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Posts de junho 2008

Imaginem se fosse hoje, parte II - VIRADA HISTÓRICA NO GAUCHÃO DE 1945

26 de junho de 2008 1

Ontem falamos do Grêmio e do inesquecível “Gre-Nal Farroupilha” de 1935. Hoje é a vez do Internacional.

A DECISÃO DO GAUCHÃO DE 1945: A VIRADA HISTÓRICA

Era o tempo do Rolo Compressor, 1945. Primeiro jogo da decisão, em Pelotas. O Internacional foi jogar contra o Pelotas na Boca do Lobo. 38 do segundo tempo e perdia por 4×2. Nisso houve um apagão em Porto Alegre e todas as galenas (acho que não haviam descoberto a pilha ainda, muito menos o radinho a pilha) se calaram.

A torcida colorada já dava o jogo como perdido e o campeonato também. Os gremistas tocaram foguetes. Dez minutos depois volta a energia e o locutor em Pelotas, que não sabia que havia faltado luz em Porto Alegre dizia: “o Rolo Compressor fez um milagre jamais visto em campos de futebol do mundo! Em sete minutos fez cinco gols e ganhou o jogo por 7×4!!!

Aíi foi a vez da torcida colorados encher Porto Alegre de foguetes. Desesperados, os gremistas achavam que era mentira e correram para os jornais da época.

Então a insanidade: minutos depois chegava um cabograma nas redações, anunciando que o Internacional havia vencido o jogo por 7×4, fazendo 5 gols nos últimos 7 minutos da partida. Era a confirmação de que, realmente, a vitória era do Internacional.


Imaginem se fosse hoje!

FINAIS DO ESTADUAL DE 1945

15 Nov 1945   Pelotas 2-4 Internacional

18 Nov 1945   Internacional 3-1 Pelotas

Local: Timbaúva, Porto Alegre
Público: 8500 espectadores
Juiz: Paulo Cortelari
Gols do Inter: Tesourinha (2) e Carlitos

Internacional: Ivo – Alfeu e Nena – Vianna, Ávila e Abigail – Tesourinha, Adãozinho, Rui, Magnones e Carlitos

Pelotas: Mário – Vaz e Derni – Rui, Laerte e Geraldo – Calvet, Amaral, Ápis, Fierro e Pepito.

Internacional  – Hexa Campeão Gaúcho 1945

Postado por Perin, imaginando se fosse hoje em dia…

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Imaginem se fosse hoje, parte I - O GRE-NAL FARROUPILHA de 1935

25 de junho de 2008 0

O GRE-NAL FARROUPILHA

Era o ano de 1935. Em um Rio Grande do Sul vibrante, com o gaúcho Getúlio Vargas comandando o Brasil, o estado se dividia em gremistas e colorados. Naquele ano, o Citadino era especial. No dia 22 de setembro daquele ano, Grêmio e Inter chegaram ao jogo separados por um ponto. Em caso de empate, naquele jogo de 40 minutos cada tempo, o Inter seria o “Campeão Farroupilha” e garantiria vaga para a final do Estadual.

No primeiro tempo, um 0×0 com uma atuação heróica do lendário goleiro Eurico Lara, que fechou o gol. Tuberculoso e com problemas cardíacos, o goleiro foi substituído no intervalo. Aos 38 minutos, em uma falta lateral, o atacante Oswaldo Rolla disse: “mete na área, o Risada (zagueiro colorado) vai tirar para o risco da área e eu vou pegar o rebote”. Certeiro, aconteceu como Foguinho disse e gol do Grêmio, 1×0! Atordoado, o Inter perdeu a bola na saída de jogo e levou mais um, desta vez de Laci. Final 2×0, Grêmio campeão Farroupilha!

O Grêmio perdeu a decisão do Estadual para o 9° Regimento, de Pelotas. Por causa disto, este time passou a se chamar Farroupilha, nome que até hoje é utilizado.

Porém o Citadino foi tão marcante que os tricolores prometeram comemorar o título por 100 anos em um jantar de gala. Três jogadores daquele time se tornaram lendas tricolores: o goleiro Lara e os atacantes Luiz Carvalho e Foguinho.

O primeiro virou tema do hino oficial do clube. O segundo foi presidente do time nos anos 70, e o terceiro foi treinador do Grêmio, árbitro de futebol, comentarista esportivo. Hoje “Oswaldo Rolla” é o nome da Av. Cascatinha, ao lado do estádio Olimpico.

Postado por Perin, imaginando a festa tricolor naquele dia

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GP da França - Finalmente uma corrida bacana no 'Circuito Magno'

25 de junho de 2008 0

Mais uma edição das premiações “Almanaque Esportivo” para os destaques (ou vexames) de um GP de Fórmula-1. Agora é a vez do GP da França, corrida notoriamente chata em Magny-Cóurs mas que este final de semana foi bem bacana.

Foi a primeira vitória brasileira em solo francês desde 1985, quando Nélson Piquet usou e abusou do Brabham-BMW nas longas retas do antigo circuito de Paul Ricard, em Le Castellet. De quebra, temos um piloto brasileiro liderando o Mundial.

Felipe Massa fez o que não acontecia desde o GP de Mônaco de 1993, quando Ayrton Senna superou na tabela de pontos seu arquiinimigo Alain Prost e sua ótima Williams-Renault com vitórias soberbas em Interlagos, Donnington Park e Montecarlo, e era o líder da temporada. Bom, vamos aos prêmios:

Troféu “Fiofó de Ouro”Felipe Massa. Azarado nas últimas duas provas, o paulista desta vez contou com o providencial problema de Kimi Raikkonen e, pela primeira vez desde 1993, temos um brasileiro na liderança do Mundial de Fórmula-1.

Troféu “Chris Amon”Kimi Raikkonen. Fez um final de semana perfeito, marcou a pole de número 200 da Ferrari, liderou a corrida com folga até depois do primeiro pit-stop. E, por um problema alheio ao seu desempenho na pista, perdeu rendimento e teve de se contentar com um segundo lugar. Mesmo assim, sai de Nevers ciente de que ele e Massa são os únicos a disputarem, de fato, o título da temporada 2008.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Lewis Hamilton. De novo. Passar na chincane e ganhar a posição acontece, mas na curva seguinte tem que ceder de volta a posição. Só que o Hamilton não achou que fez nada errado, foi punido e saiu reclamando. Tá começando a ficar chato. Menção (des)honrosa para a Honda, que foi o único carro a abandonar (Button) e deu uma tartaruga aleijada para Barrichello.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada”Lewis Hamilton. Nesta terça-feira, brabo com os jornalistas em Londres, disparou: “Tem muita gente falando merda por aí”. Ele queria o quê? Cinco erros ridículos nas últimas dez provas…

Troféu “Jim Clark” – Este eu fiquei na dúvida e resolvi compartilhar: o veterano Jarno Trulli, que fez uma corrida brilhante em uma competitiva Toyota. E para o brasileiro Nelsinho Piquet, que afugentou um pouco a pressão em um excelente sétimo lugar, seus primeiros pontos, na frente do bicampeão mundial Fernando Alonso e ainda em uma prova com um mísero abandono.

Troféu “Rouge & Blanc” – Sem dúvida para o jovem finlandês Heikki Kovalainen. Depois de um erro nos treinos, prejudicando Nakajima e sendo punido com a perda de cinco posições no grid, Kovalainen fez uma corrida de recuperação, várias ultrapassagens e mereceu seu quarto lugar. Só não conseguiu superar Trulli e sua impassável (sic) Toyota.

Postado por Perin, saudando a ótima corrida de domingo

O dia dos frangaços...

24 de junho de 2008 1

Um dia é da caça, outro do caçador… Ontem foi um show de defesas mitológicas de goleiros, hoje é o dia dos frangaços…

Tem frangaço de goleiro belga (o que é raro), do Peter Schmeichel (o que é mais raro ainda), do colombiano Higuita (o que já era mais comum).

E mais esta, que é a melhor de todas que eu achei. Repleta de mongolices, e ainda separados por semelhança na burrada:

Postado por Perin, saudando frangueiros de todo o planeta

Ingressos no clássico: a civilidade venceu!

23 de junho de 2008 8

Parabéns aos dirigentes de Grêmio e Internacional!

Após a reunião de hoje, ficou decidido que o Internacional terá direito a 2.700 ingressos para o clássico de domingo.

Para os Colorados, serão 200 cadeiras, 2.400 ingressos de inferior e outras 100 cadeiras para serem distribuídas para dirigentes e conselheiros.

A mesma quantidade será destinada ao Tricolor no clássico do Segundo Turno, dia 28 de setembro. E isto também valerá para os dois confrontos da Copa Sul-Americana 2008, ambos em agosto.

Ano passado sequer tivemos venda de cadeiras, que ficaram para as diretorias dos dois clubes. E se cogitou fortemente de não termos ingressos para torcida adversária, como ocorreu na Argentina recentemente.

Tudo isto em resposta aos incidentes no Beira-Rio em 2006 (final do Gauchão e 1° turno do Brasileirão), quando banheiros foram depredados e até incendiados em larga escala. Incidentes que, como sempre ocorrem neste país, foram de uma impunidade exemplar, sobretudo o caso dos fogo nos banheiros químicos, Brasileiro de 2006.

Mais vergonhoso porque neste caso temos imagens e, com uma mínima vontade dos clubes e da polícia, elementos conhecidos e famosos teriam sido facilmente identificados. Provavelmente medo de que alguns rostos famosos da sociedade de Porto Alegre fossem reconhecidos… 

outros incidentes de natureza semelhante no Olímpico, quando banheiros também foram quebrados, privadas e pias destruídas. O fato de terem sido menos extensivos da depredação ocorrida no estádio do Inter não isenta ninguém de culpa.

Vandalismo é condenável, ou em um termo mais adequado: execrável. Sem discussão. Sem “mas”. Sem perdão.

Felizmente, a civilidade venceu mais uma batalha pela dignidade e não-violência!

E que venha o Gre-Nal!

Postado por Alexandre Perin

Compilação: GOLEIRO BOM É ISTO AÍ

23 de junho de 2008 0

Ser goleiro é fogo… Faz um bilhão de defesas, a zaga falha o jogo inteiro e ele vai salvando.

O centroavante, maior salário do clube, estrelinha da imprensa, pode errar mil gols e fazer um que vira herói. Aí nosso goleiro dá uma erradinha numa saída de bola e, pimba: catástrofe e a culpa é toda dele. Todinha. Como disse um dos filósofos da bola: “ser goleiro é tão ruim que nem grama nasce perto dele

Por ter sido a vida inteira goleiro (eu já não sou estas coisas, imagina na linha…), eu entendo este lado.

Sendo assim, minha homenagem com grandes defesas de goleiros que marcaram época no futebol mundial

Primeira compilação de grandes defesas:

Segunda compilação de grandes defesas:

Postado por Perin, homenagendo seus ídolos do gol

Grêmio reafirma superioridade sobre Inter em 2007

22 de junho de 2008 0

Hoje iremos falar sobre o último clássico disputado. Ano passado, no dia 16 de setembro de 2007, Grêmio e Internacional se enfrentaram pelo Segundo Turno do Campeonato Brasileiro. O Tricolor foi amplamente superior e venceu por 1×0, gol marcado pelo zagueiro Léo.

Na minha visão, o resultado foi simplesmente a síntese da temporada 2007 colorada, e comprovou a supremacia tricolor em todos os sentidos. Afinal, nas três competições do ano que gremistas e colorados disputaram, o Grêmio terminou à frente. E nos dois clássicos Gre-Nal do Brasileirão, a vitória foi gremista e incontestável.

Naquela tarde/noite, o Grêmio superou o Internacional técnica e taticamente. Abel Braga perdeu o duelo contra Mano Menezes, ao escalar um esdrúxulo 3-5-2 com o baixo volante Magal de zagueiro, Wellington Monteiro de ala-direita. No ataque, Fernandão voltava de longa parada, mas jogou até o final, mesmo tendo péssima atuação no segundo tempo.

Do lado gremista, Mano jogou em um ortodoxo 4-4-2 e aproveitou a péssima atuação da dupla de zaga colorada, Sidnei e Índio. Eles perderam todos os lances individuais e ainda cometeram erros em praticamente todas as bolas aéreas, inclusive no gol, marcado pelo zagueiro Léo aos 12 minutos do primeiro tempo. Tecnicamente, Sandro Goiano e William tiveram grandes atuações, assim como o atacante Tuta.

O segundo tempo foi tão fácil para o Grêmio que o Tricolor chegou a ser displicente, perdendo ótimas oportunidades e parando em duas grandes defesas do goleiro colorado Renan. Já o Inter, que tinha tido uma ótima chance no primeiro tempo, empilhou atacantes sem nenhuma consistência, pouco ameaçando o gol do goleiro argentino Saja. Vejam o compacto da partida:

Ao final daquela rodada, o Grêmio seguia na luta por uma vaga na Libertadores 2008. Seis pontos atrás, o Internacional só via com binóculo uma remota possibilidade de classificação, que virtualmente desapareceria nas duas rodadas seguintes, quando empatou com o Atlético-MG e perdeu para o São Paulo.

Postado por Perin, que considera o Tricolor superior em 2007

Dez defesaças de goleiros em Copa do Mundo

22 de junho de 2008 0

Hoje é dia de endeusar grandes defesas de goleiros em Copas do Mundo. Como defensor da posição, e admirador de arqueiros ao redor do planeta (dois dos meus ídolos foram Taffarel e Peter Schmeichel), estes lances são da coleção de DVD`s “Fifa Fever” (Febre de FIFA).

Nas primeiras imagens, defesas dos brasileiros Marcos e Taffarel. Na sequência selecionada do DVD, me chamou a atenção que a Bélgica teve mais um grande goleiro em Copas, Christian Piot na Copa de 1970, o antecessor dos míticos Jean-Marie Pfaff e Michel Preud`homme, que brilharam intensamente nas Copas de 82, 86, 90 e 94.

Outra bem legal é a de número 9, do goleiro norte-coreano Lee Myung no jogo contra a França. Também imagens raras do maior goleiro de todos os tempos, o soviético Lev Yashin, em um jogo contra o Chile na Copa de 1962 em Santiago.

A número 1, claro, o duelo entre o goleiro inglês Gordon Banks e o imortal brasileiro Pelé, no jogo Brasil 1×0 Inglaterra pela Copa do Mundo de 1970.

Postado por Perin, que acha goleiro melhor que centroavante

Gauchão 2000: a glória eterna do Caxias

21 de junho de 2008 7

Caxias, campeão gaúcho de 2000/Reprodução ZH - 22/06/2000

Hoje, exatamente neste 21 de junho, completam-se oito anos da maior façanha da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias. Com um time consistente, comandado pelo então jovem técnico Tite e com destaques dentro de campo como Gil Baiano, Gilmar, Paulo Turra, Jajá e Ivair, o Caxias venceu o primeiro turno e se classificou para a final. No primeiro jogo no Centenário, enfiou 3×0 no milionário Grêmio-ISL, de Ronaldinho, Astrada, Paulo Nunes e Zinho, segurou um empate em 0×0 no jogo de volta no Olímpico e foi o justo campeão gaúcho da temporada de 2000.

Se 1985 foi o ano no qual o Brasil de Pelotas entrou para o cenário do futebol gaúcho com uma histórica campanha no Brasileirão, 2000 foi o ano da maior glória do Caxias em sua história. Atormentado pelos sucessos do arquirrival Juventude, há muitos anos na Primeira Divisão do Brasileiro,campeão da Copa do Brasil 1999 e que havia sido o primeiro time do interior a ganhar o Gauchão em 50 anos, o time grená precisava dar a volta por cima. E conseguiu!

Naquele ano o estadual foi disputado em um octogonal em ida e volta, com os campeões de cada turno fazendo a decisão. Era a clássica “Fórmula Fraga“, muito utilizada nos anos 70. Mas para chegar lá, o Caxias precisou se classificar em uma fase inicial somente com times do Inter, enquanto a dupla Gre-Nal e o Juventude disputavam a Copa Sul-Minas. O time grená ficou em segundo, atrás somente do Esportivo.

Em Março começou o Gauchão em sua fase quente. No primeiro turno o Caxias começou vencendo o Passo Fundo por 4×0, depois o clássico “Ca-Ju contra o Juventude em pleno Alfredo Jaconi por 1×0 e empatou o “Clássico da Polenta” em 0×0 com o Esportivo na antiga Montanha. A campanha crescente ganhou força após bater, ao natural, o Internacional por 2×0 no Centenário. O único tropeço viria a seguir, um 2×0 para o 15 de Novembro em Campo Bom.

Na penúltima rodada, um 4×3 contra o Santa Cruz aliado a um 1×1 no Gre-Nal deixava o Caxias com uma vantagem de um ponto sobre o Grêmio. Com remotíssimas possibilidades, o Inter precisaria vencer o Juventude em Caxias por dois gols de diferença e torcer por um empate entre Caxias e Grêmio na última rodada.

Porém o jogo final daquele turno era no Olímpico. Com um estádio lotado, repleto de estrelas como Danrlei, Zinho, Ronaldinho e os argentinos Astrada e Amato, o Grêmio era favoritaço. Uma vitória simples já deixava o Tricolor, então treinado por Antônio Lopes, classificado para a final.

Só que o Caxias não quis nem saber e saiu na frente com um golaço de Ivair, sem chances para Danrlei. O Grêmio empatou ainda no primeiro tempo, com um gol de Amato, mas logo depois Jajá fez 2×1 para o Caxias. O time de Tite estava na final!

No segundo turno, já na decisão, desmobilizado e preservando jogadores para a fase final, o Caxias novamente foi protagonista. Na última rodada, ao levar 1×0 do Grêmio com um gol de Itaqui, o Caxias viu a equipe gremista se classificar para a decisão.

Então a finalíssima, o jogo mais importante da história do clube. Na primeira partida, em uma gelada noite de inverno no Centenário, muita confusão antes do jogo entre dirigentes e também na torcida. Dentro de campo, um nada humilde Grêmio não viu a cor da bola e foi dominado amplamente, do início ao fim. O Caxias empilhou chances, mas errava no nervosismo e na falta de pontaria do ataque. Somente aos 44 minutos, Gil Baiano fez 1×0 para o Caxias e colocou justiça no placar.

Logo a três minutos do segundo tempo, Ivair cobrando falta ampliou: 2×0. O veterano goleiro Sílvio (Danrlei fora barrado pelas más atuações naquele Gauchão), ainda buscaria a bola outra vez dentro do gol gremista, através de Márcio aos 22 minutos. E isto que o tosco centroavante Adão, que depois jogou no Grêmio, ainda perdeu ótimas oportunidades de ampliar o marcador. O escore final era de 3×0, e o Grêmio teria que fazer uma “epopéia” para reverter tão amplo marcador em uma decisão de campeonato.

O clima fora de campo já começou tenso, com os dirigentes gremistas anunciando um “Kosovo” em Porto Alegre (cidade então sitiada pelos sérvios na Iugoslávia), tentando intimidar o time de Caxias. Sem dúvida, uma expressão profundamente lamentável.

O jogo final foi adiado do dia 18 para o dia 21 por causa das chuvas, o que beneficiou o Grêmio, que esperava mais público. Ingressos populares levaram quase 30 mil torcedores ao Olímpico para a final. O clima era de esperança, que o clube do interior “amarelasse” e desse o título para o Grêmio.

Dentro de campo a partida começou com uma blitz gremista sobre o gol de Gilmar. Segura, a zaga de Émerson e Paulo Turra foi aos poucos controlando o ataque gremista, que enfim via uma boa atuação do centroavante argentino Gabriel Omar Amato, criando e desperdiçando algumas oportunidades.


Depois disto, o jogo foi extremamente truncado, com o Caxias se defendendo com segurança e o Grêmio só tendo chances nos instantes finais, com Amato perdendo ótima chance ao parar nas mãos de Gilmar.

No segundo tempo, aos poucos o Tricolor foi esmorecendo e a torcida do Caxias se animando nas arquibancadas. O grito de título estava próximo. No finalzinho da partida, pênalti para o Grêmio que Ronaldinho se preparou para bater. A estrela máxima do Tricolor e da Seleção Brasileira bateu mal, Gilmar pegou e o árbitro Carlos Simon aproveitou a deixa para encerrar o jogo:


CAXIAS CAMPEÃO GAÚCHO DE 2000!!!!

FINAIS:

14 de junho
Caxias 3 x 0 Grêmio – Centenário, Caxias do Sul (RS)

Gols: Gil Baiano (44′/1ºT), Ivair (03′/2ºT) e Márcio (22′/2ºT).
Arbitragem: Carlos Eugênio Simon, auxiliado por Altemir Haussmann e Júlio César Santos.
Público: 13.369 pagantes. Renda: R$102.951,00.
Cartões amarelos: Jairo Santos, Sandro Neves e Ivair (C); Ânderson Lima, Marinho, Ânderson Polga e Jê (G).

CAXIAS:
Gilmar; Jairo Santos, Émerson, Paulo Turra e Sandro Neves; Ivair (Cláudio), Titi, Gil Baiano e Maurício (Márcio); Jajá (Moreno) e Adão. Técnico: Tite.

GRÊMIO:
Sílvio; Marinho, Alex Xavier e Nenê; Ânderson Lima, Ânderson Polga, Gavião (Guilherme), Zinho e Roger (Jê); Ronaldinho Gaúcho e Adriano (Amato). Técnico: Antônio Lopes.

21 de junho
Grêmio 0 x 0 Caxias – Olímpico, Porto Alegre (RS)

Arbitragem: Carlos Eugênio Simon, auxiliado por José Carlos Oliveira e André Veras.
Público: 24.326 pagantes. Renda: R$193.174,00.
Cartões amarelos: Ânderson Lima, Ronaldinho Gaúcho, Alex Xavier, Zinho, Marinho e Roger(G); Paulo Turra, Gilmar, Sandro Neves, Titi e Adão(C).

GRÊMIO:
Sílvio; Ânderson Lima, Marinho, Alex Xavier e Roger; Ânderson Polga (Eduardo Costa), Itaqui (Beto), Zinho e Ronaldinho Gaúcho; Cláudio Pit-Bull e Amato. Técnico: Antônio Lopes.

CAXIAS:
Gilmar; Jairo Santos, Émerson, Paulo Turra e Sandro Neves; Ivair, Titi (Cláudio), Gil Baiano e Márcio; Jajá (Delmer) e Adão (Luciano Araújo). Técnico: Tite.

Curiosidades do título:

- o Caxias foi o último campeão gaúcho do século XX
– Daquele time, Gilmar, Paulo Turra jogaram em Portugal, o segundo sendo campeão português em 2003.
Gil Baiano e Márcio tiveram apagadíssimas passagens pelo Inter em 2000 e 2002, respectivamente
Sandro Neves e Adão fizeram o mesmo no Grêmio, em 2000 e 2002
– O técnico Tite treinou o Grêmio entre 2001 e 2003, se sagrando campeão gaúcho e da Copa do Brasil em 2001.
– Ele também foi o único treinador campeão gaúcho por dois times diferentes em anos consecutivos nos últimos 30 anos. Hoje treina o arquirrival Internacional
Gilmar hoje é treinador.
Delmer é um dos maiores goleadores do Caxias em todos os tempos
– O goleiro reserva André foi o herói do Caxias no ano passado, sendo o protagonista principal da conquista da Copa Amoretty ao fechar o gol e pegar pênaltis na decisão contra o Brasil, em Pelotas.

EDITADO: Pedro, não aprovei teu comentário por considerar descabido. Só neste final de semana, assisti cinco jogos completos (dois da Eurocopa, e quatro do Brasileirão). 

Se tu acha que o post é muito ruim para ti, como gremista, o que colorados irão dizer na próxima semana quando falar do título de 1999 do Juventude na Copa do Brasil? Só fiz isto de maneira organizada, na ordem crescente de importância das façanhas: Brasil de Pelotas em 1985, Caxias em 2000 e Juventude em 1999. Simples assim.}

AS MAIORES FAÇANHAS DO FUTEBOL GAÚCHO

GP de Magny-Cóurs: o fim desta naba

21 de junho de 2008 0

Neste domingo será disputada a última corrida de Fórmula-1 disputada no chatíssimo circuito de Magny-Cours. Situado longe de qualquer lugar decente, sem hotéis, com públicos fraquíssimos, a pista francesa será substituída em 2009 provavelmente por um circuito de rua em Paris. Se isto não acontecer, a França fica sem GP no ano que vem. 

Aliás, o GP da França nunca foi uma boa pista para os brasileiros, nem nos tempos áureos de Émerson, Piquet e Senna. Só vencemos em 1985 com Piquet (a última vitória da Brabham na F-1), aproveitando as longas retas de Paul Ricard com seu BMW turbo. E ainda foi palco de uma grande tragédia, causando a morte de um jovem piloto brasileiro em 1995 na F-3000.

Esta primeira volta catastrófica aconteceu na primeira corrida da GP2 ano passado em Magny-Cóurs. Depois da barbeiragem na largada entre Timo Glock e Andreas Zuber, o piloto venezuelano Ernesto Viso (que incrivelmente saiu ileso) decolou na traseira do alemão Michael Ammermuller e o resultado foi este:

Lembrou muito a tragédia de 1995, quando o garoto paranaense Marco Campos, na última volta da última corrida da então F-3000 (a antecessora da GP2), decolou na traseira de Thomas Biaggi disputando a inócua 9º colocação. O piloto bateu a cabeça na parte de dentro do muro e morreu algumas horas depois. Foi o último acidente fatal envolvendo um piloto brasileiro no Exterior:

Campanha final:
FORA HUNGARORING E BARCELONA,
VOLTA NURBURGRING E INDIANAPOLIS

Postado por Perin, agradecendo pelo fim das corridas aí…