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Posts do dia 3 novembro 2008

Para vencer Sul-Americana, Inter precisa melhorar

03 de novembro de 2008 0

Jogar longe do Beira-Rio tem sido um suplício para o Internacional. Em 2008, o Inter já disputou 33 jogos como visitante e parte para o mais importante de todos, contra o Boca Juniors em La Bombonera pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana.

Até agora foram 10 vitórias, 9 empates e 14 derrotas. Porém seis vitórias foram no Gauchão e duas na Copa do Brasil, contra times inexpressivos  como Chapecoense e Nacional-PB.

Em compensação, o Colorado perdeu para o Paraná e Sport na Copa do Brasil (e ambas feio, 2×0 e 3×1), e tem mais dez derrotas como visitante no Brasileirão, só batendo os cariocas Fluminense e Botafogo.

Um jogador importantíssimo na temporada é Alex, que já fez 29 gols. Porém fora de casa o meia-atacante colorado fez somente dois gols no Brasileirão (um de pênalti não-sofrido por ele) e nenhum na Sul-Americana ou nos confrontos quentes da Copa do Brasil. Em compensação, Nilmar fez oito gols fora do Beira-Rio e todos no Brasileirão (mais um na Sul-Americana), aproveitando sua velocidade no contra-ataque.

Desde o ano passado, contabilizando jogos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e Recopa Sul-Americana foram 45 jogos com apenas 8 vitórias, um número muito abaixo das possibilidades de elenco colorada. Derrotas expressivas foram sofridas em jogos da Libertadores e da Copa do Brasil, competições nas quais o Inter foi eliminado no saldo de gols.

Se o retrospecto já é ruim fora, o recente na Bombonera é pior: duas derrotas de goleada na Sul-Americana: 4×1 em 2004 nas semifinais, e 4×2 nas quartas-de-final.

Porém disto falaremos amanhã e quarta-feira

Postado por Perin, obcecado por números…

Opinião: Cada time joga como quiser. Ponto final

03 de novembro de 2008 2

Grêmio se preocupou com os outros e esqueceu de si/Daniel Marenco

Para mim é totalmente HIPÓCRITA a discussão a respeito de times reservas na reta final do Campeonato Brasileiro. Novamente esta discussão está no ar, acusando o Internacional de facilitar a vida do São Paulo e por consequência prejudicar o Grêmio, ao escalar reservas para poupar jogadores para a decisão na Sul-Americana, quinta-feira contra o Boca Juniors em Buenos Aires.

Considerei totalmente dispensável (para não dizer oportunista) a declaração do vice-de-futebol gremista André Krieger sobre o Internacional jogar com reservas contra o São Paulo. Entendo como uma falta absoluta de memória, no mínimo aquilo que chamo de “memória seletiva” (só lembrar do que se quer lembrar).

O time do Inter nos últimos dois anos tem sido ridículo fora de casa. Com exceção da vitória sobre o Botafogo este ano, todas as míseras quatro vitórias adicionais foram contra times fracos ou em má fase (Sport, Vasco da Gama, Fluminense e América-RN) A questão é simples: qual a diferença da reta final e dos primeiros jogos? Por acaso vale mais um jogo na última rodada do que na primeira?

O Inter jogou hoje com sete titulares, mas nem se tivesse jogado com os 11 provavelmente teria vencido. Porque a rotina colorada é de fiascos como visitante há dois anos, e dificilmente mudaria hoje, contra o vice-líder em um estádio lotado. Perdeu de 3×0 ao natural porque é fraco, sem planejamento e sem organização, com um grupo que só se motiva nos “grandes jogos”, quase todos no Beira-Rio.

Simples assim.

Perguntas sem respostas de todos os dirigentes de todos os times:

  • Porquê ano passado o Grêmio jogou com reservas nos primeiros jogos do Brasileiro? Porque era conveniente na reta final da Libertadores? Se alguém esqueceu, eu lembro: com reservas, o Grêmio perdeu em casa para o Cruzeiro. Se tivesse empatado, teria se classificado para a Libertadores 2008…
    Porquê na primeira rodada, o Grêmio não reclamou que o São Paulo jogou com o time misto, quase reserva? Foi ali que o time, desacreditado pelos vexames no Gauchão e na Copa do Brasil, começou a respirar…
    Porquê o Grêmio não atuou com os titulares nos dois Gre-Nais da Sul-Americana? Se tivesse atuado, provavelmente teria eliminado o capenga Colorado e não estaria preocupado com isto agora…

Para completar, vale o que eu falo na Fórmula-1: quem paga o salário é a equipe, então o jogo de equipe seria livre para mim. Isto ocorre na F-1 há trocentos anos, não sei porque tanto desespero em criar uma regra que “proíbe” o jogo de equipe. Por acaso alguém tem dúvidas de que foi jogo de equipe no GP do Brasil de 2007, com Massa entregando para Raikkonen? Ou que isto também não ocorreu este ano, no GP da China (o inverso).

No futebol, quem paga o salário é o clube. Se ele acha que um time tem mais condições de ganhar uma competição que outro, ele decide com que time jogar.

E o resultado se ganha em campo. Não muda nada.

Tão preocupado com o Internacional, o Grêmio tropeçou em casa e não se ajudou ontem, 1×1 contra o Figueirense.

Ano passado, o Tricolo

Postado por Perin, irritado com hipocrisia de dirigentes…

Para título, Grêmio precisa achar o faro de gol

03 de novembro de 2008 3

O Grêmio despencou seu desempenho no segundo turno do Campeonato Brasileiro, e tropeçou ontem de novo ao empatar em 1×1 com o Figueirense, depois de levar 3×0 do Cruzeiro no Mineirão.

Líder isolado na primeira metade da competição, e que chegou a ficar onze pontos na frente do São Paulo (justamente na 1° rodada do returno, quando fez 1×0 no Olímpico sobre o Tricolor paulista), o Tricolor gaúcho agora caiu para terceiro, atrás do novo líder São Paulo (atual bicampeão) e do vice-líder Palmeiras (que venceu fora de casa e está um ponto na frente do Grêmio).

Fora de casa, aonde tinha um desempenho espetacular, o time murchou: empatou três e perdeu quatro jogos. Isto incluindo goleadas para Internacional e Cruzeiro, e pontos perdidos para times na zona de rebaixamento, como Portuguesa, Náutico e Fluminense

Em casa, um retrospecto quase perfeito até sofrer sua primeira derrota (2×1 de virada para o Goiás) e um tropeço que pode ser decisivo na reta final (ontem ao empatar em 1×1 com o Figueirense, que está na zona de rebaixamento.

Mas o problema maior são os gols. Eles escassearam de tal maneira no Olímpico que o Grêmio só fez 13 gols em 14 jogos no returno, levando 17. Em nenhum jogo o Grêmio fez mais do que dois gols.

São dois gols do Reinaldo, Réver e Soares. Enquanto isto, Perea, Morales, Tcheco, Souza, Léo, Marcel e Douglas Costa, um gol cada. É muito pouco.

A campanha do Grêmio sempre foi baseada na defesa. Esta continua sendo a melhor da competição com apenas 29 gols sofridos (mas agora próxima do São Paulo, que levou 31), mas o ataque caiu do primeiro para o sétimo lugar. Em casa, o Grêmio tem apenas o 15° melhor ataque, com 25 gols marcados. A defesa é a segunda melhor, com míseros 9 gols sofridos.

Na próxima rodada, o Tricolor pegará o Palmeiras. Uma vitória deixará o time de volta ao segundo lugar, e um tropeço do São Paulo para a Portuguesa no Canindé devolveria a liderança. Porém uma derrota pode inclusive tirar o Grêmio do G-4 pela primeira vez em meses!

De quebra, não terá os seguintes jogadores de defesa: Felipe Mattioni, Réver, William Thiego (todos suspensos), Paulo Sérgio e Makelele (jogadores do Palmeiras, não jogam por questões contratuais). Pior, Pereira está descartado enquanto Léo é dúvida.

A pergunta que fica é: se não poderia jogar mesmo, porque o Paulo Sérgio (pendurado com 2 amarelos) não forçou o 3°?… Perguntas que, como outras tantas, o time de Celso Roth não tem resposta…

Postado por Perin, que acha o Roth um péssimo treinador…