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Posts de julho 2008

29 de Julho: Fernando Alonso e Graham Poll

29 de julho de 2008 1

No dia 29 de julho de 1981 nasceu na cidade de Oviedo o piloto espanhol Fernando Alonso. Bicampeão mundial de Fórmula-1 em 2005 e 2006, Alonso é tido como o maior acertador de carros da última década. Rápido, Alonso normalmente não comete erros sob pressão e é exímio na estratégia de corrida, lembrando muito o francês Alain Prost.

Seu outro lado: extremamente arrogante, ele também é conhecido por não se dar bem com seus companheiros de equipe, com conflitos com Giancarlo Fisichella na Benetton, Jarno Trulli na Renault, Lewis Hamilton na McLaren (equipe na qual ficou somente uma temporada). Até com Nelsinho Piquet, Alonso já se estranhou…

Pois nada disto tira os méritos do piloto mais jovem a conquistar um título e depois um bicampeonato mundial (24 anos e 59 dias). É também o mais jovem a vencer (22 anos no GP da Hungria de 2003) e ainda o mais jovem a conquistar uma pole-position (Malásia, 2003). Em menos de 120 corridas, o “Príncipe das Astúrias” já conquistou 19 vitórias e 11 poles-position, mas é um especialista em chegar ao pódium: 49 vezes!

Polêmico, mas genial: este é Fernando Alonso, o primeiro espanhol a vencer na Fórmula-1 e o maior esportista do país ao lado do tenista Rafael Nadal na atualidade.Confiram um especial sobre Alonso:

Outra pessoa nascida no dia 29 de julho é o árbitro inglês Graham Poll. Um dos melhores da Europa, o britânico ficou marcado na Copa do Mundo de 2006 no jogo Austrália 2×2 Croácia, quando deu três cartões amarelos para o defensor croata Josip Simunic. Ele ganhou amarelo aos 15 do segundo tempo, e outro nos acréscimos.

Porém o árbitro Graham Poll errou em suas anotações e não expulsou o jogador! Logo depois, o zagueiro ganhou outro amarelo (seu terceiro!), quando enfim foi expulso de campo. Envergonhado pelo erro, Poll encerrou a carreira internacional logo depois. Confiram o erro:

Postado por Perin, direto do Túnel do Tempo

Há 25 anos: Grêmio conquista a América!

28 de julho de 2008 12

No dia 28 de julho de 1983, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense conquistou a sua maior conquista até então.

Em uma gélida noite de inverno em Porto Alegre, o Tricolor Gaúcho bateu o então campeão mundial Peñarol por 2×1 e se sagrou campeão da Libertadores de 1983. Detalhes sobre toda a campanha foram publicados aqui no ClicRBS no Especial: Libertadores 1983, a conquista da América. Então vou enfocar outros pontos daquela campanha que achei interessante.

César marca o gol do título/Banco de Dados/ZH

Foi a primeira conquista de um time gaúcho na competição. No ano seguinte, o time gremista seria vice-campeão, perdendo a decisão para o argentino Independiente, de Buenos Aires. O Grêmio ainda conquistaria o torneio novamente  em 1995, já sob comando do hoje incontestável técnico Luiz Felipe Scolari.

O Grêmio era o vice-campeão brasileiro (havia perdido a decisão para o Flamengo em 1982), e para a Libertadores montou um time experiente, aliado à juventude de Renato Portaluppi, Paulo Roberto. Jogadores como Mazaropi, Tarcísio, Tita e o capitão Hugo de León eram o esteio experiente, comandado pelo jovem técnico Valdir Espinosa. Na estréia, um 1×1 contra o Flamengo no qual o capitão Hugo de León foi o personagem do jogo: falhou no gol de Baltazar, mas empatou faltando dez minutos com um belo gol em cobrança de escanteio.

Depois, os brasileiros enfrentariam a dupla de adversários da Bolívia: o Blooming e o Bolívar. Naquela época, a altitude de La Paz era menos incensada pela mídia e o Grêmio não quis saber: vitória de 2×1 sobre o Bolívar. Antes, havia derrotado por 2×0 o Blooming em Santa Cruz de la Sierra. Vale ressaltar o gol da vitória contra o Bolívar: o volante China, famoso pela raça e pouca técnica, chutou quase do meio-campo no ângulo do goleiro Elso. Enquanto isto, o Flamengo empatou e perdeu seus dois jogos fora de casa, ficando em situação complicada.

Virtualmente classificado, o Tricolor venceu novamente os dois bolivianos (2×0 no Blooming e 3×1 no Bolívar), se classificando antecipadamente. Deu tempo ainda de sapecar 3×1 no Maracanã, um baile que chegou a ter três gols gremistas em menos de 30 minutos. As semifinais seriam disputadas em dois triangulares, e o Grêmio ficou no grupo de Estudiantes e América de Cali.

Depois de vencer o Estudiantes em casa por 2×1, o Grêmio tropeçou em Cáli: 1×0 para o América, na única derrota gremista na competição. Devolveu a derrota vencendo os colombianos por 2×1 (Mazaropi pegou um pênalti na metade do segundo tempo, garantindo a vitória), mas estava atrás no saldo de gols.


Então, na famosa “Batalha de La Plata“, o Estudiantes foi para o intervalo com dois expulsos e empatando em 1×1. Levou mais dois gols e teve ainda outros dois atletas expulsos no início do segundo tempo, Grêmio 3×1. Quando ninguém mais esperava uma reação dos argentinos, o Estudiantes teve muita raça e arrancou um inacreditável empate em 3×3.

Para os gremistas, tudo parecia perdido. Faltavam uma rodada, e o Estudiantes pegaria o já eliminado América de Cali, fora de casa. Uma magra vitória de 1×0 classificaria os argentinos no saldo de gols. Porém o América de Cáli foi brioso e segurou um 0×0, classificando o time gaúcho para a decisão da Libertadores.

Por ter um amistoso marcado, o Peñarol aceitou a inversão do mando de campo das finais, com o primeiro jogo no Uruguai e o segundo em Porto Alegre (no sorteio, havia saído o inverso).

No dia 22 de julho de 1983, três mil gremistas enfrentaram quase 60 mil uruguaios e toda a mística do temível estádio Centenário. O adversário era um time muito experiente, campeão da América no ano anterior. Além disto, o Peñarol tinha jogadores de alto nível como o meia Saralegui e o centroavante Fernando Morena.

Ao contrário do que se imaginava, o Grêmio começou marcando pressão e atacando. O time gaúcho foi para cima e criou duas boas chances antes de, aos 12 minutos, Tita aparar escanteio de Tarcísio e fazer Grêmio 1×0. Ainda no primeiro tempo, Caio chutaria de meia-bicicleta e Fernandez defendeu em cima da linha. O Grêmio recuou e levou o empate com um gol de Fernando Morena, aproveitando erro da defesa tricolor.Eram passados 35 minutos do primeiro tempo e um segundo tempo se avizinhava terrível para os gremistas.

E de fato, o time uruguaio martelou praticamente toda a etapa complementar, com o Grêmio se defendendo bravamente e lutando contra a extrema violência dos adversários. Aos poucos, o Peñarol foi cansando e deixou contra-ataques livres para o time gremista. Em um deles, Tita perdeu gol feito. No final, um 1×1 excelente, que deixava a decisão para o Olímpico. No fundo, os jogadores gremistas sabiam que faltava muito pouco para conquistar o título.

Com um discurso pragmático, o técnico Valdir Espinosa preparou sua equipe para a partida de volta. Sem se preocupar com a euforia da torcida, mas ciente que o time tinha jogado de igual para igual com os atuais campeões da América, Espinosa não inventou: escalou o mesmo time do jogo de ida.

E, no dia 28 de julho de 1983 (há exatos 25 anos), o Tricolor tinha a partida mais importante de sua história. E os jogadores estavam determinados a também não deixar barato as agressões de Montevidéo.

Além de atacar, os jogadores gremistas jogaram duro, às vezes até de maneira violenta, fazendo frente à habitual pressão uruguaia. Assim, sem se intimidar perante à “catimba” castelhana, o Grêmio saiu na frente do marcador aos 10 minutos do primeiro tempo. O meia Osvaldo cruzou rasteiro da esquerda e Caio, sem marcação, só desviou para as redes de Fernandez. Gol na “goleira da Cascatinha” e delírio no Olímpico.

Porém os uruguaios não se intimidaram. Aos 25 minutos da etapa complementar, o centroavante Morena subiu de cabeça e fuzilou Mazaropi, 1×1. O resultado levava a decisão para um terceiro jogo, em campo neutro (OBS: obrigado pela ajuda aos leitores que corrigiram).

Então, aos 32 minutos do segundo tempo, Paulo Roberto bateu lateral para Renato Portaluppi. O ponteiro gremista deu uma embaixadinha e deu um “balão” para a grande área. César, que havia substituído Caio, entrou no segundo pau para fazer o gol do título.

TODOS OS GOLS DA CAMPANHA

Grêmio 2×1, Campeão da América pela primeira vez!


A CAMPANHA GREMISTA

PRIMEIRA FASE
Grêmio 1×1 Flamengo – Gol: Hugo De León
Blooming 0×2 Grêmio – Gols: Tita e Renato
Bolívar 1×2 Grêmio – Gols: Osvaldo e China
Grêmio 2×0 Blooming – Gols: Caio e Osvaldo
Grêmio 3×1 Bolívar – Gols: Tita (2) e Tonho
Flamengo 1×3 Grêmio – Gols: Tita, Caio e Osvaldo

TRIANGULAR SEMIFINAL
Grêmio 2×1 Estudiantes – Gols: Osvaldo e Tarciso
América de Cali 1×0 Grêmio
Grêmio 2×1 América de Cali – Gols: Caio e Osvaldo
Estudiantes 3×3 Grêmio – Gols: Osvaldo, César e Renato

FINAIS
Peñarol 1×1 Grêmio – Gol: Tita
Grêmio 2×1 Peñarol – Gols: Caio e César

CAMPANHA: 12J, 8V,3E,1D,23GP, 12GC, Saldo: +11

Artilheiros: Osvaldo (6 gols); Tita (5 gols); Caio (4); César e Renato (2 gols); China, Tarciso, Tonho e De León (1 gol)
Melhor jogador: Osvaldo
Capitão: De León

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Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Final

27 de julho: Chilavert e Ricardo Rosset

27 de julho de 2008 0

CHILAVERT

O dia 27 de julho é marcado pelo nascimento de um dos mais polêmicos goleiros de todos os tempos. José Luís Chilavert nasceu há 43 anos no Paraguai, e com 15 anos já era atleta profissional. Com 20 anos, foi jogar na Argentina, aonde entraria para a história do futebol sul-americano, primeiro atuando pelo San Lorenzo e depois pelo Vélez Sarsfield (este, a partir de 1991).

Ele marcou 62 gols na carreira: dois com a bola rolando, 15 de falta e 45 de pênalti. Fez um gol do meio-campo no goleiro Germán Burgos (do River Plate), e marcou gols pelo Paraguai, Zaragoza, Vélez, Strasbourg e Peñarol. Foi o maior goleador entre goleiros até Rogério Ceni superá-lo no jogo Cruzeiro 2×2 São Paulo em 2006.

Seu primeiro gol foi de pênalti, nos acréscimos da partida Paraguai 2×1 Colômbia pelas Eliminatórias do Mundial de 1990. No Real Zaragoza, fez gol de pênalti mas levou outro gol na saída de bola, do meio-campo. Em 56 dos 58 jogos que marcou gols, seu time não foi derrotado. Vejam a cobrança de 1989, contra outro goleiro maluco e goleador, René Higuita.

Com atuações soberbas, Chilavert foi campeão argentino em 1993 pelo Vélez, da Libertadores e da Copa Intercontinental em 1994. Provocador nato, Chilavert comemorou a derrota de 1×0 para o então bicampeão São Paulo, dizendo que nos pênaltis ele se garantia. E foi assim mesmo, Chilavert pegou a cobrança de Palhinha. Depois converteu a cobrança final e deu o primeiro título continental para o Vélez, treinado então por Carlos Bianchi.

Na decisão em Tóquio, contra um magnífico Milan de Maldini, Boban e Savicevic, Chilavert fechou o gol e garantiu uma das maiores zebras da história da disputa, vitória do Vélez por 2×0. Seu status de mito para o clube de Liners se tornava imortal. Foi ainda campeão três vezes pelo Vélez, da Recopa e Supercopa Sul-Americana. Na França, foi campeão da Copa da França pelo modesto Strasbourg, e campeão uruguaio em 2003 pelo Peñarol. Encerrou a carreira em 2004.

Pelo Paraguai, se tornou uma lenda marcando gols e tendo atuações fenomenais nas Eliminatórias para o Mundial de 1998. Na Copa do Mundo da França, só levou dois gols e caiu nas oitavas-de-final perante a anfitriã, e futura campeã, França. Mas suas atuações fenomenais garantiram a Chilavert um lugar na Seleção do Torneio. Em 2002,visivelmente acima do peso, falhou em muitos lances e foi um dos responsáveis pela precoce eliminação paraguaia naquele Mundial.

Polêmico, de personalidade forte, Chilavert sempre foi um dos líderes de suas equipes, seja pelo lado bom, seja pelas confusões. Cuspiu em Roberto Carlos em um jogo das Eliminatórias em 2003 e foi suspenso por quatro jogos, dois deles cumpridos na Copa do Mundo.

Foi expulso várias vezes, brigou muito com jornalistas argentinos em toda sua trajetória no Vélez, agrediu companheiros de time e sempre teve uma relação conflituosa com Carlos Gamarra, o zagueiro capitão do Paraguai

Postado por Perin, direto do Túnel do Tempo

Até a Seleção Brasileira de Vôlei perde!

26 de julho de 2008 4

O maior time de esportes coletivos da história perdeu… A já lendária Seleção Brasileira de Vôlei, o maior time do esporte em todos os tempos, foi derrotada por impiedosos 3 sets a 0 para a nêmesis Estados Unidos, e ficou de fora da final da Liga Mundial pela primeira vez em sete anos. O mais doloroso é que a derrota, a duas semanas dos Jogos Olímpicos de Pequim, foi em pleno Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

O curioso é que em 2002, único ano que Bernardinho e suas estrelas não ganharam a Liga, a derrota foi em casa, para a Rússia no Mineirinho em Belo Horizonte. Ou seja, decidir a Liga não tem dado sorte para o time brasileiro. Esta foi também a segunda vez em 24 competições que o Brasil não chegou a uma decisão (a outra vez foi nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, quando caímos nas semifinais para a Venezuela!).

Se formos considerar apenas as quatro competições mais importantes, a supremacia brasileira é indiscutível. Nem a mítica Itália do final dos anos 80 e início dos anos 90, ou o fabuloso time norte-americano dos anos 80 com o maior jogador de todos os tempos (Karch Kiraly), foi tão superior aos demais quanto o Brasil, que já renovou praticamente todo o time mas continua na elite.

O Brasil é o atual bicampeão mundial de vôlei, ganhou seis das últimas oito Ligas Mundiais e é o atual detentor da Medalha de Ouro nas Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos. Mas finais da Liga Mundial no Brasil dão azar… Ainda bem que a Olimpíada é lá na China.

2001 – Bernardinho assume a seleção brasileira masculina de vôlei
Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
Copa América – CAMPEÃO
Liga Mundial – CAMPEÃO

World Grand Champions – VICE-CAMPEÃO

2002
Campeonato Mundial – CAMPEÃO
Liga Mundial – VICE-CAMPEÃO

2003
Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
Copa do Mundo – CAMPEÃO

Pan-Americanos – 3° Lugar
Liga Mundial – CAMPEÃO

2004
Jogos Olímpicos – CAMPEÃO
Liga Mundial – CAMPEÃO

2005
Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
Copa América – VICE-CAMPEÃO
Liga Mundial – CAMPEÃO
World Grand Champions – CAMPEÃO

2006
Campeonato Mundial – CAMPEÃO
Liga Mundial – CAMPEÃO

2007
Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
Copa América – VICE-CAMPEÃO
Copa do Mundo – CAMPEÃO
Pan-Americano – CAMPEÃO
Liga Mundial – CAMPEÃO

2008
Liga Mundial – SEMIFINALISTA

Postado por Perin, com a colaboração de Alexandre Limeira

As maiores goleadas do Brasileirão na história

25 de julho de 2008 13

A impiedosa goleada de ontem do Grêmio sobre o Figueirense fora de casa entrou para a história do clube e do Campeonato Brasileiro. Foi a maior goleada tricolor em todos os tempos, superando um 6×0 sobre o Noroeste-SP em 1978. 

Também entrou no “hall” das 30 maiores goleadas da história da competição. Fechando a lista de façanhas, é a segunda maior goleada de um time visitante em todos os tempos, só superada por um Bahia 0×7 Cruzeiro no Brasileirão de 2003.

A maior goleada de todos os tempos foi do time do Corinthians de 1983, no final da chamada “Democracia Corinthiana“. E o mais incrível é que foi de virada, 10×1 sobre o Tiradentes do Piauí em uma noite com pouca gente no Pacaembu. A maioria dos jogos abaixo foi de meio de tabela ou sem maior importância.

Temos três jogos em destaque:

1997: o Bragantino levou 7×0 do Internacional na última rodada e saiu comemorando! Motivo: neste mesmo dia, o Bahia empatou em 0×0 com o Juventude e pelos resultados paralelos foi rebaixado.

2003: O mesmo Bahia levou 7×0 do Cruzeiro, incluindo quatro gols de pênalti consecutivos convertidos por Alex, ainda no primeiro tempo. Neste jogo, o tricolor baiano foi rebaixado para a Série B, de onde caiu para a Série C, só voltando a disputar a Divisão de Acesso em 2008.

2005: O Corinthians enfiou 7×1 em um histórico clássico contra o Santos no Pacaembu. É o único clássico dentre todos os jogos citados.

Outras curiosidades sobre as 30 maiores goleadas do Brasileirão entre 1971 e 2006:

 - Guarani (1982), Vasco da Gama (1982 e 2001), Coritiba (1980) enfiaram duas goleadas no mesmo ano.
 
 - O Vasco da Gama fez seis das 30 maiores goleadas. O Guarani-SP tem cinco e o Flamengo quatro.
 
 - A dupla Gre-Nal tem uma citação nestes 30 jogos: Internacional 7×0 Bragantino-SP pela última rodada da 1º fase de 1997, e o jogo de ontem, Figueirense 1×7 Grêmio, pelo Brasileirão de 2008.

 - O Juventude, ao lado da Desportiva-ES, é o único time que levou duas goleadas. Primeiro, um 7×0 do Goiás em 2003 e depois um 7×1 do Fluminense em 2004.
 
 - O Internacional, de Santa Maria, levou 7×0 do Vasco da Gama em 1982.
 
1983 Taça Ouro – Corinthians-SP 10 x 1 Tiradentes-PI
1984 Copa Brasil – Vasco da Gama-RJ 9×0 Tuna Luso-PA
1982 Taça Ouro – Guarani-SP 8×0 River-PI
1981 Taça Ouro – Flamengo-RJ 8×0 Fortaleza-CE
1982 Taça Ouro – Guarani-SP 8×1 Ceará-CE
1980 Copa Brasil – Vitória-BA 8×1 América-RN
1976 Copa Brasil – Flamengo-RJ 8×1 Sampaio Corrêa-MA
2004 série A – São Paulo-SP 7×0 Paysandu-PA<

Postado por Perin, que não torce para nenhum dos derrotados

A falência do Vasco: Euricão e sua herança

25 de julho de 2008 1

Ao assumir o Vasco da Gama, um dos maiores times do futebol brasileiro, o ex-centroavante Roberto Dinamite sabia da encrenca que estava lhe aguardando. Afinal, 20 anos de mandos e desmandos do polêmico Eurico Miranda, ex-deputado federal e um dos homens mais influentes nos bastidores do futebol brasileiro, não sumiriam sem marcas em São Januário (um dos mais antigos estádios brasileiros, construído na década de 20 do século passado).

Porém Dinamite talvez não tivesse ciência do quão desesperadora é a situação financeira do clube, e quantos problemas ele terá que corrigir antes de implantar uma política de médio-longo prazo para o clube carioca. De cara teve que dispensar 11 profissionais remunerados e mais 10 jogadores. Tudo para reduzir a folha de pagamento, impraticável com as parcas receitas ordinárias do Vasco.

Além disto, o time tem um passivo trabalhista imenso e problemas financeiros de grandes proporções no futuro. Isto porque o maior ativo de qualquer clube brasileiro, os jovens atletas, o Vasco está longe ter uma formação de excelência. Sem contar com uma infra-estrutura de CT, como o do rival Fluminense em Xerém, o Vasco perdeu recentemente 11 jogadores das categorias de base.

A maioria tinha menos de 17 anos e não tinha contrato profissional, saindo livremente para outros clubes. Esta semana, o Vasco confirmou que vendeu para a Internazionale o jovem Phillippe Coutinho, de míseros 16 anos, por 10 milhões de reais em três parcelas anuais.

O jogador ficará até completar 18 anos em São Januário, e depois vai para a Itália. E o pior de tudo é que a venda ocorreu dez dias antes da posse da nova diretoria, sem a ciência da mesma!

O Atlético-PR foi o primeiro time a se reorganizar no Brasil. O São Paulo é o clube com maior sucesso neste projeto de longo prazo, receita e poderio econômico. Internacional é o segundo e o Cruzeiro está muito próximo, com resultados variáveis dentro de campo. Aos poucos, depois de quatro anos de fúria perdulária na funesta gestão de José Alberto Guerreiro, o Grêmio segue os mesmos passos, mas ainda com um saldo negativo de dívidas. O mesmo vale para o Corinthians e Palmeiras.

Outros clubes como Santos, Fluminense, Botafogo e Atlético-MG estão muito longe de chegar a um estágio minimamente aceitável.

O Vasco? Bem, está no caminho, mas ainda falta muito… Mesmo!

SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro

Em 2009: Numeração Fixa no futebol brasileiro

24 de julho de 2008 8

Está confirmado: NUMERAÇÃO FIXA A PARTIR DE 2009.

Enfim, uma das questões mais discutidas em quase todas as comunidades, listas de discussão por e-mail, fóruns, conversas de arquibancada ou buteco, está resolvida.

A partir de 2009, segundo informação publicada no jornal Zero Hora de hoje, todos os jogadores terão numeração fixa nos principais campeonatos do futebol brasileiro.

A medida foi imposta pela televisão, que assim pode ter uma melhor cobertura estatística e mesmo visual dos jogadores. Esta norma é de acordo com a numeração utilizada nos grandes campeonatos europeus, nos quais o jogador utiliza sempre o mesmo número.

Hoje mesmo, no Clube da Bolinha, a Cintia Holmann escreveu sobre o assunto, confiram. Quem não se lembra da camisa 16 de Jardel, imortalizada na campanha da Libertadores 1995.

Além disto, a numeração fixa facilita ações de marketing por parte dos clubes. O São Paulo e o Corinthians já utilizam numeração fixa há algum tempo, e o Internacional vai antecipar a mesma para o início do segundo turno do Brasileirão.

Eu não tinha tanto apreço pela mudança, mas fui convencido pelos argumentos do amigo Alessandro Dreyer aqui da RBS, e agora acho que será uma ótima para todos. 

OBS: Obrigado a todos que apontaram os dois erros de falta de revisão: obviamente era “ao encontro” e não “de encontro”, e Jardel em 1995… :-)

Postado por Perin, saudando tempos modernos no futebol

Paulo Sérgio é destaque do Grêmio em 2008

23 de julho de 2008 1

Os números não mentem: Paulo Sérgio é destaque gremista na temporada 2008. O lateral-direito foi o autor do gol e melhor em campo na excelente atuação e vitória contra o Cruzeiro no último sábado, e tem sido peça fundamental nas bolas paradas tricolores neste ano.

Muito contestado ao longo da temporada, inclusive sendo criticado por parte da imprensa e da torcida, que sugerem mais chances ao jovem Felipe Mattioni, o ex-jogador do Palmeiras e São Caetano é um dos jogadores mais efetivos da temporada.

Já marcou cinco gols, sendo quatro de falta e um com a bola rolando (justamente o último). Além disto, é o recordista de assistências, sendo o responsável por nove passes para gols tricolores neste ano. Com 29 anos, Paulo Sérgio se destaca pela força física e voluntariedade, mas peca no acabamento das jogadas.

Com a saída de Roger, ele vai dividir com o novo (velho) contratado Tcheco a cobrança das faltas laterais e escanteios gremistas, uma das armas mais mortíferas do time na temporada.

Para compreenderem a importância: reconhecido como um bom cobrador de faltas, Roger não fez nenhum gol assim no período que ficou no Grêmio. Além disto, Paulo Sérgio já bateu três escanteios e uma falta lateral que resultaram em gols tricolores.

Veja abaixo os jogos nos quais Paulo Sérgio colaborou efetivamente para um gol:

Caxias 2×2 Grêmio – Gauchão – Gol de falta
Jaciara-MT 0×1 Grêmio  – Copa do Brasil – Cruzamento para o gol de Tadeu
Esportivo 1×2 Grêmio – Gauchão – Bateu escanteio para o gol de William Magrão
Grêmio 4×0 Ulbra – Gauchão – Passe para o gol de Soares
Santa Cruz 2×3 Grêmio – Gauchão – Bateu escanteio para o gol de Pereira e fez gol de falta
Grêmio 2×0 Sapucaiense – Gauchão – Gol de falta
Grêmio 2×3 Juventude – Gauchão – Gol de falta
São Paulo 0×1 Grêmio – Brasileirão – Bateu falta lateral para o gol de Pereira
Vasco da Gama 2×1 Grêmio – Brasileirão – Cruzamento para o gol de Reinaldo
Goiás 0×3 Grêmio – Brasileirão – Passe para o gol de William Thiego
Santos 1×1 Grêmio – Brasileirão – Bateu escanteio para o gol de Rodrigo Mendes
Grêmio 2×1 Portuguesa – Brasileirão – Cruzamento para o gol de Marcel
Grêmio 1×0 Cruzeiro – Brasileirão – Chute cruzado e gol

Postado por Perin, sem tempo para escrever…

Brasil Olímpico parado, os outros tão trabalhando

22 de julho de 2008 0

O colega Luiz Zini escreveu de maneira exemplar sobre a Seleção Brasileira, as apostas equivocadas de Dunga, a falta de planejamento e preparação do time olímpico para os Jogos de Pequim. Vale a pena ler o que ele falou ontem sobre o assunto.

Alguns ainda defendem o treinador do Brasil, alegando que os clubes europeus não liberaram jogadores, etc. OK, mas e porquê a Argentina está treinando há duas semanas? Nós nem sabemos quem serão os titulares ou se Diego e Rafinha vão poder disputar os Jogos Olímpicos!

Só ontem vimos que o Robinho não vai para a Olimpíada porque está sendo negociado com o Chelsea, e o Real Madrid não quer evitar algum prejuízo na transferência.

Tá todo mundo treinando e só o Brasil está em tal nível de “despreparação”… Profundamente lamentável, e inconcebível com um planejamento que deveria ter começado desde o fatídico Pré-Olímpico de 2004, quando um excelente time foi eliminado por pura e absoluta falta de organização e foco em um objetivo.

Quando Dunga foi nomeado treinador da Seleção Brasileira, imaginei que era um treinador sem experiência alguma mas que teria pulso firme. Ledo engano, tá quase tão baderna quanto os tempos de Zagallo e Parreira…

Postado por Perin, reclamando da bagunça eterna da CBF

Kimi Raikkonen acerta menina e nem dá bola!

22 de julho de 2008 6

Kimi Raikkonen, um notório beberrão com comportamento extra-pista totalmente incompatível com o mundo pasteurizado da Fórmula-1, aprontou mais uma esta semana.

No paddock do GP da Alemanha, ele involuntariamente acertou e derrubou uma menina de uns 5 anos, enquanto a mãe (provavelmente), pedia um autógrafo (que, aliás, ele não estava com intenção de dar).


Até aí, tudo bem, eu mesmo sou estabanado à beça e de vez em quando acerto alguém mesmo involuntariamente (né Cris Simon?). Mas depois eu peço um milhão de desculpas, morrendo de vergonha.

Porém o absurdo é que ele viu que derrubou, continuou correndo e simplesmente não esteve nem aí pra guria, que caiu e ficou chorando. Um absurdo! Famoso ou não, o mínimo que ele deveria é ter visto se a guria se machucou! Tomara que tome um processo.

Antes do GP da Inglaterra este ano, Kimi derrubou o veteraníssimo repórter fotográfico Paul-Henri Cahier, que simplesmente estava tirando uma foto padrão do piloto antes da corrida. E sequer atrapalhou Kimi, que agiu com uma total falta de educação. O fotógrafo não entrou com ação contra Kimi, mas lamentou a arrogância da ação contra alguém que só fazia seu trabalho com correção. Vejam as imagens:



Nós sabemos que todos os pilotos vivem em um ambiente de muita pressão, altamente tecnológico e especializado, com interesses de bilhões de dólares. E que muitos tem comportamentos excêntricos (no passado, `playboys` eram a maioria no esporte).

Mas isto não significa que comportamentos assim não mereçam reprovação.

Postado por Perin, dizendo que isto se aprende em casa…