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Posts do dia 5 novembro 2008

Inter vs. pesadelo da Bombonera, parte I - 2004

05 de novembro de 2008 1

Em 2004, depois de um hiato de 11 anos, o Internacional estava de volta às competições sul-americanas. Era a Copa Sul-Americana e o Colorado estava nas semifinais contra o temível Boca Juniors.

Antes o time de Porto Alegre havia eliminado Figueirense, Grêmio, Cruzeiro e Júnior de Barranquilla (Colômbia). Do outro lado, um time que havia sido campeão da Libertadores em 2000, 2001 e 2003, além de vice-campeão em 2004. Ou seja, um jogo continental era nada menos que uma rotineira e frequente partida…E títulos abarrotavam o clube xeneize.

Naquela época, o Colorado era um clube que vivia um renascimento, dentro e fora dos gramados. Dois anos de boa administração Fernando Carvalho retomavam os caminhos de conquistas que chegariam ao ápice em 2006. Depois de disputar competições continentais muitas vezes nas décadas de 70 e 80, o Internacional simplesmente não sabia jogar uma partida fora do país desde o fiasco na Libertadores de 1993.

O time fazia um Brasileiro de recuperação com Muricy Ramalho de treinador, após ficar 17 rodadas sob o trágico comando de Joel Santana..

Nilmar e Daniel Carvalho, negociados com o futebol europeu, faziam falta, o mesmo se referindo a Fernandão. Já ídolo dos Colorados, o futuro capitão havia se lesionado na fase anterior e só voltaria em 2005.

Na época, Chiquinho (no auge da carreira) e Rafael Sobis (ainda em afirmação) eram os principais destaques de um time bastante fraco tecnicamente, sobretudo na defesa (Vinícius, Sangaletti e Wílson). Um grupo tão limitado que recorreu ao volante Álvaro (hoje no time de Beckham) para marcação individual de Carlos Tévez. É mole? 

Aliás, o atacante da Argentina e do Manchester United dividia o estrelato com o atacante Martín Palermo, o veterano meia Guilhermo Barros Schellotto, o goleiro “PatoAbbondanzieri e o zagueiro Lionel Schiavi (de esquecível passagem no Grêmio em 2007).

No reconhecimento do gramado, a prova da inexperiência: jogadores e dirigentes tiravam fotos, deslumbrados. Pareciam turistas. A torcida foi em peso, e nada menos que 4 mil colorados invadiram La Bombonera no maior público estrangeiro da história do estádio, velho em má conservação, mas mítico. De uma aura sensacional.

Em campo, o resultado foi trágico: depois de resistir muito bem por 45 minutos, o Inter fez 1×0 logo aos 25 segundos do 2º tempo, gol de Rafael Sobis após passe de Diego. Aos 9, o Boca empatou com Traverso. Então o lance que mudou o jogo e seria uma lição para todos no Beira-Rio: um rojão explodiu do lado de Clemer, que ficou desorientado com o estrondo.

Ao invés de paralisar totalmente o jogo por insegurança, ficar muitos minutos fora de campo e esfriar o ânimo dos argentinos, o goleiro colorado e o time rapidamente voltaram ao jogo após o atendimento, como se tivesse sido um incidente corriqueiro. Um erro crasso.

Ainda visivelmente sem condições, Clemer falhou nos três gols seguintes: aos 14 minutos (Diego Cagna), aos 21 (Martin Palermo, impedido) e Naos 24 minutos do 2º tempo (Nery Cardozo). Diego descontou no finalzinho após jogada de Chiquinho, mas o estrago estava feito: Boca Juniors 4×2.

Mesmo ciente de que era muito difícil reverter no jogo de volta, mais de 40 mil torcedores esgotaram os ingressos cinco dias antes do jogo. Lotado, o Beira-Rio viu um time esforçado lutar muito mas sem conseguir marcar gol algum, e ainda levando sufoco em jogadas de Carlos Tévez. O Boca Juniors saiu classificado com o 0×0, e foi campeão daquele torneio ao bater o Bolívar na decisão.

Para o Inter, era apenas o primeiro passo de uma longa caminhada que chegaria ao topo em Yokohama, mas que ainda teria outra lição no ano seguinte…

Isto é assunto para amanhã…

Ficha dos jogos (fonte: site oficial do Internacional)
Boca Juniors 4×2 Internacional – Semifinais da Copa Sul-Americana 2004 – jogo de ida
Internacional 0×0 Boca Juniors – Semifinais da Copa Sul-Americana 2004 – jogo de volta

Segurança na F1: - A evolução de 1965 até 1976

05 de novembro de 2008 5

David Purley, desolado em Zandvoort, 1973/Cor Mooij

Nas últimas semanas, sempre nas terças-feiras, foi publicado no Almanaque Esportivo um especial sobre a segurança na Fórmula-1 dos anos 60 e 70.

Serão contadas histórias extraordinárias, de pilotos fabulosos contra situações adversas, acidentes trágicos e momentos supremos do sacrifício humano em prol de outro. Vida e morte.

Instantes nos quais a competição deixou de existir em favor de algo muito maior: a vida de um colega de profissão.

A evolução em prol da segurança que começou lá nos anos 60, comandada por Jackie Stewart, e que hoje é uma questão pacífica entre todos os envolvidos na categoria máxima do automobilismo mundial.

Vale lembrar a frase do grande ex-piloto norte-americano Dan Gurney, que correu entre 1958 e 1970 na categoria:

“Não há muito tempo, contei o número de pessoas conhecidas que tinham morrido em competição. Uma hora depois, tinha chegado a 57” – Dan Gurney, explicando a sua retirada da competição como piloto.

SÉRIE COMPLETA

Segurança na F-1, I: GPDA e sua fundação

Segurança na F-1, II: Stewart, o pioneiro e líder

Segurança na F-1, III: O mestre Stewart e o aprendiz Cevért

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

Segurança na F-1, VI: o corajoso Hailwood no inferno de Kyalami

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley