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NASCAR: milagre evita tragédia e reabre discussão sobre segurança

27 de abril de 2009 2

Sequência de imagens do acidente de ontem/AP (Rainer Earnhardt, Glenn Smith e Ron Sanders)

Um incrível acidente marcou a última volta da etapa deste domingo da Aaron`s 499, prova da NASCAR em Talladega. Na pista mais rápida do esporte, Carl Edwards e Brad Keselowski disputavam a liderança faltando duas voltas para o final.

Edwards vinha na frente, quando foi tocado por Keselowski e rodou. Pegou ar embaixo do carro e decolou, acertando violentamente a tela de proteção dos torcedores. Por milagre, a tela de proteção segurou a maior parte do impacto, apesar de ter se rompido com o acidente. Edwards não se machucou, mas saiu do carro e correu até a linha de chegada, mostrando bravura apesar de saber que nada valeria.

O saldo pior ocorreu depois: sete torcedores sofreram ferimentos leves após serem atingidos por pedaços do carro e da tela. E uma mulher quebrou a mandíbula e machucou o rosto. Edwards disse que o acidente foi de corrida e não culpou o novato Keselowski, mas criticou fortemente a NASCAR, pedindo ações para evitar “uma tragédia e que alguém morra“. Ryan Newman, que chegou em 3º lugar, também fez críticas à segurança dos carros e se dizendo “feliz por ter chegado inteiro à linha de chegada”, declarações posteriormente rechaçadas pela organização da categoria.

A batida reabriu uma discussão: os carros estão indo muito rápidos em Talladega e Daytona, os “Superspeedways” utilizados na NASCAR. Nestas pistas, os bólidos chegam até 200 milhas por hora, algo em torno de 320km/h.

Em 1987, uma decolagem idêntica envolvendo Bobby Allison na mesma pista feriu dezenas de espectadores. O acidente causou uma profunda mudança na categoria, a NASCAR criou elementos de restrição aerodinâmica para diminuir as velocidades nestas pistas. Vejam o acidente de 1987:

O problema é que neste anos os novos carros da categoria estão limitados aerodinamicamente. Sendo assim, somente andando “grudados” na traseira, os pilotos conseguem pegar vácuo.

O dramático é que foi em um acidente muito parecido que ocorreu a maior tragédia da história do esporte automotor: nas 24h de Le Mans em 1955, momento já revistado e debulhado aqui no Almanaque Esportivo. Na ocasião, um carro decolou e foi parar nas arquibancadas, matando 86 espectadores e o piloto francês Pierre Levegh.

VEJA TAMBÉM:

Quarta-feira, 11 de junho de 2008
Postado por Perin, preocupado com possíveis tragédias

Comentários (2)

  • Eder diz: 27 de abril de 2009

    Houve uma profunda modificação nos carros da NASCAR em relação a dois anos atrás. Os carros em si, tornaram-se mais seguros e em outras provas em Talladega eles ainda estavam aprendendo a andar com esse novo carro. Ocorre que nesse final de semana, dois carros decolaram. No sábado pela divisão secundária da NASCAR, a Nationwide Series, o piloto Math Kenseth tb deu várias cambalhotas, mas por sorte foi para o lado interno da pista. Talvez seja hora de reposicionar os “spliters”.

  • Gustavo diz: 27 de abril de 2009

    Por favor! Até parece que isto acontece a cada duas corridas. 200 milhas não é nem perto de 225, que se chegava em 94-95. Se pensar assim, vamos ter NASCAR andando com motor de formula 3, atingindo incríveis 250KM/h. Não acredito q a NASCAR vai deixar isto acontecer. O incidente deste domingo foi uma fatalidade e este tipo de coisa sempre vai acontecer no esporte a motor, isto é fato, estatística. Será que ninguém parou pra ver o quanto o alambrado segurou, o que realmente foi evitado?

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