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Posts de março 2010

Inter terá 18 jogos em casa nos finais de semana, enquanto o Grêmio apenas 8

09 de março de 2010 39

Em 2009 o Internacional teve grande parte dos jogos em casa disputados no meio de semana à noite, enquanto o Grêmio atuou mais aos sábados e domingos. Para o Brasileirão 2010, se inverteu esta lógica, só que CBF resolveu chutar o balde e inverter totalmente a lógica. Serão SEIS jogos a mais para o Internacional no estádio Beira-Rio aoss sábados e domingo, e OITO jogos a menos para o Grêmio no Olímpico nestes mesmos dias da semana.

A tabela divulgada pela CBF do Brasileirão 2010, já desmembrada em todo o primeiro turno, deixou bem claro uma tendência. E no segundo turno ainda provisório, mesmo com algumas datas passíveis de alteração (eventuais jogos de domingo podem passar para a quarta-feira por interesse da TV), mais jogos do Grêmio já estão garantidos no meio de semana.

ADICIONADO: Para quem me criticou dizendo que em 2009 ninguém falou nada quando prejudicava o Inter, eu falei ainda ontem isto aqui e ninguém leu. Vou dar mais destaque. Vejam o post de 19/08/2009. 

Perfil do horário dos jogos da dupla Gre-Nal


Trecho: “…reclamando que a maioria dos jogos do Internacional tem sido no meio de semana enquanto os do Grêmio tem sido no domingo às 16h e que este aspecto não é analisado quando se fala em média de público no Campeonato Brasileiro 2009…

OBS: e para quem me acusou de plagiar um gremista, @minwer no twitter, digo apenas que se eu escrevi sobre isto em 2009, evidentemente seria meu assunto em 2010. Só li o texto dele depois, muito adequado diga-se de passagem. A CBF é uma piada. O post dele está aqui, no GloboEsporte.com:E o equilíbrio, CBF?


Para que os não-familiarizados com as tabelas possam entender, fica a explicação: A maior parte das rodadas são disputadas nos finais de semana. Porém em um período de julho e agosto, quando não temos competições sul-americanas e a Copa do Brasil em concorrência,  temos uma sequência grande de jogos quarta-domingo-quarta-domingo.

Nos últimos dois anos, o Grêmio pegava toda a sequência jogando sempre no Olímpico nos finais de semana, e o Internacional no meio de semana atuava no Beira-Rio. Este ano, está diferente, de maneira radical. Isto deve afetar a presença de público, sobretudo se tivermos novamente um inverno rigoroso como o de 2009.

Adicionado: O troço é tão burro, pois evidentemente falta bom senso à CBF. A solução mais simples é: quantas rodadas serão no meio de semana? Nove?  Então faz assim: Grêmio joga seis vezes em casa, Inter joga três vezes (para ‘compensar’ 2009). No ano seguinte, equilibra: cinco para um, quatro para o outro. Na temporada posterior, inverte. Ou já define: metade mais um pra um, metade menos um pra outro. É tão simples, mas falta perspicácia…

Vamos aos números:

2009 (1º e 2º turno):

Inter no final de semana em casa: 12 jogos
Inter no meio de semana  em casa: 7 jogos

Grêmio no final de semana em casa: 16 jogos
Grêmio no meio de semana em casa: 3 jogos

2010 (1º turno definitivo e 2º turno provisório):

Inter no final de semana em casa: 18 jogos
Inter no meio de semana  em casa: 1 jogo

Grêmio no final de semana em casa: 8 jogos
Grêmio no meio de semana em casa: 11 jogos


Resumo Geral – Comparativo 2009 vs. 2010

Inter – Seis jogos em casa a MAIS nos finais de semana
Grêmio – Oito jogos em casa a MENOS nos finais de semana

ENTREVISTA: Aimoré-RS - O amor e a dedicação a um dos pequenos do futebol brasileiro

09 de março de 2010 13

Há muito tempo eu, torcedor de um dos grandes times de futebol do Brasil, buscava entender como funciona a cabeça de um torcedor fanático de um time pequeno. Afinal, nem todos os simpatizantes de equipes modestas tem “um time no Brasileirão” e outro nos campeonatos regionais.

É claro que não falo de times de aluguel ou artificiais, casos de Barueri/Prudente-SP e Porto Alegre-RS, por exemplo. E sim de times vinculados às suas comunidades, que vivem e respiram o amor de abnegados torcedores. Existem pessoas que nascem torcedoras do Paulista de Jundiaí e morrem torcedores do mesmo Paulista, não importa em que divisão, se licenciado ou não. E isto vale para o Campinense-PB, Tupi-MG, Central-PE ou… o AIMORÉ-RS, que terá sua história contada agora.

Graças a uma indicação de minha esposa Mariane, consegui o contato de Sandro Cardoso, um dos três (!) presidentes do Clube Esportivo Aimoré, o famoso “Índio” de São Leopoldo. Ao lado dos entusiastas Sandro Borowski e Telmo Hoefel, cabe à eles guiar os destinos do simpático time de São Leopoldo. Aliás, lembro de ter ido uma vez ao Cristo Rei, em um dia de chuva histórica carregando bandeiras de torcida organizada. Um passado de paz, que hoje não tem mais espaço…

Vamos à entrevista do Sandro, um aimoresista autêntico? Vale a pena conferir!

ALMANAQUE ESPORTIVO: Como começou a paixão pelo Aimoré? Desde criança?

SANDRO CARDOSO: Sou aimoresista desde que me conheço por gente, praticamente nasci dentro do Cristo Rei. eu, meu pai e meu irmão nos orgulhamos em dizer que só entramos no Beira-Rio ou Olímpico só para ver o Aimoré jogar, somos aimoresistas autênticos e puros, e inclusive carrego o distintivo do clube tatuado no braço.

Obviamente foi influenciado pelo meu pai, que se tornou um aimoresista sem apoio dentro de casa e que desde muito jovem já batalha pelo Aimoré, primeiro indos aos jogos e depois com um Núcleo de apoio ao clube (década de 70).

Sandro Cardoso (dir) - Torcedor do Aimoré desde pequeno, hoje presidente

Deste Núcleo saíram 5 ex-presidentes do clube, sendo um deles meu pai em 1978, mas também passou por todas as funções diretivas existentes dentro do clube. Com o hiato de 9 anos que o clube ficou fechado 1996-2005, ficamos desamparados, sem ter o nosso clube para torcer. Com a volta em 2006 tudo se renovou, por coincidência meu filho nasceu em 2006 e não perde um jogo no Cristo Rei, segue o mesmo caminho da família.

Família Cardoso, toda torcedora do Aimoré

ALMANAQUE ESPORTIVO: Quando passastes a ter uma função efetiva no clube?

SANDRO CARDOSO: Em 2006 com a volta do clube ao futebol profissional, entrei para o Conselho Deliberativo, no mesmo fui eleito vice-presidente do Conselho e seguindo os passos do meu pai, fundei juntamente com meu irmão o NJA (Núcelo JOvem AImoresista) em 2007, que seria basicamente um grupo de apoio ao clube, reunimos muitos jovens torcedores e desde então passamos a trabalhar fazendo promoções (rifa, campanha de sócio, meio frango, jantares, ajudando na logística nos dias de jogos…).

Esse grupo criou seu espaço dentro clube, tanto que na renovação do Conselho em 2008, dos 50 membros titulares eleitos, 10 eram do NJA e no mesmo ano de 2008 já havíamos lançado a candidatura do Cláudio Schein para presidência do clube, na época fui convidado por ele a ser um dos seus vices-presidente, ganhamos a eleição. E mais tarde o Cláudio se afastou da presidência e os 3 vices eleitos assumiram o clube em forma de triunvirato, e temos administrado bem dessa forma, dividindo funções e responsabilidades. Na diretoria atual meu pai auxilia na parte financeira e meu irmão é o Diretor de Logística.

Aimoré até na pele! - Arquivo Pessoal

ALMANAQUE ESPORTIVO: Quais tem sido as principais ações da gestão atual? Os maiores sucessos e os grandes problemas?

SANDRO CARDOSO: Após o afastamento do Cláudio, assumimos com o discurso de dar credibilidade ao clube e transparência, conseguimos mudar muita coisa, posso citar como sucesso a parceria com os restaurantes da cidade, em que os atletas profissionais são espalhados pelo centro da cidade para fazer o almoço em troca o clube cede espaços publicitários aos estabelecimentos, ao todo são 12 restaurantes o que desonera o clube.

Criamos o site do clube (www.ceaimore.com.br) que não existia. Fizemos uma parceria com uma empresa que administra a nossa categoria sub-17. Depois de 12 anos terceirizada as escolinhas voltaram a ser do clube.

O grande problema é falta de apoio das empresas da cidade, São Leopoldo mudou muito, as famílias tradicionais que viveram os áureos do índio não são mais as mesmas e as grandes empresas hoje são administradas por pessoas que não são da comunidade, nosso trabalho é árduo, sem falar da proximidade com a Capital e a imprensa que praticamente obrigam as pessoas a serem coloradas ou gremistas.

ALMANAQUE ESPORTIVO: O Aimoré ficou muitos anos licenciado. Quais são os planos para agora, falando dentro de campo? O foco será a formação de atletas?

SANDRO CARDOSO: O plano é subir o mais rápido possível, mas a gente sabe que os times que tem subido ultimamente tem tido investimentos pesados, mas trabalhamos com os pés no chão, nenhuma loucura será cometida. Fizemos a parceria a GRA Sports para administrar a categoria sub-17, claro que o objetivo é formar jogadores, mas a GRA Sports e o Aimoré também tem olhos no mercado externo.

ALMANAQUE ESPORTIVO: Existe algum projeto de mudança do Cristo Rei, como ocorreu no rival Novo Hamburgo? Ou ele vai ser revitalizado, para evitar a perda da identidade do time de futebol com a comunidade de São Léo?

Estádio Monumental do Cristo Rei - João Corrêa da SilveiraSANDRO CARDOSO: Sabemos que o Bairro Cristo Rei é uma área valorizadíssima, mas sair dali não, temos é que aproveitar melhor os espaços, sempre conversamos entre nós que o nosso estádio é muito grande e às vezes se torna uma campo neutro, sem pressão, talvez poderíamos transformá-lo em uma espécie de arena, mas para isso necessitamos de recursos.

ALMANAQUE ESPORTIVO: E a situação financeira? Existem muitas dívidas do passado? As empresas da região estão ajudando?  Como está sendo esta captação de recursos com a comunidade?

SANDRO CARDOSO: Herdamos o clube com dívidas sim, e não é pouca coisa. Nosso investimento pesado vem do poder público municipal e do serviço municipal de água e esgoto (SEMAE), sem eles hoje NÃO estaríamos jogando a Segunda Divisão. T

emos muitas parcerias como a dos restaurantes e como esta temos com a academia, empresa de ônibus, empresa do ramo da saúde e assim outras. Outra fonte de renda são placas dentro do campo, sócios, rifas, e recentemente acertamos uma parceria para estampar a nossa camisa oficial da empresa Higra. Nossa tarefa não é nada fácil, só com muito amor e dedicação.

Fiéis torcedores do Aimoré de São Leopoldo em confraternização

Legal, né?

Na próxima semana, contarei a saga de um andarilho da bola… Que passou por mercados desconhecidos em busca de realizar seu sonho de ser atleta profissional, conheceu novas culturas, civilizações. Deu tempo até de ganhar um dinheirinho!

Do Grêmio, passando por Curitiba, Polônia, Israel e hoje em Hong Kong… Com vocês Tales Schultz!

Jogos Olímpicos de inverno têm audiência recorde em dispositivos móveis

04 de março de 2010 2

Foi extraordinário o crescimento da audiência móvel na transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno, encerrados no último domingo em Vancouver-Canadá. Os dados da empresa norte-americana NBC, detentora dos direitos de transmissão, mostram o crescimento da audiência em dispositivos como celulares, smartphones e blackberrys, além de iphones. As informações são do Blog In the Limelight

Mesmo com uma abrangência de público muito inferior aos Jogos Olímpicos de Verão (no Brasil popularmente conhecidos simplesmente como Olimpíadas), e disputados pela última vez em Beijing/2008, o crescimento da popularidade fica escancarado nos dados:

  • O site oficial para conteúdo móvel teve mais de 82 milhões de page views, um aumento de 134% com relação aos Jogos de Beijing. O conteúdo de streaming foi 500% superior à Olimpíada de 2008, quase 2 milhões de vídeos.
  • Antes mesmo do início da Cerimônia de Abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno, a audiência no portal mobile já era superior à existente nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Turim.
Fechando o post sobre as Olimpíadas de Inverno 2010, vale dar uma olhada nas melhores imagens da competição, uma seleção indicada pelo amigo de longa data Expedito Paz:

Torcida sueca canta música do filme "Tropa de Elite": Parapapapa Djurgården

03 de março de 2010 8

O Djurgårdens, um dos mais tradicionais times da Suécia, tem um cântico nas arquibancadas baseada na música “Rap das Armas”, que se tornou símbolo do filme “Tropa de Elite”, um dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro.

O rap criado pela dupla MC Cidinho & Doca, virou uma febre no futebol sueco, mas não consegui identificar a origem da adaptação. Já em maio de 2009, no clássico contra o AIK, a música era entoada no Stockholms Stadion:


Reparem na canção, evidentemente em sueco, e no ritmo da melodia cantada pela torcida no mesmo jogo:

E a original, Rap das Armas by MC Cidinho & Doca com imagens do Tropa de Elite, que terá uma ansiosa continuação para agosto: