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"Camino a Roma" - Barcelona

26 de maio de 2009 0

O Barcelona chega pela sexta vez à decisão da Liga dos Campeões da Europa, e de novo como favorito. Apesar do adversário ser o atual campeão europeu e mundial, cabe ao Barça o fato de ter mostrado o futebol mais espetacular desta Liga.

O trio de ataque de Lionel Messi, Samuel Eto’o e Thierry Henry é o mais letal da Europa em 2008/09, com mais de 100 gols marcados. Foram cinco goleadas, mas contra si o retrospecto apenas regular como mandante: 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota.

Por ter ficado em terceiro no último espanhol, o time catalão teve que jogar a fase pré-classificatória, aonde eliminou facilmente o polonês Wisla Krakow vencendo por 4×0 em Barcelona e perdendo por 1×0 em Cracóvia.

Na primeira fase, o Barça passou fácil por um grupo fraco, com Sporting Lisboa, Shakthar Donetsk e Basel. Venceu os três primeiros jogos, empatou com o Basel em casa em 1×1 e depois ganhou do Sporting fora de casa por goleada: 5×2. Classificado, jogou com reservas e levou 3×2 do Shakthar em pleno Camp Nou. Aliás, o time ucraniano, que ficou em terceiro, na semana passada conquistou a Copa da UEFA.

Nas oitavas-de-final, o Barça empatou com o decadente Lyon fora por 1×1, e surrou o adversário no Camp Nou: 5×2. Nas quartas, o adversário seria o Bayern de Munique, que havia enfiado históricos 12×1 no Sporting após os dois jogos. Mas o confronto terminou ainda na primeira partida: 4×0 no Camp Nou, seguido por um formal 1×1 na Alemanha.

Porém o drama viria nas semifinais, quando o Barcelona foi amarrado pelo Chelsea em casa: 0×0. O time do técnico Pep Guardiola, lenda do clube nos anos 90 e que tem valorizado jogadores da base catalã, simplesmente não conseguiu jogar.

No jogo de volta, em Stamford Bridge, a segunda partida mais dramática de toda a competição, um jogo épico que só perdeu para o, talvez inigualável, Chelsea 4×4 Liverpool (aqui os gols: http://www.youtube.com/watch?v=cjy19c56cMw&hd=1). O Chelsea saiu na frente com um golaço de fora da área no início do jogo marcado pelo ganês Michael Essien. O Barcelona passou a pressionar, assim como o time inglês, que reclamou muito de quatro pênaltis claros (dois então, escandalosos) não marcados pelo árbitro norueguês Tom Henning Øvrebø:

O panorama se manteve o mesmo na etapa final, com a equipe catalã lutando desesperadamente pelo gol da classificação e o Chelsea nos contra-ataques e reclamando do juiz. No finalzinho dos acréscimos, Andrés Iniesta pegou um passe de Messi após furada de Essien e meteu no ângulo, 1×1. O time da casa quase empatou aos 50 minutos, mas o placar se manteve: Barcelona na final depois de três temporadas (foi o campeão europeu de 2006).

Com um futebol ofensivo, o Barça aposta no talento do trio de ataque, sobretudo pelo futebol superior de Messi, favorito disparado ao título de melhor do mundo em 2009. Eles jogam auxiliados pelos talentosos Xavi e Iniesta no meio, ao lado da grata revelação Sergi Busquets (filho do goleiro reserva dos anos 90). Porém Guardiola não terá o brasileiro Daniel Alves, suspenso pelo segundo amarelo.

Os números: 14J, 7V, 5E, 2D, 34GP, 14GC
Artilheiros: Messi (8 gols, artilheiro do torneio) e Henry (5 gols)
Assistências: Xavi (6 passes, líder do torneio) e Messi (5 passes)
Desfalques para a decisão: Daniel Alves (suspenso), Henry (dúvida)
Brasileiros na decisão: Sylvinho (banco)
Campeão: 1992 e 2006
Vice-campeão:
1961, 1986 e 1994

Time provável: Victor Valdéz; Carles Puyol, Gerard Piqué, Yayá Youré e Eric Abidal; Sergi Busquets, Xavi Hernández e Andrés Iniesta; Lionel Messi; Samuel Eto’o e Thierry Henry. Técnico: Pep Guardiola

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