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Posts do dia 22 dezembro 2009

Rodrigo Possebon: do Man. United a encostado no Sporting Braga

22 de dezembro de 2009 13

A história de hoje é sobre Rodrigo Possebom, formado no Internacional e hoje no ostracismo do futebol português. Mas também é sobre jogadores que caem na lábia de empresários incompetentes ou mal intencionados. 

Já vimos casos de astros como Kaká, Nilmar e Robinho serem prejudicados por empresários que podem até deixá-los mais rico, mas com opções toscas na carreira. Exemplos claros de Wágner Ribeiro e Orlando da Hora. Reparem que hoje estes empresários ou só tem um jogador de renome (Nilmar, para Orlando da Hora), ou perdem seus pupilos (Ribeiro perdeu Kaká e Robinho com suas confusões)

E também vimos empresários bandidos deixarem garotos como Edinho (ex-Inter e hoje no Lecce) perdidos na Europa passando fome, levados de maneira irresponsável aos 18 anos para a França (voltou com a ajuda de Fernandão, então no Olympique Marseille). Recentemente, assistimos jogadores que saíram de maneira litigiosa de clubes como Grêmio e Internacional, indo para um grande clube europeu na condição de ilustres desconhecidos e, obviamente sem espaço, acabam mofando em empréstimos atrás de empréstimos.

Lembram do Felipe Mattioni? Saiu incomodando no Grêmio para o Milan e hoje é banco no Mallorca. A explicação é simples: o Milan abrir mão de um jogador que gastou uma merreca de euros é fácil na primeira oportunidade. Diferente se tivesse gasto uma boa grana com ele.

E esta é a história de Rodrigo Possebon. Que iremos contar agora:

Ele é um garoto da mesma geração de Luís Adriano, Alexandre Pato, Carlos Eduardo, Léo, Cássio, Muriel, Ramón, etc. Formado no Internacional, disputou a final do Brasileirão Sub-20 em 2006. 

Bem ou mal assessorado por seu ‘empresário’, não fez a renovação após o término do primeiro contrato profissional (o famigerado que só pode ser assinado aos 16 anos e que tem no máximo três anos de duração). Com passaporte comunitário, jogador de Seleção Italiana de base, seu futuro parecia brilhante no exterior: o Manchester United o queria. 

Apesar de esforços do Internacional, ao longo de todo o ano de 2006 e 2007, não renovou contrato. Seis meses antes de encerrar seu contrato, o Inter liberou por 500 mil euros e Possebon foi para a fantástica estrutura de Carrington, próximo a Manchester.

Com menos de 20 anos, já estava no atual campeão europeu e um dos clubes mais ricos do mundo.

Logo no primeiro ano já recebeu chances e agradou. Porém sofreu uma grave lesão ano passado em um jogo da Copa da Liga Inglesa (normalmente usada para jogos do time B) e desde então não conseguiu se firmar. Sem espaço, foi para o Sporting Braga, clube afiliado do United em Portugal.

Surpreendentemente, o Braga faz magnífica campanha na atual temporada e lidera a competição portuguesa. Seria a sorte da vida? Ir para um time pequeno que está brilhando muito mais que o esperado?

Que nada! Possebom sequer participou de uma partida oficial, e já estamos na metade da temporada. Incomodou o técnico Domingos Paciência, até o ponto deste quase perder o sobrenome… Criou caso, queria jogar como titular e foi devidamente afastado no elenco. O West Brommich Albion e o Middlesbrough, ambos da Segunda Divisão Inglesa, já prospectaram sobre um possível retorno à Inglaterra.

Mas a lição que fica é: será que valeu a pena? Possebon seria aproveitado muito antes que o Sandro, provavelmente já teria jogado no elenco principal do Internacional. Teria chances de ir para o Exterior em condições muito mais vantajosas. 

Nada impede, claro, do jogador retornar ao Brasil e se recuperar. Aconteceu algo semelhante com Juan, lateral-esquerdo formado no São Paulo e que foi parar cedo no Arsenal, antes dos 18 anos. Mas este conseguiu se recuperar no futebol brasileiro após boas passagens no Fluminense e sendo campeão brasileiro no Flamengo em 2009.

Fica o aprendizado.

Às vezes a cobiça gera um prejuízo irreparável.

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Chegadas Sensacionais: GP da Espanha de 1986 e vitória de Senna por 93cm

22 de dezembro de 2009 2

O GP da Espanha foi disputado na pista de Jerez de la Fronteira em 1986. Como o nome já diz, fica na fronteira da Espanha com Portugal e Marrocos ao lado do Estreito de Gibraltar, em um lugar que o sempre espirituoso tricampeão brasileiro Nélson Piquet dizia que ficava “lá aonde o vento faz a curva…”. A pista sempre foi um porre, mas teve ao menos um momento especial na Fórmula 1.

Foi no duelo final entre Nigel Mansell, então em uma poderosa Williams, e o então jovem Ayrton Senna, correndo na instável Lotus-Renault. Senna largou na frente, comboiado por Nélson Piquet e Alain Prost. No meio da prova, Senna foi ultrapassado por Mansell, que passou todo mundo e aproveitou uma confusão entre Senna e o retardatário Marc Surer.

O brasileiro não desistiu e seguiu tentando dar o troco em Mansell, o que finalmente ocorreu. Prost, que vinha espreitando, aproveitou e passou o inglês no mesmo momento. Algumas voltas depois, Mansell recuperou a segunda posição e foi para cima de Senna. Na última volta, o inglês tentou o bote final na reta de chegada, e passou a apenas 0,014s do brasileiro (ou 93cm), na segunda chegada mais apertada da história da categoria. Vejam o compacto:

Aquela foi a terceira vitória na carreira de Senna, que tinha vencido antes no GP de Portugal em Estoril em 1985 e no GP da Bélgica do mesmo ano, em Spa-Francorchamps. Foi também a primeira vez que Ayrton Senna assumiu a liderança do Mundial de Pilotos na categoria.

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