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Posts de outubro 2008

Grêmio tem 80% de aproveitamento no Olímpico

23 de outubro de 2008 2

Brasileirão 2007 - Jogos em Casa/www.tabelasdefutebol.blogspot.com

O Grêmio quer se manter na liderança nesta quinta-feira contra o Sport. O Tricolor tenta absorver a derrota fora de casa por 2×0 perante a lanterna Portuguesa, que deixou São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro ainda mais próximos de si.


Líder com 56 pontos, o time gaúcho tem somente quatro pontos de vantagem sobre o Flamengo, atualmente em quinto lugar e restando oito rodaas. Para complicar, ainda tem confrontos diretos fora de casa contra Cruzeiro e Palmeiras. Para isto, o Grêmio confia na força de seu time atuando no estádio Olímpico, no qual o Tricolor só foi derrotado uma única vez.

Em seu favor, o Grêmio conta com o magnífico retrospecto como mandante na temporada 2008. Só no Campeonato Brasileiro são 11 vitórias, 3 empates (Flamengo, Internacional e Palmeiras) e somente uma derrota, para o Goiás.

O Tricolor, que tem 80% de aproveitamento, marcou 23 gols e sofreu somente 8, a melhor defesa como mandante ao lado do Cruzeiro e do Inter. Em aproveitamento, está com o mesmo percentual de São Paulo e Inter e atrás somente do Palmeiras, que tem 84%.

No ano de 2008 os números são muito parecidos. Em 26 jogos, são 19 vitórias, 5 empates e somente 2 derrotas (Juventude, no Gauchão, e Goiás), com 79% de aproveitamento. O Grêmio marcou 49 gols e sofreu somente 15 no Olímpico em jogos pelo Gauchão, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro.

Postado por Perin, direto do Instituto Perin de Estatísticas..

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

21 de outubro de 2008 0

Pilotos (incluindo Emerson Fittipaldi) no resgate de Lauda

Continuando a série sobre a segurança nas pistas da F-1 nos anos 60 e 70, vamos contar um incidente de 1976, envolvendo o futuramente tricampeão mundial Niki Lauda. Outra vez a GPDA foi incapaz de superar os interesses corporativos aconteceu no chamado “The Green Hell” (O Inferno Verde), os 23km de Nurburgring.

Desde 1969, os pilotos fizeram dezenas de solicitações para melhorar as condições de atendimento na gigantesca pista alemã. Nada de realmente importante foi feito além do fim de alguns “saltos” na pista. Olhem imagens do GP de 1973 e imaginem o risco dos pilotos, a mais de 300km/h nesta pista perigosíssima:

Em 1976, o austríaco Niki Lauda, da Ferrari, era o líder do Campeonato. Atual campeão, o piloto tinha o dobro de pontos do segundo colocado, o sul-africano Jody Scheckter. Antes do GP da Alemanha, disputado no “Nordschleife“, como era chamado o antigo traçado de Nurburgring, o austríaco foi um dos maiores críticos às condições de segurança da pista. E acabou se tornando sua última vítima…

Lauda liderava na terceira volta quando teve uma suspensão traseira quebrada. Ele bateu no barranco e voltou para a pista, já com o carro em chamas. Para piorar, foi acertado pelo norte-americano Brett Lunger e pelo alemão Harald Ertl, enquanto o britânico Guy Edwards desviou e o italiano Arturo Mezario parou para ajudar no socorro.

Com o fogo alto, os fiscais não conseguiam debelar as chamas, enquanto consciente, Lauda estava preso no carro.

Então, em um ato de supremo heroísmo, Lunger pulou nas chamas e puxou Lauda pelos ombros, enquanto Mezario desafivelava o cinto da Ferrari. Lunger e Lauda rolaram pela grama, longe do fogo. Isto está bem claro no vídeo abaixo, a partir do instante 1min12s:

Lauda sofreu várias queimaduras e mais tarde entrou em coma devido aos gases tóxicos inalados e transferidos para o sangue. Chegou a receber a “extrema-unção”, mas se recuperou com graves cicatrizes no rosto e na cabeça 

O austríaco, então com 26 anos, se recuperou de maneira fantástica, fez cirurgias plásticas e voltou a correr duas corridas depois, chegando em 4° lugar no GP da Itália. Na última prova da temporada, ele desistiu de correr devido às péssimas condições de segurança na pista de Monte Fuji, no Japão. Assim, o britânico James Hunt venceu e se sagrou campeão mundial pela primeira e única vez.

E os quatro heróis? Nenhum deles teve sucesso nas pistas, mas todos receberam reconhecimento mundial pelo ato de bravura.

Edwards recebeu da Rainha Elizabeth a ‘Queen’s Gallantry Medal’, por ato de coragem. Mezario e Lunger, ainda vivos, seguidamente falam daquele dia.

Harald Ertl, que morreu em 1982 em um acidente aéreo, se tornou célebre para todo o sempre por causa de seu visual excêntrico. Mas sobretudo por um ato de coragem.

SÉRIE COMPLETA

Segurança na F-1, I: GPDA e sua fundação

Segurança na F-1, II: Stewart, o pioneiro e líder

Segurança na F-1, III: O mestre Stewart e o aprendiz Cevért

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

Segurança na F-1, VI: o corajoso Hailwood no inferno de Kyalami

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley

Disciplina no futebol: na Inglaterra é diferente

20 de outubro de 2008 2

Jogadores do Manchester no infame assalto ao árbitro D`Urso em 2000 - Punições pesadas

Traçando um paralelo com a realidade brasileira, a Justiça Desportiva na Inglaterra também é controlada pela Federação Nacional. Porém, ao contrário do Brasil, existe profissionalismo: todos são pagos (e bem) por suas funções. O resultado? Funciona muito, mas muito melhor…

Lá, como aqui, existe uma Comissão Disciplinar que pode rever uma punição, aumentando ou diminuindo a pena para um atleta. Porém ela é bem mais isenta, e fortemente cobrada pela especializada mídia inglesa.

Ela também analisa lances que não foram vistos pelo árbitro. Ela também pode rescindir um cartão dado equivocadamente para o jogador errado.

As suspensões por cartões amarelos e vermelhos tem penas claras, escritas em lei e progressivas, como podem ver:

CARTÕES AMARELOS:

Se um jogador ganha 05 amarelos, fica suspenso por um jogo.
Se um jogador ganha 10 amarelos, fica suspenso por dois jogos.
Se um jogador ganha 15 amarelos, fica suspenso por três jogos.
Se um jogador ganha 20 amarelos, tem que “pedir penico” no Comitê Disciplinar, além de automaticamente suspenso por quatro partidas. Ah, e pelo resto da carreira, a cada 5 amarelos tem que ir em audiência e sua situação analisada.

CARTÕES VERMELHOS:

Um jogador expulso por dois amarelos na mesma partida fica um jogo suspenso.
Um jogador expulso por impedir chance clara de gol, fica dois jogos suspenso.
Um jogador expulso por indisciplina verbal, gestual contra jogadores e torcedores, também fica dois jogos suspenso.
Um jogador expulso por entrada violenta, agressão, cuspir em outra pessoa, fica três jogos suspenso.

A cada expulsão reincidente, o jogador cumpre uma partida a mais. Por exemplo, na terceira vez que um jogador for expulso em uma temporada, ele terá a pena normal (de 1 a 3 jogos) mais dois jogos-extra por cada período anterior de suspensão por expulsão, como “brinde” pelo péssimo histórico disciplinar anterior.

Se acham exagero, vale lembrar que o reserva colorado Ricardo Lopes já tem 10 amarelos pelo Inter, o também reserva gremista Paulo Sérgio tem 10 no Grêmio, enquanto Martinez e Kléber do Palmeiras possuem 11 amarelos. 

O “líder” de amarelos é Augusto Recife, com 12 amarelos em 26 jogos pelo Ipatinga. O volante foi expulso uma única vez, e já ficou quatro jogos suspenso pelo acúmulo de cartões. .

O melhor é o seguinte: se um atleta já tem suspensões por acúmulo de amarelos ou cartões vermelhos, cada período suspenso conta como jogo extra na próxima punição. Isto acaba punindo com mais rigor jogadores indisciplinados nos dois critérios!

Então um jogador com quatro amarelos e com duas expulsões, ficará três jogos suspenso ao receber o quinto amarelo, ao invés de um jogo só. A conta é simples: um jogo de fora pelos cinco amarelos e mais dois pelo histórico de dois vermelhos na mesma temporada.

Se isto fosse aplicado no Brasileirão, o indisciplinado palmeirense Kléber estaria em maus lençóis. Caso recebesse o 15º amarelo (ele já tem 11!!!), não ficaria somente um jogo suspenso mas sim SEIS jogos. Três jogos pelo acúmulo de 15 amarelos e outras três partidas pelo histórico de expulsões na competição (três períodos suspenso).

Os clubes também tem punições coletivas: seis amarelos no mesmo jogo para um time, multa no clube. Dobrada se ocorrer novamente na mesma temporada. Cartões em excesso com relação à média da competição, multa no clube. Um “arrodeão” em um juiz por parte de jogadores do mesmo clube, penas pesadas para todos. E multa no clube!

O lance da foto que ilustra este texto foi um pênalti corretamente marcado para o Middlesbrough em Old Trafford, no jogo contra o anfitrião Manchester United dia 29 de janeiro de 2000.

O insano capitão Roy Keane, e mais Nicky Butt, David Beckham, Jaap Stam e Gary Neville foram para cima do então jovem árbitro Andy D’Urso, que assustadamente foi recuando perante o avanço dos jogadores.

O resultado? Punição pesada para todos os envolvidos e multa altíssima ao Manchester United. A propósito: o goleiro australiano Mark Bosnich (algoz palmeirense na final da Copa Intercontinental em 1999), pegou a penalidade batida por Juninho Paulista. Instantes depois o Manchester United fez o gol da vitória por 1×0.

O que acharam do Código Disciplinar Inglês?

Parece complicado, mas é simples: quanto mais indisciplinado for um jogador, piores são as punições. A progressão das penas não é aritmética e sim geométrica.

Se não é perfeito, para mim é muito melhor que o nosso!

Deixem seu recado!

GP DO JAPÃO: Show de trapalhadas dos candidatos ao título

20 de outubro de 2008 0


Desculpem pelo atraso
, mas aí vai a análise do GP do Japão de Fórmula-1, disputado na semana passada. Um final de semana na Oktoberfest em Igrejinha e uma semana atribulada me impediram de escrever sobre a prova…

Em uma corrida repleta de alternativas, com muita coisa acontecendo nas duas primeiras voltas, Fernando Alonso conquistou sua segunda vitória consecutiva na temporada, e desta vez sem contar com o fator “sorte”, e aproveitando os erros de Lewis Hamilton e Felipe Massa, que culminaram com problemas para Kimi Raikkonen. A Renault provou que tem atualmente o terceiro melhor carro da prova, e ainda deixou Nélson Ângelo Piquet, muito contestado nas provas anteriores, com um ótimo e consistente quarto lugar.

Para os líderes do campeonato, uma corrida a esquecer. Hamilton largou mal, freou pior ainda na primeira curva e espalhou, atrapalhando Kimi Raikkonen. Depois errou sozinho ao tentar passar Alonso.

Na volta seguinte, Massa errou a freada, saiu da pista e ao retornar, bateu em Hamilton. Os dois, Massa e Hamilton, foram punidos por suas respectivas bobagens. Melhor para o polonês Robert Kubica e para Alonso, que disputaram a vitória, decidida entre eles na primeira parada nos boxes. Raikkonen, em uma recuperação tardia, fez uma bela prova e chegou em terceiro lugar.

Se Nelsinho foi muito bem, Rubens Barrichello teve mais uma corrida execrável no cágado ambulante da Honda. Largou mal e ficou a corrida inteira na rabeira, se arrastando até o final da prova.

Buenas, vamos aos prêmios do final de semana:

Troféu “Jim Clark”Fernando Alonso. O bicampeão mundial segue dando show, correndo sem compromisso mas com talento de sobra. Menção honrosa para Nélson Ângelo Piquet e para Robert Kubica, que fizeram belas corridas.

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Felipe Massa, pela magnífica e ousada ultrapassagem sobre Mark Webber no final da prova.

Troféu “Dick Vigarista” – Para Felipe Massa, pela burrice do toque com Lewis Hamilton. Menção (des)honrosa para Webber, que jogou Massa para cima da saída dos boxes.

Troféu “Fiofó de Ouro” – Para David Coulthard, que em sua antepenúltima prova da carreira deu uma porrada forte no muro e não se machucou.

Troféu “Chris Amon” – Para Adrian Sutil e Timo Glock, os alemães que vinham muito bem mas quebraram no final.

Troféu “Porquê Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” – Para ninguém, não falaram nada demais nos últimos dias…

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Para Lewis Hamilton, que cometeu os mesmos erros primários que lhe custaram o título de 2007.

Troféu “Porquê Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” – Para ninguém, não falaram nada demais nos últimos dias…

A corrida seguinte (que na real já aconteceu e teve sua análise destrinchada ontem aqui no Almanaque Esportivo) seria na bela pista de Xangai: o GP da China.

Todos esperavam um passeio das Ferraris, mas não foi o que aconteceu…

Disciplina no futebol - No Brasil é bagunça

20 de outubro de 2008 0

É uma vergonha todo o sistema disciplinar do futebol brasileiro. Punições sem critério nas Comissões Disciplinares do STJD são apenas um reflexo disto. Assim como arbitragens calamitosas, nas quais os juízes não são punidos com o devido rigor pelos incontáveis erros.

Foi um escândalo a arbitragem do paulista Cléber Abade no jogo Internacional 2×1 Atlético-MG. A absurda entrada de Alex Sandro sobre Nilmar, com um pontapé na barriga do atacante colorado merecia expulsão sumária e suspensão longa. Vejam o vídeo:


O cartão amarelo foi quase tão ridículo quanto a equivocada expulsão de Zé Antônio, que puxou o colorado Edinho pela camisa no meio-campo e foi expulso direto. Depois tivemos outros lances bem mais violentos, ignorados pelo juiz (que sabia que tinha feito burrada na expulsão do jogador atleticano).

Por isto que digo que a arbitragem brasileira é uma vergonha e a boa culpa disto é das comissões de arbitragem. Falta profissionalismo, organização e critérios claros.

A culpa também é da legislação brasileira. O CBDF é vago, omisso em relação a vários aspectos e não tem uma graduação nas punições disciplinares.

Ou o jogador é punido por três jogos ou pega 120 dias. Não existe um meio-termo.

À noite falo como é na Inglaterra, aonde as leis disciplinares estão escritas e são cumpridas.

Postado por Perin, irritado com a várzea na CBF

GP DA CHINA - A vitória 200 da Grã-Bretanha na F-1!

20 de outubro de 2008 1

O vencedor e futuro campeão Hamilton, e o derrotado Massa

Em uma monótona corrida, sobretudo na parte de cima da classificação, o inglês Lewis Hamilton ficou muito próximo de seu primeiro título mundial de Fórmula-1. O piloto britânico ganhou de ponta a ponta o GP da China disputado na bela pista de Xangai, largando na pole, liderando praticamente a prova inteira e ainda fazendo a melhor volta da prova, com larga vantagem sobre as Ferrari. Foi a 200° vitória da Grã-Bretanha na categoria.

Ao brasileiro Felipe Massa, que ficou muito longe do desempenho das McLaren, ficou a reza (braba) de que o raio caia no mesmo lugar de novo e Hamilton, sete pontos na frente, jogue fora o título no GP do Brasil, daqui a duas semanas. Com um péssimo carro, ele contou ainda com o jogo de equipe de Kimi Raikkonen, que cedeu a segunda posição na parte final da prova.

Os brasileiros Nélson Angelo Piquet e Rubens Barrichello fizeram boas provas. Nelsinho, que largou em 10° lugar, chegou em 8°. Já Barrichello, que largou em 12°, terminou na 11° colocação, bem à frente do companheiro Jenson Button. Rubinho deve se despedir da categoria na próxima prova, o GP do Brasil após 15 temporadas na categoria e quase 300 GP`s disputados.

Detalhe interessante: Nick Heidfeld, que fez ótima prova e chegou em 5° lugar, pode bater outro recorde na categoria e igualar-se ao português Tiago Monteiro com 18 corridas completadas em uma única temporada.

Detentor do recorde de 27 GP`s consecutivos terminados, o alemão da BMW pode chegar aos 18 GP`s completados em um único ano, repetindo o feito de Monteiro pela Jordan em 2005.

Buenas, vamos aos prêmios do final de semana:

Troféu “Jim Clark”Lewis Hamilton, sem dúvida. Em uma corrida monótona, o brilho de Hamilton destoou da mediocridade geral. Sem erros, perfeito e muito próximo do primeiro título. Seu segundo “Grand Slam“, com vitória, pole e melhor volta (o primeiro havia sido no GP de Japão de 2007).

Troféu “Rouge & Blanc” – Para Fernando Alonso. Pela soberba ultrapassagem sobre o medíocre Heikki Kovalainen no retão de Xangai, aproveitando o embalo ganho na curva inclinada antes da reta.

Troféu “Dick Vigarista” – Para Sebastien Bourdais, que causou um acidente tosco na largada e tirou Jarno Trulli da prova.

Troféu “Fiofó de Ouro” – Para ninguém. Não vi ninguém ter sorte na prova, apenas competência ou incompetência.

Troféu “Chris Amon” – Para Adrian Sutil, que quebrou de novo. O alemão da Force India já tem 11 abandonos em 17 provas no ano. Quando ele não faz bobagem, o carro quebra.

Troféu “Didi Mocó Prize for Technical Achievements” – Para Kovalainen, que além de não estar correndo nada, ainda teve um pneu furado. O finlandês vai terminar na ridícula sétima colocação da classificação de pilotos, vendo seu companheiro de equipe provavelmente ser campeão. Vergonhoso.

Troféu “Porquê Não Fiquei Com Minha Boca Fechada” – Para todo mundo que disse que Xangai era pista da Ferrari. Foi um vareio da McLaren

Agora é tudo em Interlagos! Mas acho que o Brasil vai completar mais um ano na fila…

GP da China: Como Hamilton perdeu o título de 2007

18 de outubro de 2008 1

Uma imagem que diz tudo

A pergunta do momento é: o que Lewis Hamilton tem na cabeça? Porquê ele simplesmente não aproveita a vantagem na pontuação e faz corridas conservadoras? É muita gana de vencer, inexperiência ou excesso de auto-confiança?

Para mim, um pouco de tudo, mas Hamilton já deveria ter aprendido com 2007, quando errou duas vezes de maneira bizarra nas provas finais e perdeu o título. Ano passado, o britânico chegou ao GP da China com uma larga vantagem sobre Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.

O estreante sensação da temporada 2007 de Fórmula-1 tinha 12 pontos à frente do seu companheiro, o bicampeão mundial Alonso e colossais 17 pontos de vantagem sobre o finlandês da Ferrari. Uma vitória e Hamilton era campeão com uma prova de antecipação.

Afobado, Hamilton não aproveitou ter largado na pole e aberto larga vantagem sobre Alonso e Kimi. Ele exagerou em tentar-se manter na pista com pneus intermediários após a chuva ter parado e a pista secado.

Pior, perdeu tempo e desgastou ainda mais os pneus tentando segurar Raikkonen, quando bastava ter deixado o finlandês ultrapassá-lo e disparar. Trocava os pneus, se mantendo em segundo lugar ou mesmo em 3º, desde que Alonso fosse o 2º colocado. O título seria dele.

Mas Hamilton não quis ceder a posição, até dechapar o pneu traseiro direito. Tentou chegar aos boxes, mas sem aderência alguma, foi parar na caixa de brita. Como berram os narradores e comentaristas da Tele Cinco, da Espanha, o milagre (para Alonso) aconteceu!


RETIRADA DE HAMILTON EN CHINA 2007 (COMENTARIOS TELE 5)Watch the top videos of the week here

Depois desta burrice, Hamilton ainda tinha sete pontos de vantagem sobre Raikkonen e 4 sobre Alonso. Ele faria outra burrice…

 

Mas isto é coisa de outro dia…

Postado por Perin,

Dupla Gre-Nal enfrenta lanternas do returno

17 de outubro de 2008 0

Neste final de semana, Grêmio e Internacional teoricamente enfrentam adversários em péssima fase e na zona de rebaixamento. O líder Tricolor enfrenta a Portuguesa em São Paulo, enquanto o Colorado, na medíocre 10º colocação, joga contra o Atlético-PR no Beira-Rio.

Curiosamente, Lusa e Atlético-PR são os lanternas do returno, enquanto a dupla Gre-Nal tem boas pontuações na tabela como já vimos no início desta semana em post aqui no Almanaque Esportivo. O Internacional está em 5º lugar, enquanto o Grêmio vem em ascensão e subiu para 9º colocação.

O Tricolor, líder isolado da competição, tem 15 pontos em 10 jogos, contra míseros 6 pontos da Portuguesa. O time do Canindé só ganhou um jogo e empatou três partidas, contra 6 derrotas no returno. Já o Atlético-PR é o vice-lanterna com 8 pontos, vencendo somente duas partidas em 10, e enfrenta o Colorado, que venceu 6 dos 10 jogos do returno e soma 17 pontos.

Barbadas? Tudo indica que sim, mas como disse o genial Rubens Minelli há décadas atrás: quem faz a tabela boa ou não é o time…

TABELA DO SEGUNDO TURNO: 

Tabela do Segundo Turno do Brasileirão

Postado por Perin, que adora números!

O Império (STJD) Contra-Ataca - E o RS que se rala

15 de outubro de 2008 22

Mais uma vez, três anos depois, o STJD ataca o futebol gaúcho. Depois da roubalheira vergonhosa de 2005, quando tiraram no tapetão o título brasileiro do Internacional, desta vez o alvo foi o Grêmio.

Há três anos, a palhaçada veio em uma decisão do pavão-mor, o sr. Luiz Zveiter, na qual o STJD anulou 11 jogos “por suspeita de contaminação”. Além de única na história do futebol mundial, aquela decisão ridícula não teve coerência alguma, pois na Série B ocorreram jogos igualmente envolvidos no escândalo, mas não foram remarcados porque “a segunda fase já tinha começado”… RIDÍCULO!

Há algumas semanas, julgamentos esdrúxulos como punir o primário atacante gremista André Luís por dois jogos, inocentar o reincidente Diego Souza por uma cotovelada sem bola, ou não julgar o violentíssimo Kléber que tem feito sucessivas agressões nos jogos já haviam causado reclamações procedentes.

Deve ser porque os dois são do Palmeiras, Traffic e Ricardo Teixeira? Sei lá, conspiração né…

As imagens de TV mostraram, antes e depois dos julgamentos, cotovelaços inequívocos de Kléber, já expulso três vezes anteriormente, nos jogos contra Internacional e Figueirense. Ambos lances de expulsão direta, mas só levou amarelo de maneira ridícula.

RESSALTO: A punição de Léo é justíssima! 120 dias é pouco para um jogador expulso pela 3º vez, a 2º por agressão a um companheiro. Porém e o CRITÉRIO? Cadê os 120 dias para o Kléber, que foi expulso igualmente 3 vezes, duas vezes por agressões.

Com relação ao incidente envolvendo Tcheco e Edinho no último Gre-Nal, eu acho que a decisão foi justa. Edinho fez falta de jogo e levaria amarelo sozinho se Tcheco não tivesse revidado com um chute sem bola e arrumado uma confusão do nada. O gremista mereceu a punição e levou 2 jogos por ser reincidente (e para deixar de ser descontrolado).

Até aí, ok. O problema de novo e o critério? A suspensão do Réver e do Morales foi ridícula! Tivemos lances muito piores (exatamente o do Diego Souza citado anteriormente) e que não deram em nada. Ou alguém aí viu punição para o Jaílton, do Flamengo, que o treinador tirou do time aos 30 do 1º tempo para não ser expulso no Beira-Rio?

Vou fazer minhas as palavras do colega Wianey Carlet: “Quanto a Réver, depois de absolver Diego Souza e sequer denunciar Kléber por agressão a Guiñazu — episódio flagrado com toda clareza pela televisão —, a Procuradoria e o STJD deveriam ser interditados e os seus membros banidos em nome da mínima credibilidade que o futebol brasileiro merece desfrutar.”

Estes são os nomes do STJD:

Wanderley Rebello de Oliveira Filho (RJ)
Alessandro Kioshi Kishino

Postado por Perin, revoltado…

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

14 de outubro de 2008 1

Stommelen, completamente desgovernado. Arquivo pessoal de Carlos Moyna: L'Année Automobile 22

As corridas de Fórmula-1 em Montjuich, circuito próximo à Barcelona, sempre foram marcados pelas polêmicas e acidentes.

Em uma pista mal-cuidada, com pouca proteção aos pilotos, em 1969 os campeões mundiais Jochen Rindt e Graham Hill sofreram sérios acidentes depois que perderam o aerofólio traseiro de suas Lotus.

Em outras corridas muitos problemas de segurança e uma péssima pista deixaram todos os pilotos enfurecidos. A falta de cuidado na pista de Jarama não melhorou em nada as condições de prova, e as corridas na Espanha voltaram para os subúrbios da capital da Catalunha.

Naquele tempo, uum símbolo da luta dos pilotos na GPDA era o brasileiro Émerson Fittipaldi. Então bicampeão mundial, Émerson deixou claro que as barreiras de proteção estavam mal-fixadas na pista espanhola.

Os pilotos da GPDA boicotaram a primeira sessão de treinos. E fariam greve se nada fosse feito. Os responsáveis pelo autódromo e mais mecânicos emprestados das equipes passaram a noite tentando arrumar o impossível.

Sob ameaça de um processo judicial e com rumores de que os carros seriam confiscados pela Guarda Civil do Generalíssimo Franco, os pilotos resolveram correr.

Émerson não quis saber: só fez as três voltas obrigatórias e saiu de Barcelona. Simplesmente foi para casa. Na corrida, seu irmão Wílson Fittipaldi e o mexicano Arturo Mezario deram a primeira volta e também deixaram a corrida.

Antes, quatro pilotos, incluindo os futuros campeões Niki Lauda e Mario Andretti, bateram em um acidente da primeira volta. Tal qual a batida de Letho e Lamy no GP de Ímola em 1994, isto era um prenúncio da tragédia.

Então, o desastre: a Lola do alemão Rolf Stommelen liderava a corrida na 26° volta. Seu aerofólio traseiro quebrou e Stommelen bateu em guard-rail`s mal fixados, ricocheteando de volta para a pista. Então voou por cima do outro guard-rail e caiu sobre espectadores e trabalhadores.

O brasileiro José Carlos Pace, que vinha logo atrás, tentou desviar e também bateu. Stommelen quebrou a perna, punho e duas costelas, mas quatro pessoas morreram: um fotógrafo, um bombeiro e dois torcedores. A corrida foi suspensa, bandeira vermelha:

Em 1970, outra imagem da irresponsabilidade que ocorria nas pistas da Espanha. No circuito de Jarama, reparem que um espectador está no meio da curva e quase é atropelado pela BRM do inglês Jackie Oliver, que acerta a Ferrari do belga Jacky Icyx.

Os dois carros pegam fogo, os pilotos saem praticamente ilesos, mas a corrida não é suspensa e os pilotos ficam passando em alta velocidade, no meio da fumaça e dos esforços heróicos de bombeiros. Resumindo, uma palhaçada absoluta:

Na próxima semana, a história dos quatro salvadores de Niki Lauda em seu acidente quase fatal em Nurburgring, 1976.

SÉRIE COMPLETA

Segurança na F-1, I: GPDA e sua fundação

Segurança na F-1, II: Stewart, o pioneiro e líder

Segurança na F-1, III: O mestre Stewart e o aprendiz Cevért

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

Segurança na F-1, VI: o corajoso Hailwood no inferno de Kyalami

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley