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Ontem não foi o dia do automobilismo brasileiro: acidente na F-Truck e roubalheira na F-Indy

26 de julho de 2010 3

Definitivamente o automobilismo brasileiro teve um dia esquecível em 25 de julho de 2010. Depois da vergonheira na Fórmula-1, envolvendo o brasileiro Felipe Massa, dois outros incidentes sérios ocorreram ao longo do dia em categorias diferentes, uma no Brasil e a outra no Canadá.

Primeiro um acidente espetacular na F-Truck, que felizmente não causou nenhuma tragédia e confirmou a segurança das cabines dos pilotos dos caminhões de quatro toneladas. Depois uma escandalosa decisão dos comissários de pista tirou uma justa vitória do brasileiro Hélio CastroNeves no GP de Edmonton pela F-Indy.

O acidente da F-Truck, uma categoria que eu normalmente não assisto, foi mais assustador que qualquer outra coisa. Na corrida disputada em Interlagos, no “S do Senna” Bruno Junqueira foi tocado por trás e decolou sobre o caminhão de Diumar Bueno.

O caminhão de Junqueira simplesmente separou a cabine do chassis de Diumarantes de capotar e ficar ao contrário. Instantes após o acidente, ele rápido dos destroços de sua cabine, que capotou algumas vezes após ser solta do chassis e acenou para o público, mostrando que estava bem. Já Bruno Junqueira ainda ficou alguns instantes sendo atendido e foi enfim retirado dos destroços, sem lesões sérias. Vejam as cenas:

Ridícula, infelizmente, a participação de um repórter que fez a pergunta: “Este foi o acidente mais sério da sua carreira, Bruno?” cerca de 30 segundos após este ser retirado do carro. Foi prontamente advertido pelo experiente narrador Téo José, que já viu dois falecimentos na F-Cart (Gonzalo Rodriguez e Greg Moore, ambos em 1999 e separados por apenas seis semanas) pela quase sandice da pergunta.

Falando em F-Cart, ontem tivemos uma decisão inacreditável dos comissários de pista no GP de Edmonton, disputado no aeroporto da cidade canadense. Na antepenúltima volta, Hélio CastroNeves segurou de maneira limpa a tentativa de ultrapassagem do companheiro Will Power, que acabou perdendo a posição para Scott Dixon.

Mas a comissão de prova absurdamente considerou uma manobra ilegal do brasileiro e puniu o mesmo com um drive-through. Como a corrida terminou, Hélio foi punido e caiu para o 10º lugar, o último na mesma volta do líder (que acabou sendo o neozelandês Scott Dixon).

Revoltado, o tricampeão de Indianápolis foi para cima do posto dos comissários de pista xingando muito. Ele perdeu o controle e quase bateu em um representante da categoria. Hélio deve ser multado, mas a decisão arbitrária e inaceitável dos dirigentes ainda pode ser revista.  Vejam as cenas:

Comentários (3)

  • Adriano Rech diz: 27 de julho de 2010

    qta marmelada hein?!

    temos que dar mais valor as categorias nacionais…dar valor pro que é nosso…como essa formula truck que é maravilhosa e unica no mundo.

    categorias internacionais são mto obscuras como se viu ai nesses episódios de cart e f1.

    mta grana e interesses em jogo ai sempre tem os dick vigaristas se aproveitando.

  • Mariane Batista diz: 27 de julho de 2010

    Belo post… aquele acidente foi apavorante, ainda bem que tudo deu certo, só o reporter “Joselito”…

  • Natanael Felipe Rhoden diz: 28 de julho de 2010

    Perin, também não concordo com a punição ao Hélio, mas infelizmente, ela está correta. Abaixo o regulamento da categoria, lembrando que a Indy hoje está sob a chnacela da IRL pois a CART faliu em 2003.

    Abaixo, segue o regulamento em da IndyCar Series:

    Regra 9.2 (A) – O procedimento de penalização é o resultado da conduta na pista e geralmente imposto durante a atividade de pista. Se a imposição da penalidade é feita perto do fim das atividades na pista, o carro e o piloto não precisam cumpri-la na hora. O oficial chefe estabelecerá a posição do piloto nos resultados, refletindo a punição em pista. A penalidade está incluída sem nenhuma limitação, reposicionamento e não é protestável, apelável.

    Regra 9.3 (B) – Um piloto não deve alterar a sua linha de traçado baseado na ação de perseguir pilotos ou usar uma linha anormal para inibir ou prevenir ultrapassagens. Bloquear resultará no mínimo em bandeira preta – drive through.

    Regra 7.1 (B) (4) (C) (4) – O oficial principal deve determinar o tipo e a duração da bandeira preta. O carro penalizado deve proceder ao pit como mandam os oficiais e talvez retornar a corrida, só com a permissão dos fiscais. No caso do piloto violar as regras, nenhum trabalho será permitido no carro durante a execução da bandeira preta. Se algum trabalho ocorrer, as condições da penalidade são indefinidas e o procedimento pode ser executado novamente na próxima volta. A penalidade não pode ser protestada ou sofrer apelação.

    EDITADO: ou seja, ela é usada apenas quando convém aos comissário.

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