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Posts do dia 15 janeiro 2009

Escudo do Internacional para o Centenário

15 de janeiro de 2009 16

Novo símbolo para o Centenário e depois? Gostei!/Reprodução

Aposto alguns cafés que será este o escudo do Sport Club Internacional para o Centenário. Por algumas informações e outros fatos como o indicado hoje no Clube da Bolinha

Opinião pessoal: excelente! Ficou simples, bonito e ainda funcional (explico abaixo).

Objetivo: Isto faz parte de uma estratégia de longo prazo de consolidação da imagem do Internacional no mercado. Como o Inter, e nenhum time brasileiro, tem a visibildade de um gigante europeu, nada melhor que deixar o nome claramente indicado em qualquer representação oficial.

O fato de ter um símbolo simples, que não sofra alterações radicais todo o ano e que, principalmente, tenha SEMPRE o nome por extenso, facilita a exposição e identificação do clube.

P.S. De quebra remove aquela estrela da Copa do Brasil, que ficava antigamente junto com as outras três estrelas. Sempre achei um casuísmo político gerado pelo ex-presidente José Asmuz em uma vã tentativa de se igualar aos ícones colorados Frederico Arnaldo Ballvê, Eraldo Hermann e Marcelo Feijó.

Postado por Perin, que gostou muito do símbolo novo

A falência do futebol carioca, parte IV

15 de janeiro de 2009 25

AS CAUSAS DA CRISE NO FUTEBOL CARIOCA

Hoje é a vez de aprofundarmos a análise dos erros cometidos pelos gigantes do futebol do Rio de Janeiro, e darmos espaço para os leitores opinarem. Segunda falamos em linhas gerais sobre os problemas dos times cariocas na última década, terça citamos Botafogo e Fluminense, enquanto ontem foi a vez de Vasco da Gama e Flamengo.

Marechal Hermes, sede das divisões inferiores no Botafogo. Como vão  formar craques AQUI?
sede das categorias de base do Botafogo. Preciso falar algo?

O fato é que existe uma permissividade dentro dos principais times cariocas que não se aplica no profissionalismo de hoje no esporte. Dirigentes pouco profissionais, ambientes muito abertos e sem organização, imprensa permissiva (e muitas vezes ‘patrocinada’ por clubes) e fortemente influenciados por torcidas organizadas (muitas com facções criminosas), liberalidade com mau comportamento de jogadores. Assim podemos resumir a média geral dos mandatários dos principais times do Rio de Janeiro.

Uma condição muito em voga no Rio é a política do: “se eu não pago em dia, não posso cobrar profissionalismo” dos dirigentes para os atletas. E vice-versa, diga-se de passagem, pois atletas relapsos minaram muitas vezes elencos de boa ou ótima qualidade. Isto sem contar a excessiva utilização do marketing em ‘grandes lances’ em detrimento de ações menos espalhafatosas como investir na base ou a ‘garimpagem’ de talentos em centros menores.

Vale ressaltar que a maioria dos jogadores chamados de ‘chinelinho’, aqueles passam muito tempo no departamento médico por lesões estranhas e treinam muito pouco, são jogadores com profundas raízes no Rio, como Fábio Baiano, Romário, Felipe, Edmundo, Roger e Carlos Alberto. Antigamente, quando a condição física era muito menos importante do que hoje, jogadores que passavam seus dias em noitadas podiam treinar em um turno e estarem disponíveis em boas condições.

Hoje, isto é impossível com a exigência corporal que cada atleta deve suportar. Em todo o Brasil se percebeu isto, e os clubes passaram a adotar cartilhas mais rígidas de comportamento. Eventualmente, algum treinador aplica as mesmas em um dos quatro grandes. Mas isto dura até o primeiro salário atrasado, e aí voltamos ao início deste ciclo…

A influência de alguns bandidos, travestidos de “diretores” de organizadas tem que ser sumariamente expurgada do clube. Impressiona a força de organizadas especialmente no Flamengo e Vasco da Gama, e conivência dos “dirigentes tradicionais”, ‘liberando treinos’, deixando jogadores ‘conversar’ com líderes de organizadas’, ou simplesmente cedendo às suas exigências de maneira servil.

A Federação Carioca de Futebol é outra calamidade. O finado Eduardo Vianna, nacionalmente conhecido como “Caixa D’Água“, foi um dos mais nefastos dirigentes da história do futebol brasileiro. Virou tantas e tantas vezes a mesa no futebol carioca, beneficiou escandalosamente por décadas o Americano de Campos, seu time do coração.

Ele virtualmente extinguiu o rival do Americano, o Goytacaz e direta ou indiretamente prejudicou todos os times que se atravessaram em seu caminho. Foi processado diversas vezes, acusado de administração fraudulenta, criou ligas amadoras fantasmas que mantinham o mesmo por 20 anos no comando da FERJ. Bem, se foi em 2006 e enfim, deste mal o futebol carioca já não mais sofre.

Finalizando, um ponto crucial: categorias de base. Hoje apenas Flamengo e Fluminense seguem formando jogadores. O Vasco tem tido dificuldades, enquanto a base do Botafogo simplesmente não existe.

Este foi o caminho da recuperação do Cruzeiro, São Paulo e da dupla Gre-Nal. Sem ele, os recursos para reestruturação dos times e pagamento de dívidas se tornarão quase impossíveis de serem obtidos.

ESPAÇO PARA RESPONDER OS LEITORES

Sempre imaginei que este assunto causaria polêmica, e estou abrindo espaço para todos que contestaram meus argumentos. Lamento que muitos não perceberam que eu desejo, a evolução de todos os times do Brasil para patamares compatíveis com a grande e qualidade do nosso futebol. Esta sempre foi uma postura coerente neste blog: prezar pelo profissionalismo.

Administrações honestas e profissionais, clubes estruturados são uma necessidade imprescindível no milionário futebol de hoje. Os times cariocas, o Atlético-MG, Santos, Corinthians (não acreditem que o clube se organizou, continua a mesma baderna) ainda precisam evoluir consideravelmente nestes aspectos.

Palmeiras, Fluminense e Grêmio estão em um patamar intermediário, com vícios antigos e muito personalismo. O Tricolor já se estruturou mas ainda tem sérios problemas financeiros decorrentes dos antigos descalabros administrativos. A humildade em reconhecer isto será o primeiro passo para um futuro melhor. Para todos.

A todos que citaram o assunto “virada de mesa”, como se eu ‘escondesse’ que isto ocorreu em 1992/1993 com o Grêmio, estão enganados. Procurem nos arquivos deste blog e irão encontrar um post de junho sobre o assunto.

Aos que apelaram para uma abordagem ‘inveja dos cariocas’, nem vou entrar em maiores detalhes. Conheço o Rio, já passei meses na cidade e gosto de passear, apesar de não querer morar lá nunca por questões de segurança e clima.

Tenho dezenas de amigos do Rio e a maioria que leu os artigos concorda com todos os textos, com uma ou outra ressalva. Especialmente os de seus respectivos times. Reparem neste artigo, do rubro-negro Carlos Henrique Oliveira. Alguma diferença? Não percebi… 

Aos que afirmaram que ‘criticar os times cariocas gera IBOPE’. Não se preocupem, não sou jornalista e não preciso disto. Meu trabalho é baseado em métricas que nada tem a ver com a popularidade ou não deste blog (sou responsável por muitas atividades na infraestrutura de Tecnologia da Informação na área Online do grupo RBS). Portanto, não tem nada a ver.

Finalizando  e o mais importante, é a mensagem:

Pessoal, quanto mais forte TODOS os clubes brasileiros, melhor. A concorrência estimula a excelência! Evidentemente quero que o time do meu rival fracasse miseravelmente em todas as competições, quanto mais feio melhor. Porém isto não vai adiantar nada se além disto o rival estiver falido, quase fechando, sem estrutura alguma.

Naturalmente ocorrerá uma acomodação da minha equipe (como já aconteceu), e a médio prazo isto é negativo. Eventualmente alguns times poderão mudar de patamar (para melhor ou pior, independentemente do tamanho da torcida), mas cabe aos seus torcedores este papel. Se associando, entrando no Conselho Deliberativo, mudando estatutos casuísticos e buscando uma maior democracia e transparência na administração do clube de seu coração.

Agora o espaço para a opinião de todos! Mandem suas opiniões!

 


SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro