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Posts do dia 10 agosto 2009

Time faz `cera` equivocada e cai na Série D

10 de agosto de 2009 7

Um erro inacreditável de um time inteiro ocorreu na última rodada da primeira fase da Série D neste domingo. No grupo A4, o tradicionalíssimo Santa Cruz foi eliminado ainda na primeira fase da Série D ao empatar em 2×2 com o C.S.A. no estádio do Arruda, para desespero de 30 mil torcedores em Recife.


Com estes resultados, o outrora poderoso Tricolor pernambucano terminou em quarto lugar (5 pontos) atrás do líder e já classificado Central de Caruaru-PE (12 pontos), Sergipe-SE (7 pontos) e do próprio C.S.A.-AL (7 pontos).

Para se classificar, o Santa Cruz precisava vencer e torcer por uma derrota do Sergipe, em casa, para o já classificado Central. Os jogos começaram e o Santa Cruz fez 1×0, mesmo placar do Central sobre o Sergipe. Nervoso em campo, cedeu o empate antes do intervalo, enquanto em Aracajú o Sergipe empatou em 1×1. Ainda no primeiro tempo, o Santa Cruz voltou a ficar na frente: 2×1.

Com estes resultados, o Sergipe se classificava no intervalo. Com pouca luz, o jogo em Recife parou e atrasou em 13 minutos no início do segundo tempo. Então, na metade do segundo tempo, o C.S.A. empatou em 2×2, resultado que eliminava os dois times. No Batistão em Aracajú, o Central fez mais um e o resultado ainda assim classificava o Sergipe.

Então, o bizarro ocorreu: ao invés de se atirarem para o ataque (precisavam vencer para levar a vaga), o time do C.S.A. equivocadamente achava que se classificava com o empate.

Começou a fazer uma cera absurda no Arrudão, para espanto de todos. O C.S.A. ficou `amorcegando o jogo` enquanto o Santa Cruz se desesperava tentando marcar o gol da vitória.

Após o término da partida, os jogadores do C.S.A. (que achavam que um empate classificava), saíram correndo felizes e comemoraram efusivamente. Até serem informados de que o resultado tinha tirado o time da competição. “Se soubéssemos que o empate nos eliminava, nós tinhamos nos atirado para o ataque“, disse um jogador logo após o jogo.

A culpa disto foi da comissão técnica e da diretoria do time alagoano, que apontou o saldo de gols como primeiro critério de desempate, quando o correto é número de vitórias (o Sergipe tinha uma a mais que o C.S.A.).

Como disse o amigo Rafael: “Santa Cruz tem uma cabeça de cavalo enterrada no Arruda. Não é possível: tem que jogar contra um time retrancado precisando fazer gol, e o adversário só tá na retranca por um erro grosseiro de leitura do regulamento!”

Minha opinião: isto é explicado por Charles Darwin, autor da “Teoria das Espécies”.

Isto se chama “seleção natural”…

Tcheco e Autuori não falam a mesma língua

10 de agosto de 2009 66

Paulo Autuori e o capitão Tcheco: eles não conseguem se entender. /Mauro Vieira, RBS

Agora ficou escancarado: existe uma divergência de pensamentos entre o capitão gremista Tcheco e o treinador Paulo Autuori. Eles podem negar, a diretoria pode rechaçar, mas está muito claro pelas declarações das últimas semanas.

Ontem de novo: “Temos de marcar mais, não digo na defesa, mas no ataque”, declarou Tcheco após a derrota de 1×0 para o Grêmio Barueri fora de casa.

A afirmação de Tcheco foi negada por Autuori, que disse que “faltou bola“, mesma linha de pensamento de Souza. Isto poderia ser visto simplesmente como uma discordância na leitura de uma partida, porém se soma a uma série de declarações desencontradas entre os dois e de Tcheco contra algum jogador.

Na derrota contra o Avaí, Tcheco falou na mesma linha. Já semana retrasada disse que “Quando perde, o culpado é o Tcheco e quando ganha é o `bonitinho` da torcida”. Semana passada, o vice de futebol Luís Onofre Meira deixou claro que o Grêmio está buscando mais um meia. Como Souza recentemente foi contratado em definitivo e seu futebol não tem contestações, só pode ser como opção para Tcheco.

Tenho parentes e amigos bem informados no Tricolor e sei que o Tcheco sempre teve `livre passagem` entre os dirigentes. Talvez isto tenha sido reduzido agora, e o capitão não tenha se adaptado à esta nova realidade.

Desde sua primeira passagem em 2006, passando pelo ano passado e este ano, ele conviveu com três treinadores no Olímpíco: Mano Menezes, Celso Roth e Paulo Autuori. Com Paulo Pelaipe e André Krieger comandando o futebol do Grêmio, sempre teve a braçadeira de capitão e muita influência no elenco de jogadores, além de dentro de campo mostrar ser um dos principais jogadores.

Com o passar da idade, e a eterna crítica de grande parte da torcida sobre seu `sumiço` nos jogos importantes, esta importância fora de campo começou a diminuir. O pior é que na minha opinião, ele tem razão: o time do Grêmio marca a distância, sem chegada e com pouca intensidade. Ou sem “pegada“, palavra que Autuori detesta.

Agora Souza, fã confesso de Paulo Autuori, entrou em atrito forte com Tcheco. Há instantes, declarou sem maiores rodeios: “– Não sou de ficar falando de A ou B, essa não é minha índole“. Depois, perguntado se a polêmica de Tcheco, que disse faltar pegada, estaria prejudicando o elenco, ele foi definitivo: “-Se não estivesse eu não estaria aqui dando entrevista a vocês“.

Como disse na chegada do técnico gremista, sua vinda para o Olímpico seria uma `quebra de paradigmas` no estilo de jogo. Um time mais leve, ofensivo e menos aguerrido.

Resta saber se também será o fim da “Era Tcheco” como capitão e titular indiscutível do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Para vocês, quem tem razão?

Tcheco ou Autuori? Opinem!

P.S. Eu acho que Tcheco tem razão, mas que ele não tem mais futebol para ser titular do Grêmio

Postado por Perin, opinando…

Como visitante, só Vasco foi pior que Grêmio 2009

10 de agosto de 2009 10

Com a derrota de 1×0 para o Barueri neste domingo, o Grêmio terminou o primeiro turno sem vitórias fora de casa. Foram dois empates e sete derrotas, pífios 7,41% de aproveitamento. Apenas Sport e Fluminense não venceram no primeiro turno, mas ainda tem jogos como visitante para disputar e o aproveitamento deles não tem como ser inferior ao Tricolor.

Nem no ano do rebaixamento em 2004 a campanha como visitante foi tão ruim: 2 vitórias e 3 empates no primeiro turno (no segundo foram 9 derrotas seguidas, precedidas de um empate e outra derrota na primeira rodada). O único time que teve aproveitamento inferior ao do Grêmio foi o Vasco da Gama, que fez 2 empates e 8 derrotas na temporada passada. Evidentemente, terminou o Brasileirão rebaixado e hoje disputa a Série B.

Se fora de casa é um horror, como mandante o Grêmio é o melhor disparado: 7 vitórias e 2 empates. Isto é o único consolo gremista, e responsável por deixar o time tão longe da zona de rebaixamento. Todos os times citados abaixo ou foram rebaixados, ou passaram sufoco até o final da respectiva temporada.

ANO – TIME – CAMPANHA – PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO COMO VISITANTE
2009 – Grêmio – 2 empates e 7 derrotas – 7,41%
2008 – Vasco da Gama – 2 empates e 8 derrotas – 6,67%
2007 – Juventude – 1 vitória e 7 derrotas – 12,5%
2006 – Juventude – 1 vitória, 1 empate e 7 derrotas – 14,8%
2005 – Paysandú – 3 empates e 7 derrotas – 10%
2004 – Vitória – 1 vitória, 2 empates e 9 derrotas – 13,8%
2003 – Grêmio e Bahia – 3 empates e 8 derrotas – 9,09%

Postado por Perin, com dados do I.P.E.