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Posts do dia 26 abril 2010

NASCAR: Acidente dentro da mesma equipe abre polêmica

26 de abril de 2010 1

O circuito mais legal da NASCAR, a principal categoria do automobilismo norte-americano, é a pista de Talladega, um dos ovais mais rápidos que existem. Na corrida de ontem, NASCAR Sprint Cup Series Aaron’s 499, Kevin Harvick venceu em uma prova marcada por um acidente impressionante, que deixou espectadores feridos e causado por uma barbeiragem do atual tetracampeão, Jimmie Johnson.

Ele errou uma manobra  e bloqueou seu ciompanheiroseu companheiro de equipe, o multicampeão Jeff Gordon. Este teve que desviar e frear, perdendo velocidade. Reparem no vídeo abaixo, instante de tempo 0minutos55s. Gordon é o carro 24 e Jonhson o 48. Na sequência, causou um acidente. Gordon ainda conseguiu arrastar seu carro avariado ao longo da corrida para a 22º colocação. Johnson bateu de novo no finalzinho da prova, chegando em 31º lugar. Vídeo com as últimas sete voltas:


Após a corrida, Gordon estava enfurecido com seu pupilo e atual rival: “O nº 48 (Johnson) está testando a minha paciência. Eu posso dizer isto a vocês. Tem que fazer muito para me deixar indignado, e eu estou pu** agora“. Vejam a entrevista:

Eles já haviam se tocado na corrida anterior, no Texas, mas o incidente desta foi bem mais grave. Na coletiva após a corrida, Jonhson tentou contemporizar, assumindo totalmente a culpa no acidente e evitando confirmar a existência de um conflito dentro da equipe.

Na categoria de acesso, a NASCAR Nationwide Series, Brad Keselowski venceu após se aproveitar de acidente na última volta. Dennis Setzer foi arremessado para a tela de proteção e diversos carros se envolveram na batida. Ninguém se machucou. A cena abaixo:

Curiosamente, em 2009 um acidente ocorreu também na última volta de Talladega. Na ocasião, bem mais sério, o piloto Carl Edwards não se machucou na decolagem e choque com a tela, mas pedaços do carro acertaram espectadores. Oito ficaram feridos, e dois levados para um hospital, mas sem risco de morte.Na mesma corrida, um acidente espetacular tirou metade do grid. Isto foi comentado aqui no Almanaque. Vejam:

NASCAR: milagre evita tragédia e reabre discussão sobre segurança

Para finalizar as “coincidências”, em 2009 na mesma prova citada acima, houve um gigantesco acidente que ficou conhecido como “The Big One”. Envolveu 18 carros na volta sete. Isto me lembrou imediatamente do acidente de 1960 nesta mesma pista, quando TRINTA E SETE carros bateram no mesmo acidente. Vejam a matéria completa aqui:

Semana HAVOC III: “The Big One”, Daytona 1960

ANÁLISE: Venceu quem é melhor. E este é o Grêmio

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Tenho uma tese antiga sobre clássicos Gre-Nais. Ao contrário da teoria vigente de que “tudo pode acontecer” em um duelo entre arquirrivais, penso que na imensa maioria das vezes o melhor time vence. Foi assim na sequência de 13 Gre-Nais invictos do Grêmio. E está sendo assim desde 2003, desde quando a supremacia do Internacional é indiscutível.

E isto se aplica ao analisarmos o Gre-Nal de número 380. Hoje, indiscutivelmente, o Tricolor é mais time que o Colorado, sobretudo na defesa e no ataque. O domínio técnico, tático e físico hoje foi indiscutível. As opções de banco são razoáveis, mas o time titular é melhor.

Enquanto vimos a defesa do Internacional dormir nos dois gols, vimos a defensiva tricolor se segurar atrás e ainda se dando o luxo de marcar o primeiro gol. O Grêmio foi soberano em todos os setores e por quase todo o tempo, com exceção do final do primeiro tempo e mereceu indiscutivelmente a vitória. O Inter só foi melhor nos 25 minutos finais do primeiro tempo, quando propôs o jogo e teve em Wálter seu melhor jogador, ganhando todas sobre Mário Fernandes.

Confusão foi o que menos teve no Gre-Nal. O Grêmio foi soberano - Lucas Uebel/VIPCOMM

No intervalo, Silas fez a substituição que mudou o jogo, entrando Adílson no lugar do irregular Ferdinando, que ainda estava machucado. Isto acabou com o domínio colorado no meio-campo. Empolgado pelo domínio tático do jogo, o Grêmio empilhou chances de gol, acertou a trave três vezes e ainda outras duas chances incríveis. As jogadas foram pelos dois lados do campo e o garoto estreante Neuton foi muito bem.

O time visitante explorou a bola aérea, ponto fraco colorado desde o ano passado. E o Inter não explorou a bola cruzada na área, igualmente a deficiência gremista em 2010. Em vários lances, ao invés de cruzar na área, cobrou para a entrada da área em chutes de jogadores que não fazem gol de fora da área (o melhor chutador, Wálter, nunca é usado nesta possibilidade).

O técnico Jorge Fossati também colaborou ao errar na saída de Andrezinho, entrando Giuliano. Que, além de má fase, ainda foi mal escalado: jogando de meia aberto na esquerda, aonde seu futebol desaparece. Para piorar, o técnico colorado precisou usar as peças ofensivas de reserva, que não acrescentam em nada.

Ou seja, ao contrário do que a soberba e arrogante diretoria colorada, o “elenco” é muito fraco. As primeiras opções ofensivas são Taison, Edú e Kléber Pereira, este último um ex-atleta ainda em atividade. Isto diz tudo.

Parabéns ao Grêmio, virtual campeão gaúcho 2010.

Porque é melhor, mais time e jogou muito mais que o Internacional.

O jogo pode ser resumido assim, vou só considerar as chances clamorosas de gol:

CHANCES CLARAS DE GOL COLORADAS

1° TEMPO

- Chute de Wálter com defesa de Victor

- Chute de Wálter após erro em saída de gol de Victor, que Edílson salvou em cima da linha

2° TEMPO

- Chute de Wálter no ângulo, milagre de Victor – Jogo ainda em 0×0

CHANCES CLARAS DE GOL TRICOLORES

1° TEMPO:

- Borges sozinho perde gol incrível.

- Jonas demora para chutar e Pato defende.

2° TEMPO:

- Neuton dribla Nei e Leandro perde gol incrível

- Jonas acerta a trave em cruzamento da esquerda

- Jonas acerta a trave novamente em cruzamento da esquerda

- Falta distante que Alecsandro bate direto ao invés de cruzar na área. Contra-ataque gremista, escanteio. Na cobrança, Rodrigo sobe sozinho e marca de cabeça, Grêmio 1×0

- Falta desnecessária de Juan depois de errar o tempo da bola. Na cobrança, Borges, absolutamente livre, amplia para o Tricolor, 2×0.

- William Magrão cabeceia sozinho e quase amplia, final de jogo.

2007:

2008:

2009:


2010: