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Posts de abril 2010

O jogo só termina quando acaba: Decisão de basquete europeu com cesta faltando 0.6s!

30 de abril de 2010 3

No basquete, mais do que qualquer outro esporte, não se deve comemorar antes do jogo encerrar. Pois na decisão da Liga Adriática de Basquete, envolvendo times das fortíssimas Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina e Montenegro o Cibona Zagreb (Croácia) foi relembrado disto da maneira mais dramática, e inusitada, possível pelo arquirrival Partizan Belgrad (Sérvia).

O Cibona jogava em casa na decisão e perdia por 72 a 71 quando Lawrence Roberts teve dois lances livres para ampliar o marcador em favor do Partizan. Faltavam oito segundos. Roberts ERROU os dois lances livres.

Então, o primeiro momento inusitado: Bojan Bogdanovic foi para o ataque e marcou uma espetacular cesta de três pontos. Faltavam apenas 0.6s de jogo e o Cibona vencia por 74 a 72.

Loucura no ginásio Drazen Petrovic (ginásio em homenagem à lenda croata, ídolo na NBA pelo New Jersey Nets e que morreu em um acidente de carro nos anos 90 aos 28 anos) e festa dos jogadores do Cibona dentro da quadra. SÓ QUE…

Ainda havia jogo! Em condições normais, com marcação cerrada na saída de bola, não daria tempo de um último arremesso. Mas os jogadores do Cibona já comemoravam como se tivessem sido campeões! Reparem no vídeo que a comissão técnica do Cibona percebe que o jogo não terminou e tenta gritar para os atletas do Cibona irem para a saída de bola.

Como isto não ocorreu, o Partizan tentou um arremesso lá de trás (MEEESMO, MUITO ANTES DO MEIO DA QUADRA). Um jogador ainda tenta impedir o arremesso de Dusan Kecman mas é tarde demais.. CESTA! 75 a 74 para o Partizan, CAMPEÃO!

Vejam dois vídeos com as imagens deste final emocionante, dramático, trágico (para os croatas) e heróico (para os sérvios):

E este com som ambiente:

E agora o som ambiente do “Buzzer Beater”:

OBS: Lembrando que no basquete, o tempo só começa a contar depois da bola ser tocada por um jogador.

OPINIÃO: Sem mudança de fotografia, Inter 2010 não vai a lugar algum

29 de abril de 2010 170

EDITADO EM 17/09/2010: aos comentários oportunistas de quatro meses depois, deveriam ler dois posts que falam sobre o assunto:OPINIÃO: A chave do sucesso prolongado está no banco de reservas. Na mudança dele! e OPINIÃO: Diretoria do Inter recupera o tempo perdido e faz a mudança de fotografia necessária . Errei em alguns pontos, sobretudo com relação a D’Alessandro, mas a tese em si está confirmada. O Inter demitiu Fossati, afastou atletas jogando pouco e recuperou outros em má-fase.

Ao longo de 15 anos analisando futebol de maneira mais atenta, percebi que um fator de sucesso das equipes é a continuidade do trabalho. Ou seja, sem modificações radicais no elenco de seis em seis meses, com quinze atletas saindo e vinte entrando no grupo principal. Com o advento da “Lei Pelé” e dos contratos longos, isto se tornou ainda mais necessário.

Porém, ao contrário do que muita gente pensa, também percebi que outro fator de sucesso dos grandes clubes é, de tempos em tempos, fazer uma “oxigenação” no grupo. Uma “faxina” ou ainda uma “MUDANÇA DE FOTOGRAFIA“.

Isto se impôe quando o clube está repleto de jogadores com custo alto e retorno duvidoso, jogadores que já estão no clube há algum tempo, tiveram sucesso mas hoje jogam no “carteiraço“. quando o vestiário está “viciado”, com lideranças antigas e acomodadas.

IMPORTANTE: Aviso aos torcedores “apoio incondicional”, “estamos na Libertadores e os outros não”, “Carvalho eterno, quem é tu para criticar?”: parem de ler aqui. Obrigado! Bom, vamos continuar.

Em 15/11/2009, o vice-presidente de futebol Fernando Carvalho vaticinou: “90% do elenco da Libertadores já está no Beira-Rio“. Relembrando o contexto da frase: o Inter disputava o título do Brasileirão, depois de uma campanha absolutamente irregular, mas a imprensa esportiva gaúcha especulava em uma mudança radical no elenco após o término da temporada.  

Achei que a frase era apenas para dar uma amenizada e manter o foco. Mas Carvalho, ao contrário de outras vezes, cumpriu a promessa: manteve praticamente todo o time. 80% dos titulares colorados em 2010 já estavam aqui em 2009. 

Imediatamente falei para os amigos: “2010 já começa errado”. Defendia que em 2009 o Inter aos poucos deveria mudar o elenco do 1º semestre, com contratações pontuais, para chegar com força no segundo semestre. Como não fizeram, 2010 era o momento exato de uma mudança radical: nova comissão técnica, jogadores e também de dirigentes, mais motivados, com menos vícios.

Para 2010, deveria ser aplicada uma mudança radical no time. Deveriam ser contratados dois jogadores de exceção, um atacante e um zagueiro, garimpados destaques do ano anterior e utilizar melhor as categorias de base. Nada disto foi feito. 

Repetindo um comportamento arrogante e egocêntrico das gestões de José Alberto Guerreiro e Luís Carlos Silveira Martins no Grêmio e, em alguns momentos, de Paulo Odone, a diretoria do Internacional parece-me totalmente perdida.

Vive em um mundo irreal, no qual todas as ações são corretas, não cometem erros e as críticas da torcida e da imprensa são equivocadas. Por pura comodidade, mantém jogadores que claramente não estão mais no auge do seu futebol, ao invés de tomar decisões duras como dispensas por indisciplina ou rendimento ruim em campo.

Pior, quando um jogador com o custo benefício discutível como Edú finalmente joga um jogo bem, diz “O Edu calou a boca da torcida“. Um verdadeiro absurdo, tão ruim quanto o DVD da arbitragem do ano passado, que só queimou Carvalho no centro do país.

A humildade despareceu e hoje vejo mais críticas da diretoria para os torcedores do que reconhecimento das falhas do elenco. De vez em quando tenho que ler: “temos um dos melhores elencos do Brasil”, quando não se tem um zagueiro e atacante indiscutível. Piada, claro.

Demoram meses para diagnosticar problemas grosseiros (quem não esquece dos 24 meses entre 2008 e 2009 sem lateral direito, com desculpas esfarrapadas de que “nosso perfil é de um lateral marcador”?).  Desde a saída de Sidnei o Inter não tem um zagueiro veloz. Quando Danilo Silva se firmava, também foi embora. Vendido, é claro. Falta um primeiro volante de ofício, como Fabinho (Cruzeiro), Pierre (Palmeiras), Rodrigo Souto (São Paulo), Maldonado (Flamengo). 

Os problemas no ataque são antigos e beiram ao ridículo, como a contratação de Kléber Pereira por um salário elevadíssimo, dispensado por insuficiência técnica do Santos. De um ataque que tinha Fernandão, Iarley, Nilmar e Alex em 2008 para um ataque de Alecsandro, o homem que some nos jogos decisivos, Wálter (uma incógnita), Edú, Kléber Pereira e Taison ( três nadas).  Isto é emblemático.

Tão emblemático quanto o que vimos em 2010. Depois de um Gauchão muito bom, o Inter trouxe Éverton, do Caxias. Sabem qual é a origem dele? Ele era reserva de um Grêmio que tinha Ramón, Tuta, Douglas, Amoroso. Pesadelos até para a Geral do Grêmio.

Um ataque horroroso que se não fosse talentos individuais de Carlos Eduardo, Lucas, Lúcio e Diego Souza não teria chegado nem perto das finais da Libertadores. Aliás, passou da primeira fase justamente graças a um gol de Éverton, que nem assim teve vida longa na Azenha e foi dispensado logo depois. 

Ele era do tempo que o torcedor do Inter olhava para o elenco colorado, que tinha Alexandre Pato, Fernandão, Iarley, Alex e até mesmo o veterano Christian e dava risadas do ataque gremista. Hoje é o inverso: o ataque tricolor dá de relho no colorado. Sem discussão.

Depois de anos endeusando jogadores raçudos e ruins, em um complexo sentimento de mediocridade pela “raça”, o Grêmio voltou a apostar na qualidade. Basta comparar Mário Fernandes e Rodrigo com Índio e Bolívar. Ou Jonas e Borges com Alecsandro e Taison

Pode até ser que Everton dê certo e ele tenha evoluído muito desde os tempos no Olímpico. Mas é uma aposta, de custo baixo e retorno incerto. A diretoria ousada que comprou D’Alessandro, Nilmar, Fernandão, Tinga, Jorge Wágner, Magrão, Guiñazu não existe mais. Isto é fato.

A lista de dispensas que eu faria e os motivos. Algumas são polêmicas e podem ser discutidas, mas as demais não vejo nenhum problema. Alecsandro seria reserva, jamais titular de um time de ponta:

Lauro -
Se como titular já não acrescentava, imagina como reserva desmotivado. Pato, mesmo em fim de carreira, ao menos pode ajudar Muriel no seu desenvolvimento.  Deveria ser negociado, especialmente por ter passaporte comunitário.

Bruno Silva – Insuficiência técnica. 

Índio - Insuficiência técnica e indisciplina

Fabiano Eller – Insuficiência técnica

Sorondo - Insuficiência técnica

D’Alessandro – Fim de ciclo, desgaste. Desmotivação. Deveria ser negociado.

Kléber Pereira – Insuficiência técnica

Edú - Insuficiência técnica

Taison - Mau futebol, desgaste com a torcida. Deveria ser negociado ou emprestado.  

Dinheiro pra estas dispensas? Bom, recisão é feita assim: 50% dos salários a serem recebidos até o final de contrato.  Fabiano Eller, Bruno Silva, Índio, Kléber Pereira tem contratos até dezembro.

O dinheiro deveria vir da venda de Sandro e da evidente redução de custos do futebol profissional para níveis aceitáveis antes de reforçar o time. Ficaria fraco no início? Talvez sim, mas na hora da adversidade é que as soluções criativas e de menor custo aparecem, os pratas-da-casa se desenvolvem.

Em 2002, o Santos fez uma limpeza geral e apostou nos garotos. Deu no que deu. Repetiu a dose em 2010 e olhem o resultado. Este ano, o Grêmio resolveu usar a gurizada. Está tendo sucesso. 

A eliminação na Libertadores é inexorável. Ou ocorrerá quinta-feira contra o Banfield, ou na fase seguinte contra o Estudiantes. Nela deveria sair Jorge Fossati, sua comissão técnica, a diretoria de futebol e o bando de jogadores citados acima.

É claro que nada disto irá ocorrer. A diretoria irá falar em “correções de rumo”, “contratações pontuais”, “um dos melhores elencos do Brasil”. Elogiar jogadores aqui e acolá e ficará tudo na mesma.

O dinheiro existe no Beira-Rio e, ou é mal-utilizado, ou está sendo guardado para ter o maior superávit da história do futebol brasileiro.

Títulos? Afinal o Inter é campeão do mundo FIFA.

De 2006

Grêmio tem retrospecto positivo contra o Fluminense na Copa do Brasil

28 de abril de 2010 4

O Grêmio enfrenta nesta quinta-feira o Fluminense pela Copa do Brasil e tem um retrospecto positivo contra o time carioca. Já foram três enfrentamentos, com duas classificações gremistas e uma do Flu. Esta será a primeira vez que o enfrentamento ocorrerá nas quartas-de-final. Todas as demais foram nas oitavas.

Em seu último título, 2001, o Tricolor gaúcho bateu o Tricolor carioca antes de despachar o São Paulo, Coritiba e Corinthians no caminho rumo ao tetracampeonato. No Olímpico, 1×0 com gol de Marcelinho Paraíba no início do primeiro tempo, e expulsão do zagueiro Régis, ex-Inter no finzinho do jogo. Ainda sem confiança no time do então novato técnico Tite, apenas 12 mil gremistas compareceram ao Olímpico.

No jogo de volta, um 0×0 suado no Maracanã, quando Danrlei foi o grande destaque e o Grêmio teve um pênalti claro em Tinga sonegado por Márcio Rezende de Freitas (novidade?). O time do Flu tinha alguns veteranos como Asprilla e Agnaldo, mas era muito inferior ao time gremista, que tinha Marcelinho Paraíba, Tinga, Anderson Polga, Anderson Lima, Zinho, entre outros

Em 2004, nova vitória gremista e também pelas oitavas-de-final. No jogo de ida, um 2×2 no Maracanã com dois gols de Romário, para o Flu, Claudiomiro e Christian para o Grêmio, em jogo que o time gaúcho saiu perdendo por 2×0 e reagiu no segundo tempo.

Animado, o Grêmio sapecou 4×1 na partida de volta e foi para a próxima fase. No Olímpico, o time da casa saiu vencendo no primeiro tempo por 1×0, gol de Marcelinho. Tiago Prado ampliou no segundo tempo, antes do zagueiro Rodolfo descontar para o Flu de pênalti. Christian e Cláudio Pitbull acabaram com as esperanças cariocas nos minutos finais. O Grêmio só seria eliminado pelo Flamengo nas semifinais daquele trágico ano.

Já em 2005 o panorama era totalmente diferente. Rebaixado no final de 2004 para a Segunda Divisão, o Tricolor gaúcho tinha um time fraquíssimo, sem recursos e com o inexperiente técnico uruguaio Hugo de León. O negócio era tão desesperador que os melhores jogadores gremistas eram o criticadíssimo meia Élton e o atacante Somália.

Contra ele, um time fortíssimo do Fluminense, com o técnico Abel Braga (ex-Inter) e o zagueiro Fabiano Eller (de volta ao Inter), o jovem meia Diego Souza (ex-Grêmio), os laterais Gabriel e Juan e os atacantes Tuta (também ex-Grêmio) Leandro (hoje no Grêmio).

O resultado seria desastroso: um 3×0 ao natural no jogo de ida no Maracanã, com gols de Tuta (2x) e Juninho. Virtualmente eliminado, o Grêmio voltou desmotivado para a partida no Olímpico e perdeu de novo, 1×0 gol de Tuta, com Jeovânio expulso pelo Grêmio. O resultado derrubou o treinador Hugo de León e o coordenador Mário Sérgio.

Naquela mesma semana, o jovem técnico Mano Menezes seria contratado junto ao Caxias e levaria o Grêmio de volta à elite e a um vice-campeonato da América

Mas esta é uma outra história…

NASCAR: Acidente dentro da mesma equipe abre polêmica

26 de abril de 2010 1

O circuito mais legal da NASCAR, a principal categoria do automobilismo norte-americano, é a pista de Talladega, um dos ovais mais rápidos que existem. Na corrida de ontem, NASCAR Sprint Cup Series Aaron’s 499, Kevin Harvick venceu em uma prova marcada por um acidente impressionante, que deixou espectadores feridos e causado por uma barbeiragem do atual tetracampeão, Jimmie Johnson.

Ele errou uma manobra  e bloqueou seu ciompanheiroseu companheiro de equipe, o multicampeão Jeff Gordon. Este teve que desviar e frear, perdendo velocidade. Reparem no vídeo abaixo, instante de tempo 0minutos55s. Gordon é o carro 24 e Jonhson o 48. Na sequência, causou um acidente. Gordon ainda conseguiu arrastar seu carro avariado ao longo da corrida para a 22º colocação. Johnson bateu de novo no finalzinho da prova, chegando em 31º lugar. Vídeo com as últimas sete voltas:


Após a corrida, Gordon estava enfurecido com seu pupilo e atual rival: “O nº 48 (Johnson) está testando a minha paciência. Eu posso dizer isto a vocês. Tem que fazer muito para me deixar indignado, e eu estou pu** agora“. Vejam a entrevista:

Eles já haviam se tocado na corrida anterior, no Texas, mas o incidente desta foi bem mais grave. Na coletiva após a corrida, Jonhson tentou contemporizar, assumindo totalmente a culpa no acidente e evitando confirmar a existência de um conflito dentro da equipe.

Na categoria de acesso, a NASCAR Nationwide Series, Brad Keselowski venceu após se aproveitar de acidente na última volta. Dennis Setzer foi arremessado para a tela de proteção e diversos carros se envolveram na batida. Ninguém se machucou. A cena abaixo:

Curiosamente, em 2009 um acidente ocorreu também na última volta de Talladega. Na ocasião, bem mais sério, o piloto Carl Edwards não se machucou na decolagem e choque com a tela, mas pedaços do carro acertaram espectadores. Oito ficaram feridos, e dois levados para um hospital, mas sem risco de morte.Na mesma corrida, um acidente espetacular tirou metade do grid. Isto foi comentado aqui no Almanaque. Vejam:

NASCAR: milagre evita tragédia e reabre discussão sobre segurança

Para finalizar as “coincidências”, em 2009 na mesma prova citada acima, houve um gigantesco acidente que ficou conhecido como “The Big One”. Envolveu 18 carros na volta sete. Isto me lembrou imediatamente do acidente de 1960 nesta mesma pista, quando TRINTA E SETE carros bateram no mesmo acidente. Vejam a matéria completa aqui:

Semana HAVOC III: “The Big One”, Daytona 1960

ANÁLISE: Venceu quem é melhor. E este é o Grêmio

26 de abril de 2010 26

Tenho uma tese antiga sobre clássicos Gre-Nais. Ao contrário da teoria vigente de que “tudo pode acontecer” em um duelo entre arquirrivais, penso que na imensa maioria das vezes o melhor time vence. Foi assim na sequência de 13 Gre-Nais invictos do Grêmio. E está sendo assim desde 2003, desde quando a supremacia do Internacional é indiscutível.

E isto se aplica ao analisarmos o Gre-Nal de número 380. Hoje, indiscutivelmente, o Tricolor é mais time que o Colorado, sobretudo na defesa e no ataque. O domínio técnico, tático e físico hoje foi indiscutível. As opções de banco são razoáveis, mas o time titular é melhor.

Enquanto vimos a defesa do Internacional dormir nos dois gols, vimos a defensiva tricolor se segurar atrás e ainda se dando o luxo de marcar o primeiro gol. O Grêmio foi soberano em todos os setores e por quase todo o tempo, com exceção do final do primeiro tempo e mereceu indiscutivelmente a vitória. O Inter só foi melhor nos 25 minutos finais do primeiro tempo, quando propôs o jogo e teve em Wálter seu melhor jogador, ganhando todas sobre Mário Fernandes.

Confusão foi o que menos teve no Gre-Nal. O Grêmio foi soberano - Lucas Uebel/VIPCOMM

No intervalo, Silas fez a substituição que mudou o jogo, entrando Adílson no lugar do irregular Ferdinando, que ainda estava machucado. Isto acabou com o domínio colorado no meio-campo. Empolgado pelo domínio tático do jogo, o Grêmio empilhou chances de gol, acertou a trave três vezes e ainda outras duas chances incríveis. As jogadas foram pelos dois lados do campo e o garoto estreante Neuton foi muito bem.

O time visitante explorou a bola aérea, ponto fraco colorado desde o ano passado. E o Inter não explorou a bola cruzada na área, igualmente a deficiência gremista em 2010. Em vários lances, ao invés de cruzar na área, cobrou para a entrada da área em chutes de jogadores que não fazem gol de fora da área (o melhor chutador, Wálter, nunca é usado nesta possibilidade).

O técnico Jorge Fossati também colaborou ao errar na saída de Andrezinho, entrando Giuliano. Que, além de má fase, ainda foi mal escalado: jogando de meia aberto na esquerda, aonde seu futebol desaparece. Para piorar, o técnico colorado precisou usar as peças ofensivas de reserva, que não acrescentam em nada.

Ou seja, ao contrário do que a soberba e arrogante diretoria colorada, o “elenco” é muito fraco. As primeiras opções ofensivas são Taison, Edú e Kléber Pereira, este último um ex-atleta ainda em atividade. Isto diz tudo.

Parabéns ao Grêmio, virtual campeão gaúcho 2010.

Porque é melhor, mais time e jogou muito mais que o Internacional.

O jogo pode ser resumido assim, vou só considerar as chances clamorosas de gol:

CHANCES CLARAS DE GOL COLORADAS

1° TEMPO

- Chute de Wálter com defesa de Victor

- Chute de Wálter após erro em saída de gol de Victor, que Edílson salvou em cima da linha

2° TEMPO

- Chute de Wálter no ângulo, milagre de Victor – Jogo ainda em 0×0

CHANCES CLARAS DE GOL TRICOLORES

1° TEMPO:

- Borges sozinho perde gol incrível.

- Jonas demora para chutar e Pato defende.

2° TEMPO:

- Neuton dribla Nei e Leandro perde gol incrível

- Jonas acerta a trave em cruzamento da esquerda

- Jonas acerta a trave novamente em cruzamento da esquerda

- Falta distante que Alecsandro bate direto ao invés de cruzar na área. Contra-ataque gremista, escanteio. Na cobrança, Rodrigo sobe sozinho e marca de cabeça, Grêmio 1×0

- Falta desnecessária de Juan depois de errar o tempo da bola. Na cobrança, Borges, absolutamente livre, amplia para o Tricolor, 2×0.

- William Magrão cabeceia sozinho e quase amplia, final de jogo.

2007:

2008:

2009:


2010:

Tabu do clássico: Inter não é campeão no Olímpico desde 1982

24 de abril de 2010 1

Se o Grêmio tem seu tabu de 12 jogos sem vencer um Gre-Nal pelo Gauchão, o Internacional também tem sua marca negativa. Desde 1982 o Colorado não conquista um título estadual sobre o rival no estádio Olímpico, marca que obrigatoriamente deverá ser quebrada caso queira o tricampeonato. E é esta história de 1982, com Geraldão, que iremos contar neste sábado.

Os números são implacáveis: Em 1991, 1992 e 1997 o título do Inter veio em Gre-Nais, mas o decisivo sempre no Beira-Rio. Já em 1983, 1984, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009 os títulos foram conquistados contra times do interior, eventualmente contando com tropeços gremistas. 

Em 1985, 1986, 1987, 1989 e 1990 o Grêmio foi campeão sobre o Internacional, todas as vezes em jogos no estádio Olímpico. Em 1988, o título veio por antecipação contra o Caxias. Em 1996 e 2001, o derrotado foi o Juventude, ambas no Olímpico.

As derrotas vermelhas de 1985 e 1989 foram particularmente dolorosas: na primeira, o Inter jogava pelo empate, e na segunda perdeu nas penalidades. Finalizando, em 1998 (Juventude) e 2000 (Caxias), o título foi para o interior. 

Além disto, outro retrospecto marca este confronto: desde 1997 o Inter não vence o Estadual sobre o Grêmio. Perdeu as finais de 1999 e 2006 para o arquirrival, sendo que a última em pleno Beira-Rio. Esta foi também o único título gremista (OBS: O Adriano Henriques e o “Imortal” me informaram que em 1980 o título também foi no Beira-Rio) conquistado no atual estádio do Internacional.

O título de 1982 foi particularmente saboroso. A fase final daquele Campeonato Gaúcho foi disputada em um hexagonal, com turno e returno. Na última rodada, o Grêmio, de melhor campanha na primeira fase, precisava derrotar o Inter no Olímpico para se sagrar campeão, pois estava um ponto atrás.O personagem daquele ano foi o centroavante Geraldão, de 32 anos.

Geraldão nas finais do Gauchão 1982 - Fonte: Reprodução revista Placar arquivo pessoal

Ex-atacante do Grêmio, Geraldão tinha sido dispensado do time da Azenha no ano anterior, já que Baltazar (herói do título Brasileiro daquele ano) era o titular. O legendário cronista gaúcho Paulo Sant’Anna não queria, de jeito algum, ver o atacante no rival, mas sua briga foi em vão.

Ainda ‘mordida’ pela ida do ídolo Batista direto do Beira-Rio para o Olímpico, a diretoria do Inter trouxe Geraldão, mas as apostas eram mais baixas.

O hexagonal final marcou dois clássicos, dia 07 e 28 de novembro de 1982. No primeiro, um show de Geraldão e vitória colorada no Beira-Rio por 3×1. Três gols dele, Geraldão. O maior ídolo gremista, o ponteiro-direito Renato, foi expulso ainda no primeiro tempo deste jogo.

O jogo decisivo estava marcado para três domingos depois, no Olímpico. Precisando vencer, o Tricolor foi para cima, mas não conseguia criar grandes chances. O show veio com o talentoso meia-uruguaio Ruben Paz, um dos melhores do mundo na época. Ele comandou as ações que ocasionaram a vitória por 2×0. Sabem quem fez os dois gols? Geraldão, é claro. E Renato, de novo, foi expulso ainda no primeiro tempo.

Vejam os cinco gols daqueles dois clássicos, Inter bicampeão estadual, na voz do inesquecível Celestino Valenzuela:

De atacante mediano, dispensado pelo arquirrival, o centroavante Geraldão ficou eternizado no futebol gaúcho. Com cinco gols em dois clássicos, depois de ter marcado também pelo time da Azenha, Geraldão, Geraldo Manteiga ou, simplesmente, Geraldo da Silva, ganhou até música em sua homenagem:

Gera, Gera,
Gera, Gera, Geraldão

És um grande artilheiro, alegria do povão
Saiu do parque foi prá rua Javari
Com sua grande força, nunca foi de se trair

Foi pro Olimpico, a maior desilusão
Mas chegou no Beira-Rio para ser o Campeão

Gera, Gera

2007:

2008:

2009:


2010:

Tabu do clássico: Grêmio não vence pelo Gauchão há 12 jogos, desde 2001

23 de abril de 2010 12

1º de abril de 2001. Não é mentira, mas desde esta data o Grêmio não derrota o Internacional pelo Gauchão. Desde então foram quatro empates e oito vitórias coloradas pelo Estadual.

Foi neste dia, quando também foi disputado o GP do Brasil de Fórmula-1 daquele ano, que ocorreu a última vitória gremista em um clássico Gre-Nal pelo Campeonato Gaúcho, um humilhante 4×2 no estádio Olímpico. O resultado deu o título do primeiro turno do octogonal do Gauchão para o Tricolor, enquanto o Internacional se afundava na crise. Quatro dias depois, no dia do seu aniversário de 92 anos, o Colorado empatava em 0×0 com o São José, resultado que causou a demissão do técnico Zé Mário.

O jogo foi ainda o primeiro clássico Gre-Nal do então novato treinador Tite. Com a base do time que seria campeão da Copa do Brasil alguns meses depois, contra um dos piores times da história do Inter (vejam a escalação e entenderão), o placar foi obtido de forma fácil, com apenas um susto no segundo tempo.

Logo no primeiro tempo, o meia Tinga fez dois gols e deixou o Grêmio em larga vantagem. Aos 23, em rebote de escanteio, Tinga fez 1×0 para o Grêmio. Atordoado, o time Colorado não sabia o que fazer e antes do término do primeiro tempo, o mesmo Tinga recebeu de Rodrigo Mendes e ampliou, 2×0.

A goleada parecia iminente e se concretizou aos 16 do 2º tempo, quando Rodrigo Mendes recebeu na área e chutou forte. O Inter conseguiu uma reação do nada quando Luís Cláudio, de bicicleta, marcou um golaço e fez 3×1. Um minuto depois, em jogada do mesmo Luís Cláudio, Fábio Pinto descontou de novo, 3×2.

Marcelo Rosa (hoje no Ypiranga) e Luís Cláudio quase empataram, mas no finalzinho Eduardo Costa ganhou dividida com Fábio Rochemback (na época no Inter) e Zinho sofreu pênalti mandrake. Gol do Grêmio e 4×2. Um minuto depois, outro pênalti (desta vez bem claro) que o juiz Fabiano Gonçalves não marcou a favor do Grêmio. Foi a chance perdida de devolver o 5×2 de 1997.

Vejam os melhores momentos:

GRÊMIO (4) - Danrlei; Ânderson, Marinho, Mauro Galvão e Rubens Cardoso; Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui). Técnico: Tite.

INTERNACIONAL (2) - João Gabriel; Denílson, Fernando Cardozo, Espínola e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Carlinhos, Fábio Rochemback e Lê (Marcelo); Fábio Pinto e Luiz Cláudio. Técnico: Zé Mário.

CONFIRA A SEQUÊNCIA INVICTA DO INTERNACIONAL DESDE 2001 EM CAMPEONATOS GAÚCHOS:

  1. 2001 – Internacional 0×0 Grêmio
  2. 2003 – Grêmio 1×2 Internacional – Luís Mário (G), Vinícius e Daniel Carvalho (I)
  3. 2003 – Internacional 1×0 Grêmio – André Neles (I)
  4. 2004 – Internacional 1×1 Grêmio – Christian (G), Élder Granja (I)
  5. 2004 – Grêmio 1×2 Internacional – Élder Granja e Nilmar (I), Christian (G)
  6. 2004 – Internacional 2×1 Grêmio – Luciano Ratinho (G), Edinho e Nilmar (I)
  7. 2006 – Grêmio 0×0 Internacional
  8. 2006 – Internacional 1×1 Grêmio – Fernandão (I), Pedro Júnior (G)
  9. 2009 – Grêmio 1×2 Internacional – D’Alessandro e Nilmar (I), Jonas (G)
  10. 2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Índio e Magrão (I), Alex Mineiro (G)
  11. 2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Tcheco (G), Andrezinho e Índio (I)
  12. 2010 – Internacional 1×0 Grêmio – Alecsandro (I)

TOTAL: 12 JOGOS, COM 8 VITÓRIAS DO INTERNACIONAL E 4 EMPATES

2007:

2008:

2009:


2010:

GP da CHINA - "Doctor" Button: o campeão do mundo brilha de novo

22 de abril de 2010 2

Em mais uma corrida marcada pela chuva, o GP da China disputado em Shanghai acabou sendo uma prova bem bacana. Se não tão incrível como a Austrália, não chegou nem perto da chatice do Bahrein.O mais legal na corrida chinesa foi uma vitória exemplar do talento de Jenson Button, atual campeão mundial e que vem dando uma surra sobre o incensado Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe e “queridinho” da Grã-Bretanha.

Não que Hamilton esteja dando vexames. Bem pelo contrário, tem sido o showman da temporada 2010, mas os resultados tem sido inferiores ao de Button. Que, pelo seu cerebral estilo de pilotagem quase sem erros, tem sido comparado com Alain Prost. Fernando Rigel, do blog Velocidade Máxima deu o apelido de “Doctor“, como podem ver na montagem em anexo. Gostei e vou adotar:

\'Doctor\' Jenson Button, em charge de Fernando Rigel do blog Velocidade Máxima - http://velocidademaximatotal.blogspot.comEntão líder de Pilotos, o brasileiro Felipe Massa fez uma corrida apática e terminou em nono lugar, ajudado por mais um GP com estratégias toscas de pit-stops da Ferrari. Foi com Massa o momento polêmico da prova, quando seu companheiro Fernando Alonso ultrapassou-o na entrada dos boxes, aproveitando vacilo do brazuca.

Se ficou insatisfeito, Massa não demonstrou publicamente, o que sempre conta pontos em qualquer equipe, sobretudo na Ferrari (viu Rubinho?). É bom ele “se ligar” com o espanhol, que de bobo não tem nada e já mostrou isto com Jarno Trulli (na Renault) e Lewis Hamilton (na McLaren). Ruim, porque caiu do primeiro para o sexto lugar na classificação. Mas ainda faltam muitas provas….

Na corrida ainda vale o ótimo desempenho da dupla de pilotos da Renault, o sempre eficiente Robert Kubica e com Vitaly Petrov finalmente terminando a corrida e repetindo o bom desempenho do GP da Malásia. E, claro, a corrida quase exemplar de Nico Rosberg, que ficou muito perto da primeira vitória na categoria e humilhou o heptacampeão mundial Michael Schumacher, com um desempenho muito abaixo da crítica.

Ao lado da corrida péssima do alemão, o bizarro problema de Sebastien Buemi no treino de sexta-feira merece o prêmio de mico técnico do final de semana, com menção ainda para o indiano Karum Chandhok, que conseguiu tomar volta do companheiro Bruno Senna

Finalizando, quem é que entendeu aquele segundo Safety Car, hein? Charlie Whiting nem deu explicação após a corrida…

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Vamos aos prêmios?

Troféu “Jim Clark” - Para Jenson Button, em mais uma corrida de campeão. De novo analisou com perfeição a situação da corrida e acertou na estratégia de pneus.

Troféu “Rouge & Blanc” - Para Lewis Hamilton, em mais um show de ultrapassagens, incluindo uma belíssima sobre Jaime Alguesuari e Sebastien Vettel

Troféu “Chris Amon” - Nico Rosberg, que tinha tudo para obter sua primeira vitória, mas deu azar e se contentou com o terceiro lugar. 

Troféu “Fiofó de Ouro“- Sebastien Buemi. Se o acidente dele fosse em uma curva de alta sem área de escape, como nos circuitos mais antigos, ele tava no hospital. Ou pior.

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements- Para Michael Schumacher que foi tão mal que até o apagadíssimo Felipe Massa conseguiu ultrapassá-lo. Corrida dos pesadelos, com menção desonrosa para a suspensão da Toro Rosso que deixou Buemi sem rodas na sexta-feira.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada“- Hoje eu vou inverter este negócio e elogiar ao invés de criticar. Vou dar um prêmio para Galvão Bueno, que fez uma magnífica reportagem com o mestre Émerson Fittipaldi no Histórias com Galvão. O bicampeão mundial foi às lágrimas com a lembrança de Jochen Rindt e o significado da sua primeira vitória na categoria (o triunfo de Emmo em Watkins Glen, 1970, garantiu o título póstumo ao companheiro de equipe falecido no GP anterior). A íntegra está aqui no blog A Mil por Hora.

Troféu “Dick Vigarista“- Fernando Alonso. Por mais que Massa tenha contemporizado, a manobra de Alonso foi tão arriscada que quase causou uma bandeira preta para eles (se os pneus fossem colocados de maneira invertida, os de Massa para Alonso e vice-versa), era desclassificação para os dois. Ainda bem que os mecânicos da Ferrari se ligaram.

E que venha o GP da Espanha em três semanas! Isto se a Islândia deixar…

VEJA TAMBÉM:

Como foi o GP da China em 2009 sob a ótica do Almanaque Esportivo:

http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/04/25/gp-da-china-show-de-vettel-na-agua/

Gaciba vs. Simon - Os números de cada um em clássicos Gre-Nal

20 de abril de 2010 14

Gaciba e Simon: um deles apita a final do Gauchão 2010/Banco de Dados ZH
A Federação Gaúcha de Futebol confirmou que o sorteio de arbitragem para o clássico Gre-Nal de domingo, o primeiro das finais do Gauchão 2010, terá o nome de Carlos Simon e Leonardo Gaciba.

Os principais nomes da arbitragem gaúcha buscam uma marca estatística: Gaciba quer apitar seu 10º clássico, enquanto Carlos Simon busca seu 19º (e último) Gre-Nal. Isto porque Carlos Simon não estará disponível no 2º jogo da final e se aposenta após a Copa do Mundo de 2010, em junho. 

Isto não significa nada. Na minha opinião, prefiro Gaciba, o melhor árbitro brasileiro em décadas. Para mim, Simon é um árbitro fraco e azar da FIFA que colocou ele no Mundial pela 3º vez seguida.

Basta procurar no histórico deste blog e verão minhas sérias restrições contra um árbitro que adora contemporizar e é péssimo disciplinarmente, sobretudo em jogos importantes.  Vejam os números:

LEONARDO GACIBA

1999 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×2 Grêmio – Brasileiro
2004 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2004 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão
2008 – Grêmio 2×2 Internacional – Copa Sul-Americana
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Grêmio 2×1 Internacional – Brasileirão 2009
TOTAL: 9 jogos, 2 vitórias do Grêmio, 4 do Internacional e 3 empates

CARLOS SIMON

1995 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1995 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
1997 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
1997 – Grêmio 1×1 Internacional – Gauchão
1997 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
1999 – Grêmio 1×1 Internacional – Copa Sul
1999 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
1999 – Internacional 1×1 Grêmio – Seletiva Pré-Libertadores
2000 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
2001 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
2002 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
2003 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2004 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×1 Internacional – Brasileirão
2009 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão
TOTAL: 18 jogos, 8 vitórias do Grêmio, 5 do
Internacional e 5 empates.

2007:

2008:

2009:


2010:

Loco Abreu, Djalminha e Zidane? Que nada: PANENKA NELES

19 de abril de 2010 0

Zidane, Loco Abreu, Djalminha, Clemer? Negativo, o nome é ANTONIN PANENKA!

O pênalti convertido ontem por Sebastian “El Loco” Abreu na vitória de 2×1 do seu Botafogo sobre o Flamengo, na decisão da Taça Rio também garantiu o título do Carioca ao time alvinegro. Vejam o lance aqui:

É verdade que o lance é muito parecido com a cobrança de Zinedine Zidane na final da Copa do Mundo de 2006 contra a Itália, quando a cobrança de Zidane igualmente tocou no travessão antes de entrar.

Eu lembro que na Copa América 2007, quando o Brasil superou o Uruguai nos pênaltis em uma noite de altos e baixos do goleiro Júlio César, Loco Abreu cobrou do mesmo jeito.  Vejam:

Porém vi, equivocadamente, muitos alegarem que esta cobrança foi inventada por Djalminha, ex-estrela do Flamengo, Palmeiras e Deportivo La Coruña. Aqui no RS, o Clemer fez esta gracinha sobre o goleiro Michel Alves no  8×1 do Internacional sobre o Juventude, que garantiu o título gaúcho de 2008.

Na verdade, o tchecoeslovaco Antonin Panenka, estrela da equipe campeã européia de 1976, foi o primeiro a cobrar assim em um jogo decisivo. Foi dele a quinta cobrança.

EDITADO – Sobre esta história, olhem o que o meu velho amigo Odilon Araújo, torcedor do Fortaleza, me contou hoje:

“Lembrei do Panenka ontem quando vi o pênalti. Vi um um documentário de um jogador tchecoeslovaco que era companheiro de quarto do Panenka. Na véspera da decisão, o Panenka, antes de dormir, disse que iria bater daquele jeito.

E o Panenka disse: “eu vou ser o último a bater”. E dormiu.

O cara, na entrevista, disse que o Panenka era meio doido. Então ele não acreditou muito.

No outro dia, na hora da decisão, o cara nem lembrou da história. Só lembrou quando o Panenka partiu em direção ao gol e piscou pra ele…”

Antonin Panenka, autor da histórica cobrança de 1976 contra a Alemanha Ocidental - Fonte: reprodução TV

Vejam um dos meus primeiros posts aqui no Almanaque Esportivo:

Segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Pênalti a la Djalminha? Não!!!!

Ontem, pelo Campeonato Brasileiro, o ruguaio Acosta marcou o 3º gol do Náutico no 4×1 sobre o Botafogo batendo pênalti com estilo (aliás, ele fez 4 gols no jogo!). Vocês lembram de Zidane batendo pênalti com estilo na final da última Copa do Mundo? Foi exatamente o que Acosta fez nos Aflitos.

A maioria dos brasileiros dirá sobre o lance: “Bateu a “la Djalminha”, quando o cobrador só dá uma ‘cavadinha’ na hora de bater e desloca o goleiro.

Porém poucos aqui no Brasil sabem que o verdadeiro inventor do lance foi o tcheco Antonin Panenka na final da Eurocopa de 1976, na Iugoslávia. Na cobrança decisiva da disputa entre Alemanha Ocidental e Tchecoeslováquia em Belgrado, Panenka bateu deste mesmo jeito e garantiu o campeonato europeu para os tchecos por 5×3.

Antes, o craque alemão Uli Hoeness havia perdido uma das cobranças, após o jogo terminar em 2×2 em uma reação heróica dos alemães, que perdiam por 2×0 e empataram no penúltimo minuto de jogo.

Veja a cobrança de Zidane no último Mundial:



Agora olhem Panenka decidindo o título da Eurocopa de 1976: