sobre o Ideal pela Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, o atacante Euller tocou de calcanhar para Douglas (ex-Grêmio), que deslocou o goleiro e fez o gol. Tudo isto não seria nada demais se Euller não tivesse feito isto em uma cobrança de pênalti…

Euller apenas repetiu uma cobrança feita pelo gênio holandês Johan Crujff, no jogo Ajax 5×0 Helmond Sports, pelo Campeonato Holandês da temporada 82/83. Ao invés de bater direto, o meia apenas rolou a bola para o dinamarquês Jesper Olsen. Este por sua vez, devolveu para Crujff, que só rolou para as redes. Como bem sabem, o gol é perfeitamente legal: só não seria se a bola não rolasse uma vez sobre seu eixo, ou se na troca de passes, um dos jogadores estivesse à frente da linha da bola, ocasionando um impedimento.

Pior foi o que ocorreu no Campeonato Inglês de três temporadas atrás, no jogo Arsenal 1×0 Manchester City. O meia francês Robert Pires foi fazer a mesma coisa ao rolar para o compatriota Thierry Henry e tocou mal na bola. Ela não rolou e Pires tocou de novo, ocasionando um “dois-toques” e tiro livre em favor do Manchester City. Menos mal que o Arsenal ganhou aquele jogo…

Postado por Perin, com mais lances curiosos do Planeta Bola