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A falência do Vasco: Euricão e sua herança

25 de julho de 2008 1

Ao assumir o Vasco da Gama, um dos maiores times do futebol brasileiro, o ex-centroavante Roberto Dinamite sabia da encrenca que estava lhe aguardando. Afinal, 20 anos de mandos e desmandos do polêmico Eurico Miranda, ex-deputado federal e um dos homens mais influentes nos bastidores do futebol brasileiro, não sumiriam sem marcas em São Januário (um dos mais antigos estádios brasileiros, construído na década de 20 do século passado).

Porém Dinamite talvez não tivesse ciência do quão desesperadora é a situação financeira do clube, e quantos problemas ele terá que corrigir antes de implantar uma política de médio-longo prazo para o clube carioca. De cara teve que dispensar 11 profissionais remunerados e mais 10 jogadores. Tudo para reduzir a folha de pagamento, impraticável com as parcas receitas ordinárias do Vasco.

Além disto, o time tem um passivo trabalhista imenso e problemas financeiros de grandes proporções no futuro. Isto porque o maior ativo de qualquer clube brasileiro, os jovens atletas, o Vasco está longe ter uma formação de excelência. Sem contar com uma infra-estrutura de CT, como o do rival Fluminense em Xerém, o Vasco perdeu recentemente 11 jogadores das categorias de base.

A maioria tinha menos de 17 anos e não tinha contrato profissional, saindo livremente para outros clubes. Esta semana, o Vasco confirmou que vendeu para a Internazionale o jovem Phillippe Coutinho, de míseros 16 anos, por 10 milhões de reais em três parcelas anuais.

O jogador ficará até completar 18 anos em São Januário, e depois vai para a Itália. E o pior de tudo é que a venda ocorreu dez dias antes da posse da nova diretoria, sem a ciência da mesma!

O Atlético-PR foi o primeiro time a se reorganizar no Brasil. O São Paulo é o clube com maior sucesso neste projeto de longo prazo, receita e poderio econômico. Internacional é o segundo e o Cruzeiro está muito próximo, com resultados variáveis dentro de campo. Aos poucos, depois de quatro anos de fúria perdulária na funesta gestão de José Alberto Guerreiro, o Grêmio segue os mesmos passos, mas ainda com um saldo negativo de dívidas. O mesmo vale para o Corinthians e Palmeiras.

Outros clubes como Santos, Fluminense, Botafogo e Atlético-MG estão muito longe de chegar a um estágio minimamente aceitável.

O Vasco? Bem, está no caminho, mas ainda falta muito… Mesmo!

SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro

Comentários (1)

  • juliano zomer diz: 24 de agosto de 2008

    Caro Perin ,Concordo plenamente com QUASE tudo que vc diz a respeito do Vasco. Quase tudo , pq engana-se quando diz que o Vasco não possui infra-estrutura de CT e pior, compara a medíocre estrutura do Fluminense com AS ESTRUTURAS do Vasco. Quantos jogadores da Base tem o Fluminense atuando hj no time principal? Comparar a estrutura física do Vasco com a do Flu é piada . Se o Vasco está mal , não é por falta de estrutura física não, meu caro . É por incopetência da antiga administração .

    EDITADO: me informe mais sobre as estruturas do Vasco, Juliano, manda para meu e-mail publicado aqui no blog. E o fato do Vasco ter jogadores da base no time principal não significa que eles são bons…

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