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Austríacos na F-1: marcados pela tragédia

14 de dezembro de 2008 0

Rindt, campeão póstumo pela Lotus em 1970

Um dos países mais pródigos na geração de talentos para a Fórmula-1 é a Áustria. No total, 16 pilotos do pequeno país europeu disputaram um GP de F-1 desde 1950. De lá saíram quatro títulos mundiais, três de Niki Lauda e um de Jochen Rindt. Além deles, o carismático Gerhard Berger fez muito sucesso nos anos 80 e 90, vencendo 10 GP`s e impressionantes 21 melhores voltas.

Porém muitos destes 16 pilotos sofreram acidentes gravíssimos ao longo de suas carreiras. Dentre todos os países que perderam pilotos em um final de semana oficial de Fórmula-1, a Inglaterra perdeu oito.

Depois dela vem a Itália e a Áustria, com três fatalidades. Os austríacos perderam dentro da Fórmula-1: Jochen Rindt (Itália, 1970), Helmutt Koinigg (EUA, 1974) e Roland Ratzenberger (San Marino, 1994).

A Áustria também possui o triste privilégio de ser o único país a ter um campeão mundial póstumo (Rindt, em 1970).

Para completar, dos 16 pilotos austríacos da F-1, nada menos que NOVE deles sofreram graves acidentes, todos com lesões corporais e sério risco de morte: os já citados Rindt, Koinigg e Ratzenberger, e mais Berger, Helmuth Marko, Karl Wendlinger, Lauda e Jo Gartner!

Berger teve sua Ferrari em chamas em Ímola, 1989. Já Helmuth Marko perdeu um olho ao ser atingido por uma pedra, no GP da França de 1972. Karl Wendlinger ficou em coma após acidente no GP de Mônaco de 1994, duas semanas após a morte de Ratzenberger.

O promissor Jo Gartner morreu em um incêndio após acidente nas 24h de Le Mans de 1986, enquanto o futuro tricampeão mundial Lauda quase morreu em condições semelhantes em 1976. Curiosamente Lauda foi salvo por quatro pilotos, um deles seu compatriota Harald Ertl, que morreu na década seguinte em um acidente aéreo.

Por fim, as três tragédias na Fórmula-1. Virtualmente campeão, Jochen Rindt perdeu o controle de sua Lotus na curva Parabolica e morreu ao ser estrangulado por seu cinto de segurança. Ele pensava em se aposentar ao final daquela temporada.

Muito à frente dos rivais na pontuação geral, Rindt foi campeão póstumo graças ao brasileiro Émerson Fittipaldi, que na corrida seguinte em Watkins Glen venceu sua primeira corrida (e do Brasil também!) e de quebra impediu o belga Jacky Ickx conquistar o título.

Nesta mesma pista de Watkins Glen, o novato Helmuth Koinnigg morreu instantaneamente ao atravessar um guard-rail em 1974. Um ano antes, o ídolo francês François Cevért havia morrido na mesma pista.

E, fechando a triste conta austríaca, o igualmente novato Roland Ratzenberger morreu em seu terceiro GP quando sua Simtek perdeu o aerofólio dianteiro e, desgovernada, bateu violentamente na curva Villeneuve no circuito de Ímola. Foi a primeira morte em 12 anos na F-1 e a penúltima até o momento, pois no dia seguinte pelo brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial.

Os pilotos austríacos já mostraram ao longo das décadas seu talento com vitórias e títulos.

Resta saber se superaram a estigma dos graves acidentes. E da morte. 

Saudando os talentosos österreichischen!

VEJA TAMBÉM:

Segurança na F-1, I: GPDA e sua fundação

Segurança na F-1, II: Stewart, o pioneiro e líder

Segurança na F-1, III: O mestre Stewart e o aprendiz Cevért

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

Segurança na F-1, VI: o corajoso Hailwood no inferno de Kyalami

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley

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