Hoje vamos contar uma história que inclusive virou filme. Há muitos anos atrás, meu grande amigo Maurício Neves de Jesus me emprestou um livro chamado "Febre de Bola", de um autor chamado Nick Hornby. Ele disse apenas, com sua sapiência secular (que só errou ao escolher o Flamengo como time do coração): "leia Perin, você vai se identificar". Como sempre, o Mau estava certo...
Este livro de horby é autobiográfico. Assim como seus romances posteriores como `Alta Fidelidade` (Tim Robbins, John e Joan Cusack, entre outros no elenco) ou `Um Grande Garoto` (Hugh Grant, Toni Coillette e Rachel Weisz), `Febre de Bola` virou filme (estrelado pelo excelente Colin Firth). Mas não adianta. Se não és daqueles que seus amigos dizem "fulano é doente", então você não deve ler este livro.
Os capítulos são nomeados por jogos, por temporadas. Por jogadores, sejam bons ou ruins. Por decisões. Tudo na vida de Hornby gira em torno de sua quase doentia paixão pelo Arsenal (curiosamente, em um período de vacas magras do clube de Highbury, que ficou quase 20 anos sem ganhar nada, com direito a fiascos monumentais em decisões de Copas da Inglaterra).
Ao longo de quase três décadas, Nick marca compromissos de acordo com a tabela de jogos, o jogo de seu time é prioridade absoluta, lembra de detalhes de quase todos os jogos, sabe o que fez naquele dia e hora, tem mau humores insuportáveis quando seu time dá vexame ou entra em estado de melancolia profunda. Seus melhores amigos são os companheiros de arquibancada. Aumentou a relação com familiares levando irmãos mais novos para o estádio. Fica eufórico com jogos simplórios, decisões e títulos inesquecíveis. Ou seja, resumindo: Nick Hornby é Alexandre Miguel de Negreiros Perin. E vice-versa.
Sob esta ótica, com detalhes completos, ele conta a vida do próprio Hornby, a separação de seus pais e como ir ao estádio do Arsenal no final dos anos 60 se tornou uma válvula de escape para viver com seu pai, depois com seus meio-irmãos e com todas as pessoas que convivem com ele.
Nick passa pela faculdade em Cambridge (e uma obsessiva e inevitável paixão pelo obscuro Cambridge United, da 5° divisão, valeu CH!!!). Sua volta à Londres, sua vida de professor recém-formado e seu início de carreira como escritor.
Amanhã irei citar dois trechos do livro que eu sempre me identifiquei, que exemplifica como o futebol está em minha vida.
Postado por Perin, que já leu o livro umas 3 vezes...



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