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Posts de fevereiro 2010

Time escocês não ganha nada há 119 anos. E do Brasil, quais são os maiores jejuns de títulos?

26 de fevereiro de 2010 17

O levantamento de hoje irá indicar os maiores períodos sem conquistas de títulos nacionais e internacionais. Lendo o sempre instrutivo blog Futebol e História, do meu amigão Carlos Henrique Oliveira, soube que o Dumbarton Football Club. é o time sem títulos há mais tempo no planeta, considerando-se apenas títulos de primeira divisão e copas nacionais.

OBS: para alguns que não entenderam, vou desenhar: o critério de jejuns nacionais é o mesmo e considera Copa do Brasil e Brasileirão! Já para as conquistas internacionais vale o critério competição oficial.

Dos clubes em atividade, a equipe escocesa é a que está há 119 anos sem conquistas nacionais ou internacionais. Foi bicampeão escocês na temporada 1890/91 e 1891/92, curiosamente os dois primeiros da história daquele país. Desde então, necas de pitibirbas e mais detalhes no blog do CH. O pobre Dumbarton, que jogou mais de 120 anos no mesmo estádio, hoje está na Terceirona Escocesa…

Porém e no Brasil? Deixando claro os critérios idênticos ao levantamento do CH, o que exclui títulos estaduais e regionais, o campeão no jejum nacional é o Atlético-MG. São 39 anos sem conquistas do clube mineiro desde o Campeonato Brasileiro de 1971 (também curiosamente o primeiro por aqui). Em segundo lugar, o Guarani-SP, que não ganha desde 1978 um título nacional, seguido pelo Coritiba, hoje na Série B e que não vence um título nacional há 24 anos.

Internacionalmente falando, a questão é diferente porque todos os times brasileiros com conquistas continentais ganharam títulos desde 1993. O maior jejum é justamente do Botafogo, única equipe que só venceu uma competição: a Copa CONMEBOL de 1993. Aliás este torneio representa a última conquista do Santos (1998) e do Atlético-MG (1997), que venceu também a competição em 1992.



TOP 5 JEJUM NACIONAL ENTRE TIMES DA SÉRIE A/SÉRIE B
1º) Atlético-MG – 1971 (Brasileirão) – 38 anos
2º) Guarani-SP – 1978 (Brasileirão) – 31 anos
3º) Coritiba – 1985 (Brasileirão) – 24 anos
4º) Bahia – 1988 (Brasileirão) – 21 anos
5º) Internacional – 1992 (Copa do Brasil) – 17 anos

TOP 5 JEJUM INTERNACIONAL ENTRE TIMES DA SÉRIE A/SÉRIE B

1º) Botafogo – 1993 (Copa CONMEBOL) – 16 anos
2º) Grêmio – 1996 (Recopa Sul-Americana) – 13 anos
3º) Atlético-MG – 1997 (Copa CONMEBOL) – 12 anos
4º) Cruzeiro – 1997 (Copa Libertadores) – 12 anos
5º) Santos – 1998 (Copa CONMEBOL) – 11 anos
5º) Palmeiras – 1999 (Copa Mercosul Libertadores) – 11 anos 10 anos

Crise financeira abala futebol inglês: Portsmouth entra em administração e Chester City é expulso!

26 de fevereiro de 2010 1

Dois fatos inevitáveis acabaram ocorrendo nesta sexta-feira, envolvendo clubes endividados no futebol inglês: o Portsmouth (da 1º divisão) e o Chester City (da 5º). O Portsmouth, outrora “novo-rico” do Campeonato Inglês, entrou em estado de administração (insolvência) e será gerido por uma equipe de administradores. O clube deve milhões de libras a jogadores, outras equipes e impostos ao governo britânico e está há meses em dificuldades financeiras. Já o Chester City, depois de uma década endividado e em declínio futebolístico, simplesmente foi expulso da Liga por quebra dos regulamentos financeiros da entidade.

O Portsmouth é um time do sul do país, que tem uma ótima média de público e uma grande torcida local. Esta está evidentemente revoltada com a situação que ronda o clube há mais ou menos 18 meses. É o segundo clube popular a entrar em estado de administração, precedido pelo gigante Leeds United em 2007. As dívidas superam 70 milhões de libras e a maioria é composta de títulos vencidos ou de curto prazo.

Em 1998/99 o “Pompey“, como é carinhosamente chamado por sua fiel torcida, estava muito mal financeiramente. Foi reeestruturado e viveu a melhor década de sua história. Mas sucessivas compras do controle do clube sem investimentos, e gastos exagerados em atletas de qualidade discutível, deixaram o clube descapitalizado, próximo da liquidação.

Notícia da entrada em administração no site britânico Bloomberg:

O croata Milan Mandaric comprou o clube em 1999 e recapitalizou o mesmo, levando o time à elite da Primeira Divisão em 2003 com investimentos pesados. O egípcio Alexandre Gaydamak, que chegou a ser sócio de Mandaric, comprou o clube em 2006. Em 2008, venceu a Copa da Inglaterra e foi bem na Copa da UEFA, inclusive disputando um jogo histórico com o Milan na competição (empate em 2×2 no Fratton Park, valeu Expe!).

Gaydamak vendeu em junho de 2009 o comando do clube para Sulaiman Al-Fahim, de Dubai. Menos de 40 dias depois, este vendeu para o saudita Ali Al-Faraj, que por sua vez perdeu o comando do clube para seu credor,o nepalês baseado em Hong-Kong Balram Chainrai.

Ou seja, quatro donos em uma só temporada e nenhum deles investiu o suficiente, exceto o último. Só podia dar porcaria. Como deu.  Cainrai investiu mais de 17 milhões de libras nos poucos meses que comandou o clube, mas isto foi insuficiente para resolver as maiores dívidas.

A intenção dele era vender o clube e recuperar o investimento, mas não foi possível. Ele procurou diversos compradores, sem sucesso. Como resultado, o tribunal inglês de falências e concordatas apontou o administrador Andrew Andronikou, especializado em insolvências e falências, que terá como missão reorganizar as finanças de maneira a pagar os débitos do clube antes de achar um novo comprador.

Os planos imediatos são a venda em massa de atletas e a reorganização do pagamento dos débitos mais urgentes (como dívidas com clubes e taxas de impostos). Como penalidade esportiva, o Portsmouth perde nove pontos. O clube, já lanterna na temporada 2009/10, está virtualmente rebaixado para a Segunda Divisão, o que diminuirá ainda mais as receitas. Em algumas semanas, o atual diretor-executivo Peter Storrie deixará o clube, e alguns contratos de atletas serão imediatamente rescindidos.

Vejam grandes momentos do clube na história:

Já a situação do minúsculo Chester City é ainda pior. O clube, da quinta divisão (a Football Conference), entrou em estado de administração em julho e perdeu administrativamente 25 pontos. O clube, que já havia entrado em administração no ano retrasado, pediu o adiamento das primeiras rodadas por não ter jogadores aptos a serem escalados. Não pagou as taxas de policiamento e os atletas já ameaçaram duas vezes greve por falta de pagamento dos salários.

Como resultado, após reunião realizada hoje na sede da Football Conference (associação que reúne os clubes semi-amadores do futebol inglês), o Chester City foi expulso da Liga, com seus resultados foram anulados e a competição será disputada com uma equipe a menos. Para retornar aos gramados, a equipe terá que entrar no final da pirâmide futebolística da Inglaterra, em divisões inferiores amadoras.

Os atuais donos do clube colocaram o mesmo à venda por uma libra, mas um consórcio formado na internet e com origem dinamarquesa não completou a transferência. Os torcedores do clube pressionaram os possíveis compradores a mostrar suas intenções e planos, sem sucesso. Da mesma maneira que no Portsmouth, a torcida tem ameaçado os donos do clube e feito muitas críticas na imprensa local.

Por causa de fatos como estes, o porta-voz Malcolm Clarke, presidente da Associação de Torcedores de Futebol, exige mais controle das autoridades britânicas sobre as capacidades financeiras dos donos de clube, já que outros novos-donos como Malcolm Glazer (Manchester United), George Gillett e Tom Hicks (Liverpool), deixaram seus clubes em situação financeira delicada.

Conquista do turno pelo Joinville lembra gols dramáticos do passado!

22 de fevereiro de 2010 3

Sem dúvida, a conquista mais espetacular deste final de semana repleto de decisões nos Estaduais foi do Joinville em Santa Catarina. O gol de Ricardinho, aos 48 minutos e 57 segundos do segundo tempo entrou para a história do futebol catarinense.

Isto me fez lembrar de grandes momentos do futebol mundial que ficaram marcados por gols nos últimos instantes e que causaram reviravoltas no resultado de partidas importantes. Vejam o vídeo faltando três segundos para o término do tempo indicado pela arbitragem:

Gol de Ricardinho:

O empate de 1×1 contra o Avaí, além de garantir o time na decisão do Catarinense 2010, ainda me fez recordar uma série que postei no Almanaque Esportivo há mais de um ano. Na ocasião, relembrei nove grandes momentos do futebol mundial, divididos em (Parte I e Parte II).

Na semana seguinte, foi a vez de vermos dez gols espetaculares no finalzinho de competições brasileiras. Isto também foi dividido em Parte I e Parte II

Gols inesquecíveis nos instantes finais, INTERNACIONAL PARTE I
1º) Dennis Bergkamp – Holanda 2×1 Argentina – Copa do Mundo 1998
2º) Steven Gerrard – West Ham United 3×3 Liverpool – Copa da Inglaterra 2005/06
3º) Adriano – Brasil 2×2 Argentina – Copa América 2004
4º) Ole Solskjaer – Manchester United 2×1 Bayern de Munique – Liga dos Campeões 1998/99
5º) Fabio Grosso – Itália 2×0 Alemanha – Copa do Mundo 2006

Gols inesquecíveis nos instantes finais, INTERNACIONAL PARTE II
6º) Patrik Andersson – Hamburgo 1×1 Bayern de Munique – Campeonato Alemão 2000/01
7º) Michael Thomas – Liverpool 0×2 Arsenal – Campeonato Inglês 1988/89
8º) David Trezeguet – França 2×1 Italia – Eurocopa 2000
9º) Cristian Nasuti – River Plate 2×1 Boca Juniors – Copa Libertadores 2004

Gols inesquecíveis nos momentos finais, BRASIL PARTE I
1º) Anderson – Náutico 0×1 Grêmio – Segunda Divisão 2005
2º) Careca – Guarani (2)1×1 (2) São Paulo -  Primeira Divisão 1986
3º) Romário – Palmeiras 3×4 Vasco da Gama – Copa Mercosul 2000
4º) Nunes – Flamengo 3×2 Atlético-MG – Campeonato Brasileiro 1980
5º) Euller – Palmeiras 4×2 Flamengo – Copa do Brasil 1999

Gols inesquecíveis nos momentos finais, BRASIL PARTE II
6º) Falcão – Internacional 2×1 Atlético-MG – Brasileirão 1976
7º) Geovanni – Cruzeiro 2×1 São Paulo – Copa do Brasil 2000
8º) Ricardinho – Corinthians 2×1 Santos – Campeonato Paulista 2001
9º) Elano e Léo – Corinthians 2×3 Santos – Campeonato Brasileiro 2002
10º) Washington – Fluminense 3×1 São Paulo – Copa Libertadores 2008

Gol de Chicão lembra golaço de Luisinho na final do Gauchão 2005

22 de fevereiro de 2010 1

Imediatamente após o golaço de Chicão, que garantiu a vitória de virada por 2×1 e a classificação do Novo Hamburgo sobre o Internacional em pleno Beira-Rio no último domingo, eu lembrei de um gol muito parecido, também sofrido por um goleiro reserva colorado.

Foi na mais eletrizante final de Estadual dos últimos anos no RS, quando em quatro minutos espetaculares a taça de campeão mudou de dono quatro vezes. Foi na finalíssima do Gauchão de 2005, quando o meia Luisinho (ex-Brasil de Pelotas), desferiu um petardo da intermediária naquela partida entre 15 de Novembro de Campo Bom e Internacional.

Depois de perder por 2×0 no tempo normal, o Colorado fez 1×0 com Souza aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação. Logo depois, aos quatro minutos, Luisinho desferiu este chute indefensável em Marcelo Boeck, que substituiu o veterano André (fratura do braço no tempo normal em uma disputa com o atacante Jacques). Ver vídeo a partir do instante de tempo 0min41s:

Reparem que, assim como o gol de Chicão ontem, a bola bateu no travessão, passou a linha e subiu novamente. Vejam os gols de ontem e comparem:

Aquele resultado de 1×1 dava o título ao 15 de Novembro, que tinha melhor campanha e a vantagem do empate no tempo extra. Porém novamente o polêmico Souza, hoje no Corinthians, marcou de cabeça dois minutos depois e deu o título para o Internacional, então tetracampeão estadual. O 15 amargou o terceiro vice-campeonato em quatro anos, perdendo ainda as decisões de 2002 e 2003.

Agradecimento - Post 1000

22 de fevereiro de 2010 1

Este post é apenas para agradecer aos mais de 700 mil internautas que participam do Almanaque Esportivo desde o início, em setembro de 2008. Este é o milésimo post aqui no ClicRBS, e é por isto que precisava agradecer a todos.

Analista de T.I. em jornadas integrais, utilizo este espaço como hobby para divulgar curiosidades, estatísticas, bizarrices, momentos gloriosos ou emocionantes de todos os esportes, em especial futebol e automobilismo.

Obrigado a todos, em especial ao André Roca, editor do ClicEsportes e maior incentivador da existência deste blog.

Cai invencibilidade colorada no Gauchão de 31 jogos

21 de fevereiro de 2010 7

Ocorreu na pior hora para o Internacional a perda da invencibilidade no Campeonato Gaúcho que já durava mais de 30 jogos. Desde as finais do Gauchão de 2008 o Colorado não perdia, mas ao ser derrotado por 2×1 pelo Novo Hamburgo, em pleno Beira-Rio, o Inter ficou fora da final do primeiro turno do Gauchão 2010.  Há três semanas, havia escrito que a sequência já durava 28 jogos

A última derrota na competição ocorreu há 31 jogos, Juventude 1×0 Inter no jogo de ida da final de 2008. Na partida de volta, um massacre colorado e o título no triunfo de históricos 8×1. Ano passado, o Colorado se sagrou campeão invicto do Gauchão 2009.

A última derrota no Beira-Rio foi na 4° rodada do Gauchão, 1º de fevereiro de 2008 (valeu, Vinicius!). Também foi 1×0 para o Juventude.

Como encerrar a carreira em um único jogo: Fabianski e Gus Caesar

20 de fevereiro de 2010 4

Como encerrar uma carreira em um jogo. Temos duas histórias hoje, ambas envolvendo jogadores do Arsenal. Nesta semana os torcedores dos Gunners reviveram seus maiores pesadelos na Liga dos Campeões. Único dos gigantes ingleses a jamais conquistar um campeonato europeu (o Chelsea não tem tanta história assim, apesar da força atual), o maior time de Londres levou 2×1 do Porto no jogo de ida das oitavas-de-final.

Pior, os dois gols portugueses foram em falhas escandalosas do jovem goleiro Lucasz Fabianski, de 24 anos. O polonês levou um frango antológico no primeiro gol de Varela, e no segundo gol recebeu um recuo de bola com o pé do zagueiro Sol Campbell e dominou com a mão. Ficou reclamando e não viu a cobrança rápida do Porto, gol de Ernesto Farías. Vejam os gols:

A história trágica para o goleiro Fabianski lembrou-me um momento ridículo da história do Arsenal, que virtualmente acabou com a carreira do defensor Gus Caesar. Em 1988, com um jejum de quase 20 anos sem títulos, o Arsenal disputava a final da Copa da Liga Inglesa contra o modesto Luton Town, da 2° divisão inglesa e que nunca tinha ganhado nada.

O time da capital saiu perdendo mas virou no início do segundo tempo e vencia por 2×1 em Wembley até faltarem 20 minutos, chutando bolas na trave. Então o desastre: primeiro o então jovem lateral-esquerdo Nigel Winterburn (hoje treinador de sucesso pela Irlanda do Norte) foi resolver bater pênalti pela primeira vez na vida em uma decisão. Errou, com defesa do goleiro Andy Dibble.

Depois a ‘estrela do jogo’ seria o zagueiro Gus Caesar, formado nas categorias de base do clube. Em uma bola rebatida para a área do Arsenal, Caesar (que já vinha falhando em jogos anteriores), furou tão ridiculamente que caiu sentado. A bola sobrou para Danny Wilson empatar. No finalzinho do jogo, o Arsenal levou mais um e perdeu o título. E Gus Caesar perdeu a carreira. Vejam o compacto deste jogo:

Jogou mais algumas poucas partidas, e era vaiado até no aquecimento. A raiva era tamanha que ele foi eleito o pior jogador da história do Arsenal diversas vezes, mesmo evidentemente não tendo sido tão ruim.

Jogou em times menores e encerrou a carreira após atuar por cinco anos em Hong-Kong. “Tenho pesadelos até hoje por causa daquela partida“, disse há alguns anos Caesar.

O cara que encerrou a carreira em times de alto nível por causa de um jogo.

Estádio Old Trafford completa 100 anos de idade: relembre esta história

19 de fevereiro de 2010 1

Um dos templos sagrados do futebol mundial está completando 100 anos neste dia 19 de fevereiro. O mítico Old Trafford, conhecido pela alcunha de “Theater of Dreams” (“Teatro dos Sonhos”) está comemorando seu primeiro centenário nesta sexta-feira. Hoje o símbolo do multinacional, poderoso, multicampeão United, é um dos maiores e melhores estádios do mundo, em especial do futebol europeu. 

Old Trafford: 100 anos de história – reprodução site www.manutdbr.com

Inaugurado em 1910 em um jogo que o Manchester United saiu vencendo por 3×0 antes de levar 4×3 do arquirrival Liverpool, o Old Trafford não é mais a sombra daquele estádio que comportou 45 mil torcedores, a maioria em pé, e que substituia o acanhado Bank Street, primeira sede do clube. Já naquela época, o Old Trafford era um estádio modelo no então incipiente futebol profissional do século XX. 

Um fato bastante interessante ocorreu na Segunda Guerra Mundial. Já com cobertura e capacidade de quase 50 mil torcedores, o estádio foi requisitado como depósito militar pelo Governo Britânico. Os alemães bombardearam ele duas vezes: na primeira em 1940, os danos foram moderados, mas comportados. Porém na segunda, em 11 de março de 1941, praticamente todo o estádio foi destruído. Somente em 1949, com muito esforço do clube e uma parte dos recursos provenientes de fundos de compensação por danos de guerra, o United voltou a jogar em casa. 

Old Trafford hoje: o “Theater of Dreams” tem capacidade de 76 mil torcedores!
O estádio de lá para cá foi ampliado para 59 mil torcedores, depois 67 mil (final dos anos 90) e hoje tem capacidade oficial de 75.957, sendo o 11º maior da Europa e só perdendo para o estádio nacional de Wembley na Inglaterra. A taxa de ocupação em jogos do Manchester é soberba, superando os 99,9% (em 2006/07 a média no Campeonato Inglês foi de 75.826 torcedores por jogo).

O maior público é do jogo Manchester United. O estádio deve ser expandido para até 95 mil torcedores até o final desta década, se tornando o maior do país. Com tamanha taxa de ocupação, a fila de espera para se tornar um “season ticket holder” (sócio com ingresso garantido) tem passado facilmente dos quatro anos.

Mais detalhes no site www.manutdbr.com, com um belo especial da equipe comandada pelo grande parceiro Daniel Martins & Cia (@manutdbr no twitter)

Invicto em casa há 43 jogos, Grêmio está perto de recorde nacional colorado

17 de fevereiro de 2010 54

Desde setembro de 2008, a torcida do Grêmio não sabe o que é perder em casa. São 43 jogos de invencibilidade no estádio Olímpico, a maior marca da história do clube. Se a sequência invicta se manter por mais 4 jogos, o Tricolor irá superar o recorde brasileiro, que é do arquirrival Internacional.

Este número, que pode aumentar para 44 partidas hoje contra o Veranópolis pelo Gauchão 2010, começou em um jogo contra o Goiás, derrota de 2×1 no Brasileirão 2008 no segundo tempo. Desde então o Grêmio não mais perdeu em seus domínios.

Um 2×1 sobre o Botafogo iniciou a série que perdura até hoje. Neste período, os maiores sustos foram no Brasileirão de 2009, quando o Grêmio arrancou empates contra o Goiás (2×2) e Vitória (1×1) nos cinco minutos finais. Neste Gauchão, o Grêmio ainda penou especialmente contra o Veranópolis (adversário de hoje) e São Luiz, que arrancaram empates de 1×1 no Olímpico.

Fábio Santos marca e mantém longa invencibilidade do Grêmio no Olímpico – Foto: Tadeu Vilani/RBS

Foram 6 jogos em 2008, 33 em 2009 (descontando Grêmio 1×2 Internacional pelo Gauchão 2009, disputado em campo neutro mas com o Grêmio de mandante), e mais 4 jogos em 2010, totalizando os 43 jogos sem perder.  São 12 empates e 31 vitórias até o momento.

Como escrevi no primeiro parágrafo, o recorde nacional é do Internacional. Entre 28 de novembro de 1973, quando levou 2×0 do Santos no Beira-Rio pelo Brasileirão, até 23 de julho de 1975, quando perdeu por 3×1 justo para o Grêmio pelo Gauchão, o Inter ficou 46 jogos sem perder em casa. Neste jogo também caiu uma invencibilidade de 55 jogos pelo Gauchão, já comentada no post da semana passada

O Santa Cruz chegou a ficar 45 jogos invicto no Arruda, entre agosto de 2004 e março de 2006. Assim como o Colorado, o tricolor pernambucano perdeu a invencibilidade justamente contra o arquirrival Sport.

Se passar pelo Veranópolis hoje, dificilmente o Grêmio terá os jogos da semifinal e final de turno no estádio Olímpico. Então o recorde pode ser batido na 3º partida em casa no returno do Gauchão.

IMPORTANTE: ao contrário do dito anteriormente, o Palmeiras ficou 68 jogos invicto no Palestra Itália na década de 80, mais especificamente entre 1986 e 1990. Os jogos que perdeu neste período como mandante foram no Pacaembu e Morumbi. Por questão de isenção, era necessário igualar isto ao jogo ‘ignorado’ em Erechim. Apaguem tudo abaixo.

O Palmeiras jamais ficou 68 jogos sem perder em casa entre 1986 e 1990, pois existem várias derrotas pelo Estadual no período.

Site do Palmeiras errado:
http://www.palmeiras.com.br/noticias/2009/10/08as15h53-id1016-resposta+do+quiz+sobre+invencibilidade+no+palestra.shtml

Derrotas do Palmeiras no período:
http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1986/09/03/palmeiras-1-x-2-inter-de-limeira

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/04/02/palmeiras-1-x-2-guarani

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/05/31/palmeiras-1-x-4-portuguesa

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/06/21/palmeiras-0-x-3-corinthians

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1987/08/23/palmeiras-1-x-3-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/02/28/palmeiras-0-x-1-mogi-mirim

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/04/10/palmeiras-1-x-3-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1988/07/03/palmeiras-1-x-2-sao-paulo

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1989/12/10/palmeiras-0-x-1-corinthians

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-paulista/1990/04/29/palmeiras-1-x-2-santos

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1990/09/16/palmeiras-1-x-2-bahia

http://futpedia.globo.com/campeonatos/campeonato-brasileiro/1990/10/04/palmeiras-0-x-1-botafogo

Regulamento confuso do Gauchão beneficia times com mais pontos, independente do grupo!

10 de fevereiro de 2010 30

Uma informação pode ser decisiva na preparação dos clubes para a última rodada da primeira fase do primeiro turno do Gauchão 2009. O Grêmio, líder isolado do grupo 1 com 14 pontos (e com posição já garantida sobre o segundo colocado Novo Hamburgo), terá o mando de campo garantido na próxima fase (as quartas-de-final da Copa Fernando Carvalho) contra o 4º colocado do grupo 2.

Porém, segundo o artigo 9º, parágrafo único, um time só terá mando de campo nas semifinais e finais dos dois turnos se, na soma das fases anteriores a este jogo, tiver melhor campanha que o seu adversário. Isto é especialmente relevante devido à disparidade de pontos que o grupo 2 tem com relação ao grupo 1. Hoje, o Grêmio tem menos pontos que os cinco primeiros do grupo 2.

Um exemplo prático é o seguinte. Vamos supor na última rodada vitórias do Inter sobre o Esportivo, do Grêmio contra o São José e do São Luiz sobre o Juventude. O Grêmio terminaria o 1º turno com 17 pontos (1º do grupo 1), e o São Luiz com 20 (2º do grupo 2).

Pelo regulamento, na próxima fase o Tricolor pegaria o 4º do grupo 2 (por exemplo, o Pelotas, que fecharia a 1º fase com 16 pontos). O jogo seria no Olímpico. O Grêmio vence, subindo para 20 pontos. Até aí, nada de novo.

Porém o São Luiz, pegando nas quartas-de-final da Taça Fernando Carvalho por exemplo o Ypiranga (3º do grupo 1) e vencendo, ficaria com 23 pontos. Neste caso, o confronto entre Grêmio e São Luiz NÃO SERIA NO OLÍMPICO, e sim no estádio 19 de outubro, em Ijuí.

Este raciocínio se aplica também à decisão, tanto da Taça Fernando Carvalho quanto da Taça Fábio Koff.

Ou seja, podemos ter o confronto entre o 4º de um grupo e o 2º de outro grupo e o mando de campo ser do primeiro, ao invés de logicamente premiar o time de melhor campanha!

Confuso? Evidentemente.

Era mais simples premiar o time de melhor campanha em seu grupo e, em caso de posições iguais, aí sim comparar a campanha.

Mas querer isto do Departamento Técnico da FGF, o mesmo que colocou por dois anos seguidos o Inter jogando em casa contra os times de Santa Cruz do Sul e o Grêmio pegando fora de casa estes mesmos times, é querer demais…

VEJA TAMBÉM:

Regulamento do Gauchão 2010
http://www.fgf.com.br/pdf/CG_1a_DIVISAO_2010_REGULAMENTO.pdf#centro_site

ARTIGO 9º – O jogo único na 2ª (segunda) Etapa do 1º (primeiro) e 2º (segundo) Turno da 1ª (primeira) Fase, será das equipes que obterem o 1º (primeiro) e o 2º (segundo) lugares nas respectivas chaves da 1ª (primeira) Etapa. 

§ Único – O mando de campo do jogo único da 3ª (terceira) e 4ª (quarta) Etapa do 1º (primeiro) e 2º (segundo) Turno da 1ª (primeira) Fase, será da equipe que tiver o
melhor retrospecto técnico desde a 1ª (primeira) Etapa dos respectivos turnos, na ordem dos critérios estabelecidos no Artigo 10º, parágrafo 2º.

Tabela do Gauchão 2010:
http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/futebol/central-de-jogos/campeonato/94,Gauchao-2010