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Posts do dia 27 fevereiro 2009

Suíços na Fórmula-1: o melhor e o pior

27 de fevereiro de 2009 0

Regazzoni e Déletraz: o melhor e o pior da Suíça na F-1/Arte: Online RBS

Hoje vamos contar duas histórias bem diferentes: Clay Regazzoni e Jean-Diniz Déletraz. Dois suíços que mostraram o melhor e o pior de seu país no automobilismo da Fórmula-1.

Pilotos suíços sempre participaram da Fórmula-1, e em 2009 teremos o jovem Sebastien Buemi defendendo a Toro Rosso. Será o 25° suíço nas pistas da principal categoria do automobilismo. Um piloto de talento um tanto questionável, Buemi vem com forte aporte financeiro, o que lhe garantiu lugar no grid.

A Suíça não tem provas de automóveis em circuitos fechados desde a tragédia de Le Mans em 1955, quando mais de 100 pessoas morreram em um acidente nas 24 horas. Buemi será o primeiro desde 1995 quando Jean-Diniz Déletraz assombrou o mundo…dando vexame. Por causa dele temos a regra dos 107% do tempo do pole para ter direito de largar. Isto eu explico daqui a pouco…

O “pay-per-driver” Déletraz correu no GP da Austrália de 1994 (aquele mesmo que Michael Schumacher se jogou em cima de Damon Hill e foi campeão mundial pela 1° vez). Ele largou em penúltimo com uma tenebrosa Larousse e em menos de 10 voltas já era ultrapassado pelos líderes Schumacher e Hill. Ou seja, fazia OITO segundos mais lento que os líderes.

Sem espaço e dinheiro, Deletraz só teve uma nova chance na F-1 no GP de Portugal de 1995, correndo pela também sofrível Pacific. Nos treinos fez um tempo tão ruim, 12 segundos atrás do pole (David Coulthard, na Williams), que largaria no fim da fila da F-3000!

Durante um treino livre, andou tão devagar na complicada curva “Saca-Rolhas”, que o giro do motor ficou tão baixo que desligou o carro, no meio da pista. Na prova, abandonou na 14° volta com câimbra no braço esquerdo. Detalhe: as curvas eram feitas forçando o braço direito…Na corrida seguinte seu desempenho foi quase tão ruim quanto (levou 10 voltas, largou com tempo 9s mais lento que o pole), e Deletráz deixou a F-1…

Por causa de desempenhos como estes, a FIA instituiu que um piloto para largar deveria fazer um tempo no máximo 7% pior que o do pole position. Déletraz nem era tão ruim, conseguiu ótimos resultados em carros de turismo (incluindo as 24hs de Le Mans), mas na F-1 ele nem deveria ter entrado.

Porém não só de fiascos tem história o automobilismo suíço. Jo Siffert, falecido em um acidente no final dos anos 60, era um talentoso e combativo piloto que venceu dois GP`s. Por causa de seu arrojo, foi instituído um prêmio chamado “Rouge & Blanc”, que homenageia o piloto mais combativo de cada GP. Mas o grande piloto suíço foi Clay Regazzoni.

Ele correu pela Ferrari de 1970 a 1977, com inúmeros pódiuns e quatro vitórias. Rival de Émerson Fittipaldi em 1974, perdeu o título da temporada na última prova em Watkins Glen, EUA. Foi dele a primeira vitória da Williams, GP da Inglaterra em 1979, mas algumas corridas depois sofreu um grave acidente em Long Beach,EUA, e ficou paralítico.

Participou de campanhas em favor de pessoas com dificuldades motoras. Competiu diversas vezes no Rali Paris-Dakar com um carro de corrida especialmente adaptado. Há dois anos, Clay Regazzoni morreu em um acidente automobilístico na Itália. O mundo perdeu um de seus mais carismáticos pilotos