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Posts do dia 18 agosto 2008

Olimpíada de 1988 - A prata de Taffarel e Romário

18 de agosto de 2008 0

Na minha opinião, nossa melhor equipe e campanha olímpica em todos os tempos aconteceu há 20 anos. Em 1988 as regras para o futebol nos Jogos Olímpicos de Seul seguiam as mesmas de 1984: jogadores profissionais podiam jogar, mas somente se jamais tivessem disputado uma Copa do Mundo.

Medalha de Prata em Seul, 1988

Com um time veterano no Mundial de 1986, o Brasil chegou para a Olimpíada de Seul com uma equipe jovem, particularmente repleta de craques que se tornariam lendas em alguns anos. Três nomes despontavam: Romário, Bebeto e Taffarel, futuros heróis do tetracampeonato mundial em 1994. Na Alemanha Ocidental, um ‘tal’ Jurgen Klinsmann brilhou ao lado de Thomas Haessler e Karl-Heinz Rieddle.

A Itália tinha Mauro Tassotti, Andrea Carnevale e Gianluca Pagliuca, a União Soviética tinha Igor Dobrovolski e Alexei Mikhailichenko, enquanto a então unida Iugoslávia era dotada do futebol de Srecko Katanec, Davor Suker e Dragan Stojkovic, seu maior astro em todos os tempos. Os suecos Anders Limpar e Martin Dahlin, o nigeriano Rachid Yekini, o australiano Frank Farina (hoje treinador), o zambiano Kalusha Bwalya, o norte-americano Tab Ramos e o argentino Alfaro completavam os destaques individuais do torneio.

Como curiosidade trágica, seis dos 18 jogadores de Zâmbia mortos em um acidente aéreo no Gabão em 1993 jogaram nesta Olimpíada. A estrela Bwalya escapou pois chegaria em um vôo fretado para uma partida das Eliminatórias do Mundial de 1994. Esta história eu ainda não contei aqui

E o Brasil, que time estava escalado por Carlos Alberto Silva? O time brasileiro titular era mais ou menos este: Taffarel; Jorginho, André Cruz, Aloísio e Luís Carlos Winck (improvisado na esquerda). Ademir, Milton e Geovanni (Vasco); Romário, Careca Bianchesi (não confundir com o do Nápoli) e Edmar (depois Bebeto). Durante a competição, o técnico Carlos Alberto Silva firmou Andrade como titular, liberando os laterais para atacar e retirando o meia-atacante Careca (que jogou no Palmeiras e Cruzeiro).

Na primeira rodada, uma goleada na Nigéria com dois gols de Romário, um de Edmar e outro de Bebeto, 4×0. No segundo jogo, outra goleada sobre a Austrália com três gols de Romário. Na terceira partida, já classificado, o Brasil bateu a Iugoslávia por um 2×1 apertado, com direito a um golaço de falta de André Cruz.
Nas quartas-de-final, o Brasil superou a arquirrival Argentina por 1×0, com um gol do vascaíno Geovanni aos 31 do segundo tempo.
Até o momento, Taffarel só havia tomado um gol e era um dos destaques do time, ele que havia sido eleito o atleta do ano de 1987 e já era titular também da Seleção Brasileira principal. Na semifinal, contra a Alemanha Ocidental, o goleiro colorado começaria sua fama de pegador de pênaltis.
O Brasil saiu atrás do marcador com um gol de Holger Fach. Romário, faltando 10 minutos, empatou o jogo e levou para a prorrogação. Faltando 10 minutos, Taffarel defendeu um pênalti de Wolfgang, após falta de Geovanni em Klinsmann.
Naqueles tempos idos, eu morava em Normandia, Roraima, e minha mãe me ameaçou se não fosse para a aula. Obviamente os pais não sabem que nestes momentos as crianças não se concentram em nada. Eu só imaginava como estava o jogo, e lembro da professora da 4° série (Ivanilde, Ivonete?)passar berrando: “o Taffarel pegou dois, o Taffarel pegou dois e estamos na final!!!!”
Buenas, algazarra total entre os curumins macuxis, caboclos, um mineiro e dois gaúchos na Escola Municipal Castro Alves. Um deles, gaúcho fã do goleiro, loiro de olhos azuis como ele. No caso, eu.
A medalha de prata estava no bolso, mas o ouro era possível. Faltavam os temíveis soviéticos, daquela atemorizante CCCP bem grandona na camisa. Eu, bem abobado, disse pro pai que quando tivesse um filho ele se chamaria Mikhailichenko, o ucraniano que era a estrela do time deles. Meu pai olhou com uma cara abismada, afinal eu tinha 9 anos recém feitos e queria ter filhos com nome originado de sobrenome ucraniano? Tenha dó…
Ah, e o jogo: foi muito complicado, o Brasil saiu na frente com mais um gol de Romário mas não superou a forte marcação soviética, que jogava com velocidade e empatou com Dobrovolski, de pênalti. Na prorrogação, Savichev aproveitou err de André Cruz e fez 2×1 para a União Soviética, e não tivemos forças para reagir. Os soviéticos ficaram com o ouro pela terceira e última vez. E os brasileiros repetiam a prata de quatro anos antes.

Momento especial para Ademir Kaefer e Winck, únicos atletas brasileiros a ter duas medalhas de prata no futebol de campo (Bebeto tem uma prata e outro bronze). Taffarel e Romário saíram daqueles Jogos Olímpicos cientes que seu futuro era brilhante, e o ouro chegaria, de um jeito ou de outro…

E ele veio, no mesmo estádio que o Brasil foi prata em Los Angeles: o Rose Bowl no dia 17 de julho de 1994, nas mãos do então vice-presidente e hoje Prêmio Nobel da Paz, Al Gore. Mas isto é assunto para outro dia…

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1984 - Inter representa Brasil e leva a prata!

18 de agosto de 2008 7

Em 1984, o Internacional havia conquistado o Torneio Heleno Nunes, organizado pela CBF. Porém pagou mico no Brasileirão e foi eliminado muito cedo, com um péssimo desempenho. O então novato técnico Jair Picerni, escalado pela CBF para comandar o time olímpico para os Jogos de Los Angeles, estava com dificuldades de acertar a equipe, repleta de jogadores isolados de outros times.

Medalha de Prata em Los Angeles

Um contato de Picerni e um “OK” da direção do Inter (depois da negativa do Fluminense, focado nas finais do Brasileiro), levaram 11 atletas colorados para os Jogos Olímpicos: o goleiro Gilmar, o lateral-esquerdo André Luís, os zagueiros Pinga e Mauro Galvão, os meias Tonho, Ademir Kaefer, Mílton Cruz, Paulo Santos e Dunga, e os atacantes Kita e Silvinho.

A chamada “Sele-Inter” partiu totalmente desacreditada. O curioso é que o time colorado tinha jogadores de alto nível. Atletas como Gilmar Rinaldi e Dunga foram campeões mundiais, enquanto outros como Mauro Galvão, Luís Carlos Winck e Aloísio conquistaram muitos títulos pelo Brasil e pelo Mundo. A eles, foi somado Gilmar Popoca, então destaque no Flamengo de Zico e que seria o melhor jogador da competição.

O Brasil começou bem, goleando a Arábia Saudita por 3×1 com gols de Gilmar, Silvinho e Dunga. Depois bateu Marrocos por 2×0, gols de Dunga e Kita. Contra a Alemanha Oriental, um duríssimo 1×0 que só saiu no finalzinho do jogo, através de Gilmar Popoca. Nas quartas-de-final, um 1×1 heróico diante do Canadá no tempo normal, gol salvador de Gilmar Popoca depois de Dale Mitchell abrir o marcador. Nos pênaltis, seu homônimo Gilmar Rinaldi pegaria duas cobranças e o Brasil estava nas semifinais!

Então o duríssimo adversário, a Itália campeã mundial e com jogadores do quilate de Walter Zenga, Aldo Serena, Franco Baresi e Franco Tancredi. Novamente Gilmar Popoca marcou o gol brasileiro aos oito minutos da etapa complementar, mas Pietro Fanna empatou dez minutos depois. Na prorrogação, o lateral-direito Ronaldo (então do Corinthians e que jogou no Grêmio), fez o gol da vitória. O Brasil conquistou assim sua primeira medalha olímpica no futebol!

Restava saber se seria de ouro ou prata, e o adversário na decisão seria a França, campeã européia dois meses antes. Na decisão, o time de Picerni não foi páreo para os franceses, que eram comandados por Henri Michel e tinha seis jogadores campeões da Eurocopa daquele ano. François Brisso e Daniel Xuereb marcaram os gols da vitória francesa para impressionantes 102 mil torcedores no Rose Bowl.

Medalha de Prata, o Brasil voltaria ao pódio na Olimpíada seguinte: em Seul. E novamente, um jogador do Internacional seria o protagonista disto…

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Futebol Olímpico do Brasil: Los Angeles-84 até Sydney-2000

18 de agosto de 2008 0

Hoje e amanhã iremos contar a história da Seleção Brasileira de Futebol Masculino nas últimas quatro Olimpíadas. Das medalhas de prata de 1984 e 1988 em Los Angeles e Seul, passando pelas derrotas na morte-súbita contra Nigéria e Camarões, a saga do futebol olímpico brasileiro.

Craques como Romário, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Taffarel entre outros obtiveram alegrias e tristezas mas nenhum foi capaz de levar o Brasil para a Medalha de Ouro inédita. Agora Dunga (ele mesmo medalhista de prata há 24 anos) está com a missão de liderar o time brasileiro para esta conquista. Se perder, deve deixar o comando da Seleção Brasileira.

Vencendo Camarões no último sábado por 2×0, o Brasil superou um trauma que já perdurava 12 anos em Jogos Olímpicos. Desde 1996, a Seleção Brasileira não conseguia vencer times africanos em uma Olimpíada. Foram três derrotas consecutivas para Nigéria, África do Sul e Camarões, e duas delas custaram o fim do sonho da medalha de ouro olímpica em 1996, nos Jogos de Atlanta, e 2000, nos Jogos de Sydney. A derrota contra a África do Sul foi na primeira fase da competição de oito anos atrás.

Amanhã vocês verão como estes desastres ocorreram, primeiro a derrota para os nigerianos em Atlanta em um jogo absolutamente ganho, e depois o fiasco contra os camaroneses em Sydney.

Hoje é dia dos melhores resultados brasileiros: as medalhas de prata em 1984 e 1988.

Confira ainda o que foi escrito sobre a Seleção Olímpica na “Era Dunga”:

Seleção Olímpica: em busca do ouro em Beijing – 28/11/2007

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OPINIÃO: Os equívocos do Inter em 2007 e 2008

18 de agosto de 2008 4

2006 – Internacional campeão da América e do Mundo indiscutível.

Em 2007 a filosofia de futebol do Internacional ficou marcada por um erro grosseiro de avaliação do Fernando Carvalho, vitorioso presidente entre 2002 e 2006. Ele acreditava que apenas manter o time campeão do mundo era suficiente para manter o time no topo e deixou isto claro para Vittorio Piffero, seu sucessor. Ambos não identificaram deficiências críticas como a zaga para a Libertadores (perdeu Fabiano Eller e inscreveu Wílson, Ediglê, Rafael Santos e o lesionado Índio na Libertadores), tampouco reservas acomodados, como Rubens Cardoso, Michel, Adriano Gabiru, Perdigão, Élder Granja, entre outros.

Para piorar, o fato do Internacional não ter tido as férias adequadas somado ao erro de colocar titulares em jogos desgastantes do Gauchão (nos quais tivemos várias lesões), custou muito no primeiro semestre. 

Com Abel de soberano do vestiário e sem contestações internas, ninguém da diretoria questionou suas absurdas decisões de Adriano Gabiru e Michel como titulares do meio-campo em um jogo decisivo contra o Vélez Sarsfield em Buenos Aires, um esquema que tinha sido usado em 3 jogos e obtido dois resultados muito ruins. Sem contar Christian no ataque nos dois jogos contra o mesmo Vélez. Alexandre Pato ficou no banco e Christian conseguiu a proeza de ser expulso no segundo jogo, em pleno Beira-Rio. O Inter foi eliminado da Libertadores ainda na primeira fase, e repetiu o fiasco no Gauchão.

Para o segundo semestre, veio Gallo e um time novo, repleto de pernas-de-pau do porte de Mineiro, Douglão, Luciano Henrique e Magal. Isto somado a um vestiário minado por velhas lideranças e uma instabilidade tática e emocional incrível do treinador novato deixou o time em uma posição ruim. Gallo foi demitido na penúltima rodada do turno, o Inter estava na “zona da marola”, perto do inferno e do céu mas sem ter nada na prática.

Abel voltou, vários reforços de mais qualidade vieram (Nilmar, Sorondo, Guiñazu, Magrão vieram neste lote) mas seu discurso cansado não surtiu efeito a longo prazo. O Colorado continuou fiasquento fora de casa e a Libertadores ficou muito longe. O resultado óbvio foi um medíocre 11° lugar, seu pior em 5 anos.

Em 2008, os erros se repetiram com novamente Abel totalmente no comando do vestiário. O que é pior, pois a diretoria simplesmente repetiu os mesmos erros de 2007.

Treinos eram um elemento raro e o resultado físico dos atletas segue ridículo até o meio do ano. O novo preparador físico só poderá colocar o time em um nível minimamente aceitável em setembro. Já se foi um turno, e a terceira folha salarial do futebol brasileiro não fica no G-4 há exatas 58 rodadas. Ou seja: desde que foi vice-campeão em 2006.

Times com folhas salariais irrisórias como Coritiba, Sport e Vitória estão obtendo resultados muito superiores ao Colorado. Isto sem contar o Grêmio, também com um time bem menos “estelar” e que apostou em uma filosofia de futebol coerente com os atletas que tinha, sem grandes desequilíbrios no elenco. Está obtendo resultados excepcionais, a melhor campanha de pontos corridos de todos os tempos. E abissais 18

Postado por Perin, externando suas opiniões sobre o Inter…

Últimos pênaltis desperdiçados em Gre-Nais

18 de agosto de 2008 1

Respondendo ao desafio que fiz aos leitores, obrigado a todos que colaboraram para descobrir informações que realmente não sabia e não tinha idéia de onde achar.

ÚLTIMO PÊNALTI DESPERDIÇADO PELO GRÊMIO EM UM CLÁSSICO

1990 – Centroavante Nílson chutou e Maizena defendeu, Gre-Nal vencido pelo Inter por 1×0 no Olímpico.

ÚLTIMO PÊNALTI DESPERDIÇADO PELO INTERNACIONAL EM UM CLÁSSICO

1989 – Zagueiro Nórton chuta e Mazaroppi defende em vitória tricolor de 3×1 em pleno Beira-Rio.

Postado por Perin, encerrando o desafio