Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de agosto 2010

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Parte I

30 de agosto de 2010 8

Há 15 anos, o Grêmio conquistava o bicampeonato da Copa Libertadores da América. No dia 30 de agosto de 1995, na cidade colombiana de Medellín, o Tricolor superava o Atlético Nacional e levantava seu segundo título continental. O capitão Adílson se tornava o segundo “Capitão América”, seguindo os passos do uruguaio Hugo de León doze anos antes.

O bicampeonato da América - Reprodução ZH

Nada vai ser mais completo que o trabalho do André Kruse no Libertadores 1995, mas vou dar minhas impressões sobre aquela conquista. Talvez por ser um pouco mais velho que ele, lembro de alguns detalhes e principalmente do contexto da época.

Grêmio - Campeão da Copa do Brasil 1994 -> vaga garantida na Libertadores 1995

O Grêmio iniciou a trajetória para esta conquista sendo bicampeão da Copa do Brasil em 1994. Com um time muito limitado mas organizadíssimo em campo e disciplinado (a ponto de ter o obscuro Nildo como artilheiro!), o Tricolor bateu adversários de ponta como São Paulo, Vasco da Gama e Corinthians antes de superar o surprendente Ceará na decisão (que tinha eliminado o milionário Palmeiras e ainda o Internacional). Ao longo daquela temporada de 1994, ocorreram vários ‘atrasos salariais’ estratégicos, quando os maiores salários do grupo abriram mão de receber em dia em troca dos jogadores que ganhavam menos.

Na época o técnico Luiz Felipe Scolari começava a conquistar a temida social do Olímpico. Apesar de um momento de instabilidade no Brasileirão daquele ano (a ponto do presidente Fábio Koff afirmar que enquanto ele fosse presidente, Felipão ficaria no comando do time), o fato é que Scolari já estava no clube há 18 meses, mais do que qualquer técnico brasileiro à época (exceção feita a Telê Santana) quando começou a temporada de 1995.

Para a temporada seguinte, com pouco dinheiro em caixa, o Grêmio obteve praticamente 100% de acerto nas contratações. Manteve o técnico Luiz Felipe Scolari e uma base formada com Carlos Miguel, Danrlei e Roger. Fez o negócio da sua vida ao liberar o valorizado zagueiro Agnaldo para o Flamengo, recebendo em troca o atacante Magno e como contrapeso o atacante Paulo Nunes, sem espaço no rubro-negro que comemorava seu Centenário.

No Vasco da Gama, trouxe o reserva Jardel, escanteado em São Januário por causa do centroavante Valdir. Dinho estava livre e veio para o Olímpico depois de ser bicampeão da Libertadores na reserva do São Paulo. Do inexpressivo Talleres-ARG trouxe o zagueiro Rivarola para compor banco, enquanto Arce se tornava uma das maiores pechinchas da história ao vir do futebol paraguaio para se tornar um dos melhores, senão o melhor, laterais-direito do mundo. Luís Carlos Goiano estava indo para a Tuna Luso quando recebeu o inesperado convite para ir para o Olímpico.

Com problemas disciplinares, Jamir e Émerson (goleiro) foram liberados, o primeiro indo para o Botafogo e o segundo para o Flamengo. Luciano assumiu a titularidade na zaga e Murilo virou o 1º reserva de Danrlei. Gélson veio do Criciúma para compor grupo, enquanto o talentoso meia Émerson assumia a titularidade da meia-direita no 4-4-2 gremista posicionado em um quadrado no meio-campo.  Ou seja, tudo para dar errado, certo? A história conta que não foi bem assim. Vágner Mancini permanecia no clube enquanto Arílson finalmente conseguia espaço no elenco principal. O ponteiro-direito Alexandre deixou o Inter e foi para o Grêmio.

O Grêmio caiu no grupo 4 com Palmeiras e mais os equatorianos EMELEC e El Nacional, classificando três times. Na estréia, um jogo repleto de falhas defensivas, com direito a um gol quase do meio-campo de Roberto Carlos (vejam o vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=NNeUXv2Kwd4) e vitória do Palmeiras por 3×2. Indo para o Equador, empate contra o EMELEC por 2×2 em um jogo no qual o Grêmio buscou duas vezes o empate e jogou melhor que o adversário. Na partida seguinte, vitória de 2×1 nos acréscimos, aproveitando a fragilidade do El Nacional e superando com tranquilidade a altitude equatoriana de Quito.

No início do returno, um 0×0 no Olímpico contra o mesmo Palmeiras em um jogo que o Grêmio não jogou bem e não teve as chances mais claras. Depois, em jogos esdrúxulamente marcados para sexta-feira (SEXTA-FEIRA À NOITE!!!) o Tricolor atropelou o EMELEC por 4×1 e bateu o El Nacional por 2×1. Lembro bem porque fui para duas festas do Colégio Militar (estava no 3º ano do 2º grau) chamadas “Chiclete com Banana” logo após o encerramento de cada partida. Facilmente, o Grêmio ficava em segundo lugar mas apenas ‘cumprindo com a obrigação’. Sem encantar, sem mostrar nada demais.

Tudo isto mudaria na noite de 18 de abril de 1995. Curiosamente, foi em um jogo da Copa do Brasil contra o Palmeiras no Parque Antarctica. Creio que esta partida foi um divisor de águas na temporada. Naquele dia, o Grêmio segurou um heróico 2×2 fora de casa mesmo terminando a partida com 9 jogadores e se classificando para as quartas-de-final daquela competição (que aliás, se sagraria vice-campeão).

Com a vaga, a confiança de que aquele time podia enfrentar qualquer outro adversário, em qualquer situação.

Isto se confirmou uma semana depois, mas isto é assunto para amanhã próxima semana

Qual jogador brasileiro ganhou mais Libertadores? Vocês nem imaginam...

27 de agosto de 2010 23

Esta pouca gente deve saber… Estou criando um levantamento que mostra os atletas brasileiros com mais títulos de Libertadores no currículo. Na minha análise, só considerarei atletas com três ou mais títulos. Evidentemente está incompleto, e por isto preciso da ajuda dos meus leitores.

Vítor, o único brazuca tetracampeão da Libertadores

Palhinha? Dinho? Fabiano Eller? que nada! O jogador do futebol brasileiro com mais títulos de Copa Libertadores da América é o discutível lateral-direito Vítor. Reserva do lendário Cafú em 1992 pelo São Paulo, Vítor foi titular na conquista de 1993 do tricolor paulista. Como titular, foi campeão ainda em 1997 pelo Cruzeiro e no ano seguinte pelo Vasco da Gama. Com restrições técnicas, sempre foi um jogador voluntarioso e muito disciplinado, sendo uma peça de confiança dos treinadores.

Três treinadores brasileiros conquistaram a Libertadores duas vezes: Luís Felipe Scolari (Grêmio 1995 e Palmeiras 1999), Paulo Autuori (Cruzeiro 1997 e São Paulo 2005) e o Mestre Telê Santana (São Paulo 1992 e 1993). EDITADO: o amigo Paulo César Filho lembrou de Lula, técnico campeão pelo Santos em 1962 e 1963.

TETRACAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Vítor - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro) e 1998 (Vasco da Gama)

TRICAMPEÃO DA AMÉRICA

  • Dinho - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1995 (Grêmio)
  • Elivélton - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Fabiano Eller – 1998 (Vasco da Gama), 2006 e 2010 (ambos com o Internacional)
  • Palhinha - 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1997 (Cruzeiro)
  • Ronaldo Luiz – 1992 e 1993 (ambos com o São Paulo), 1998 (Vasco da Gama)


Lembram de outros? Me ajudem!

Especial Spa-Francorchamps: a melhor corrida da Fórmula-1 sempre!

26 de agosto de 2010 2

Vale a pena reler o especial do Almanaque Esportivo sobre a melhor pista da Fórmula-1 hoje e em qualquer tempo. Os sete quilômetros mágicos de Spa-Francorchamps, na Bélgica, no meio da floresta das Ardenas escondem muita história da Europa Ocidental

Vejam o que uma barbárie da Segunda Guerra Mundial, um lugar para descanso e a maior categoria do automobilismo mundial tem em comum!

Graham Hill no GP da Bélgica de 1965 na mítica `Eau Rouge`/Rainer Neuberg/

A melhor pista da Fórmula-1. Um dos lugares mais bonitos, aconchegantes e simples da Europa.

O circuito mais desafiador, que tem a curva mais lenta da temporada: La Source, logo após a largada. E também a mais impressionante de todas as curvas: a mítica Eau Rouge, imediatamente na sequência da La Source. Nesta semana que antecede o GP da Bélgica de Fórmula-1, nada mais justo que citar a pista mais sensacional de todos os tempos: SPA-FRANCORCHAMPS.

Este circuito, que no passado teve 14km e hoje possui a metade, fica em torno de vários vilarejos na bela região das Ardenas, na Bélgica. Os três mais importantes são Spa, Stavelot e Malmédy. Estas três cidades possuem referências históricas sensacionais, com fatos que devem ser resgatados.

Você certamente já ouviu: “Fulano foi para um spa se recuperar ou emagrecer”. Sim, a expressão “spa“, hoje tão utilizada para resorts nos quais as pessoas mais abastadas curtem momentos tranquilos, tem como origem esta cidade belga.

Há quase dois mil anos, os romanos descobriram fontes de água mineral considerada rejuvenescedora e desde então os nobres, ricos iam para `Spa` se recuperarem, descansarem ou fazerem qualquer coisa de diferente. Assim, esta bucólica cidade belga se tornou um verbete de dicionário.

Spa e sua vizinha Stavelot também foram cidades-chaves fundamentais na Ofensiva das Ardenas, o maçico contra-ataque alemão na Segunda Guerra Mundial. Planejado após o “Dia-D“, desembarque dos Aliados na Normandia (França).

Executado pelas melhores Divisões Panzers e SS dos alemães, o contra-golpe planejado por Adolf Hitler buscava conter o avanço de tropas no norte do continente europeu durante o rigoroso inverno de 1944 para 1945.A batalha por aquela região ficou conhecida como a “Batalha do Bulge“.

Estas duas cidades foram das primeiras tomadas pelos alemães na contra-ofensiva iniciada dia 16 de dezembro de 1944. Stavelot era sede de um comando provisório do exército americano, que rapidamente foi recuado para uma posição na retaguarda. Lá ocorreu um incidente gravíssimo, ainda em dezembro: a 1° Divisão Panzer SS comandada pelo SS-Standartenführer Jochem Peiper massacrou cerca de 100 civis em Stavelot.

Malmédy era um importante centro rodoviário na região de Liége, muito próximo à Spa e Stavelot. Foi nesta cidade que ocorreu um dos piores crimes de guerra, no qual mais de 90 prisioneiros norte-americanostropas SS de Peiper, que naquele momento (18 de dezembro) corria atrás de combustível e estava atrasado no cronograma da ofensiva. Este incidente entrou na história como o “Massacre de Malmédy“. As tropas norte-americanas foram sumariamente executados pelas SS, que alegaram uma tentativa de fuga dos prisioneiros. O retorno dos norte-americanos foi violento: as tropas SS não tinham muita misericórdia nos combates.

O comandante Peiper foi julgado nos Tribunais de Nuremberg, foi condenado à morte mas posteriomente teve sua pena comutada à prisão perpétua, em uma polêmica decisão que teve até investigação paralela do Senado norte-americano.

Em 1976, Peiper morreu em um atentado no qual os agressores explodiram uma bomba incendiária e deixaram um recado: “Vingadores“…

Porém estamos no esporte e esta semana teremos alguns momentos especiais na Fórmula-1 em Spa-Francorchamps:

OPINIÃO: A chave do sucesso prolongado está no banco de reservas. Na mudança dele!

25 de agosto de 2010 2

Para ser campeão em uma só temporada, podem bastar somente fatores como sorte, acertos pontuais nas contratações ou brilhos individuais de jogadores ainda desconhecidos. Porém para iniciar um período prolongado de sucesso, isto não é o bastante.

Além do óbvio, planejamento financeiro, organização administrativa, bons olheiros etc, é necessário uma política de futebol a médio-longo prazo. Por ser um estudioso de tudo que abrange o esporte, sobretudo o futebol, gosto de avaliar fatores externos que influenciam resultados dentro de campo.´

Fotografia do Inter campeão da América 2010 - Vai mudar - Crédito Sport Club Internacional

Por isto, estudei todos os times multicampeões por mais de uma temporada, daqueles que marcaram época em um país. Casos do Milan dos holandeses, do Manchester United de Alex Ferguson, do São Paulo de Telê. Vi que a chave do sucesso para quase todos eles foi manter uma base do time titular (de 7 a 10 titulares do ano anterior) , mas renovar fortemente os reservas.

Isto é uma premissa básica em times que criam uma dinastia em um país, pois com reservas com fome de vencer e emular os títulos dos predecessores, os titulares não se acomodam. Além disto, eventuais carências mostradas no ano anterior são resolvidas com estas modificações.

Em 2007, o Internacional deveria ter feito tudo isto. E não fez nada. Como um campeão inexperiente, manteve quase todos os reservas campeões mundiaisaté a metade do ano, mesmo aqueles em péssima fase. O desempenho foi um desastre. Com titulares seguros em não perder a posição e reservas que ganhavam muito bem e estavam satisfeitos no banco, ocorreram os fiascos do 1º semestre, eliminado na 1º fase do Gauchão e da Libertadores.

Do meio para o final do ano de 2007 saíram os titulares Alexandre Pato e Ceará, mais os reservas Vargas, Perdigão, Michel, Gabiru, Rubens Cardoso, Hidalgo, Élder Granja, Ediglê, Marcelo Boeck, etc.

O treinador Abel Braga saiu, entrou Alexandre Gallo. Isto deu uma oxigenada no grupo, mas ainda insuficiente. Muito fraco, Gallo foi demitido sumariamente em poucos meses e Abelão voltou. No final do ano, resolveram tudo e vieram Magrão, Guiñazu, Nilmar, Marcão, etc.

Para 2011, o Inter promove lenta e gradualmente uma modificação nesta tese. Três jogadores já saíram do grupo (Fabiano Eller, Sandro e provavelmente Taison), outros devem sair em dezembro, casos de D’Alessandro, Kléber, Alecsandro, Índio, Sorondo, Bruno Silva, Edú, Éverton, Pato Abbodanzieri.

Porém imediatamente outros jogadores estão chegando: Renan para o gol, Ronaldo Conceição, Ronaldo Alves e Dalton para a envelhecida zaga, Leonardo para a lateral-esquerda, Tinga e Oscar para o meio-campo, Ilan e Rafael Sóbis para o ataque. Isto somado às prováveis promoções de João Paulo e Élton ao elenco principal e a afirmação de Marquinhos e Leandro Damião

A renovação não pode ser imediata, mas não pode deixar de ocorrer.

Mudar o banco de reservas muitas vezes é tão ou mais importante que pensar no time titular.

E o Internacional está no caminho certo para que isto ocorra.

JOGO BENEFICENTE - Ajude a APAE de Novo Hamburgo e veja ex-craques da Dupla!

20 de agosto de 2010 0

A APAE de Novo Hamburgo, junto de alguns parceiros, estará realizando um jogo beneficente no próximo sábado, no campo do Sport Club Americano, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo.

O jogo começa às 15h30min! A previsão é de tempo bom!

Um time com ex-jogadores da dupla GRENAL, para jogar com um time aqui de Novo Hamburgo, o Ki-Bola. Estão confirmados vários ex-craques como Aloísio, Batista, Danrlei, Larry, Alcindo Bugre, Aírton Pavilhão, Dorinho, Mazzaroppi, entre outros.

APAE/NH - Jogo Beneficente ex-craques da dupla Gre-Nal - Divulgação

 

O ingresso é 1 quilo de alimento não perecível, mas outras doações são bem-vindas! Colaborem!

A divulgação é de Vinicius F. Kunst

Campeão, Inter não perde em casa desde 1993 em jogos da Libertadores

19 de agosto de 2010 7

Há 17 anos invicto pela Libertadores em casa, o Internacional só não podia perder em casa depois de vencer no México por 2×1. E foi exatamente o que ocorreu ao derrotar o Chivas Guadalajara por 3×2 no estádio Beira-Rio e conquistar o bicampeonato da Copa Libertadores na temporada 2010.

Isto manteve uma longa invencibilidade no Beira-Rio em jogos por esta competição, desde 1993 quando perdeu de 1×0 para o Nacional de Meddelín-COL e ficou virtualmente eliminado do torneio.

Obviamente o Inter ficou 13 anos fora da Libertadores (entre 1993 e 2006) mas desde então os números são espetaculares: 17 jogos com 3 empates e 14 vitórias. Marcou 34 gols e sofreu 7.

Em 2006:

  1. Internacional 3×0 Nacional-URU
  2. Internacional 3×2 Pumas-MÉX
  3. Internacional 4×0 Maracaibo-VEN
  4. Internacional 0×0 Nacional-URU
  5. Internacional 2×0 L.D.U-EQU
  6. Internacional 2×0 Libertad-PAR
  7. Internacional 2×2 São Paulo (campeão)

Em 2007:

  1. Internacional 3×0 EMELEC-EQU
  2. Internacional 0×0 Vélez Sarsfield-ARG
  3. Internacional 1×0 Nacional-URU (eliminado na primeira fase)

Em 2010:

  1. Internacional 2×1 EMELEC-EQU
  2. Internacional 2×0 Cerro-URU
  3. Internacional 3×0 Deportivo Quito-EQU
  4. Internacional 2×0 Banfield-ARG
  5. Internacional 1×0 Estudiantes-ARG
  6. Internacional 1×0 São Paulo
  7. Internacional 3×2 Chivas Guadalajara-MÉX (campeão)

A sequência seria ainda maior se não fosse a derrota de 1×0 para a L.D.U. no jogo de ida da final da Recopa Sul-Americana em 2009. O Inter jogou mais 13 partidas pela Copa Sul-Americana (em 2003, 2004, 2005 e 2008) e 1 jogo pela Recopa Sul-Americana em 2007, sem perder nenhuma.

CBF não corrige distorção e Grêmio sai prejudicado na tabela do 2º turno

16 de agosto de 2010 20

CBF anunciou hoje o desmembramento da tabela do Campeonato Brasileiro 2010 entre as rodadas 20 e 29. Em março, ao anunciarem a tabela de jogos (parcial) do Brasileirão comentei sobre o equívoco da CBF com relação aos jogos da dupla Gre-Nal em Porto Alegre.

Minha opinião foi de que o Grêmio acabou bastante prejudicado por jogar praticamente todas as rodadas do meio de semana em casa. Foi um post bastante polêmico, vocês podem ver aqui:

Inter terá 18 jogos em casa nos finais de semana, enquanto o Grêmio apenas 8

O que teve de colorado me xingando foi brincadeira… Pior é que no texto eu citava que, em 2009, falei exatamente a mesma coisa mas sobre o Internacional, então prejudicado pela CBF. Naquela ocasião, foi a vez dos gremistas me xingarem… Haja paciência, hehehe.

Repito a minha solução de março, nada espetacular e sim ÓBVIO ULULANTE (valeu, Nélson): “Quantas rodadas serão no meio de semana? Nove?  Então faz assim: Grêmio joga seis vezes em casa, Inter joga três vezes (para ‘compensar’ 2009). No ano seguinte, equilibra: cinco para um, quatro para o outro. Na temporada posterior, inverte. Ou já define: metade mais um pra um, metade menos um pra outro. No ano seguinte, o inverso”

Para completar o ‘azar’ dos gremistas, nos poucos jogos no final de semana em casa (apenas três), choveu (Fluminense, ou estava muito frio (Goiás e Corinthians).

CONFIRAM OS NÚMEROS:

2009 (1º e 2º turno):

Inter no final de semana em casa: 12 jogos
Inter no meio de semana  em casa: 7 jogos

Grêmio no final de semana em casa: 16 jogos
Grêmio no meio de semana em casa: 3 jogos

2010 (1º turno definitivo e 2º turno até a 29º rodada):

Inter no final de semana em casa: 18 jogos
Inter no meio de semana  em casa: 1 jogo

Grêmio no final de semana em casa: 8 jogos
Grêmio no meio de semana em casa: 11 jogos


Resumo Geral – Comparativo 2009 vs. 2010

Inter – Seis jogos em casa a MAIS nos finais de semana
Grêmio – Oito jogos em casa a MENOS nos finais de semana

CBF precisa arrumar a bagunça das vagas na Libertadores

13 de agosto de 2010 25

É impressionante a (in)capacidade da CBF em organizar o Futebol Brasileiro. Ela não consegue dar um equilíbrio técnico a nada e normalmente suas decisões prejudicam times de grande rendimento em uma temporada.

A última confusão é causada pela decisão da CONMEBOL de colocar o campeão da Copa Sul-Americana de um ano, na Libertadores do ano seguinte. Isto causa uma séria distorção envolvendo os times que vão bem, que teoricamente deveriam ser beneficiados mas na prática não o são.

Um exemplo claro é de um time campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2009. No ano seguinte, ele só terá duas oportunidades de garantir vaga para a Libertadores da temporada 2011: sendo campeão da Copa do Brasil Libertadores ou sendo um dos quatro primeiros do Brasileirão.

Já um time com desempenho muito mais medíocre e que esteja entre os primeiros do ranking da CBF terá vantagens. Se em um ano ele for eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, do Estadual e ser apenas o 12º do Campeonato Brasileiro, terá três chances de garantir vaga na Libertadores. Primeiro na Copa do Brasil, depois na Copa Sul-Americana e finalmente no próprio Brasileirão. Estranho, né?

A grande idéia esdrúxula foi tirar da Copa do Brasil os times que estão na Libertadores por simplesmente ser incompetente em organizar datas para isto. Isto acabou com a legitimidade do ranking da CBF, aquele que premia vice-campeões da Copa do Brasil e 5º no Brasileiro com relação aos 4 melhores do Brasileirão. Isto já foi discutido no Almanaque Esportivo algumas vezes.

Outro erro grosseiro foi de não deixar o campeão brasileiro disputar a Copa Sul-Americana. Uma retomada nesta possibilidade poderia resolver o problema citado no início deste artigo.

Uma distorção antiga é a Copa do Brasil ser disputada no primeiro semestre, o que poderia ser perfeitamente evitada deixando a competição a ser disputada ao longo de todo o ano.

Um dos erros mais evitáveis é não convocar jogadores em decisões continentais e nacionais para disputar torneios como Copa das Confederações ou Copa América. Sem contar Mundiais Sub-alguma coisa. Isto já prejudicou a dupla Gre-Nal mais de uma vez.

Ex-estrela do Chivas faz gol de NARIZ na decisão da Supercopa Inglesa

09 de agosto de 2010 3

O garoto Javier Hernández, “El Chicarito” como é conhecido no México, estreou bem em jogos oficiais pelo Manchester United. O menino de 22 anos, que fez dois gols na Copa do Mundo de 2010 (contra a França e contra a Argentina), marcou o segundo na vitória de 3×1 sobre o Chelsea pela “Community Shield”, a Supercopa Inglesa.

O atacante mexicano recebeu, totalmente livre, um cruzamento perfeito da direita feito pelo equatoriano Antonio Valencia. Foi fazer gol bonito mas pegou mal na bola, que bateu no seu nariz antes de ir para as redes. Um gol totalmente tosco, hehehe:

Hernández foi vendido pelo Chivas Guadalajara antes da Copa do Mundo. O Manchester United pagou 8 milhões de libras por seu passe, algo que já é considerado uma bagatela no futebol inglês.

Regulamento da Libertadores confirma Inter na Recopa Sul-Americana 2011

09 de agosto de 2010 7

Mais uma disputa continental está garantida para o Inter. Ao contrário do divulgado no Almanaque Esportivo na última sexta-feira, o Internacional está garantido na Recopa Sul-Americana 2011.

Ao menos de acordo com o regulamento oficial da Copa Libertadores da América, publicado no pífio site da CONMEBOL. O velho amigo Otávio Niewinski e o leitor Daniel Chiodelli mandaram a mesma explicação: o artigo 1.5 do regulamento da Copa Libertadores 2011. Acho que isto acaba com a discussão sobre o assunto:

1.5 El campeón de la Copa Santander Libertadores de América, o en su defecto el mejor equipo sudamericano ubicado en la tabla final de posiciones de este torneo, será quien dispute la Recopa Sudamericana con el campeón de la Copa Sudamericana. El campeón de la Copa Libertadores, enfrentará al campeón de la Copa Sudamericana del mismo año en partidos de ida y vuelta a realizarse al siguiente año en fecha a determinar por CONMEBOL. El campeón de la Copa Libertadores, será local en el segundo partido.

O artigo 2.3 também fala sobre a próxima Libertadores e sobre o direito do atual campeão de disputar a próxima edição. Em um eventual título do Chivas Guadalajara, este seria o 1º classificado do futebol mexicano, que teria 4 ao invés de 3 vagas. Ou seja, o Inter não está garantido sendo vice a menos que os times mexicanos deixem de participar do torneio:

2.3 Las Asociaciones Nacionales determinarán el orden de clasificación de sus clubes al Torneo y los inscribirán como primero al tercero, cuarto o quinto clasificado de acuerdo a las plazas que les corresponden. El último campeón será inscripto como primero por la Asociación Nacional a la que corresponde, la cual en dicho año contará, entonces, con una plaza adicional.