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Campanha contra a proibição de games violentos!

20 de fevereiro de 2009 6

Realidade x Ficção: Deputados não falem do que não sabem!/Arte Online RBS

Estou entrando na campanha do amigo Diego Guichard, um dos maiores incentivadores de games do Brasil e pai do blog “Canal dos Games”. Existe um projeto de lei, do deputado Kalil Sehbe (que deveria achar outro assunto mais importante) que defende o fim de games violentos.

O Diego tem seus argumentos, muito válidos, como geração de divisas, receita e empregos, diversão, desenvolvimento de uma indústria altamente lucrativa e com forte presença no mercado de informática do Rio Grande do Sul. Eu tenho mais alguns.

Uma das minhas maiores diversões, após dias altamente cansativos na área de Infra-Estrutura do grupo RBS é jogar no computador. Faço isto desde 1987 quando ganhei meu Atari (e não peguei um avião e saí explodindo postos de gasolina e barcos nos rios de Roraima, por influência de “River Raid”). Não me torno mais violento por virar Call of Duty 5 ou jogar GTA IV.

Da mesma maneira, não saio matando todo mundo na rua por ver na TV um filme como o monumental O Poderoso Chefão”. Isto sem falar no livro mais vendido e lido de todos os tempos, há séculos em primeiro lugar nos rankings e que vive entupido de assassinatos e traições…

É apenas meu lazer, gosto dele tanto quanto de ouvir música ou ler um bom livro. E eu leio muito…

Deputado Kalil: vai ser igual para tudo? Ou seja, quando no colégio mostrarem Branca de Neve e os Sete Anões, da Disney, não poderei mostrar para menores (afinal, Madrasta tentando assassinar Branca de Neve, Dragão levando espada no coração é muito violento)? Enquanto isto, o belo filme Cidade de Deus vai para o Oscar e é endeusado por toda a mídia cultural do Brasil…

Ah, Harry Potter então, nem pensar. E aquelas músicas obscenas, bagaceiras e ridículas que entopem as rádios? Vai ser igual ou já tem um projeto proibindo isto porque “incentiva a pornalização da sociedade?

Estamos no mundo do falso moralismo. Realmente deve ser por causa do Counter Strike que vivemos em clima de guerra civil no Morro dos Macacos no Rio de Janeiro. Assim como deve ser graças ao livro de Roberto Saviano, “Gomorra“, que todos os jovens italianos querem virar mafiosos, né?

O fato é que a sociedade exige de seus governantes resposta para a escalada da violência e eles resolvem achar bodes expiatórios.

De vez em sempre acham.

E

Postado por Perin, irritadíssimo com o excesso de leis do país

Comentários (6)

  • Simone Bergental diz: 20 de fevereiro de 2009

    Com certeza já!!! Pois como escrevestes, na narração existe a mediação de um educador e o livro não é utilizado como a babá eletronica da sociedade atual. Literatura é cultura histórica!E os autores citados em sua resposta escreveram conforme a sua época, o estudioso BRUNO BETTELHEIM explica muito bem essa teoria em seus livros.
    Mas realmente temos formação, reflexões e experiências diferentes. O senhor adora games e eu conheço a influencia deles na mente humana.

  • Gabriel Braz diz: 21 de fevereiro de 2009

    Lembram do desmatamento? Do efeito estufa, do mensalão e de outros graves problemas que invadem a mídia e logo são esquecidos? Adivinha, culpa do Counter Strike.

    Por favor políticos, preucupem-se com o que realmente importa e esqueçam dessas besteiras de que quem jogar algum jogo violento automaticamente se transformará no personagem e sairá matando, explodindo e outras coisas mais.

    Jogos são apenas jogos, nada mais.

  • Fernando de Oliveira diz: 20 de fevereiro de 2009

    COncordo com o Perin. Jogo Doom desde meus 6 anos. Ao contrário do q poderia pensar a dona Simone Bergental, nunca peguei uma 12 e saí matando tudo o q via pela frente. É aquela história do sujeito q pegou a mulher traindo ele com outro no sofá. O q ele fez? Jogou o sofá fora, claro. Não são os jogos violentos q transformam alguém numa pessoa violenta. E esse deputado, penso eu, deveria se preocupar com assuntos realmente importantes pra sociedade, e q precisam de urgência.

  • simone bergental diz: 20 de fevereiro de 2009

    Hipocrisia… Realmente é bem importante que uma criança use o joguinho do sherek em que precisa matar personagens!!! Para um adulto, tenho certeza de que os jogos não deveriam influenciar, porém, sei o quanto este material tem a capacidade de deixar adolescentes e crianças doentes.E olha que estou citando apenas os “infantis”!

     

    EDITADO: provavelmente a senhora jamais narrou um “contos de fada”, dos irmãos grimm ou de hans christian andersen para uma criança, né?

    Só Monteiro Lobato não tem violência…

  • Luiz Carlos Knopp diz: 20 de fevereiro de 2009

    Parabéns Perin pelo comentário.
    Quem tem que dizer para seus filhos o que devem ou podem assistir, são os pais.
    Quanto ao nobre deputado, deveria se preocupar em encontrar soluções legislativas para os imensos problemas do estado do RS.

  • Rafael diz: 20 de fevereiro de 2009

    Quem elege esse “naipe” de deputados?? É dose …

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