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O dilema de Amauri: Itália ou Brasil?

30 de dezembro de 2008 1

Amauri, artilheiro no futebol italiano/site oficial da Juventus

Nas últimas semanas, um dos assuntos mais debatidos na imprensa esportiva brasileira é a utilização do centroavante Amauri, da Juventus. Vice-artilheiro do Campeonato Italiano pela poderosa Juventus com 11 gols, ele já havia se destacado nas três temporadas anteriores, mantendo uma média de 1 gol a cada 2 jogos na dura Série A italiana jogando por times modestos como Chievo Verona e Palermo.

A imprensa italiana e o próprio técnico Marcello Lippi desejam que Amauri, casado com uma brasileira que deve obter cidadania italiana até junho, aceite ser convocado pela Seleção Italiana após sua naturalização.

Amauri, em contrapartida, já deixou bastante claro que deseja jogar pela Seleção Brasileira, sem no entanto negar enfaticamente que não irá atuar pela Itália, atual campeã mundial.

Pressionado pela imprensa brasileira e recebendo a indicação até do goleiro titular Júlio César (rival atuando pela Internazionale), Dunga já admite convocar Amauri.

Ele afirmou que o centroavante terá que obter espaço contra Luis Fabiano, Alexandre Pato e Adriano. Até aí tudo bem, afinal Luís Fabiano tem correspondido (e muito bem), apesar de ser um jogador mais veloz, baixo e técnico que Amauri. Já Adriano vive em sua interminável crise interna e por enquanto não seria rival.

O que fica curioso é que quando Alexandre Pato (comparado a Ronaldo pelo próprio Dunga recentemente) é convocado, o treinador do Brasil não coloca ele em campo enquanto os fraquíssimos Afonsão, Vágner Love e Jô são bem mais aproveitados. Aliás, as contínuas chamadas de Jô devem ser para cumprir acordo (financeiro?) com o Manchester City, que precisava de convocações para liberar sua contratação perante a Justiça do Trabalho britãnica.

Surgido no futebol catarinense, o gigante de 1.90m nascido no interior de São Paulo começou a se destacar em 2000, no torneio de juniores em Villaregio, Itália. Foi negociado pelo Santa Catarina (um time de empresários) para o Bellinzona, da Suíça. De lá, Amauri foi comprado pelo Parma que o repassou ao Napoli e depois sucessivamente ao Piacenza, Empoli e Messina, onde teve relativo destaque.

Ele foi para o Chievo Verona e neste time, 4° colocado no Italiano 2005-06, foi um dos melhores jogadores da temporada, fazendo 11 gols.  Nos dois anos seguintes, mesmo ficando seis meses parado por lesão no joelho, Amauri brilhou pelo Palermo marcando quase 30 gols na Série A e chamando a atenção da poderosa Juventus.

De boa técnica, chute poderoso, exímio cabeceio e enorme faro de gol, ele é muito comparado com o holandês Ruud van Nistelrooy, um dos maiores goleadores do futebol europeu na última década. Já na primeira temporada, brilha marcando gols decisivos em clássicos (fez dois contra o Milan recentemente) e sendo um dos melhores jogadores da vice-líder do Italiano 2008-09.

Amauri, nascido no Brasil, criado aqui até os 20 anos e filho de brasileiros, é um brasileiro nato. Sua convocação pela Azzurra, atuando por um país no qual reside há sete anos, só teria sentido se ele não tivesse qualidade para defender a Seleção Brasileira (o que não é o caso). Um exemplo disto é Roger GuerreiroPostado por Perin, que torce pela convocação de Amauri

Comentários (1)

  • Ed diz: 30 de dezembro de 2008

    Mas Perín, pelo que li esses dias no globo.com, ele só aceitaria a convocação pra Seleção Brasileira se fosse pra ser titular, se bem que o cara tá podendo. Já a convocação pra Seleção Italiana vai demorar, parece que pelo menos uns seis meses, ou seja, depois do amistoso entre Brasil X Itália. Nem faz sentido compará-lo com o Pato, eles estão jogando o mesmo campeonato e dá pra concluir quem é melhor hehe Talvez o único que faça frente a ele no momento seja o Luís Fabiano.

     

    EDITADO: quem disse isto foi o empresário dele, ou seja, só para promover o jogador…

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