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Posts de janeiro 2009

Melhores aproveitamentos em Brasileiro, parte II

14 de janeiro de 2009 5

Guarani de 1978, um dos melhores da história. Também, com Careca...
Semana passada mostramos as melhores campanhas dos times campeões em Campeonatos Brasileiros, considerando-se um critério único de aproveitamento. Hoje a idéia é mostrar um critério que valorize as diferentes formas de regulamento.

Isto porque evidentemente é mais interessante hoje em dia uma vitória e uma derrota que dois empates, o que não acontecia até 1994. Além disto, entre 1975 e 1978, times que obtinham vitórias por dois ou mais gols de diferença, ganhavam pontos extras de aproveitamento.

Finalizando, na confusão chamada Copa União de 1988, o regulamento era uma baderna. Vitória no tempo normal somavam 3 pontos para o vencedor, zero para o derrotado. Em caso de empates, uma disputa de pênaltis com 2 pontos para o vencedor e um para o derotado.

Porém o mais estranho é que isto só valia para a primeira fase. Na segunda fase, também de grupos, os critérios eram os normais da época: dois pontos por vitória, 1 por empate e zero para derrota.

O mesmo valia para os mata-matas, nos quais os times de melhor campanha tinham a vantagem de jogar pelo empate na prorrogaçãoem caso de igualdade de resultados após os jogos de ida e volta. Exemplo: 1×1 e 3×3, o time que jogava em casa o segundo jogo podia empatar na prorrogação para se sagrar campeão.

Feitas estas considerações, vamos aos dados. Vale ressaltar que o mesmo time tem o melhor aproveitamento nos dois critérios que usei aqui. De fato, o Internacional de 1976 era especial: venceu 19 de 23 jogos, com 15 vitórias ganhando ponto-extra. Fez tantos pontos extras que fez mais do que 100% de aproveitamento, mostrando o quanto aquele time era superior aos demais.

Foi o melhor ataque, a segunda melhor defesa (mesmo com quatro jogos a mais que a melhor), e o melhor saldo. Teve o melhor jogador (Figueroa), o artilheiro (Dario), e quatro jogadores na seleção do torneio (o goleiro Manga, o zagueiro Figueroa e os ponteiros Valdomiro e Lula).

Vejam os dados do novo critério:

Vejam os dados do novo critério:

# Ano Campeão P J V E D PE % Relativo
1976 Internacional 54 23 19 1 3 15 117%
1978 Guarani 54 32 20 8 4 14 97%
1975 Internacional 58 30 19 8 3 12 97%
1977 São Paulo 39 21 13 4 4 9 93%
1979 Internacional 39 23 17 6 0 N/A 87%
1993 Palmeiras 36 22 16 4 2 N/A 82%
1982 Flamengo 36 23 15 6 2 N/A 78%
1973 Palmeiras 65 40 25 12 3 N/A 78%
1980 Flamengo 34 22 14 6 2 N/A 77%
10° 1984 Fluminense 39 26 15 9 2 N/A 75%
11° 2003 Cruzeiro 100 46 31 7 8 N/A 72%
12° 1994 Palmeiras 46 31 20 6 5 N/A 71%
13° 1997 Vasco da Gama 70 33 21 7 5 N/A 71%
14° 1972 Palmeiras 42 30 16 10 4 N/A 70%
15° 1986 São Paulo 47 34 17 13 4 N/A 69%
16° 1989 Vasco da Gama 26 19 9 8 2 N/A 68%
17° 2006 São Paulo 78 38 22 12 4 N/A 68%
18° 1999 Corinthians 59 29 18 5 6 N/A 68%
19° 1988 Bahia 52 29 13 11 5 4 68%
20° 2001 Atlético-PR 63 31 19 6 6 N/A 68%
21° 2007 São Paulo 77 38 23 8 7 N/A 67%
22° 1991 São Paulo 31 23 12 7 4 N/A 67%
23° 1983 Flamengo 35 26 14 7 5 N/A 67%
24° 2008 São Paulo 75 38 21 12 5 N/A 66%
25° 1981 Grêmio 28 23 14 2 7 N/A 65%
26° 2004 Santos 89 46 27 8 11 N/A 64%
27° 1974 Vasco da Gama 36 28 12 12 4 N/A 64%
28° 2005 Corinthians 81 42 24 9 9 N/A 64%
29° 1990 Corinthians 32 25 12 8 5 N/A 64%
30° 1998 Corinthians 61 32 18 7 7 N/A 63%
31° 1987 Flamengo 24 19 9 6 4 N/A 63%
32° 1971 Atlético-MG 34 27 12 10 5 N/A 63%
33° 1995 Botafogo 51 27 14 9 4 N/A 63%
34° 1992 Flamengo 32 27 12 8 7 N/A 59%
35° 2002 Santos 54 31 16 6 9 N/A 58%
36° 2000 Vasco da Gama 54 32 15 9 8 N/A 56%
37° 1996 Grêmio 48 29 14 6 9 N/A 55%
38° 1985 Coritiba 31 29 12 7 10 N/A 53%

A falência do futebol carioca, parte III

14 de janeiro de 2009 8

Três craques e um time horroroso em 95, sintetizando os últimos 15 anos do Flamengo...

Segunda-feira começamos uma análise sobre os problemas que o futebol carioca sofreu na última década, em última instância desde meados dos anos 90. Ontem analisamos Botafogo e Fluminense, hoje é a vez dos mais populares Vasco da Gama e Flamengo. Vamos a eles?

VASCO DA GAMA

Sem dúvida, o time mais vitorioso do futebol carioca nos últimos 20 anos. Conquistou três Brasileirões, um em cada década (89, 97 e 2000), uma Libertadores (1998), uma Copa Mercosul em uma histórica final contra o Palmeiras (2000) e se manteve sempre no grupo de elite do futebol nacional até 2001.

Desde então, o time de São Januário se afundou em uma forte crise financeira (é um dos clubes que mais devem no Brasil, ao lado de Flamengo, Corinthians, Grêmio e Atlético-MG), esqueceu as categorias de base, mantendo times fracos por anos consecutivos. Para completar, caiu para a Segunda Divisão em 2008, fechando um ciclo de cinco anos sem títulos desde o Estadual de 2003.

Depois de ser campeão brasileiro em 1997, da Libertadores em 1998 (sendo um dos poucos times a escapar da maldição do “CenteNADA“), e novamente do Brasileiro em 2000 (ganhando de brinde uma histórica Copa Mercosul no mesmo ano, com direito a virada antológica sobre o Palmeiras).

Sempre contando com estrelas do quilate de Romário, Edmundo, Evair, Viola, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Mauro Galvão, entre outros, o Vasco viu seus tempos de riqueza acabarem no ano seguinte.

O parceiro Bank of America, que assinou contrato em 1998 (‘estranhamente’ um contrato só apresentado ao Conselho em 1999), e que investiu R$ 193 milhões, rescindiu  alegando péssima gestão e desvios de verbas por parte dos dirigentes do time carioca. Eurico Miranda, no comando de fato do clube há quase 20 anos, também sofreu várias acusações na Justiça e foi ameaçado de cassação na Câmara de Deputados. Eventualmente, em 2006, ele e outros ex-dirigentes vascaínos foram condenados por apropriação indébita, processo que ainda corre na Justiça.

Desde então, uma realidade sem dinheiro e sem jogadores, já que perdeu várias estrelas por atrasos salariais ou de depósitos do FGTS. De lá para cá, as péssimas colocações no Brasileiro resumem tudo: 11°, 15°, 17°, 16° e 12° entre 2001 e 2005, com um ótimo 6° lugar em 2006 (mas que teria sido 5° se tivesse vencido na última rodada, se classificando para a Libertadores), recaindo para 10° em 2007 e culminando com o rebaixamento na temporada atual. Um título somente, o Carioca de 2003.

Com um time ridículo mais uma vez em 2008, o Vasco trocou de presidente no meio do campeonato e o que estava ruim, piorou. Depois de muita luta dentro e fora do clube, a Oposição comandada pelo ex-craque Roberto Dinamite venceu.

Ela pegou um time fraco, piorando ao contratar um treinador inexperiente e sem resultados (Tita), mantendo o mesmo por tempo demasiado. No final, apelou Renato Gaúcho, que até melhorou o time mas tarde demais para evitar um rebaixamento quase inexorável, diante de tamanha deficiência.

Sem dinheiro para 2009, o Vasco teve de renovar totalmente o elenco, apostando em muitos garotos e jogadores desconhecidos. É o time carioca em pior perspectiva, especialmente por já ter adiantado a verba de TV e ter a mesma reduzida devido ao rebaixamento.

Anos sombrios para o Clube de Regatas Vasco da Gama. Mas que podem marcar o renascimento do clube…

FLAMENGO

Nada mais rubro-negro que sua vida de ‘montanha russa’ nos últimos anos. O clube cercado pelos exageros (maior torcida do país, maior exposição de mídia, mais títulos brasileiros até 2000), viveu anos repletos de títulos menores mas fiascos estrondosos.

Empurrado por dinheiro a rodo da multinacional de marketing esportivo ISL, o clube manteve entre 2000 e 2001 a política de “galáticos” iniciada em 1995 quando o ex-radialista Kléber Leite contratou Sávio, Romário e Edmundo para o “melhor ataque do mundo”. Porém, de resultados pífios excetuando-se os Estaduais que completaram um tricampeonato com direito a três vices do arquirrival Vasco da Gama.

A falência da ISL no início de 2001 (que também afetou a história do Grêmio) foi seguida pela saída do presidente Edmundo Santos Silva, acusado de corrupção em 2002.

Sérios problemas na Justiça Trabalhista, salários atrasados, dívidas enormes com jogadores, clubes e administrações perdulárias por 20 anos deixaram o Flamengo com a maior dívida do país, em todos os aspectos (curto, longo prazo, trabalhista, previdenciária, etc). Sem dinheiro, o clube depende de vendas de atletas e das cotas de TV, contando com um quadro social ínfimo perto do patrimônio que tem de 30 milhões de torcedores.

Sendo assim, o Fla dos últimos anos conquistou inúmeros títulos: seis estaduais (incluindo um histórico tricampeonato entre 99 e 2001), uma Copa Mercosul em 1999, uma Copa dos Campeões em 2002 e uma Copa do Brasil em 2006.

Porém isto não faz jus aos investimentos e expectativas dos torcedores do “Mengão“: somente em 2007 o Fla ficou entre os 3 primeiros do Brasileirão (depois de ficar muito tempo na zona de rebaixamento), e fiascos estrondosos ainda abalam a memória da torcida.

Vexames do porte de perder uma Copa do Brasil em pleno Maraca para o inexpressivo Santo André (2004), ser eliminado da Libertadores na primeira fase (2003) ou dar adeus ao sonho do bi da América depois de tomar 3×0 do modestíssimo Defensor-URU (2007). Isto sem contar as ameaças de rebaixamento em 2001, 2002, 2004, 2005 e 2007 no Campeonato Brasileiro.

Sem uma definição de filosofia de futebol, com elencos reduzidos e muitas deficiências em outras posições, o Flamengo nunca conseguiu aliar seus craques (e não foram poucos, do porte de Petkovic, Alex, Júlio César, Juan, Adriano, Edílson e Denílson), a times multicampeões. 

Para piorar, muitos dirigentes sem comando no grupo, submissos à ‘guerra de vaidades’ e incompetentes sobretudo na manutenção dos salários e premiações em dia. Só que tropeços no futebol acontecem. Mesmo clubes estruturados e ricos acabam anos sem ganhar títulos, perdendo jogos inexplicáveis.

Porém no Flamengo, o clube de maior exposição de mídia no Brasil, tudo é superlativo. A influência de dirigentes, os erros em contratos, conexões nebulosas de alguns dirigentes com empresários. Um exemplo: em 2006 Ibson renovou, ganhou aumento mas o contrato que expirava naquele ano não aumentou, expliquem por favor….

Frases mal colocadas na imprensa, declarações bombásticas e acima de tudo: FALTA DE PROFISSIONALISMO. Está tudo muito bem e de repente acontece uma crise, a maionese desanda, a pressão aumenta e o caos é criado.

O clube evoluiu a partir de 2006, quando o veterano ex-presidente Márcio Braga foi eleito novamente, com Kléber Leite de dirigente no futebol, mas o Flamengo ainda deve muito. Continua formando craques, mas não consegue manter os mesmos, vendê-los por valores expressivos. Seus dirigentes usam mal a imprensa, exagerando nas provocações ou frases fora do contexto.

A diretoria perde tempo em tentativas contratações complexas, a maioria fracassadas, (depois de meses tentando Ronaldo, o Fla anunciou com estardalhaço que queria Adriano…). Isto atrasa a formação do time, cabendo no final buscar apenas jogadores de segundo nível e ‘sobras de mercado’. Para completar, cedem às pressões do ‘baixo clero’ e de líderes de organizadas, demitindo bons técnicos ou minando sua posição até que a mesma fique insustentável.

O ano de 2008 talvez sintetize o Flamengo desde 1995: ganhou o Estadual (30°, se igualando ao Fluminense) e dava show na Libertadores. O técnico Joel Santana(com ótimo retrospecto após levar o Fla da lanterna ao 3° posto em 2007) aceita um irrecusável convite para treinar a África do Sul no Mundial de 2010 e em seu antepenúltimo jogo enfia 4×2 no América do México. No México!

No jogo de volta, apresentação do novo técnico Caio Júnior e um clima de festa total no Maracanã, o clássico ‘já ganhou’. Pronto, tudo certinho para uma festa.

Que nada, um apático e desligado Flamengo leva dois gols, acorda para o jogo, fica nervoso, perde um zilhão de gols e acaba levando outro no 2° tempo. Fim de jogo, América 3×0 em pleno Maracanã e uma inexplicável eliminação, causando revolta e tumulto e uma crise sem precedentes depois de um fiasco histórico.Vejam o compacto do ‘Maracanazo’:


No Brasileiro o time se reequilibra e assume a liderança isolada. Mas, em uma tacada só, a diretoria vende os três atacantes e demora muito para repor (e em qualidade altamente discutível).

Quando o time se acha, o título ficou distante mas a Libertadores está próxima, e um jogo decisivo contra o fraco Atlético-MG no Maraca se avizinha. Dois dias antes, o presidente Márcio Braga (que em 2005 provocou Carlos Tévez e levou dois gols na labuta) dispara: “se ganharmos, seremos campeões“. Beleza, 81 mil torcedores assistem um passeio e 3×0 inapeláveis… Para o Galo Mineiro!

Novamente a crise assola a Gávea, dirigentes se explicam, Caio Júnior fica em posição ruim. Poréms os resultados paralelos são excelentes, o time humilha o concorrente Palmeiras por 5×2 em casa e até o título volta a ser palpável.

Então, a penúltima tragédia do ano: está vencendo o Goiás por 3×0 e cede o empate em casa. O último ato seria na rodada final, quando levo uma goleada em jogo que poderia ter classificado-se para a Libertadores se vencesse o Atlético-PR.
Este é o Flamengo, o time mais instável e imprevisível do país. Com potencial para se tornar uma potência continental do porte de Boca Juniors.

Mas dotado de uma capacidade de arrumar problemas que tem se mostrado maior que tudo isto…

SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro

Vejam os gols de Pato contra a Roma

13 de janeiro de 2009 1

Pato comemorando o segundo gol com Beckham/Pier Paolo Cito, AP

Muito se falou, mas pouco se viu. Vejam aqui no Almanaque Esportivo os dois gols de Alexandre Pato contra a Roma. Eles foram marcados neste domingo, no empate de 2×2 do Milan pelo Campeonato Italiano, partida que marcou a  estréia de David Beckham no time de Milão.

No primeiro gol, uma bela jogada e passe de Kaká, enquanto no segundo, o assistente foi Ronaldinho deixando Pato de frente para o gol. Aliás, o segundo gol foi típico de Pato: condução de bola em velocidade e um chute de alta qualidade.

Pato tem 8 gols em 18 jogos no Campeonato Italiano, e mais dois gols em cinco partidas na Liga dos Campeões. Já reassumiu a titularidade, ele que foi o maior artilheiro do Milan na temporada passada.

Vale ressaltar ainda os dois gols do montenegrino Mirko Vucinic, um excelente jogador que a Roma tem no ataque. Sem ele, e sem Francesco Totti, o poderio ofensivo da equipe giallorossa é próximo à força naval da Bolívia…

Curtam os lances:

 

Postado por Perin, evidentemente um fã confesso de Pato

A falência do futebol carioca, parte II

13 de janeiro de 2009 20

Ontem iniciamos esta série de artigos sobre os motivos pelos quais o futebol do Rio de Janeiro deixou de ser hegemônico e passou a ser coadjuvante no cenário brasileiro após o ano de 2000. As razões são diversas e serão aprofundadas ao longo desta semana.

River Plate 4x2 Botafogo - 2008, mais um fiasco em jogo  decisivo...


A análise de hoje é focada em Botafogo e Fluminense, os times que menos conquistaram títulos desde 2000. Então, vamos lá:

BOTAFOGO

O Alvinegro padece hoje por ter ficado quase 20 anos sob comando do dinheiro do jogo do bicho, através de seu presidente Emil Pinheiro. Depois, o clube de Mané Garrincha, Didi entre outros errou pelo total e absoluto desleixo com as categorias de base e contratações marqueteiras de dirigentes despreparados, ou descontrolados como Mauro Ney Palmeiro e Carlos Augusto Montenegro.

Vocês lembram qual foi o último grande jogador formado em Marechal Hermes? Pois é, fica difícil lembrar já que o último atleta botafoguense convocado foi o então veterano Bebeto na Copa do Mundo da França em 1998.

Lembrar de um ótimo nome lançado dos juniores para o profissional nos remete há quase 15 anos, quando o polêmico meia Beto, ex-Grêmio, Vasco e Flamengo, que chegou ao Botafogo aos 17 anos vindo de Cuiabá-MT , foi lançado no time de cima.

Após a saída dos ‘patrocinadores’ fortes, o Botafogo namorou a Segundona entre 1999 e 2001, caindo finalmente em 2002. Voltou no ano seguinte, mas quase caiu novamente em 2004.

Entre 2005 e 2008, o Fogão alternou bons e maus momentos, mas ao menos ficou longe do do pesadelo da Série B. Conquistou apenas um título, o Estadual de 2006, e ficou marcado pela sina de fracassar nos momentos decisivos. Além de Estaduais, o Botafogo desmanchou boas campanhas nos últimos 2 Brasileiros, caiu nas retas finais das Copas do Brasil de 2007 e 2008 e ainda jogou fora uma partida incrível contra o River Plate em Buenos Aires, quando vencia por 3×1 e levou a virada com dois jogadores a mais.

O ex-presidente Bebeto de Freitas deixou o time em janeiro, seis anos no cargo mas um clube quase falido, com as categorias de base desmanteladas. O novo presidente, Maurício Assunção, ficou horrorizado com o estado de Marechal Hermes, sede das divisões de base 

Mato crescendo, sem campos utilizáveis, sem estrutura de musculação. Um nada absoluto. Agora, não me perguntem como os incompetentes dirigentes do Atlético-MG contrataram Bebeto como “diretor executivo de futebol”… Pedem, né… O cara afundou o próprio time do coração, e vai contratado como se fosse a salvação da lavoura no já enrolado Galo??? Vai entender!

Sem dinheiro, mas com um bom técnico (Ney Franco) e um time razoável, o Botafogo tem tudo para não fazer feio em 2009. Mas nada mais além disto.

FLUMINENSE

O Fluminense, no período entre 1985 e 1995, não ganhou rigorosamente nada! Foi quebrar o jejum com um time organizado, de boa qualidade e como principal destaque Renato Gaúcho…

E foi justamente ele quem, com um gol de barriga no finalzinho, acabou com o título estadual para o Flamengo em seu Centenário. No Brasileiro, o Flu embalou e caiu somente nas semifinais contra um Santos mediano mas contando com uma atuação mítica de Giovanni… Em 1996, tudo pronto para o salto à frente, porém…

1996 e 1998 o Tricolor foi tri… rebaixado!!!! Caiu para a Segundona em 96, subiu no tapetão em uma virada de mesa ridícula. Justiça Divinacaiu de novo em 97.

Manteve a sina de fiascos e caiu para a TERCEIRA DIVISÃO em 98 (sendo o primeiro time campeão brasileiro na Série C). Comandado por Parreira, subiu em campo para a Segunda em 99. No ano seguinte, a CBF deu outra mãozinho e o Flu no tapetão voltou para a primeira em 2000.

Na Série A, o Flu alternou anos bons (2000 a 2002, 2004 a 2005 e 2007) com anos terríveis (como 2003, 2006 e 2008) quando flertou fortemente com o rebaixamento.

Nos últimos dez anos, o time recebeu o forte aporte financeiro da Unimed-RJ, que tem bancado contratações e salários altíssimos, bem acima da média brasileira como Romário, Edmundo, Roger, Felipe e Petkovic. Recentemente, o excepcional zagueiro Thiago Silva ganhava incríveis 400 mil reais mensais.

Dentro de campo, o resultado de todo este investimento foi apenas razoável.  Além de um desvalorizado Carioca de 2002, o Flu foi campeão estadual em 2005, desta vez com louvor.

O dinheiro retornou na Copa do Brasil de 2005 (quando perdeu na final para o Paulista) e 2007, quando superou a todos os rivais com alguma facilidade e foi campeão, batendo o Figueirense na decisão. Fazendo do limão uma limonada, o Flu aproveitou-se bem da ausência de times como São Paulo, Santos, Grêmio e Internacional, que estavam na Libertadores.

Com um elenco milionário, o Fluminense foi muito bem na Libertadores 2008, passando com folga na primeira fase, superando o favorito São Paulo na terceira e batendo o quase imbatível Boca Juniors nas semifinais.

Porém, na decisão, o Flu levou um vareio de bola na altitude de Quito e tomou 4×2 da LDU. No jogo de volta, contando com três gols de Thiago Neves, venceu por 3×1 e levou para os pênaltis, quando enfim foi derrotado pelo modesto time equatoriano.

O sonho da Libertadores e de ser campeão mundial terminara. Lanterna do Brasileiro (de tanto jogar com os reservas), o Flu desmantelou seu elenco no meio da competição , trocou de treinador e lutou para não cair. Agora, com a serena mão de Renê Simões, o time se ajusta após uma mudança radical de fotografia.

O futuro? Bem, hoje é o time que tem a melhor estrutura para as categorias de base. Nada espetacular como o CT do São Paulo em Cotia ou a Toca da Raposa II do Cruzeiro, mas uma bela sede em Xerém, que agora possui um hotel para os profissionais.

Além disto, o Flu tem formado jogadores de alto potencial, como os jovens gêmeos Rafael e Fábio, hoje no Manchester United, o meia Carlos Alberto (hoje no Vasco da Gama), o lateral-esquerdo Marcelo (no Real Madrid), o volante Arouca, entre outros. Regularmente cede jogadores para as Seleções Brasileiras de base, e aproveita vários no elenco principal.

Porém muito desta estabilidade vem do patrocínio da Unimed. Quando a parceira resolver “parar de brincar de futebol”, quem irá sustentar os salários?

Corinthians (MSI), Flamengo e Grêmio (ISL) pagaram um amargo preço por contratos milionários sem receitas. E o Flu?


SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro

Boca Juniors: 18 títulos em 10 anos

12 de janeiro de 2009 7

Bermúdez, levantando a Libertadores em pleno Morumbi (2000)

Na última década, todos os times argentinos conquistaram 18 títulos. O Boca Juniors também! A última conquista veio de forma dramática, o Apertura`08 vencido em um Triangular Desempate contra o San Lorenzo e o Tigre.

Nos dez anos mais gloriosos da história do time de La Bombonera, o Boca se consagrou como uma das maiores potências futebolísticas do planeta, com conquistas que o equiparam às potências européias de Milan e Real Madrid.

Aliás, contra o time italiano, o Boca segue uma feroz disputa de quem tem mais títulos internacionais. Por enquanto, o resultado final é de empate: 18 a 18. O Milan, ao vencer o Mundial de Clubes em 2007 sobre o próprio Boca, ficou em vantagem mas o time argentino empatou de novo ao conquistar a Recopa Sul-Americana em 2008.

Porém os títulos do Boca Juniors são impressionantes por si só, a maioria conquistada sob o comando de Carlos Bianchi. Ex-craque e treinador do Vélez Sarsfield, que surpreendeu o planeta ao conquistar a Libertadores e a Copa Intercontinental em 1994, “El Virrey de Liniers” assumiu o time em 1998. De cara, foi bicampeão argentino, estabelecendo marca de 40 jogos invicto(recorde!) entre o Apertura 1998 e o Clausura 1999.

O Boca conquistou a Libertadores quatro vezes, e a Copa Intercontinental (em memoráveis partidas contra o Real Madrid e o Milan) duas vezes. Em toda esta sequência, são nove títulos para Bianchi, cinco para Alfio Basile, dois para Carlos Ischia (atual), um para Chino Benítez e outro para Miguel Angel Russo.

O Boca ainda se tornaria um algoz implacável dos brasileiros, eliminando times daqui sistematicamente desde a final da Libertadores de 2000 (Palmeiras) até as oitavas de final da Libertadores de 2008 (Cruzeiro). Entre os diversos times que amargaram eliminações (Cruzeiro, São Paulo, Santos, Vasco da Gama, Palmeiras (2), Paysandú e Corinthians), estão a dupla Gre-Nal.

O Internacional marchou com duas goleadas nas semifinais e quartas-de-final da Sul-Americana em 2004 e 2005, enquanto o Grêmio foi trucidado nas finais da Libertadores de 2007. O Fluminense, nas semifinais, foi o primeiro time brasileiro a derrubar o Boca em uma Libertadores em décadas (OBS: corrigi, afinal o Boca foi eliminado pelo São Paulo na Copa Sul-Americana 2007. Obrigado Alessandro e Daniel pela correção).

Na década atual, o Boca superou marcas como os 12 títulos do Independiente nos anos 60 e 70, e 10 títulos do River Plate nos anos 80 e 90, porém isto foi facilitado pelo fato do Campeonato Argentino ter duas edições anuais.

Nos últimos dez anos, somente o Bayern de Munique e o Porto conquistaram mais títulos que o Boca, mas a maioria destes títulos foi em competições nacionais (o Bayern só conquistou 1 título continental e 1 Intercontinental, enquanto o Porto levou uma Copa da UEFA, uma Liga dos Campeões e outra Intercontinental). Sem comparação.

Em todas estas conquistas, dois jogadores se destacam. Guilhermo Barros Schelotto e Sebastian Battaglia conquistaram impressionantes 16 títulos. Battaglia igualou a marca este ano ao levar o Apertura 08, e planeja a Libertadores 2009 como principal título a ser conquistado. Porém o volante deve ser negociado com a Lazio ainda neste mês de janeiro. Já Schelotto, de 35 anos, está atuando no futebol norte-americano pelo Columbus Crew.

VEJAM TODOS OS TÍTULOS DE 1998 A 2008:
Campeonato Argentino (7): Apertura 1998, Clausura 1999, Apertura 2000, Apertura 2003, Apertura 2005, Clausura 2006, Apertura 2008
Copa Libertadores (4): 2000, 2001, 2003, 2007
Copa Intercontinental (2): 2000, 2003
Copa Sul-Americana (2): 2004, 2005
Recopa Sul-Americana (3): 2005, 2006, 2008
TOTAL: 18 TÍTULOS

Postado por Perin, com dados do I.P.E.

A falência do futebol carioca, parte I

12 de janeiro de 2009 13

Vasco, campeão brasileiro de 2000: o último grande time carioca

Nos próximos três dias, vamos fazer uma análise sobre a queda do futebol carioca. De principal centro do futebol brasileiro nos anos 80, e uma potência até o início deste milênio, os cariocas hoje são coadjuvantes no cenário nacional.

Dirigentes corruptos, falastrões, anti-éticos, ou simplesmente incompetentes deixaram Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo e Fluminense em situações ridículas quase todos os anos. Eventualmente algum clube acena com uma reação, mas não são projetos coordenados nem profissionais. E de duração média.

Em resultados na última década, estão sendo largamente superados pelo futebol gaúcho, que levantou 1 Libertadores, 1 Mundial, 1 Copa Sul-Americana, 1 Recopa Sul-Americana e outra Copa do Brasil. Isto além de,3 vice-campeonatos brasileiros, 1 Copa do Brasil, 1 semifinal de Libertadores e 1 vice de Libertadores.

Até mesmo o Cruzeiro, único time mineiro de destaque nos últimos 15 anos e que levou 1 Brasileiro e uma Copa do Brasil neste período. Além disto, o futebol carioca foi rebaixado seis vezes nos últimos 13 anos (uma delas protegida por uma virada de mesa em 1999, favorecendo o Botafogo), e só o Flamengo (apesar do flerte em 2002, 2003, 2004) ainda não caiu.

Todos os times possuem sérios problemas financeiros e deixaram de revelar craques. Hoje, apenas Flamengo e Fluminense formam jogadores e sua participação na Seleção Brasileira caiu consideravelmente (o que é significativo, já que o Botafogo é o time que mais cedeu atletas para Copa do Mundo, por exemplo).

Isto é diametralmente oposto ao que ocorria até o início deste século. As causas são diversas, talvez todos os erros possíveis tenham sido feitos pelos dirigentes cariocas.

Entre 1980 e 2000, todos os times cariocas foram campeões brasileiros, somando-se dez títulos. O Flamengo conquistou impressionantes cinco nacionais, o Vasco da Gama três, o Fluminense e o Botafogo mais um cada. Nestes 21 anos, os times do Rio de Janeiro levantaram mais uma Copa do Brasil, duas Libertadores e foram ainda três vezes vice-campeões brasileiros.

No final daquele ano, o Flamengo tinha uma parceria milionária com a ISL, o Vasco da Gama outro parceiro forte, o Nations Bank, o Botafogo continuava mal das pernas e o Fluminense saía (pelo tapetão) enfim da decadência total de três rebaixamentos seguidos até a Terceira Divisão.

Ah, e o Vasco era o atual campeão brasileiro com um timaço que contava com Romário, Juninho Paulista, Juninho Pernambucano, Viola, Euller, Júnior Baiano, Hélton, Pedrinho, Felipe, etc…

Desde então, os times cariocas só venceram duas Copas do Brasil (e somente depois que os times que vão para a Libertadores deixaram de disputá-la). Além disto perderam finais para times do interior de São Paulo, Santo André (Fla em 2004) e Paulista (Flu em 2005).

Em 2006, o rubro-negro superou o Vasco na final da Copa do Brasil, enquanto o Tricolor foi campeão no ano seguinte, superando o Figueirense na decisão. Muito pouco para o segundo centro nacional do futebol brasileiro.

A melhor colocação de um carioca em um brasileiro de pontos corridos foi 3° lugar (Fla em 2007), mas antes as melhores colocações foram: 8° (Fla em 2003), 9° (Flu em 2004), 5° (Flu em 2005), 6° (Vasco em 2006) e 5° (Fla em 2008).

Na Libertadores, somente o Flu foi bem, sendo vice-campeão em 2008 em uma histórica campanha na qual eliminou os favoritos São Paulo e Boca Juniors. Mas jogou tudo no lixo ao ser goleado pela LDU no jogo de ida das finais. Devolveu o placar no jogo de volta, mas acabou perdendo nos pênaltis para o time equatoriano em pleno Maracanã. Mais uma decepção profunda…

O último título internacional foi do Vasco, campeão da Mercosul em 2000 em uma mítica final na qual virou sobre o Palmeiras por 4×3 fora de casa depois de ficar com um jogador a menos.

O Fla ainda levou a extinta Copa dos Campeões em 2002, mas foi um fiasco em todas as Libertadores que disputou. Em uma delas, caiu na 1° fase, na outra foi eliminado na segunda pelo Defensor-URU. Então, o vexame máximo: eliminado levando 3×0 em casa do América do México no ano passado depois de enfiar 4×2 na capital mexicana.


SÉRIE COMPLETA:

A falência do futebol carioca, parte I

A falência do futebol carioca, parte II – Botafogo e Flu

A falência do futebol carioca, parte III – Flamengo e Vasco da Gama

A falência do futebol carioca, parte IV – Os erros

A falência do futebol carioca, final – O futuro

Recessão econômica: Mais uma baixa no esporte: Kawasaki abandona MotoGP

10 de janeiro de 2009 2

Agora é a vez da Kawasaki dar adeus à Moto GP. A montadora japonesa, representante de uma das áreas mais atingidas pela fortíssima crise econômica que abala os principais países capitalistas, extinguiu sua equipe na Moto GP. Aliás, a categoria terá que repensar estrutura e custos: apenas 17 pilotos estão confirmados para 2009 na categoria top, as 500cc.

A lindíssima Kawasaki Ninja: fora da Moto GP por causa da crise...

Já a Kawasaki está repetindo repetindo reduções de investimentos no esporte já feitas por outros conglomerados japoneses como a Honda (F-1), Subaru (Rali), Suzuki (Rali)…

Na NASCAR, três equipes fundiram-se para evitar a falência. Já na Fórmula-1, o pacote anti-crise está cada vez mais forte: sem testes de inverno, motores mais econômicos (devem durar três provas), sem testes em túneis de vento, padronização nos materiais dos motores e componentes eletrônicos…É a crise… É a crise…

Veja tudo sobre os impactos da crise econômica no esporte

Sexta-feira, 02 de janeiro de 2009
Recessão econômica abala esporte em todo o planeta

Postado por Perin, aguardando ainda os efeitos da crise…

OFERECE-SE: jogadores disponíveis na Dupla

09 de janeiro de 2009 1

Luís Carlos, 60 mil reais mensais, alguém explica?

Mineiro, Danilo Rios, Rodrigo Paulista, Bruno Teles. Vocês devem lembrar, ao menos vagamente, destes nomes.

Todos estes jogadores já atuaram no elenco principal de Grêmio e Internacional, e estão disponíveis para negócio. No total, o Colorado ainda tem 11 jogadores a serem liberados, contra sete atletas disponíveis no Tricolor. Com um elenco inchadíssimo, o Inter já liberou mais de 20 jogadores, enquanto o Grêmio reduziu em mais de 10 atletas seu grupo profissional.

A origem dos atletas é bastante variada: ex-juniores que não vingaram (nos dois times), contratações baratas que evidentemente não confirmaram (maioria no Grêmio), jogadores com status de titulares que fracassaram (especialidade do Inter), além de erros inexplicáveis das diretorias (exemplo claro do centroavante Luís Carlos, do Inter).

Lista de ex-juniores e jovens promessas que não deram certo: Ji-Paraná, Luís Carlos (goleiro), Eduardo Gottardi, Maycon, Josimar, Rodrigo Paulista, Rafael Porcellis, Danilo Rios, Anderson Pico, Bruno Teles

Lista de contratados baratos: Mineiro, Léo, Rudinei, Tadeu, Ramón, Peter

Lista de contratados caros que não deram certo: Gil, Luís Carlos (centroavante)

INTERNACIONAL

A SEREM DISPENSADOS OU EMPRESTADOS
Ji-Paraná (volante), Gil (atacante), Luís Carlos (goleiro), Eduardo Gottardi (goleiro), Maycon (volante), Josimar (volante), Mineiro (zagueiro), Porcellis (atacante), Rodrigo Paulista (atacante), Luís Carlos (atacante), Léo (atacante)

GRÊMIO

A SEREM DISPENSADOS OU EMPRESTADOS
Bruno Teles (lateral-esquerdo), Anderson Pico (lateral-esquerdo), Rudinei (volante), Danilo Rios (meia), Peter (meia), Ramón (atacante), Tadeu (atacante)

Postado por Perin, que muitas vezes não entende diretorias…

As maiores transferências da história do futebol gaúcho - Jan/2009

09 de janeiro de 2009 5

A venda do volante Rafael Carioca pelo Grêmio se tornou a 9º mais cara transação da história do futebol gaúcho, com dados ainda não corrigidos pela inflação. Temos novidades na lista com as maiores transferências do futebol gaúcho em todos os tempos.

Curiosamente, a saída do agora ex-volante tricolor é a mais transação do Grêmio em todos os tempos, mas o negócio mais lucrativo para o time da Azenha foi a negociação de Lucas para o Liverpool. Isto porque o Tricolor recebeu 80% do valor da transferência para o futebol inglês, e somente 60% na negociação de Rafael Carioca com os russos.

Rafael Carioca, venda mais cara do Grêmio na história/site oficial do Grêmio

Na lista temos seis colorados e quatro gremistas, transferências englobando as temporadas de 2000 a 2009. Três volantes e três atacantes somam a maioria dos envolvidos, com mais dois meias e dois zagueiros.

As 10 maiores transferências da história do RS - Arquivo Pessoal


VEJA TAMBÉM

Falta de profissionalismo do brasileiro, III

07 de janeiro de 2009 3

Gordinho, hein Anderson Pico??? Bah.../Vinícius Rebello/ClicRBS

Hoje tivemos mais um exemplo da total e absoluta falta de profissionalismo de boa parte dos jogadores de futebol brasileiro. O lateral-esquerdo Anderson Pico, formado nas categorias de base do Grêmio e que subiu ao profissional em 2007, está fora dos planos para 2009. O seu desempenho em campo foi apenas razoável, mas superior ao de Hélder.

Porém Anderson Pico é um contumaz visitante da noite porto-alegrense, além de ter sérios problemas em manter-se em forma. Ano passado já havia se apresentado na pré-temporada muitos quilos acima do peso (vejam a foto em post do Clube da Bolinha na época).

Mas este ano ele se superou, vejam a imagem abaixo:

É por estas e outras que Pico está na lista de disponíveis para negociação. Será emprestado imediatamente e sequer sobe para Bento Gonçalves fazer a Pré-Temporada.

Mais um jogador jogando no lixo a carreira… Perdendo a chance de ser bem sucedido profissionalmente e, acima de tudo, rico.

VEJAM OUTROS EXEMPLOS:

Jogador do Palmeiras força desconvocação na Seleção Sub-20

Pai de Daniel Carvalho afirma: “Ele só veio para o Brasil para dar uma FOLGA”

Postado por Perin, que tá gordo mas não joga futebol…