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Posts do dia 7 julho 2008

Wimbledon 2008, Nadal vs. Federer: um jogo imortal

07 de julho de 2008 2

Nadal e Federer, no maior jogo de todos os tempos

Quem assistiu ontem a final do torneio de Wimbledon viu um jogo que entrará na história. Depois de 4h48min e 66 games (recordes na história de finais masculinas em Wimbledon), o espanhol Rafael Nadal fez o que parecia ser quase impossível: destronar o suíço Roger Federer em uma quadra de grama. O placar de 6/4, 6/4, 6/7(5/7), 6/7 (8/10) e 9/7 diz muito sobre como foi o jogo, com dois sets decididos no “tie-breaker” e repleto de alternativas.

E assim acabou uma invencibilidade de 65 jogos no templo do tênis mundial para um dos maiores tenistas de todos os tempos. A partida de ontem, interrompida duas vezes por causa da chuva, tem tudo para ser lembrada por décadas. Os mais de 13 mil espectadores presentes ao All England Club, viram jogadas excepcionais de dois tenistas no auge da forma física e técnica. Maravilhados, viram Nadal abrir dois sets de vantagem, Federer se recuperar nos dois sets seguintes. No set decisivo, Nadal superou o próprio nervosismo e bateu Federer em 9 a 7.

Vice-campeão do torneio nos últimos dois anos, Nadal impediu um inédito hexacampeonato de Federer, número 1 do ranking da ATP desde 2004. De quebra, diminuiu a diferença entre ambos e manteve a supremacia em decisões: são 10 vitórias do espanhol em 14 finais.

A derrota foi particularmente dolorosa para Federer, que já havia sido derrotado em 2008 no saibro de Roland Garros (a especialidade de Nadal). Ele aliás é o primeiro, desde o sueco Bjorn Borg em 1980, a conquistar Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. Fato especialmente singular devido às características diametralmente opostas do saibro lento francês para a rápida grama inglesa.

O SPORTV tem uma série de documentários especiais, que sempre vai ao ar no final de ano, chamada “Jogos para Sempre”. Nela, jogos épicos de futebol envolvendo times ou seleções são “escarafunchados” em detalhes. Se isto for feito para o tênis, temos mais um jogo para jamais esquecer.

O duelo está sendo comparado com a mítica final de Wimbledon em 1980, do sueco Bjorn Borg contra o polêmico norte-americano John McEnroe, vencida pelo primeiro que então conquistava o pentacampeonato. No ano seguinte, McEnroe deu o troco, acabando com a invencibilidade de 5 anos de Borg em Londres e impedindo o hexa do sueco.

O inesquecível jogo, em uma época que o também norte-americano Jimmy Connors era um dos principais tenistas, ficou marcado também pelo 4º set. Chamado de “o maior tie-breaker” de todos os tempos, este set foi vencido por McEnroe por 19 a 17. Um compacto do jogo, com sete match points salvos por McEnroe antes da vitória de Borg:

GP DA INGLATERRA - Show de Hamilton em casa!

07 de julho de 2008 0

Uma corrida sensacional em uma molhada pista de Silverstone marcou o GP da Inglaterra de 2008 na Fórmula-1. Relembrando uma épica corrida em 1988 e outra em 1998. Parece que de 10 em 10 anos, temos uma corrida sensacional na Inglaterra.

Um show particular de um garoto, que é um “pato” na chuva chamado Lewis Hamilton, que deu a volta por cima das críticas e foi soberbo na prova. E talvez o “canto do cisne“, com a última grande atuação do veterano Rubens Barrichello, que conseguiu um espetacular terceiro lugar com uma Honda pouco competitiva.

Já Felipe Massa teve um final de semana esquecível: bateu na sexta. Sábado, a Ferrari fez bobagem de novo e ele largou em nono lugar. No domingo rodou cinco vezes e chegou na 11° colocação. Menos mal que continua líder, ao lado de Hamilton e de seu companheiro Kimi Raikkonen, que também sofreu com a Ferrari.

Troféu “Jim Clark”: menção honrosa a Lewis Hamilton, que ganhou quase de ponta a ponta em casa, para delírio dos fanáticos ingleses. Mas ninguém mais deu show que Rubens Barrichello. Depois de uma temporada inteira sem pontuar, Rubinho fez pontos pela terceira vez em quatro provas. Largando em 16°, deu um show na pista molhada, foi o mais rápido da pista e, contando com uma estratégia brilhante de Ross Brawn e da Honda, chegou no pódio pela primeira vez em três anos. Surpreendente e brilhante.

Troféu “Rouge & Blanc”: para Rubens Barrichello e Fernando Alonso, que deram um show de ultrapassagens na corrida. Rubinho largou em 16° e chegou em 3°, enquanto Alonso fez manobras espetaculares na chuva. Menção honrosa para Heikki Kovalainen, que fez uma belíssima ultrapassagem sobre Alonso, por fora.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements”: duplo para Felipe Massa e Ferrari. Por mais inguiável que estivesse, CINCO rodadas eu não tinha visto nem o Paul Tracy fazer, né Massa? E a Ferrari cometeu sua  quarta burrada em quatro provas, desta vez tomando uma decisão bizarra de não trocar os pneus gastos de chuva, o que custou uma possível vitória de Raikkonen. Que saudade do Ross Brawn…

Troféu “Fiofó de Ouro”: Para Kimi Raikkonen, que rodou três vezes, viu a Ferrari errar na estratégia, e ainda assim terminou na boa 4° colocação.Divide a liderança com Massa e Hamilton

Troféu “Chris Amon”: Nelsinho Piquet, fazia uma corrida sensacional, estava na frente de Alonso e, em seu único erro, foi parar na brita e não conseguiu voltar. Mas já provou que pode andar no topo, basta errar menos…