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Posts do dia 3 dezembro 2008

Semana HAVOC II: Ah se fosse no Brasil...

03 de dezembro de 2008 1

Pilotos empilhados no final da reta de Nurburgring, 2007

Ah se fosse no GP do Brasil que ocorresse esta várzea… A corrida seria ameaçada de suspensão por uns 15 anos!

No GP da Europa do ano passado, uma sucessão de abandonos causados por uma chuva repentina no circuito de Nurburgring. Nada menos que sete carros rodaram na primeira curva do lendário circuito alemão (incluindo Lewis Hamilton).

A culpa desta sucessão de acidentes foi da péssima drenagem, que causava um “rio de água” no meio da pista, fazendo os pilotos perderem o contato com o asfalto justamente no ponto de freada. A corrida ficou várias voltas paralisada por causa da chuva.

Vejam os acidentes na transmissão inglesa:


E confiram as imagens feitas por um espectador da prova:


Outro fato interessante nesta prova é que o estreante Markus Winkelhock, filho do falecido alemão Manfred e sobrinho de Joachim (ambos ex-pilotos de F-1), largou em último e liderou a prova por seis voltas!

Como ameaçava cair uma chuva violenta, a Spyker mandou o estreante largar dos boxes com pneus de chuva. Ainda na primeira volta, o temporal desabou causando vítimas e Winkelhock, com o pior carro da F-1, foi passando a todos. Ele assumiu a liderança ao ultrapassar o finlandês Kimi Raikkonen. Na terceira volta, já com Safety Car e depois com bandeira vermelha (corrida suspensa!), o alemão liderava!

Ou seja, ele com duas voltas na carreira subiu de último para primeiro! Para completar, é o único piloto na história que largou em último e em primeiro em um mesmo GP! Quando a corrida recomeçou, obviamente Winkelhock foi sendo ultrapassado. Na 15° volta, abandonou com problemas hidráulicos.

Ele nunca mais correu na categoria, mas está na história da competição.

Postado por Perin, que vê diferenças de tratamento da FIA…

Pontos corridos é um sucesso: média de público

03 de dezembro de 2008 4

Alguns leitores aqui do Almanaque Esportivo comentaram que eu tive que “fazer uma coletânea” para provar que pontos-corridos pode vir a ser emocionante, mas normalmente é um marasmo. Bom é “mata-mata”, com estádios cheios e jogos decisivos.

Antes de mais nada, vamos deixar claro o assunto: sim, eu sou 100% favorável a uma competição de pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Mata-Mata é para Copa do Brasil, fases finais de Copa do Mundo e Libertadores.

Hoje e amanhã analisarei critérios financeiros e técnicos, mostrando vantagens aos clubes que se preparam melhor, ou seja premiando por merecimento.

E que assim como pontos corridos pode ser chato na decisão do título, já tivemos finais chatíssimas, seja pela qualidade do jogo, seja pela disparidade técnica entre as equipes.

Algunsdiz isto para os 12 outros times que seriam eliminados na primeira fase e passariam mais 2 meses sem jogar, sem renda, sem receita, nada.

Isto sem contar falcatruas que víamos, como times do centro do país que se classificavam em 7º e 8º lugar e, em um jogo, com arbitragem no mínimo polêmica, eliminavam times de campanha muito superior.

A questão é mais abrangente: hoje os times melhores preparados quase sempre fazem grandes campanhas. E os que erram no planejamento vão mal. É um prêmio ao melhor.

Antigamente um time podia errar tudo, se classificar em 8º com uma campanha ridícula, atrasar salários por um tempão e na reta final dar gordos prêmios por classificação. Isto é uma valorização da mediocridade, da ruindade.

Além de, claro, ser campeão jogando bem poucos jogos. Para isto, já existem as Copas…

A média de público dos jogos finais era alta? Verdade, porém antigamente as primeiras rodadas do Brasileiro tinham públicos ridículos e que só aumentavam faltando cinco ou seis rodadas.

Hoje isto não acontece. Desde o primeiro turno temos jogos com grandes públicos. As torcidas perceberam que TODOS os jogos são importantes d valem 3 pontos. Quantos jogos desinteressantes tivemos nas últimas rodadas? Pouquíssimos, pois as duas pontas seguem indefinidas.

Isto sem contar considerações de exposição de mídia, financeira e marketiong. Um time fazendo grande campanha tem exposição de mídia por praticamente seis meses, de maio até início de dezembro, ao invés de 40 dias de jogos decisivos no final.

Além disto, uma média de público melhor distribuída garante receitas ordinárias por um período longo do ano, ao invés de valores concentrados em um intervalo curto.

A exposição que o Grêmio teve em 2006 e 2008 (anos de ótima campanha) foi muito maior que a obtida em 1998 ou 2001. No primeiro ano citado, passou quase todo o campeonato muito mal, reagiu nas rodadas finais, se classificou em oitavo lugar e depois foi eliminado na primeira fase dos mata-mata. No segundo, ficou em uma posição intermediária e foi eliminado no jogo único das oitavas-de-final.

A média de público do Brasileirão 2008 é simplesmente a SEGUNDA melhor desde 1987, quando o futebol brasileiro enxugou a Série A (que tinha entre 40 e 94 times e passou a ter no máximo 26), só perdendo justamente para este ano, da Copa União de 1987.

Que, inclusive só teve esta grande média porque, em uma virada de mesa comum na época, só participaram os times de maior torcida. Enquanto hoje a Série A tem times com pouca ou nenhuma torcida como Portuguesa e Ipatinga, mas que estavam por critérios técnicos. E olha que o Corinthians e o Bahia, habituais trens-pagadores, estão em 2008 na Série B (o time paulista já retornou pa

Postado por Perin, saudando os pontos corridos!