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Posts do dia 25 agosto 2010

OPINIÃO: A chave do sucesso prolongado está no banco de reservas. Na mudança dele!

25 de agosto de 2010 2

Para ser campeão em uma só temporada, podem bastar somente fatores como sorte, acertos pontuais nas contratações ou brilhos individuais de jogadores ainda desconhecidos. Porém para iniciar um período prolongado de sucesso, isto não é o bastante.

Além do óbvio, planejamento financeiro, organização administrativa, bons olheiros etc, é necessário uma política de futebol a médio-longo prazo. Por ser um estudioso de tudo que abrange o esporte, sobretudo o futebol, gosto de avaliar fatores externos que influenciam resultados dentro de campo.´

Fotografia do Inter campeão da América 2010 - Vai mudar - Crédito Sport Club Internacional

Por isto, estudei todos os times multicampeões por mais de uma temporada, daqueles que marcaram época em um país. Casos do Milan dos holandeses, do Manchester United de Alex Ferguson, do São Paulo de Telê. Vi que a chave do sucesso para quase todos eles foi manter uma base do time titular (de 7 a 10 titulares do ano anterior) , mas renovar fortemente os reservas.

Isto é uma premissa básica em times que criam uma dinastia em um país, pois com reservas com fome de vencer e emular os títulos dos predecessores, os titulares não se acomodam. Além disto, eventuais carências mostradas no ano anterior são resolvidas com estas modificações.

Em 2007, o Internacional deveria ter feito tudo isto. E não fez nada. Como um campeão inexperiente, manteve quase todos os reservas campeões mundiaisaté a metade do ano, mesmo aqueles em péssima fase. O desempenho foi um desastre. Com titulares seguros em não perder a posição e reservas que ganhavam muito bem e estavam satisfeitos no banco, ocorreram os fiascos do 1º semestre, eliminado na 1º fase do Gauchão e da Libertadores.

Do meio para o final do ano de 2007 saíram os titulares Alexandre Pato e Ceará, mais os reservas Vargas, Perdigão, Michel, Gabiru, Rubens Cardoso, Hidalgo, Élder Granja, Ediglê, Marcelo Boeck, etc.

O treinador Abel Braga saiu, entrou Alexandre Gallo. Isto deu uma oxigenada no grupo, mas ainda insuficiente. Muito fraco, Gallo foi demitido sumariamente em poucos meses e Abelão voltou. No final do ano, resolveram tudo e vieram Magrão, Guiñazu, Nilmar, Marcão, etc.

Para 2011, o Inter promove lenta e gradualmente uma modificação nesta tese. Três jogadores já saíram do grupo (Fabiano Eller, Sandro e provavelmente Taison), outros devem sair em dezembro, casos de D’Alessandro, Kléber, Alecsandro, Índio, Sorondo, Bruno Silva, Edú, Éverton, Pato Abbodanzieri.

Porém imediatamente outros jogadores estão chegando: Renan para o gol, Ronaldo Conceição, Ronaldo Alves e Dalton para a envelhecida zaga, Leonardo para a lateral-esquerda, Tinga e Oscar para o meio-campo, Ilan e Rafael Sóbis para o ataque. Isto somado às prováveis promoções de João Paulo e Élton ao elenco principal e a afirmação de Marquinhos e Leandro Damião

A renovação não pode ser imediata, mas não pode deixar de ocorrer.

Mudar o banco de reservas muitas vezes é tão ou mais importante que pensar no time titular.

E o Internacional está no caminho certo para que isto ocorra.