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Posts do dia 30 dezembro 2008

Gascoigne: a morte anunciada de um craque

30 de dezembro de 2008 4

Paul Gascoigne, um gênio dentro de campo e louco fora

Um dos mais talentosos meias que eu vi atuar na vida se chama Paul Gascoigne.  “Gazza“, como ficou conhecido entre os ingleses.

Hoje li uma matéria na qual seu filho de 12 anos, Regan Gascoigne, afirmou duramente: “Ele provavelmente, morrerá em breve. Não acho que sirva de nada ajudá-lo. É uma perda de tempo. Se pudesse pedir um desejo, desejaria que nos deixasse”. Reflexo de anos sem apoio paterno e de incontáveis problemas dentro e fora dos gramados.  O fim de um craque.

Definir Gascoigne é fácil. Pegue um extremo e leve a outro. Misture verbos. Incontrolável dentro e fora dos gramados.
Sanguíneo, raçudo, emotivo.
Talentoso, mortal, chute poderoso, habilidade incomum e grande visão de jogo.

Tudo para se tornar um dos maiores da história. Mas não foi bem assim… Vejamos agora as manchetes dos últimos meses sobre o ex-craque inglês, de 41 anos:
- Desapareceu da clínica de reabilitação que estava internado e na qual havia sido liberado para passar o Natal com a família (dezembro)
Internado em uma clínica de recuperação para alcóolatras (novembro)
- Condenado a pagar quase 700 mil reais de impostos e multa ao Governo Britânico (novembro)
- Bateu em um fotógrafo que registrava suas desesperadas tentativas de entrar em um bar fechado (setembro)
- Internado com overdose de álcool e drogas em Portugal (setembro)
- Sumiu após acompanhar parte de uma turnê da banda de rock `Iron Maiden` (agosto)
- Detido pela polícia por confusões em dois hotéis (fevereiro)

Chocante? Não mais se soubermos da trajetória deste craque dos gramados, capaz de lances geniais e confusões homéricas. Alcóolatra convicto, Gazza tem ainda problemas de peso (bulimia), depressão e transtorno bipolar. Problemas legais e financeiros complementam a vida desregrada do ex-craque de Newcastle, Tottenham, Lazio, Glasgow Rangers, Middlesbrough e Everton, além de times menores nos quais encerrou a carreira aos 37 anos.

Nascido em uma família pobre, com várias histórias de mortes acidentais envolvendo-o profundamente até a vida adulta, Gascoigne viveu sempre entre a glória e a sarjeta.

Surgido no final dos anos 80 no Newcastle United, Gascoigne foi o jogador mais caro do futebol inglês até 1987 ao ser negociado com o Tottenham Hotspur (pela vultosa soma de 2.3 milhões de libras). Ele estava acertado verbalmente com o Manchester United, mas preferiu a equipe de Londres, na época muito mais poderosa financeira e tecnicamente. E que comprou uma casa nova para sua paupérrima família.

Ao lado de craques como Gary Lineker (artilheiro da Copa de 1986), Gascoigne brilhou no time treinado por Terry Venables e era o principal jogador da excepcional Inglaterra de 1990 (para mim, um time melhor que a eventual campeã Alemanha). Foi justamente ele quem comandou o “English Team” na memorável partida contra Camarões, o 3×2 inesquecível do melhor jogo da Copa.

Nas semifinais, a primeira grande decepção da carreira de Gazza: ele foi o melhor em campo, ofuscou completamente o astro alemão Lothar Matthaus mas foi incapaz de garantir a classificação para a final, perdendo nos pênaltis em Turim. Em 1991 estava negociado com a

Postado por Perin, saudando Paul Gascoigne

O dilema de Amauri: Itália ou Brasil?

30 de dezembro de 2008 1

Amauri, artilheiro no futebol italiano/site oficial da Juventus

Nas últimas semanas, um dos assuntos mais debatidos na imprensa esportiva brasileira é a utilização do centroavante Amauri, da Juventus. Vice-artilheiro do Campeonato Italiano pela poderosa Juventus com 11 gols, ele já havia se destacado nas três temporadas anteriores, mantendo uma média de 1 gol a cada 2 jogos na dura Série A italiana jogando por times modestos como Chievo Verona e Palermo.

A imprensa italiana e o próprio técnico Marcello Lippi desejam que Amauri, casado com uma brasileira que deve obter cidadania italiana até junho, aceite ser convocado pela Seleção Italiana após sua naturalização.

Amauri, em contrapartida, já deixou bastante claro que deseja jogar pela Seleção Brasileira, sem no entanto negar enfaticamente que não irá atuar pela Itália, atual campeã mundial.

Pressionado pela imprensa brasileira e recebendo a indicação até do goleiro titular Júlio César (rival atuando pela Internazionale), Dunga já admite convocar Amauri.

Ele afirmou que o centroavante terá que obter espaço contra Luis Fabiano, Alexandre Pato e Adriano. Até aí tudo bem, afinal Luís Fabiano tem correspondido (e muito bem), apesar de ser um jogador mais veloz, baixo e técnico que Amauri. Já Adriano vive em sua interminável crise interna e por enquanto não seria rival.

O que fica curioso é que quando Alexandre Pato (comparado a Ronaldo pelo próprio Dunga recentemente) é convocado, o treinador do Brasil não coloca ele em campo enquanto os fraquíssimos Afonsão, Vágner Love e Jô são bem mais aproveitados. Aliás, as contínuas chamadas de Jô devem ser para cumprir acordo (financeiro?) com o Manchester City, que precisava de convocações para liberar sua contratação perante a Justiça do Trabalho britãnica.

Surgido no futebol catarinense, o gigante de 1.90m nascido no interior de São Paulo começou a se destacar em 2000, no torneio de juniores em Villaregio, Itália. Foi negociado pelo Santa Catarina (um time de empresários) para o Bellinzona, da Suíça. De lá, Amauri foi comprado pelo Parma que o repassou ao Napoli e depois sucessivamente ao Piacenza, Empoli e Messina, onde teve relativo destaque.

Ele foi para o Chievo Verona e neste time, 4° colocado no Italiano 2005-06, foi um dos melhores jogadores da temporada, fazendo 11 gols.  Nos dois anos seguintes, mesmo ficando seis meses parado por lesão no joelho, Amauri brilhou pelo Palermo marcando quase 30 gols na Série A e chamando a atenção da poderosa Juventus.

De boa técnica, chute poderoso, exímio cabeceio e enorme faro de gol, ele é muito comparado com o holandês Ruud van Nistelrooy, um dos maiores goleadores do futebol europeu na última década. Já na primeira temporada, brilha marcando gols decisivos em clássicos (fez dois contra o Milan recentemente) e sendo um dos melhores jogadores da vice-líder do Italiano 2008-09.

Amauri, nascido no Brasil, criado aqui até os 20 anos e filho de brasileiros, é um brasileiro nato. Sua convocação pela Azzurra, atuando por um país no qual reside há sete anos, só teria sentido se ele não tivesse qualidade para defender a Seleção Brasileira (o que não é o caso). Um exemplo disto é Roger GuerreiroPostado por Perin, que torce pela convocação de Amauri