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Posts do dia 15 agosto 2008

Grêmio não perde no Beira-Rio há quatro anos

15 de agosto de 2008 7

Desde o dia 15 de setembro de 2004 o Grêmio não sai derrotado do estádio Beira-Rio em um clássico Gre-Nal. A última vez que o Inter ganhou em seu próprio gramado foi no dia que o Tricolor completou 101 anos de história.

Em confronto válido pela rodada de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana de 2004, o Colorado venceu por 2×0, com gols de Fernandão e Chiquinho, e abriu vantagem na fase eliminatória. Ao final do jogo, de maneira irônica, os colorados cantaram “parabéns para você“. No jogo de volta, acabou se classificando mesmo com a derrota de virada por 2×1. Aliás, esta foi a última virada ocorrida em um clássico Gre-Nal.

Em um confronto marcado sempre por resultados apertados, com poucos gols e no qual uma derrota de 2×0 é goleada e abre crise, o Tricolor não foi batido pelo Colorado em pleno Beira-Rio nos últimos quatro jogos. É bem verdade que foram três empates e uma vitória, mas mesmo um dos empates pode ser considerado uma vitória esmagadora: o 1×1 de 2006 que deu o título gaúcho ao Grêmio no saldo qualificado.

A sequência começou justamente neste jogo, gols de Fernandão e Pedro Júnior, na decisão do Estadual daquele ano. No Brasileirão da mesma temporada, o tristemente lembrado jogo dos incêndios nos banheiros químicos. Um 0×0 insosso entre os titulares do Grêmio e os reservas do Inter (então mais preocupado com as semifinais da Libertadores).

Em 2007, quando jogou com muitos desfalques e abalado pela perda da Libertadores no meio de semana, o Grêmio reuniu forças para superar o Internacional por 2×0 em pleno Beira-Rio. Lúcio e Diego Souza foram os autores dos gols naquela noite, em uma partida que o Inter teve muitas chances de empatar após levar um gol cedo (Iarley errou três gols incríveis), mas nos minutos finais escapou de levar uma surra histórica nos rápidos contra-ataques gremistas.

Curiosamente, o Inter também ficou muito tempo sem perder no Olímpico. De setembro de 2004 até setembro de 2007, o Colorado não foi derrotado no estádio do rival, com duas vitórias (Brasileirão de 2004 e 2006), e um empate (Gauchão de 2006).

Nikolay Karpol, o treinador maluco da Rússia e seus lendários gritos em quadra

15 de agosto de 2008 2

Nikolay Karpol foi um dos melhores treinadores do mundo de todos os tempos em qualquer esporte. Formado na melhor escola soviética, ele treinou a seleção feminina de vôlei da União Soviética, depois Rússia, por décadas. Metódico, estudioso, um legítimo estrategista e que usava todas as alternativas na incessante busca pela vitória.

Ganhou inúmeros títulos, mas também inúmeros desafetos. Sabem porquê? Porque ele era completamente maluco!

Berrava escandalosamente com as jogadoras, fazia reclamações monumentais, enquanto as disciplinadas mas atônitas atletas nem retrucavam (ou quase sempre não retrucavam). Por causa disto, Karpol era sistematicamente vaiado nos ginásios do mundo inteiro.

Como é que ele xingava esta lindinha?/V-Spirit.com

Quem nunca riu ou ficou constrangido com os xingamentos antológicos de Karpol em suas comandadas? Em especial, ele adorava xingar as levantadoras, quase sempre ruins e que abusavam na bola alta na entrada ou saída de rede. A belíssima  Tatiana Gratcheva (que tinha um considerável fã-clube no Brasil, eu incluído), recebeu a maioria do gritos ao longo de seus seis longos anos como levantadora titular da Rússia.

O mais incrível é que Karpol jamais OFENDEU nenhuma atleta. Acreditem nisto,  eram sempre frases de recriminação ou ordens táticas para as jogadores. Mas nunca baixando o nível. Querem um exemplo?

Na final de 1988 em Seul, quando a União Soviética levava 2×0 do Peru em uma memorável decisão, Karpol gritou o tempo todo com as atletas soviéticas em um tempo, quando o Peru vencia por 12 a 6 e estava a três pontos do título olímpico (lembrando que na época a pontuação tinha o conceito de vantagem, e os sets terminavam em 15).

Irina Smirnova, atacante que adorava a vó, não acertava os seus potentes ataques naquele dia. Ele perguntou, aos berros, o que ela faria quando voltasse para casa e encontrasse sua vó. Após repetir a pergunta, Irina começou a chorar.

O time soviético saiu do tempo mordido. As atletas reagiram de maneira incrível!  Ganharam o jogo na raça por 3 a 2, salvando vários match-points e conquistando a última medalha de ouro do país. Vejam a reação histórica após o tempo pedido por Karpol:

Ao todo, Karpol foi bicampeão olímpico, duas vezes medalha de prata, campeão mundial em 1990, eneacampeão europeu e tricampeão do Grand Prix. Ele  se aposentou em 2004 após a medalha de prata nos Jogos de Atenas. Nas semifinais, bateu o favorito Brasil salvando um incrível 24-19 no quarto set e um 12-9 no quinto set.

Sempre terei de dar essa explicação: sou um ator, fazendo minha performance. No entanto, as jogadoras criam as personagens, certa vez disse Karpol.

Outra frase marcante: “Os torcedores foram um dia 30% da vitória, mas fãs como aqueles não existem mais. Hoje podemos creditá-los uns 20%, na Turquia e no Brasil, por exemplo.”

Com vocês, Nikolai Karpol: