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Posts de abril 2010

Segurança na Fórmula-1: a evolução de 1965 até 1976

16 de abril de 2010 0

Em 2008 fiz uma longa série que tratava da criação da G.P.D.A. (“Grand Prix Drivers Association” , ou associação de pilotos da Fórmula-1). Da sua fundação nos anos 60 e consolidação nos anos 70, ambos marcados por inúmeras tragédias nas pistas.

Sobre o risco dos autódromos perigosos que a categoria utilizava na época, em nada parecido com as pistas muito mais seguras de hoje. 

Contei histórias de heroísmo de verdade (e não “heróis de Big Brother”), de pilotos que arriscaram suas vidas para salvar companheiros de profissão. Mezario, Ertl, Lunger e Edwards salvaram Lauda, Hailwood salvou Ickx. Purley tentou salvar Williamson.

Contei a luta de Jackie Stewart e Émerson Fittipaldi por melhores condições de segurança.

Contei as tragédias de Montjuich, Zandvoort e Watkins Glen.


Para quem já conhecia o Almanaque Esportivo, vale a pena rever.

E para quem não conhecia, vale a pena aprender:  

SÉRIE COMPLETA

Segurança na F-1, I: GPDA e sua fundação

Segurança na F-1, II: Stewart, o pioneiro e líder

Segurança na F-1, III: O mestre Stewart e o aprendiz Cevért

Segurança na F-1, IV: O horror de Montjuich, 1975

Segurança na F-1, V: Lauda e os quatro salvadores

Segurança na F-1, VI: o corajoso Hailwood no inferno de Kyalami

Segurança na F-1, VII: o herói eterno David Purley

Vejam imagens do acidente bizarro de Buemi nos treinos da F-1

16 de abril de 2010 3

Impressionante o acidente ocorrido com o suíço Sebastien Buemi no primeiro treino livre do GP da China, a ser disputado na madrugada de sábado para domingo. Sua Toro Rosso estava em plena reta dos boxes e simplesmente perdeu as duas rodas dianteiras, AO MESMO TEMPO.

A equipe disse que o braço novo da suspensão direita quebrou e, quase instantaneamente, o da esquerda também quebrou. O momento ocorreu no início da frenagem para contornar a curva. Vejam a cena:

As maiores médias de público do planeta: Brasileirão é a oitava

13 de abril de 2010 3

Hoje vamos falar dos campeonatos nacionais de futebol do planeta com maior número de torcedores nos estádios. Que o campeonato de futebol com estádios mais lotados (percentual de ocupação) do mundo é a Premier League (91,9%), vocês já sabiam com certeza. Basta ligar a TV nos finais de semana.

Que o campeonato com maior média de público é a alemã Bundesliga, muitos também já sabiam. Isto foi fortemente influenciado pelos novos, e grandes, estádios construídos para o Mundial de 2006, que se mantiveram lotados desde então. São mais de 42 mil torcedores de média de público.

Que a média do Campeonato Italiano despencou nos últimos anos devido às cenas de violência e decréscimo na qualidade da competição vocês também já devem ter deduzido. Outrora líder, a Serie A italiana hoje ocupa apenas o 4º posto, mas tem mostrado reação nos últimos 2 anos. A média, que foi de 34 mil em 1993 e 31 mil em 1999, chegou a cair para ridículos 17 mil em 2007. Hoje já subiu para 24 mil e deve aumentar na reta final da competição.

Porém vocês sabiam que a Segunda Divisão inglesa tem média de público maior que a do Campeonato Brasileiro? Impulsionada pelos mais de 50 mil torcedores de média do tradicional Newcastle United, já promovido à Premier League, a Championship League tem média de 18 mil, superior aos 17.800 do último Brasileirão, em 2009.

Outro fato impressionante é a média do Campeonato Argentino (11.984 torcedores por jogo). Ela é muito pouco superior às inexpressivas competições da Bélgica (Jupiler Pro League) e Suíça (Axpo Super League) e muito abaixo d aPremier League da Escócia. Aliás, Belgas, suíços e escoceses tem um percentual excelente de ocupação nos estádios, a despeito da fragilidade de seus times e seleções nacionais em disputas internacionais.

Pois então saiba agora as maiores médias de público na atual temporada 2009/10, jogos contabilizados até dezembro (fonte o magnífico Futebol Finance e levantamentos particulares de minha parte))

  1. 1.Bundesliga – Alemanha – 42.833
  2. Premier League – Inglaterra – 34.082
  3. La Liga – Espanha – 28.528
  4. Serie A – Itália – 23.877
  5. Ligue 1 – França – 19.983
  6. Eredivise – Holanda – 19.251
  7. Championship (2º Divisão) – Inglaterra – 18.114
  8. Série A – Brasil – 17.807
  9. 2.Bundesliga (2º Divisão) – Alemanha – 15.129
  10. Premier League – Escócia – 15.000

VEJA TAMBÉM:

Confira as maiores médias de público no mundo

Amanhã publicarei números sobre a ocupação em todos os esportes conhecidos!

Aguardem!

Futebol Alternativo: Rua Javari lotada em 'decisão' na Terceirona Paulista!

12 de abril de 2010 1

Hoje vamos parar de falar dos grandes e comentar um mundo alheio à realidade cosmopolita da dupla Gre-Nal. O grande parceiro Carlão Carbone, tricolor torcedor do São Paulo, faz um trabalho sensacional indo em jogos digamos ‘alternativos’, seja pela várzea paulistana, seja pelas divisões inferiores do Campeonato Paulista Profissional.

Neste final de semana, o Carlão foi a um jogo da Terceirona Paulista entre dois times de torcida: o Araçatuba e o lendário Juventus-SP o “Moleque Travesso“. O Juventus tinha que vencer em casa para ir à segunda fase da Série A3 (nome oficial da competição). Saiu perdendo e virou com um gol de pênalti e outro de meia-bicicleta, vencendo por 2×1 e garantindo vaga.

Mas o mais legal é ver a Rua Javari ‘lotada’, a torcida fiel do Juventus, sempre extremamente crítica. Muita gente jovem, mas também muita gente de idade, os veteranos moradores do bairro da Mooca em São Paulo. Muito legal mesmo, vale a pena ver a ‘reportagem’ do Carlão aqui:

O juventus, que se classificou em 8º e último lugar, deu sorte e caiu em um grupo menos difícil, ao lado do favorito Red Bull, do Penapolense e do Palmeiras-B. Já no grupo 2 estão os bastante tradicionais Ferroviária, Comercial de Ribeirão Preto, XV de Jaú e XV de Piracicaba.

Isto vai ao encontro a um trabalho que eu acho muito legal é feito pelo Hector Werlang e o Paulo Ludwig no Várzea Futebol Clube, falando sobre o futebol varzeano da Região Metropolitano. Os guris acham cada história sensacional, vale a pena conferir.

Esclareça a dúvida: virada de mesa de 1992, sim ou não?

11 de abril de 2010 58

Existe uma ‘lenda urbana‘ a respeito do Brasileirão de 1992, sobre uma virada de mesa durante a competição. Lembrei disto quando o amigo Marcelo Schleder (torcedor do Manchester City) me indagou sobre isto e resolvi escrever.

Os colorados alegam que o regulamento foi alterado durante a competição, já que o Grêmio terminou na nona colocação e mesmo assim subiu.Ao invés dos habituais dois times, subiram 12 para contemplar o Tricolor.

Minha memória era minha a única fonte. Eu era muito jovem na época, mas já acompanhava estes assuntos e tenho 99% de certeza que o regulamento foi mantido ao longo da competição.

Também é verdade que houve uma tentativa de virada de mesa para não rebaixar ninguém (no ano anterior, Grêmio e Vitória caíram), mas não passou no Conselho do Clube dos 13.

Minha intenção neste post era procurar PROVAS MATERIAIS, mas o ótimo trabalho do André Kruse no Grêmio 1983 encerrou a discussão. Vejam aqui: http://gremio1983.blogspot.com/2007/01/placar-ataca-novamente.html

VEREDICTO: NÃO HOUVE VIRADA DE MESA! O regulamento foi o mesmo no início e fim do campeonato. Inclusive, a página da wikipedia sobre o Brasileirão de 1993 está totalmente errada, assim como a matéria da Placar citada no post do André.Pode se questionar o fato de terem mudado o número de times que subiam antes e foram promovidos neste ano (passou de 2 para 12), mas aí é OUTRA história…

A verdadeira “virada de mesa” foi no ano seguinte, 1993.  O nono colocado da Série B, o Grêmio ficou no grupo de elite, A e B, enquanto a 16º da Série A do ano anterior, a Portuguesa, caiu para os grupos C e D. Os dois rebaixados, Náutico e Paysandu, não foram rebaixados e também ficaram nos grupos C e D. Critério ZERO.

O regulamento: dividiram 32 times (os 20 da Série A 1992 + 12 da Série B 1992) em 4 grupos, 2 de elite que classificavam 3 times cada para a fase final, e outros 2 com 1 vaga por grupo.  O pior ocorreu com os times dos grupos C e D: 50% deles (4 equipes por grupo) seriam rebaixados para a Série B 1994.

Como o Grêmio estava na elite, o absurdo ficou assim: o 9º colocado da Série B 1992 não poderia ser rebaixado para a temporada 1994, enquanto o 1º colocado da mesma Série B 1992 poderia. Felizmente o Vitória fez uma ótima campanha e não o foi…

Já escrevi sobre isto há alguns anos, vejam:

1992
Foi tentado uma virada de mesa para não rebaixar Grêmio e Vitória, mas evidentemente Internacional e Bahia rechaçaram a idéia que beneficiaria os rivais, após no Clube dos 13. Para não correr riscos com o Grêmio, rebaixado para a Série B de 1991, é definido o ascenso de 12 times, ao invés de dois como eram nos anos anteriores. O Tricolor termina em 9º lugar.

1993
Com 32 times, um grupo de elite é formado nos grupos A e B. Os menores ficam  nos grupos C e D. A divisão é por critérios políticos, já que times que foram bem na Série B de 92 (Vitória e Paraná), terminam nos grupos C e D assim como a Portuguesa, que foi bem na Série A de 1992. Já o Grêmio, 9º colocado da Série B em 1992, vai direto para o grupo de elite! Ah, e não tem rebaixamento nos grupos A e B. Uma vergonha, muito pior do que ocorrido em 1992.

Disputa de pênaltis da dupla desde 1994 - Grêmio

09 de abril de 2010 12

Ontem falamos do Internacional, hoje é a vez do Grêmio e suas disputas de penalidades desde 1994. Reitero que a escolha da data é aleatória e muito mais fruto da minha lembrança do que qualquer outra coisa. Tive muita ajuda do amigo de longa data Guilherme Boeira, habitual colaborador deste blog.

Antes deste período, lembro do Gauchão de 1987 quando Taffarel saiu do Torneio do Bicentenário da Austrália direto para o Beira-Rio, quando pegou penalidades e garantiu o 1° turno do Internacional. O troco veio em 1989, quando o Grêmio venceu o Gauchão nos pênaltis depois de um 0×0 no tempo normal e com o veteraníssimo Mazaropi de grande estrela daquela tarde pegando penalidades:

Também uma vitória para cada lado entre Grêmio e River Plate nas Supercopas de 1989 (deu Grêmio) e 1991 (deu River). Ainda a derrota de 1992 na Copa do Brasil, quando levou 3×0 nos pênaltis do Inter. Uma classificação sobre o Bragantino na Copa Conmebol em 1992. E outra vitória obre o Palmeiras, na Copa do Brasil de 1993.

Se lembrarem de mais alguma em torneios oficiais, me mandem!

CLASSIFICAÇÕES GREMISTAS

  • Grêmio 2 (2) x (1) 1 Guarany-PAR, Copa Libertadores 1997
  • Grêmio 2 (9) x (8) 2 Brasil de Pelotas, Gauchão 1997
  • Grêmio 2 (4) x 0 (2) Defensor-URU, Copa Libertadores 2007

ELIMINAÇÕES GREMISTAS

  • São Paulo 0 (6) x (5) 0 Grêmio, Copa Conmebol 1994
  • River Plate 3 (4) x (2) 2 Grêmio, Supercopa 1995
  • Ajax 0 (4) x (3) 0 Grêmio, Copa Intercontinental 1995 (sobre o nome da competição, ver nota abaixo).
  • Grêmio 0 (2) x (4) 0 Flamengo, Copa Mercosul 2001
  • Grêmio 1 (4) x (5) 0 Olímpia, Copa Libertadores 2002
  • Grêmio 1 (5) x (6) 0 15 de Novembro-RS, Copa do Brasil 2006
  • Grêmio 2 (3) x (4) 1 Atlético-GO, Copa do Brasil 2008Algumas curiosidades tricolores:
  • Na Copa CONMEBOL de 1994, o São Paulo tinha como treinador um jovem chamado Muricy Ramalho…
  • Os duelos contra o River Plate na Supercopa de 1995 (de Francescoli, Crespo & Cia), foram épicos. Eram os dois melhores times da América e o Grêmio mostrou um futebol fantástico naquele mata-mata. Caiu nas penalidades mas saiu aplaudido do Monumental de Nuñez.
  • A vitória de 2×1 em 1997 foi incrível: o Grêmio estava vencendo por 1×0 e indo para os pênaltis, levou 1×1 no finalzinho e fez 2×1 no “apagar das luzes”. Na disputa de penalidade, os três primeiros acertaram e depois tivemos sete cobranças erradas. SETE!
  • No mesmo ano, o Grêmio despachou o Brasil de Pelotas nas semifinais do estadual depois de 12 cobranças para cada lado. Até os goleiros e um jogador com distensão muscular (Zózimo, do Brasil-PEL) bateram!
  • Uma das derrotas mais dolorosas foi em 2003 2002, quando o Grêmio caiu para o Olímpia nos pênaltis em pleno Olímpico, acabando com o sonho da Libertadores no ano do Centenário. De campanha muito boa, o time do técnico Tite só parou nas semifinais em uma decisão do árbitro argentino Daniel Gimenez. Este acertou em validar a defesa de Tavarelli na cobrança de Rodrigo Fabri e acertou também ao invalidar a defesa de Eduardo Martini na cobrança de González (só ver o vídeo, o Tavarelli não se adianta e o Martini dá um passo à frente).
    Porém três anos depois, o MESMO juiz validou uma defesa absurda de Rogério Ceni nas quartas-de-final da Copa Libertadores quando Ceni foi quase na linha da pequena área defender um chute de jogador do Estudiantes.Corrigindo, foi nas semifinais contra o Chivas. Lembrava do lance, mas confundi os jogos. Não lembro quem bateu. Lembro que os gremistas ficaram irados quando isto ocorreu.
  • Em 2006 e 2008 o Grêmio caiu em casa na segunda fase da Copa do Brasil. Em ambas as disputas, perdeu nos pênaltis para times pequenos.
  • A mais importante foi na final da Copa Intercontinental entre Ajax e Grêmio em 1995. Batedores eméritos, Dinho e Arce desperdiçaram pelo Tricolor, que buscava o bicampeonato no torneio. No Ajax, apenas Patrick Kluivert desperdiçou, e o capitão Danny Blind converteu a decisiva. Aquele time do Ajax estava invicto há mais de um ano e tinha craques como Frank de Boer, Marc Overmars, Edwin van der Sar, o próprio Kluivert, o finlandês Jari Litmanen, o nigeriano Kanu e Edgard Davids. Mas as melhores chances do jogo foram Tricolores, quando Jardel perdeu dois gols feitos no segundo tempo em jogadas de Paulo Nunes.

OBSERVAÇÃO: Até 2004, o torneio mais importante no futebol mundial se chamava “European/South American Cup“, ou “Intercontinental Cup”. Este era o nome oficial e está no troféu que o Grêmio tem garbosamente em seu museu Hermínio Bittencourt. Aliás, são duas taças, a “Toyota Cup” (aquela com as argolas) e a “European/South-American Cup” (esta com os escudinhos dos dois continentes). Os sites da FIFA, UEFA, Wikipedia e de estatísticas como o RSSSF e a IFHHS utilizam esta nomenclatura, a mesma deste blog.

Disputa de pênaltis da dupla desde 1994 - Internacional

08 de abril de 2010 7

Depois da sofrida classificação do Internacional ontem sobre o Novo Hamburgo na disputa de pênaltis, resolvi relembrar todas as disputas nos últimos anos envolvendo a dupla Gre-Nal. Amanhã publico sobre o Grêmio.


Porquê escolho este ano de 1994? A opção é puramente acidental, já que não tenho memória nem dados do período antes disto (do Gauchão) e eu voltei a morar no RS justamente neste ano. Antes disto, tivemos disputa de pênaltis importantes em 1989 (derrota na semifinal da Libertadores para o Olímpia) e 1992 (vitória sobre o Grêmio na Copa do Brasil).

Se lembrarem de alguma, em torneios OFICIAIS, mandem!

CLASSIFICAÇÕES COLORADAS

  • Internacional 2 (3) x (2) 0 Santos, Copa do Brasil 1997
  • Internacional 2 (4) x (1) 2 Glória, Gauchão 2004
  • Internacional 1 (4) x (2) 1 Figueirense, Copa Sul-Americana 2004
  • Novo Hamburgo 3 (4) x (5) 3 Internacional, Gauchão 2010

ELIMINAÇÕES COLORADAS

  • Internacional 1 (3) x (5) 0 América-MG, Copa do Brasil 1998
  • Paulista 1 (4) x (2) 0 Internacional, Copa do Brasil 2005

Algumas curiosidades dos confrontos colorados:

  • A derrota de 1998 ficou marcada pelo pênalti desperdiçado por Enciso. A bola bateu em uma trave, correu sobre a linha, bateu na outra trave e nas costas do goleiro Gilberto, sem entrar.
  • O triunfo de 1997 pela Copa do Brasil ficou marcado pelas três defesas do arqueiro André.
  • Em 2004, o Inter fez um péssimo jogo contra a sensação Glória, do técnico Bagé. Chegou a estar perdendo na prorrogação. Venceu nos pênaltis e tirou a chance de uma final 100% dos pequenos (a Ulbra foi a outra finalista depois de despachar o Grêmio).
  • Uma das mais surpreendentes disputas foi de 2004 na 1º fase da Copa Sul-Americana. O Inter levou o gol de empate do Figueirense no último minuto. Mas nos pênaltis venceu facilmente.
  • O jogo mais famoso foi o de 2005, quando o futuro campeão Paulista de Jundiaí eliminou o Inter em disputa de penalidades. E nem uma tenebrosa bobagem de Djalma Beltrami (sim, o mesmo juiz fraco de sempre, que no final daquele mesmo ano ano faria outro desastre na “Batalha dos Aflitos“). Perdigão cobrou, a bola bateu no travessão e dentro do gol, mas o árbitro não viu. O bandeirinha viu e assinalou, mas o juiz, depois de invasão de campo da torcida do Paulista, não voltou atrás.

Campanha por impostos justos nos vídeogames

08 de abril de 2010 1

Por dica do Canal dos Games,vi a campanha http://www.impostojustoparavideogames.com.br/, pedindo uma readequação dos valores tributários sobre videogames e jogos. Como entusiasta de jogos de esportes, sobretudo no PC, acho que os valores são absurdos.

Minha maneira de pagar preços justos é comprar via Steam, quando pago com cartão de crédito internacional e no máximo 60 dólares por jogos como Call of Duty Modern Warfare 2. E não estou a fim de pagar mais de 130 reais pela nova versão do FIFA 2010 – World Cup.

Imposto para videogames

Um jogo de última geração do Playstation 3 sai em torno de 50 dólares nos Estados Unidos (aproximadamente 90 reais). Aqui custa mais de 200! Em alguns casos, a taxa chega a 72% do valor nominal do produto.

Já deixei minha assinatura. Quem gosta de jogos, deve participar.

GP DA MALÁSIA: Até que enfim, heinhô Vettel?

06 de abril de 2010 1

Se fosse jogador de futebol, Sebastien Vettel teria comemorado a vitória com aquele gesto típico de “Sai uruca!”. Ufa! Depois de liderar as últimas duas corridas e perder por problemas mecânicos, domingo não teve jeito e o jovem alemão da Red Bull Racing venceu o GP da Malásia de Fórmula-1.

Em mais uma corrida legal, não tão emocionante quanto o GP da Austrália (esta vai ser difícil bater) mas fazendo jus à pista legal de Sepang (é um dos poucos “tilkódromos” que eu gosto),Vettel e Webber largaram e chegaram na frente. Finalmente os carros da RBR não ficaram pelo caminho seja por problemas técnicos (Vettel 2x), seja por erros do piloto (Webber, na Austrália).

Lewis Hamilton disputando com Vitaly Petrov - reprodução site GP  Update: http://f1.gpupdate.net/en/

A corrida foi muito movimentada pelo erro estratégico da Ferrari e McLaren no treino de sábado, quando entraram na pista muito tarde e pegaram chuva forte. Todo mundo largou lá atrás e coube à Lewis Hamilton e Felipe Massa liderarem as corridas de recuperação. Jenson Button, vencedor em Melbourne, e Fernando Alonso, com problemas no carro, foram mais discretos.

Para Alonso, o pior foi no finalzinho, quando estourou o motor e perdeu a liderança do Mundial de Pilotos. Bom para o brasileiro da Ferrari, que assumiu a liderança do Mundial de maneira isolada. O polonês Robert Kubica, com uma tocada que considero muito semelhante à de Émerson Fittipaldi, fez mais uma corrida além da expectativa e terminou em 4º lugar.

O unfashionable Nico Rosberg deu mais um pau no Michael Schumacher, chegando em um consistente terceiro lugar e conseguindo o primeiro pódio da Mercedes neste retorno à categoria. Outros destaques vão para Jaime Alguesuari e Nico Hulkenberg, que conseguiram seus primeiros pontos na categoria. Se o companheiro de Rubinho não foi tão bem na prova, o mesmo não vale dizer para o jovem espanhol. Alguesuari fez mais uma corrida muito boa, inclusive com ultrapassagem por fora, e merecidamente foi um dos melhores na prova.

Vale registro ainda para os novatos Bruno Senna e Lucas Di Grassi, que largaram e completaram a prova. O último chegou em um regular 14º lugar, à frente de quatro carros, mas teve que poupar combustível para não ficar com pane seca, segundo erro crasso idêntico da Virgin na temporada.

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Vamos aos prêmios:

Troféu “Jim Clark” - Este vai dividido entre o pé-frio alemão Sebastien Vettel e o polonês Robert Kubica. Show dos dois durante toda a corrida, velozes e consistentes. Kubica é o melhor da temporada e Vettel, pelo conjunto carro-piloto, é o grande rival das Ferraris na disputa pelo campeonato de pilotos.

Troféu “Rouge & Blanc” – Vai para Alguesuari, em sua melhor prova na categoria. Muito legal a ultrapassagem por fora sobre Hulkenberg.

Troféu “Chris Amon”Alonso, com seu motor estourado a duas voltas do final que custaram-lhe a liderança do Mundial.

Troféu “Fiofó de Ouro“- Para Hulkenberg, que não fez nada de digno na prova mas conseguiu um pontinho pela quebra de Alonso

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements“-Para os motores Ferrari, três quebras no GP em quatro carros. E Alonso já tinha trocado o motor nos treinos…

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada“- Para variar, Barrichello falou o que pensa e depois teve de se retratar. Piloto veterano como ele não pode dizer, nem em tom de brincadeira: “a porcaria do nosso carro ainda não está legal. Vamos sorrir senão vamos chorar. Eu vou chorar ali no canto”.

Troféu “Dick Vigarista“- Para o multicampeão do quesito, Lewis Hamilton com sua tripla mudança de linha à frente do russo Vitaly (que merecia mais sorte neste GP).

E que venha o GP da China em duas semanas!

VEJA TAMBÉM:

COMO FOI O GP DA MALÁSIA EM 2009:
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/04/25/gp-da-malasia-button-vence-a-meia-prova/

GP DA AUSTRÁLIA - Button, vitória de um campeão mundial de F-1

06 de abril de 2010 1

Eu tinha certeza que teríamos um GP da Austrália muito melhor que o do Bahrein! Ao contrário da modorrenta prova de abertura em Sakhir, a ousada e intrigante pista de Albert Park em Melbourne nos trouxe muitas emoções. Bom para o vitorioso Jenson Button, que ousou na estratégia e acabou recompensado.

Ultrapassagens do início ao final da prova, estratégias distintas causando impacto no resultado final, manobras ousadas e pegas curva à curva. Excelente!

Corrida muito boa para o polonês Robert Kubica, que consegue ir mais uma vez melhor que seu Renault inconfiável. Bom ainda para Felipe Massa, que recuperou-se do erro em Sahkir e superou o rival Fernando Alonso. De quebra, conseguiu terminar uma prova em Melbourne, algo raríssimo na carreira. Lucas di Grassi completou a prova, enquanto Bruno Senna seguiu seu calvário.

A chuva deu uma embaralhada no início da prova, mas as emoções duraram toda a corrida. E comprovaram a minha (e de outros) tese de que o que faz a diferença é quase sempre os circuitos: quando a pista favorece ultrapassagens, elas ocorrem com facilidade e emoção.

Vamos aos prêmios? Prometo (tentar) não atrasar mais na próxima semana.

PREMIAÇÕES ESPECIAIS DO ALMANAQUE ESPORTIVO – F1-2010:
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/17/premiacoes-especiais-na-f-1-2010-do-almanaque-esportivo/

Troféu “Jim Clark” – Jenson Button, que largou mal (bateu), arriscou ao colocar pneus secos antes dos demais e foi recompensado com uma vitória brilhante. Menção honrosa para Robert Kubica, que largou lá atrás e conseguiu um belíssimo segundo lugar com sua irregular Renault.

Troféu “Rouge & Blanc” - Lewis Hamilton, showman da prova. Lutou, se esforçou, tentou, errou. Merecia melhor sorte.

Troféu “Chris Amon” - Sebastien Vettel… De vitória tranquila para uma parada na brita. Problemas mecânicos causaram a escapada e abandono.

Troféu “Fiofó de Ouro” – Kamui Kobayashi, Sebastien Buemi e Nico Hulkenberg, que se escaparam de um acidente bem forte. Exatamente aonde o Martin Brundle quase se matou em 1996 (veja)

Troféu “Didi Mocó Prize For Technical Achievements” - Para a prova deplorável de Michael Schumacher. Bateu no início (sem culpa, é verdade), mas depois levou “X” do Timo Glock e passou quase 40 voltas atrás do Jaime Alguesuari, que visivelmente está melhor este ano. Menção desonrosa para a Virgin, que colocou combustível de menos e teve de largar dos boxes para evitar a pane seca.

Troféu “Porquê Eu Não Fiquei Com Minha Boca Fechada”
- De novo para a confusa narração global. Galvão Bueno reclamou da transmissão da FOTA, mas ele que demorou um tempão para perceber que Massa tinha feito um péssimo pitstop e já tinha perdido posições (sem precisar ‘esperar mais algumas voltas’). E o Reginaldo também tem que prestar mais atenção nestes detalhes.

Troféu “Dick Vigarista” – Para o anfitrião Mark Webber, em mais uma corrida azarada na Austrália. No final, completou a série de erros em uma manobra desastrosa que tirou pontos de Hamilton e de si mesmo.

VEJA TAMBÉM:

COMO FOI O GP DA AUSTRÁLIA EM 2009:
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/03/30/gp-da-australia-brawn-gp-vim-vi-e-venci/