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Posts do dia 22 janeiro 2009

Lances de Fair-Play bacanas

22 de janeiro de 2009 1

Confusão após gol do Arsenal em lance de ética questionável

Lances bem legais de Fair-Play já foram mostrados aqui no Almanaque Esportivo há algum tempo. São exemplos do Leicester City, Ajax e Paolo Di Canio.Mas vou contar agora outras historinhas bacanas… Porém, após sugestão do leitor Rafael Sperb, vou contar outros três momentos bem legais e envolvendo atacantes conhecidos.

Em 1997, o atacante inglês Robbie Fowler, ídolo do Liverpool, caiu na área após lance com o goleiro David Seaman, em clássico contra o Arsenal. O juiz marcou pênalti mas o próprio atacante do Liverpool se levantou dizendo que não foi pênalti e não tinha sido tocado, em vão. Na cobrança, o batedor oficial Fowler bateu mal, Seaman pegou mas no rebote Jason McAteer fez o gol do Liverpool. Até hoje, Fowler jura que não errou de propósito…


Em 2005, no jogo Werder Bremen 3×0 Arminia Bielefeld pelo Campeonato Alemão, o atacante alemão Miroslav Klose fez o mesmo após penalidade inexistente marcada em seu favor. Porém naquela ocasião, o árbitro Herbert Fandel voltou atrás, retirou o pênalti e inclusive cancelou o amarelo dado ao zagueiro do Arminia. Este eu não tenho imagens

Em 1999, em jogo da Copa da Inglaterra novamente envolvendo o Arsenal, o meia Ray Parlour devolvia a bola para o Sheffield United após um jogador do Arsenal ter sido atendido pelos médicos. O nigeriano Nwuankwo Kanu não percebeu o lance de `fair-play` (tinha acabado de entrar), roubou a bola e tocou para Marc Overmars, sem goleiro, fazer 2×1. O jogo terminou sob uma enorme confusão.

A direção do Arsenal e o próprio técnico Arséne Wenger solicitaram que o jogo fosse repetido. Detalhe: Wenger era (e ainda é) o treinador do ARSENAL. O jogo foi repetido, e o Arsenal voltou a vencer por 2×1.

Curiosamente, todos os times que eu citei envolvidos nestes lances de `fair-play` acabaram vencendo suas partidas.

VEJA TUDO QUE SAIU SOBRE LANCES DE ‘FAIR-PLAY’ NO ALMANAQUE ESPORTIVO:

Lances de Fair-Play bacanas – Robbie Fowler e Miroslav Klose negando penalidades marcadas, e o Arsenal pedindo o replay de um jogo com gol contra o fair-play

Fair-Play é isto aí! - O time do Leicester City deixa o Nottingham Forest marcar um gol após remarcação de jogo, assim como o Ajax-B, enquanto Paolo Di Canio, do Aston Villa, deixa de chutar sem goleiro por causa da lesão do arqueiro Paul Gerrard, do Everton.

Erro grotesco na Alemanha: gol validado com bola 1m antes da linha! Veja outros casos! - Duisburg comemora um gol que a bola visivelmente não entrou contra o Eintracht Frankfurt. Em 1994, o mesmo ocorreu em um Bayern de Munique x Nurnberg

Gol polêmico de Nani reabre discussão sobre lances de ‘fair-play’ no futebol – Nani se aproveita de confusão do goleiro Gomes e marca gol discutível no Campeonato Inglês

A falência do futebol carioca

22 de janeiro de 2009 1

A falência do futebol carioca, final

22 de janeiro de 2009 5

Durante quatro dias, analisamos profundamente causas dos equívocos que resultaram na queda violenta de resultados, representação e prestígio do futebol carioca a partir do ano de 2000. A maioria das causas já vem de longa data, mas nos últimos anos estão sendo cada vez mais notórias.

Flu acerta: a bela infraestrutura do Hotel Telê Santana em Xerém
Bela sede do Fluminense em Xerém: categorias de base com infra-estrutura

Recebi muitas críticas coerentes, algumas nem tanto, colocaram contrapontos com relação ao assunto. Com a organização do Planeta Atlântida SC 2009 em relação à recursos de T.I., não tive muito tempo para escrever, mas hoje encerro esta série com o que eu acredito que os clubes do Rio devam fazer.

Nada muito extravagante, são questões simples mas que resultam em renúncias de impacto, que mudam com a maneira de enxergar o futebol. Cada lugar tem uma história, um estilo de jogar, uma maneira de atuar diferente. Porém nada disto tem a ver com organização fora de campo. Isto, todos DEVEM ter.

O FUTURO

Antes de quaisquer medidas bombásticas, o futebol carioca tem que fazer uma profunda auto-reflexão. Uma profissionalização de todos níveis administrativos do clube, foco nas categorias de base, redução drástica em funcionários e despesas, maior controle financeiro, fiscal e forte auditoria ao final de cada ano fiscal.

Folhas salariais enxutas são vitais para a saúde financeira. Isto dura algum tempo e todos, rigorosamente TODOS, os clubes brasileiros hoje organizados passaram por este estágio por uma ou duas temporadas. O São Paulo e Cruzeiro no início desta década, o Internacional em 2003 e 2004, e o Grêmio nos últimos anos penaram com times mais modestos enquanto revelavam (e vendiam) jogadores apenas para acertar as contas de gastos exorbitantes do passado.

Até onde vale a pena depender tão somente do dinheiro de parcerias? Se a Unimed largar o futebol, o Fluminense vira do dia para a noite um time sem nenhum jogador de talento, dependendo exclusivamente das categorias de base e com quase nenhuma receita ordinária. Flamengo (ISL) e Vasco da Gama (Bank of America) já são exemplos mais que suficientes, e bem pertinho…

Em situações financeiras dramáticas, Vasco da Gama e Botafogo precisam reativar suas categorias de base urgentemente. O Vasco não forma jogadores de talento há tempos, e o Botafogo já nem lembra mais o que é isto… E imaginar que o Fogão é o time que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo… Neste ponto o Fluminense está bem à frente, com uma sede de ótima qualidade em Xerém (muitos me indicaram e eu peguei mais informações) enquanto o Flamengo conta com uma boa estrutura de categorias de base.

Agora, talvez o ponto mais difícil: fim das contratações bombásticas, por puro marketing e sem planejamento completo dentro de campo. É evidente que se for possível, e compatível com as finanças, um grande jogador pode ser contratado em um negócio de ocasião.

Recentemente, o Flamengo fez isto com Íbson, que veio por um valor acessível emprestado pelo Porto. Mas contratações empilhadas como Alex, Denílson, Petkovic na temporada 2000 não fazem o menor sentido, a não ser dar marketing para os dirigentes e uma conta enorme para o diretor financeiro…

Cabe aos torcedores um papel mais participativo. Afinal, foram eles que levantaram a história dos 11 títulos brasileiros, três Copas do Brasil, duas Libertadores, uma Copa Intercontinental para o futebol carioca.

Então são eles devem exigir mais seriedade na condução de seus clubes. Em caso de negativa, façam como fizeram no Vasco: derrubem o ‘status quo’.

Dêem uma chance para novos dirigentes. Se eles forem ruins: REPITAM A OPERAÇÃO, despachem todos!

Exigir mais, cobrar mais mas acima de tudo: se organizar melhor.

O futebol carioca forte é mais um degrau para um futuro mais brilhante do esporte brasileiro.

SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro