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Posts de junho 2010

Copa 2010: Resumão das oitavas, os melhores e piores do Mundial

29 de junho de 2010 0

As torcidas nos estádios e os milhões de espectadores viram o início da fase eliminatória do Mundial de 2010 sem nenhuma zebra. As oitavas-de-final proporcionaram muitos gols pois foram assinalados 22 gols em 8 partidas, média muito próxima a 3 gols por jogo. Exceto no último dia. Mais do que isto, os jogos foram empolgantes, emocionantes e de boa qualidade. Exceto no último dia.

A ressalva se faz presente, pois as partidas desta terça-feira, Paraguai 0×0 Japão (5×3 para os sul-americanos nos pênaltis) e Espanha 1×0 Portugal foram os jogos mais fracos (tá, ok, o duelo ibérico foi melhor tecnicamente apesar de insosso).

O Brasil venceu com facilidades o time do Chile, eterno freguês. Inclusive acertei o autor de dois gols brasileiros: Luís Fabiano e Robinho, eternos carros chilenos. Esqueci do Juan… O jogo contra a Holanda será bem mais difícil, vou falar deles nesta quarta e quinta-feira.

Os favoritos Brasil, Alemanha, Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha passaram de fase, enquanto EUA x Gana era equilibrado e deu o time africano na prorrogação. Os uruguaios fazem a melhor campanha desde 1970, quando foram para as semifinais. Já os ganeses se igualam ao Senegal em 2002 e Camarões em 1990 como as melhores campanhas africanas de todos os tempos.

Drama, festa, glória, decepção - As oitavas do Mundial 2010, que pega fogo - Crédito: Montagem TI RBS sobre fotos da AP e AFP

É claro que tivemos polêmicas de arbitragem. O escandaloso gol não-marcado para a Inglaterra, que a bola entrou 33cm dentro do gol contra a Alemanha entrou para a história do futebol mundial. Muitos falam em “justiça divina” citando o erro de 1966, quando a Inglaterra ganhou da Alemanha na final do Mundial com um gol que a bola bateu em cima da linha e o bandeirinha deu gol. Para recordar: o lance de 1966 foi muito difícil e a Alemanha (Ocidental) também tinha sido beneficiada naquele jogo, com um pênalti contra si não marcado na prorrogação e com o gol de empate no tempo normal (2×2) marcado após uma falta inexistente.

O gol em escandaloso impedimento assinalado por Carlos Tévez na vitória da Argentina sobre o México também entrou para a história, pelo erro em si e pelo fato da polêmica ter sido causada por uma repetição do lance (em super slow-motion) no telão do estádio, alertando os mexicanos para o erro grosseiro do bandeirinha. Pior para o árbitro Roberto Rossetti, o melhor do mundo e que não apitará a final do Mundial por causa deste erro do seu auxiliar.

Vamos às minhas análises?

Melhor time das oitavas-de-final: Alemanha, que patrolou a Inglaterra

Pior time das oitavas-de-final: Chile, atuação medíocre diante dos brasileiros

Melhor defesa das oitavas-de-final: Brasil, que não chegou nem perto de levar um gol

Pior defesa das oitavas-de-final: Inglaterra, que levou 4 e poderia ter tomado muito mais

Melhor ataque das oitavas-de-final: Alemanha, com dois gols de contra-ataques mortais

Pior ataque das oitavas-de-final: Paraguai, Chile, Japão que não fizeram gols e nem tentaram muito

Surpresa positiva das oitavas-de-final: Gana, jogou bem contra os EUA

Surpresa negativa das oitavas-de-final: Portugal, muito mal contra a Espanha

Zebra das oitavas-de-final: Sem zebras.

Craque das oitavas-de-final: Mueller (Alemanha), que fez dois gols e deu o passe para outro

Revelação das oitavas-de-final: Suárez (Uruguai), autor de dois gols, um deles lindíssimo.

Golaço das oitavas-de-final: Tévez (Argentina), tirambaço na gaveta do anão mexicano Óscar Perez

Gol heróico das oitavas-de-final: Asamoah Gyan (Gana), no início da prorrogação contra os Estados Unidos.

‘Quase golaço’ das oitavas-de-final: O gol (MUITO MAL) anulado de Frank Lampard no 1º tempo de ALE 4×1 ING

Defesa das oitavas-de-final: Stekelenburg (Holanda), em chute do eslovaco Vittek quando o jogo ainda estava 1×0 para seu time

Frango das oitavas-de-final: Sung-Ryong (Coréia do Sul), que falhou feio no 1° gol do Uruguai

Burrice das oitavas-de-final: Osório querendo driblar Higuaín e doando o 2° gol argentino. Menção para o telão em Johanesburgo que mostrou o gol impedido de Tévez.

Mico das oitavas-de-final: Os dois erros grosseiros de arbitragem já históricos – o gol que valia mas não valeu dos ingleses e o gol que não valia mas valeu dos argentinos.

Melhor técnico das oitavas-de-final: Dunga (brasil), um nó-tático no experiente Marcelo Bielsa (Chile)

Pior treinador das oitavas-de-final: Takeshi Okada (Japão), que renunciou ao ataque e foi merecidamente eliminado.

Melhor árbitro das oitavas-de-final: Wolfgang Stark (Alemanha) no jogo Uruguai 2×1 Coréia do Sul

Pior árbitro das oitavas-de-final: para dois bandeiras, Stefano Airoldi (ITA) no jogo ARG 3×1 MÉX e Maurício Espinosa (URU) no jogo ALE 4×1 ING

Melhor jogo das oitavas-de-final: Alemanha 4×1 Inglaterra

Pior jogo das oitavas-de-final: Paraguai 0×0 Japão

Top das oitavas-de-final: Alemanha, Argentina, Brasil

Bottom das oitavas-de-final: Chile, Japão, México

Seleção das oitavas-de-final: Kingson (Gana), Pereira (Uruguai), Juan (Brasil), Lúcio (Brasil) e Heinze (Argentina); Gilberto Silva (Brasil), Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Mueller (Alemanha); Tévez (Argentina) e Suárez (Uruguai)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 2º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 3º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 3º rodada, os melhores e piores do Mundial

27 de junho de 2010 0

Com dois dias de atraso, vamos continuar falando dos melhores de cada rodada da Copa do Mundo. A 3° e última partida da primeira fase confirmou a eliminação surpreendente dos últimos dois finalistas, Itália (campeã) e França (vice-campeã).

Também confirmou um predomínio do futebol sul-americano, com seus cinco times classificados e quatro deles em 1° lugar do grupo. Apenas o Chile sofreu uma derrota em toda a primeira fase, e foi contra a poderosa Espanha por 2×1.

A CONCACAF classificou os tradicionais EUA e México para a segunda fase, enquanto os africanos só emplacaram Gana. Já a Ásia garantiu os também tradicionais Japão e Coréia do Sul na segunda fase. Como esperado, a Oceania não classificou a Nova Zelândia, mas esta não fez feio: terminou o Mundial com três empates e invicta.

Glória, euforia, decepção, tristeza. Imagens típicas de uma 3° rodada de Copa do Mundo

  • Melhor time da terceira rodada: Uruguai, líder do ‘grupo da morte’ e jogando muito bem
  • Pior time da terceira rodada: Dinamarca, tomou um baile histórico dos japoneses
  • Melhor defesa da terceira rodada: Uruguai, ainda sem levar gol no Mundial e com pouquíssimos sustos.
  • Pior defesa da terceira rodada: Itália, tomou três gols em falhas defensivas
  • Melhor ataque da terceira rodada: Eslováquia, ganhou a vaga de maneira surpreendente.
  • Pior ataque da terceira rodada: Suíça, que só precisava fazer um gol para se classificar e não chegou nem perto.
  • Surpresas positivas da terceira rodada: Japão, Eslováquia, Gana
  • Surpresas negativas da terceira rodada: Dinamarca,
  • Zebra da terceira rodada: Eslováquia 3×2 Itália, despachando a atual campeã mundial
  • Craque da terceira rodada: Villa (Espanha), melhor em campo da classificação espanhola
  • Revelação da terceira rodada: Honda (Japão), disparado o melhor em campo na vitória sobre a Dinamarca
  • Golaço da terceira rodada: Quagliarella, Itália, marcando de cobertura no ângulo
  • ‘Quase golaço’ da terceira rodada: Robben (Holanda), que em seu primeiro lance driblou o marcador e acertou a trave do goleiro camaronês.
  • Gol heróico da terceira rodada: Donovan, classificando os EUA nos acréscimos contra a Argélia, e eliminando a Eslovênia.
  • Gol perdido da terceira rodada: Yakubu Aiyegbeni (Nigéria) que perdeu dois gols incríveis contra a Coréia do Sul. Um deles sem goleiro.
  • Defesa da terceira rodada: Kawashima (Japão), se recuperando do frango no jogo anterior ao pegar uma penalidade.
  • Frango da terceira rodada: Sorensen (Dinamarca), levando um gol ridículo de falta de mais de 40m. Em diagonal.
  • Burrice da terceira rodada: Chileno Bravo, tomando um gol ridículo da Espanha saindo a la “Pato Abbondanzieri”
  • Mico da terceira rodada: Eliminação francesa ainda na primeira fase com apenas um ponto. E da campeã Itália, lanterna do grupo
  • Melhor técnico da terceira rodada: Takeshi Okada (Japão), montou um time que explora o que os japoneses tem de melhor.
  • Pior treinador da terceira rodada: Marcelo Lippi (Itália), que errou da convocação até a última escalação no Mundial.
  • Melhor árbitro da terceira rodada: Carlos Simon  (Brasil), arbitragem magnífica em Gana 0×1 Alemanha
  • Pior árbitro da terceira rodada: Viktor Kassai (Hungria), não deu pênalti claro para os mexicanos e ainda errou em cartões e impedimentos.
  • Melhor jogo da terceira rodada: Eslováquia 3×2 Itália
  • Pior jogo da terceira rodada: Paraguai 0×0 Nova Zelândia
  • Top 3 da terceira rodada: Uruguai, Japão e Eslováquia
  • Bottom 3 da terceira rodada: França, Itália e Dinamarca
  • Seleção da terceira rodada: Paston (Nova Zelândia), Lahm (Alemanha), Nakazawa (Japão), Lugano (Uruguai) e Clemente Rodríguez (Argentina); Touré (Costa do Marfim), Schweinsteiger (Alemanha), Milner (Inglaterra) e Honda (Japão); Villa (Espanha) e Vittek (Eslováquia)

VEJA TAMBÉM:

Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores do Mundial

Copa 2010: Resumão da 2º rodada, os melhores e piores do Mundial

Decolagem espetacular de Webber foi reprise de acidente sábado na GP2

27 de junho de 2010 1

A impressionante batida (vídeo em instantes) do australiano Mark Webber, decolando na traseira do finlandês Heikki Kovalainen no GP da Europa, disputado em Valencia, foi simplesmente idêntica a um acidente ocorrido exatamente no mesmo local(valeu, Marco Borges!) envolvendo o venezuelano Rodolfo González e do tcheco Joséf Kral.

Nas duas batidas, o carro que vinha atrás abalroou o rival e decolou, girando no ar e caindo na área de escape.

Vejam o acidente de Webber:

http://globoesporte.globo.com/videos/formula-1/v/mark-webber-atropela-heikki-kovalainen-e-sai-voando-na-volta-10-do-gp-da-europa/1290685/#/todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/2

Vejam a batida de Kral:

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 2002 e 2010

25 de junho de 2010 0

Continuando a contar a irregular trajetória da Seleção Francesa de Futebol. Depois de contar dos vexames de 1990 e 1994, quando ficou de fora da Copa do Mundo, os momentos trágicos continuam: as eliminações de 2002 e 2010 ainda na primeira fase.

2002

Depois do título mundial de 1998 e da conquista da Eurocopa em 2000, a França era apontada como a favorita para a conquista do Mundial ao lado da Argentina. E tal qual nossos vizinhos de continente, protagonizou um fiasco histórico. Caiu na primeira fase com duas derrotas e  um empate, e sem marcar um golzinho sequer.

Os problemas começaram nos amistosos finais antes do Mundial. Zidane, em grande fase técnica, sofreu lesão e ficou fora dos dois primeiros jogos da Copa contra Senegal e Uruguai. Já Cissé quebrou a perna antes de um amistoso contra a China e foi cortado. Na partida inaugural, o estreante Senegal marcou 1×0 com Papa Bouba Diop, e segurou o resultado até o final. Trezeguet e Henry acertaram a trave de Tony Sylva, enquanto El-Hadji Diouf também acertou o travessão de Barthez. Zebraça na abertura do Mundial do Japão e Coréia do Sul:

No segundo jogo, contra o Uruguai, outro show de gols desperdiçados. Para piorar, Henry foi expulso ainda no primeiro tempo, deixando a França com 1 jogador a menos. No finalzinho, o Uruguai ainda perdeu o gol que daria a eliminação imediata dos atuais campeões. Vejam o compacto:

Na última partida, mesmo totalmente descontado, Zidane foi chamado. A França precisava vencer a Dinamarca, ou estaria eliminada. Mais uma vez, Trezeguet acertou o travessão e Zidane teve boa atuação. Mas gols de Rommedahl no primeiro tempo, e Dahl-Tomasson no segundo tempo encerraram o sonho francês. Final, Dinamarca 2×0 e França se tornava o segundo time campeão do mundo a ser eliminado ainda na primeira fase. O primeiro foi o Brasil em 1966.

2010:

Atual vice-campeã mundial, a França chegou na Copa totalmente desacreditada. Em crise técnica e institucional, tinha o treinador Raymond Domenech criticado pelos atletas há mais de dois anos, após o fiasco na Euro 2008 (eliminada na 1º fase). Nas Eliminatórias, ganhou apertadinho da Lituânia duas vezes, as duas com gols nos quinze minutos finais do Franck Ribery.

Sem estas vitórias apertadas, não teria sequer ido à repescagem. Nesta ganhou da Irlanda com o célebre gol de Gallas na prorrogação, aproveitando mão dupla de Henry. Um dos lances mais roubados da história das Eliminatórias Européias. Henry não foi punido, o árbitro também não. Vejam:

Uma várzea, punida nesta Copa.

Como todos vocês já sabem.

VEJA TAMBÉM:

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 1990 e 1994

França e sua montanha-russa nas Copas do Mundo: 1990 e 1994

25 de junho de 2010 0

A eliminação de maneira ridícula, ainda na primeira fase, da Seleção Francesa manteve o histórico “eletrocardiograma” dos “Les Bleus” nos últimos 30 anos de Mundiais. Campeã em 1998, a França manteve a sina de ir muito bem ou ir muito mal nas Copas do Mundo. Vamos contar estas histórias aqui no Almanaque.

Os números são expressivos, para ambas as teses:

  • Campeã: 1998
  • Vice-campeã: 2006
  • Semifinalista: 1982 e 1986
  • Eliminada na 1º fase: 2002 e 2010
  • Nem se classificou: 1990 e 1994

Vamos começar a contar os fiascos de 1990 e 1994 e à noite os vexames de 2002 e 2006. No sábado, as semifinais de 1982 e 1986, o vice de 2006 e o título de 1998. O Brasil esteve envolvido em 86, 1998 e 2006…

1990:

A eliminação ainda na fase classificatória de 1990 foi comandada por um inexperiente técnico Michel Platini. Hoje presidente da UEFA, ex-dirigente da FFF, Platini engatinhava fora dos gramados quando assumiu no lugar do veterano técnico Henri Michel, comandante nas Copas de 1982 e 1986. Este foi demitido após uma vitória magra sobre a Noruega e um empate contra o Chipre.

Michel Platini, treinador da França nas Eliminatórias de 1990 - Foto: http://www.wikipedia.org

Em renovação, a França sofria sem Platini, Fernandez, Giresse e Six. Jovens como Papin e eficientes como Sauzée lideravam o time dentro de campo. Se a Iugoslávia mostrava um futebol espetacular da geração de ouro antes da Guerra Civil, ninguém imaginava que a Escócia seria páreo para a França. Mas pontos perdidos contra o Chipre e Noruega e uma derrota para a Escócia, todas fora de casa, custaram a classificação. A Espanha ficou atrás da Iugoslávia (16 pontos em 20 possíveis), e da Escócia, que fez 10 pontos contra 9 da França.

1994:

Esta não tem explicação. Depois do fiasco nas Eliminatórias de 1990, a França começou a ter Gerard Houlliér no comando do time em um grupo no qual despontavam ainda a Suécia e a Bulgária. Com um time renovado, os franceses tinham jogadores talentosos como Cantona e Ginola, jovens como Lizarazu e Desailly além de experientes como Papin e Deschamps. Começou mal, levando 2×0 da Bulgária (de Balakov, Stoichkov e Kostadinov) em Sofia. Ganhou seis em sete partidas, conseguiu um empate contra a fortíssima Suécia e só precisava vencer a lanterna Israel, que havia levado 4×0 em Tel-Aviv na rodada de ida.

Saiu perdendo com gol de Ronen Haraz, virou com dois golaços de Franck Sauzée e David Ginola ainda no primeiro tempo. Estava classificada até 38 do segundo tempo, quando Berkovitch empatou após rebote de Bernard Lama. Desesperada pelo gol da classificação antecipada, a França tomou um gol ridículo de contra-ataque aos 48 do segundo tempo, final Israel 3×2 em pleno Parc des Princes. Vejam o compacto do jogo na narração da TV israelense:

Nervosa, a França foi acusada de displicência no jogo anterior e não poderia perder para a Bulgária em casa. começou na frente com um gol de Eric Cantona no primeiro tempo. Cinco minutos depois, o eficiente búlgaro Kostadinov empatou para os búlgaros. Bizarramente, a França ficou o segundo tempo inteiro na defesa, ao invés de marcar o gol do desafogo.

Nos acréscimos, David Ginola cavou falta no ataque. Ao invés de segurar a bola, na cobrança ele fez um cruzamento errado, que gerou um contra-ataque. Kremenliev recuperou a bola, tocou para Balakov, que lançou Penev. Este abriu para Kostadinov que, sem ângulo, conseguiu o gol da vitória e classificação búlgara. Vejam o gol:

Desespero total na França, e o técnico Houlliér covardemente afirmou depois do jogo: “Ginola assassinou a nação francesa”, culpando um único jogador. Ginola e Cantona não mais jogaram pela França e o primeiro teve que se autoexilar na Inglaterra, aonde marcou época defendendo o Newcastle. Eles não estavam no grupo campeão Mundial de 1998. Irônico, o tradicional jornal Le Monde estampou no dia seguinte ao jogo no Parc des Princes: “França classificada para a Copa… de 1998“, aludindo o fato dos franceses serem anfitriões do Mundial seguinte.

França contra Israel: Lama; Desailly, Roche (Lizarazu) e Blanc; Petit, Deschamps, Le Guen e Sauzée; Papin, Cantona e Ginola (Djorkaeff). Técnico: Gerard Houllier

França contra Bulgária: Lama; Desailly, Roche e Blanc; Petit, Deschamps, Le Guen, Sauzée (Guérin) e Pedros; Papin (Ginola) e Cantona. Técnico: Gerard Houllier

#WimbledonForever terminou, tá? O último set foi 70 a 68 para Isner!

24 de junho de 2010 0

Terminou hoje, enfim, depois de três dias e mais de ONZE HORAS de jogo, o jogo entre Nicolas Mahut (FRA) e John Isner (EUA), pela primeira rodada do lendário Torneio de Wimbledon e que entrou na história como jogo mais longo de todos os tempos do tênis mundial.

Mahut e Isner do lado do histórico placar da Quadra 18 - Alaistair Grant/AP

A vitória foi do norte-americano Isner, cabeça-de-chave número 23 por 3 sets a 2, com inacreditáveis 70 a 68 no 5º set (em games, não pontos!), totalizando 11h05min. Isner bateu o recorde de aces, com 112 contra 103 de Mahut.

Só o quinto set durou 8h11min, superando com larga vantagem a partida (inteira!) mais longa do tênis, quando Fabrice Santoro venceu Arnaud Clement em 2004 no torneio de Roland Garros, jogo que durou 6h35min. Foram ainda 7h06min ontem, na mais longa disputa em um único dia.

Foram ainda 183 games, superando os 112 games do jogo entre Pancho Gonzales e Charlie Pasarell na 1º rodada do Torneio de Wimbledon em 1969.

E isto que os EUA nem gostam muito de futebol

24 de junho de 2010 2

Por questões profissionais, criei um vínculo de amizade com Tim Logan, que mora em Tucson – Arizona. Ontem após EUA 1×0 Argélia e o gol histórico de Landon Donovan, ele me chamou imediatamente no MSN após o jogo com a seguinte frase: “The Office is going crazy by now” (algo como “O escritório enlouqueceu agora”.


Algumas imagens selecionadas:


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Wimbledon tem jogo mais longo da história do tênis, e ele ainda não terminou!

23 de junho de 2010 0

tênis mundial chegou a diversos novos recordes nesta quarta-feira. A partida entre Nicolas Mahut (FRA) e John Isner (EUA-23º cabeça-de-chave) em Wimbledon acaba de se tornar o mais longo jogo da história do tênis mundial. De quebra ainda bateu o recorde de segmento de partida mais longa disputada em um único dia, de número de games em uma partida e ainda de aces em um único jogo.

O jogo dura mais de dez horas, sendo iniciado ontem e encerrado no 4º set por falta de luminosidade. Recomeçou hoje e só no 5º set superou 118 games. E o mais importante: ele NÃO TERMINOU! De novo por falta de iluminação natural, o jogo será continuado amanhã. Ele está empatado em 59 a 59 games no 5ºset!Isner (EUA) vs. Mahut (FRA) - Jogo mais longo da história do tênis  mundial em Wimbledon - Crédito: http://www.wikipedia.org

E como isto é essencial para um tenista vencer, normalmente os jogos de tênis são demorados em Wimbledon. A partida deve causar enorme discussão, pois os tenistas já estão reclamando há tempos da ausência de limites no 5º set em jogos de Grand Slam. Hoje todos os limites foram superados.

Isto tem uma explicação: em disputas na rapídissima grama ocorrem poucas quebras de saque. A chance do jogo se tornar uma monótona confirmação de serviços é real e ocorre frequentemente. A estranha recente mudança sobre o 5º set, acabando com o tie-breaker no mesmo, causa esta distorção.

A frase do técnico de Isner, Craig Boynton, resume tudo: “Se estiver 65×65 eu acho que vão decidir na moedinha…”

  • Primeiro set: Isner 6/4 Mahut – 32 minutos
  • Segundo set: Mahut 6/3 Isner – 29 minutos
  • Terceiro set: Isner 7/6 Mahut – 49 minutos
  • Quarto set: Mahut 7/6 Isner – 64 minutos
  • Quinto set: Mahut 59/59 Isner – 413 minutos – Total de 598 minutos

RECORDES SUPERADOS

Jogo mais longo da história do tênis – 9h58min (ainda em progresso) – Recorde anterior era de 6h33min, vitória de Fabrice Santoro sobre Arnaud Clement na 1º rodada de Roland Garros em 2004.

Maior número de games da história do tênis -  165 games (ainda em progresso) – Recorde anterior era de 112 games, quando Pancho Gonzales superou Charlie Pasarell na 1º rodada de Wimbledon em 1969. Neste em apenas um SET se superou a marca.

Maior sequência de partida da história do tênis – 7h04min disputados em 23/06 – Recorde anterior era de 6h33min no jogo completo entre Vicki Nelson-Dunbar e Jean Hepner, disputado em 1984 no Aberto dos EUA.

Maior número de aces em um único jogo – 94 aces de John Isner (ainda em andamento)  – Recorde anterior era do croata Ivo Karlovic com 78 aces em um jogo da Copa Davis de 2009.

Copa 2010: Resumão da 2º rodada, os melhores e piores do Mundial

21 de junho de 2010 1

Encerrada a segunda rodada e os times sul-americanos seguem brilhando intensamente na Copa do Mundo 2010. Brasil, Argentina e Chile venceram as duas partidas, enquanto Paraguai e Uruguai lideram seus respectivos grupos com 1 vitória e 1 empate.

O Brasil é o único classificado matematicamente, mas só um desastre absoluto tira Paraguai, Uruguai e Argentina. O Chile terá parada duríssima, contra a Espanha, ou terá que torcer por um tropeço da Suíça contra Honduras.

Enquanto isto, europeus pioraram sua situação com relação à primeira rodada. As potências Itália, Inglaterra e França seguem muito mal e com um futebol ridículo, sobretudo os dois últimos. Mesmo o bom time da Alemanha tropeçou, teve Klose expulso no primeiro tempo, perdeu pênalti e acabou derrotada pela Sérvia por 1×0. A Holanda foi o primeiro time matematicamente classificado e segue bem, apesar de não brilhar como em outros Mundiais.

Alguns destaques individuais merecem ser destacados: o golaço de David Villa que abriu a vitória sobre Honduras e a recuperação espanhola. A atuação soberba de Diego Forlán contra a África do Sul. O caos francês e a surra portuguesa sobre os norte-coreanos.

Copa 2010 - Melhores e Piores da 2º rodada - Fotos: Agência AFP

PRÊMIOS ALMANAQUE ESPORTIVO PARA A 2º RODADA DO MUNDIAL

Melhor time: Argentina, goleada sobre um adversário de qualidade. Menção para Uruguai e Portugal

Pior time: Coréia do Norte, tomou sete. Mas Inglaterra e França merecem ser citadas.

Melhor defesa da segunda rodada: México, que não deu a mínima chance para a França. Menções honrosas para a Argélia e para a Sérvia.

Pior defesa da segunda rodada: Coréia do Norte e os seis gols sofridos no 2º tempo resumem tudo.

Melhor ataque da segunda rodada: Portugal, arrasou a fraca Coréia do Norte com seis gols em um único tempo.

Pior ataque da segunda rodada: França (virtualmente eliminada) e Inglaterra (seis jogos sem gols de atacantes em Copas)

Surpresas positivas da segunda rodada: Sérvia, México, Nova Zelândia

Surpresas negativas da segunda rodada: Inglaterra, Itália e França

Zebra da segunda rodada: Inglaterra 0×0 Argélia e Itália 1×1 Nova Zelândia

Craque da segunda rodada: Diego Forlán (Uruguai)

Revelação da segunda rodada: Madjid Bougherra (Argélia)

Golaço da segunda rodada: David Villa (Espanha) entrando a dribles na área hondurenha e fazendo 1×0 para a “Fúria”

‘Quase golaço’ da segunda rodada: Chute de longe de Cristiano Ronaldo (Portugal), no travessão contra os norte-coreanos.

Defesa da segunda rodada: Vladimir Stojkovic pegando penalidade de Lucas Podolski e garantindo a vitória sérvia.

Frango da segunda rodada: Kawashima (Japão), que falhou no gol da vitória da Holanda por 1×0.

Burrice da segunda rodada: Expulsão absurda do volante Sani Kaita (Nigéria), ainda no 1° tempo com o jogo 1×0 para seu time. A Grécia virou com 1 jogador a mais.

Mico da segunda rodada: Caos na seleção francesa, atual vice-campeã mundial, com Anelka cortado após ofender o treinador, preparador físico brigando com Evra, dirigente se demitindo.

Melhor técnico da segunda rodada: Marcelo Bielsa e suas espetaculares substituições no 1×0 sobre a Suíça. Menção honrosa para Pim Verbeek, da Austrália, que reorganizou o time com 10 jogadores por 65 minutos, e para Radomir Antic, que anulou a Alemanha.

Pior treinador da segunda rodada: Raymond Domenech (França), deixando Henry no banco até o final fazendo apenas duas substituições e não ter nenhum comando no vestiário. Menção (des)honrosa para Capello e sua nula ofensivamente Inglaterra

Melhor árbitro da segunda rodada: Jorge Larrionda (Uruguai), em uma brilhante atuação técnica no jogo Camarões 1×2 Dinamarca

Pior árbitro da segunda rodada: Koman Coulibaly (Mali), anulando absurdamente o gol da vitória dos EUA sobre a Eslovênia em uma inexistente falta ofensiva. O jogo terminou 2×2.

Melhor jogo da segunda rodada: Dinamarca 2×1 Camarões

Pior jogo da segunda rodada: Inglaterra 0×0 Argélia

Top 3 da segunda rodada: Uruguai, Argentina, Portugal

Bottom 3 da segunda rodada: Inglaterra, Coréia do Norte, Itália

Seleção da segunda rodada: Paston (Nova Zelândia); Miguel (Portugal),Kjaer (Dinamarca), Nelsen (Nova Zelândia) e Salcido (México); Gilberto Silva (Brasil), Tiago (Portugal), Rommedahl (Dinamarca) e Raul Meirelles (Portugal); Higuaín (Argentina) e Forlán (Uruguai).

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Copa 2010: Resumão da 1º rodada, os melhores e piores

Suíça supera recorde da Itália de 550 minutos sem levar gols em Mundiais

21 de junho de 2010 1

Nada melhor que a expressão “Ferrolho Suíço” para demonstrar o recorde da Suíça sem tomar gols em Copas do Mundo. .A Suíça saiu derrotada hoje por 1×0 pelo Chile, e perdeu a liderança do grupo H da Copa do Mundo 2010. Porém pode comemorar que entrou na história do futebol mundial ao completar 559 minutos sem levar um mísero gol.

O recorde contemplava ainda alguns minutos da Copa de 1986, totalizando 550 minutos. Já a Suíça somou 559 minutos de 1994, 2006 e 2010 para superar a marca da Itália, talvez o maior feito deste país pouco tradicional no futebol. Giovanni Galli e Walter Zenga foram os arqueiros italianos, enquanto Marco Pascolo, Pascal Zuberbuhler e Diego Benaglio defenderam o gol suíço nestas duas marcas.

Ferrolho Suíço de 550 minutos sem gols em Mundiais: Benaglio (esq), Zuberbuhler (alto) e Pascolo (baixo)

O total de tempo que a Itália não sofreu gols em Mundiais deve considerar os 33 minutos finais do jogo França 2×0 Itália, pelas oitavas-de-final do Mundial de 1986 no México. Isto somado aos 517 minutos de 1990 totalizou 550 minutos sem levar um único gol.

OBS: para fins de simplificação não consideramos os minutos de acréscimos em nenhuma das partidas.

ITÁLIA

COPA DO MUNDO 1986

  • França 2×0 Itália – Yannick Stopyra faz aos 12 do segundo tempo na eliminação da então campeã mundial do Mundial do México de 1986. 33 minutos sem levar gols, último gol sofrido por Giovanni Galli nas oitavas-de-final.

COPA DO MUNDO 1990

  • Itália 1×0 Áustria – Walter Zenga é o titular – 123 minutos sem levar gols
  • Itália 1×0 Estados Unidos – 213 minutos sem levar gols
  • Itália 2×0 Tchecoslováquia -303 minutos sem levar gols
  • Itália 2×0 Uruguai – 393 minutos sem levar gols
  • Itália 1×0 Irlanda - 483 minutos sem levar gols
  • Itália 1×1 Argentina – Claudio Caniggia marca aos 22 do segundo tempo da semifinal, totalizando mais 67 minutos. Total 550 minutos sem tomar gols.

SUÍÇA

COPA DO MUNDO DE 1994

  • Espanha 3×0 Suíça – Anton Beguiristáin marca aos 41 do segundo tempo no final da goleada espanhola nas oitavas de final – 4 minutos sem tomar gols. Gol sofrido por Marco Pascolo.

COPA DO MUNDO DE 2006

  • Suíça 0×0 França – Pascal Zuberbühler é o goleiro titular e tem uma ótima Copa. Total 94 minutos sem tomar gols.
  • Suíça 2×0 Togo – 184 minutos sem levar gols.
  • Suíça 2×0 Coréia do Sul – 274 minutos sem levar gols.
  • Suíça 0×0 Ucrânia – Tempo normal + prorrogação, total 394 minutos sem levar gols.

COPA DO MUNDO DE 2010

  • Suíça 1×0 Espanha – Goleiro Diego Benaglio defende com brilho a meta helvética. 484 minutos sem tomar gols.
  • Suíça 0×1 Chile – Mark González marca aos 30 minutos do segundo tempo e acaba com a invencibilidade suíça (no report oficial o minuto do gol é sempre arredondado para cima, ou seja, gols aos 15 segundos são registrados como 1 minuto).  Total de 559 minutos sem tomar gols.