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Posts do dia 3 julho 2009

Direção do Grêmio desrespeita sócios e torcedores em jogo da Libertadores

03 de julho de 2009 32

Torcedores com ingresso sem entrar ontem no Olímpico/Ricardo Chaves, ZH

A diretoria do Grêmio mostrou despreparo nesta quinta-feira no jogo Grêmio 2×2 Cruzeiro pela Taça Libertadores 2009. Isto já havia ocorrido no 1×1 contra o Santos na abertura do Campeonato Brasileiro.

A confusão, que mais uma vez teve ações discutíveis de repressão da Brigada Militar (vejam a reportagem completa no ClicEsportes), só existiu porque centenas (talvez mais de mil) de torcedores estavam fora do estádio sem ingresso.

Quando saiu a informação de que o Grêmio teria posto à venda 20 mil ingressos, argumentei com amigos: ou o Grêmio tem menos sócios do que anuncia, ou vai dar problema de superlotação, pois é o típico jogo que todos os sócios antigos vão ou emprestam suas carteirinhas.

No Camarote TVCOM, o repórter Felipe Azeredo mostrou torcedores de cadeiras sem poder entrar por superlotação. Comentei com minha esposa: se isto tá assim nas cadeiras, que são locadas e de acesso restrito, imagina como está nas arquibancadas.

Dito e feito, um verdadeiro pandemônio com portões fechados, torcedores com ingressos na mão, sócios sem poder entrar, além de mais relatos sobre o despreparo da BM em jogos de grande público, já abordados aqui em outra ocasião. Não existe nenhuma dúvida de que torcedores percorreram o estádio e não conseguiram entrar em portão algum. Muitos foram para casa. Vejam imagens no ClicEsportes e também uma reportagem com relatos na ESPN Brasil:

Já trabalhei em um clube de futebol e sei a fundo o funcionamento de um clube no dia de grandes jogos. Existe uma previsão de público e soluções de contorno para superlotações em determinados setores. Isto faz parte das atividades da comissão de jogo.

Claramente a diretoria do Grêmio se mostrou despreparada, pois bastava levar os torcedores para locais menos superlotados (que existiam) e o impacto seria menor. Faltaram alternativas, planos de emergência e ações concretas e rápidas.

Porém ao simplesmente fechar o portão e deixar a responsabilidade com a Brigada Militar, a direção mostrou desrespeito aos seus torcedores, sobretudo os sócios. E despreparo para um jogo deste porte.

Das duas uma: ou o Grêmio vendeu ingressos demais, ou cedeu “cortesias” demais. Aposto que foi a primeira coisa.

Este erro já tinha ocorrido na abertura do Brasileiro. Considerei arriscadíssimo o “ingresso livre” para todas as mulheres (em homenagem ao Dia Internacional da Mulher), não só para sócias em um jogo de grande apelo. Muitos torcedores só entraram no final do primeiro tempo, ouvidos pelo Luciano Périco, da Rádio Gaúcha, naquela tarde.

O Internacional fez isto ano passado contra o Brasil de Pelotas e o resultado foi bem ruim: estádio muito cheio e desconfortável. Este ano mudou de abordagem e só liberou o acesso para sócias, restringindo o impacto. E em um jogo menos importante do Gauchão, não estréia do Brasileirão.

A diretoria do Grêmio já se explicou e discordou da Brigada Militar. Sinceramente, os dois estão errados.

E quem foi unicamente prejudicado? O torcedor, o sócio.

Mais uma vez.

Que deve registrar queixa contra o Grêmio no próprio Grêmio, exigindo no mínimo o ressarcimento dos valores.

Postado por Perin, lamentando falta de organização do Grêmio