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Posts do dia 17 novembro 2009

Protesto da Popular foi pacífico e ordeiro. Qual o problema?

17 de novembro de 2009 19

Após os discursos do vice-presidente Fernando Carvalho, confesso que fiquei surpreso com a reação dele na coletiva após Internacional 3×1 Santos. Ele criticou, como havia feito anteriormente em outros momentos, a torcida por não ter “apoiado incondicionalmente o time”.

Já não é a primeira vez que Carvalho, o maior dirigente de todos os tempos do Internacional, esquece de um direito básico dos torcedores que é expressar sua opinião. Aliás, os protestos que começaram contra o Botafogo demoraram muito para ocorrer. Em tempos nem tão distantes assim, o lendário Portão 8 (local de festa e protestos) já teria sido utilizado bem mais cedo.

Mas vamos analisar. E o que parte da Popular fez domingo:

  • Quebrou o estádio?
  • Xingou dirigentes?
  • Xingou atletas?
  • Agrediu fisicamente alguém?
  • Vaiou intensamente o time?

Não! Por quinze minutos eles ficaram em silêncio. E qual o problema? Desde quando o torcedor tem obrigação de ficar pulando e gritando? Ele paga para ASSISTIR o jogo no estádio.

Nunca vi dirigente algum de time algum do planeta criticando torcedores por não ficarem 100% do tempo pulando e gritando desesperadamente.

Quem, como eu, habitualmente vai a estádio de futebol já cansou de ver gente reclamando que o pessoal tá em pé, que está cantando, que está pulando. E nunca vi um dirigente criticando estes torcedores por não ficarem que nem gralhas berrando 100% do tempo.

Há menos de dois meses, discuti com um torcedor que queria ver, sentado, um atleta do TIME ADVERSÁRIO sendo atendido pelos médicos, com o jogo totalmente parado e carro maca. Brincadeira!

Após o jogo, Carvalho disse que “não era a mesma torcida que apoiou o time em 2006 na conquista da Libertadores”. Pois é verdade, a torcida realmente mudou de postura. Mas a diretoria também mudou, afinal antes vendia um craque e fazia a reposição com outros jogadores deste porte. E agora?

A torcida fez um protesto civilizado, pacífico e ordeiro.  Ao contrário dos dirigentes do Inter, ela não tem acesso à informações especiais. Ela só vê o time em campo e lê o que sai na imprensa.

E esta torcida está descontente com um time de folha salarial milionária que não fez a reposição adequada à saída de jogadores, apostou em um ataque que naufragou no segundo semestre e que ficou devendo no ano do Centenário.

Não sou da Popular, não conheço pessoalmente nenhum de seus líderes nem troquei idéias via internet.

Ela apenas exerceu um direito universal de toda a torcida.
De todo e qualquer torcedor.
E de todo e qualquer ser humano.

De maneira silenciosa e ordeira, ela expressou sua opinião.