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Atletas amadores: nado 100m estilo `cachorrinho`!

20 de agosto de 2008 2

Eric `A Enguia` Moussambani

Quando vemos nos Jogos Olímpicos de Pequim estrelas fenomenais como o mítico Michael Phelps e o quase invencível Roger Federer, os estelares Ronaldinho, Lionel Messi e Kobe Bryant, as multicampeãs Yelena Isinbayeva e Venus Williams, ou os brazucas Robert Scheidt e da seleção brasileira de vôlei masculino, às vezes esquecemos do lema principal do Barão de Coubertin.

Aquele nobre francês, idealizador da retomada dos Jogos Olímpicos no final do século XIX e que definiu como lema olímpico: “O importante é competir“. É evidente que todos querem ganhar, mas o que muda é o conceito de “vitória”. E o que falar de Eric “Enguia” Moussambani e de Eddie “Águia” Edwards, que viraram lendas nos Jogos de Sydney em 2000, e nos Jogos de Inverno de Calgary em 1988.

Se para o futebol masculino brasileiro ou para a ginástica masculina chinesa um segundo lugar é fracasso, para um corredor de Trinidad & Tobago nos 100m rasos é a glória. Se para um boxeador cubano cair nas quartas-de-final é vexame, para um lutador da Armênia é sucesso.

Se para o handebol masculino brasileiro chegar a segunda fase já está bacana, para o pólo aquático tupiniquim estar nas Olimpíadas já vale festa. Cada esporte em cada país tem um nível diferente. Todos se complementam. Todos possuem suas oportunidades

Em 2000, o Comitê Olímpico Internacional aprovou os “wildcards” para atletas de países sem estrutura, como incentivo ao esporte. Assim, o nadador Eric Moussambani, de Guiné Equatorial, disputou os 100m livres nos Jogos Olímpicos de Sydney. “A Enguia” disputou sua pré-eliminatória lado de Karim Bare, do Níger, e Farkhod Oripov, do Tadjiquistão. Os dois foram eliminados por queimarem a largada de maneira bizarra, deixando Eric nadando sozinho.

Coooorta. Volta lá atrás e explica: quando Eric começou a nadar? Oito meses antes, em uma piscina de hotel com 22m em sua terra natal.
Eric não tinha treinador e nunca havia visto uma piscina de 50m.

Após a largada, ele nadou estabanadamente, e quase tocou na raia (o que causaria sua desclassificação). Ele virou bem mas aos poucos foi cansando. Nos últimos 15 minutos, Eric nadou “cachorrinho” antes de completar a prova em astronômicos 1min53s, mais que o dobro do recorde mundial de Pieter van Hoogenband, 47s.

Mas isto não significava nada, e para a mídia e o público Eric já era uma estrela internacional. Consegiu até contratos de patrocínio, ao menos por um ano. Em 2004, não conseguiu visto para competir em Atenas, porém seu tempo já era de 56s, quase um minuto melhor que o anterior.

Jacques Rougge, o atual presidente do COI, queria eliminar estes convites. “Os Jogos são uma mistura de qualidade: os melhores ao lado de outros tão competitivos quanto eles. O público pode ter adorado o que vimos na piscina de Sydney, mas eu não gostei“.

Porém na política interna de votos, Rougge perdeu: outros atletas nestes Jogos Olímpicos se classificaram assim. Desta vez em Pequim, um garoto de 14 anos das Ilhas Seychelles (Dwayne Benjamin Dido) e um veterano de 36 anos da República Democrática do Congo (Stany Kempompo Ngangola).Postado por Perin, que ficou com pena do tiozinho acima…

ATLETAS BIZARROS EM OLIMPÍADAS :

 

Comentários (2)

  • Mariane Batista diz: 22 de agosto de 2008

    O importante é competir !!! Gostei desse post… mostra o verdadeiro espírito olímpico…

  • Luciana diz: 27 de julho de 2012

    Muito legal o post! Olha a cara de alegria do nadador no final da prova e os aplausos no final… Não tem preço! Realizou o sonho de muita gente comum que gostaria de competir em uma Olimpíada.

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