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Posts do dia 8 setembro 2010

Alecsandro tem 20 gols, Kléber 9 assistências: confira números do Inter em 2010

08 de setembro de 2010 3

Alecsandro e Kléber são os destaques da artilharia do Internacional em 2010. Os números de 2010 do Colorado são bons e deixam o clube bem no Campeonato Brasileiro (em 4º lugar com 31 pontos em 18 jogos), além da obviedade do título da Copa Libertadores.

Muito menos espetaculares que os de 2009, mas os resultados são melhores: o Colorado foi campeão da Libertadores neste ano enquanto em 2009 foi vice da Copa do Brasil e Campeão Gaúcho. Para vocês terem uma idéia,  no mesmo 54º jogo de 2009, o Colorado tinha absurdos 122 gols marcados e 50 gols sofridos. Este ano, tem quase 40 gols a menos e 5 gols sofridos a mais.

Mesmo lesionado, o contestado Alecsandro já tem 20 gols e lidera isoladamente a artilharia vermelha. Ele é seguido, bem de longe, por Giuliano, o talismã da Libertadores e que já marcou 11 vezes neste ano. Em terceiro lugar, Leandro Damião que fez quatro gols nos últimos seis jogos, já está com 8 gols.

Nas assistências, Kléber deu quatro passes para gol nos últimos seis jogos e superou D’Alessandro e Andrezinho, que até então lideravam este quesito. Os números de Kléber superam a temporada 2009.

Como curiosidade, o pavoroso aproveitamento em cobranças de falta diretas: apenas um mísero gol em todo o ano. Foi na 12º partida contra o Santa Cruz pelo Gauchão, há mais de sete meses e marcado por Kléber. Em 2009 foram oito gols de falta, divididos entre Andrezinho e D’Alessandro.

Impressionam ainda os números de Celso Roth: são 15 jogos (4 deles com time reserva), 10 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. 20 gols marcados e 11 sofridos. O time titular jogou 11 vezes com 7 vitórias, 3 empates e 1 única derrota (contra o São Paulo na semifinal da Libertadores).

Confiram os números

Artilharia e Assistências do Inter em 2010 - Arquivo Pessoal

  • Jogos: 54
  • Vitórias:31
  • Empates: 11
  • Derrotas: 12
  • Gols pró: 87
  • Gols contra:55
  • Saldo: +32

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Final

08 de setembro de 2010 13

No dia que o Grêmio comemorou 15 anos deste feito, falamos do início da trajetória do Grêmio na conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América, em 1995. Hoje vamos falar sobre como se consolidou o Tricolor como o melhor time do continente à época: as quartas-de-final, semifinais e grande finalíssima.

Depois de embalar na Copa do Brasil 1995 ao bater o Palmeiras, o Tricolor superou o São Paulo e o Flamengo, sendo derrotado somente na final contra um time qualificado do Corinthians. Lembro até de uma (rara) frase infeliz do presidente Fábio Koff, que chamou Marcelinho Carioca de “pipoqueiro“. Foi justo este, Marcelinho, quem deu o título da Copa do Brasil ao Corinthians no final de junho: 1×0 em pleno Olímpico

O confronto contra o Flamengo pelo torneio nacional também ficou marcado pela lesão do atacante Magno. Criticado no início de temoprada, ele teve azar e foi duramente atingido por Fabiano, seu cumpadre de casamento no jogo de ida da Copa do Brasil. O Fla vencia por 2×0 quando o substituto de Magno, Jardel, marcou de cabeça e fez um salvador golzinho fora de casa. Dali em diante, nunca mais ele foi reserva no Grêmio…

Sete dias depois daquela classificação em São Paulo contra o Palmeiras, no mesmo instante que, no Beira-Rio ocorria mais um fiasco colorado típico dos anos 90 (isto é: ser eliminado em casa pelo Paraná ao perder por 1×0 e dando adeus à Copa do Brasil 1995 ainda na 2º fase), o Grêmio patrolava o Olímpia em pleno Defensores del Chaco por impiedosos 3×0 e virtualmente se classificava para a próxima fase da Libertadores.

No jogo de volta, 2×0 ao natural e um novo confronto contra o Palmeiras, já nas quartas-de-final. Isto só três meses depois… Confiram as imagens do jogo de ida, e relembrem o golaço de Dinho:

Então, no final de julho depois de uma longa parada por causa da Copa América, veio o duelo contra o Palmeiras. No segundo confronto entre as duas equipes em competições mata-mata (haveriam mais dois em 1996 pela Copa do Brasil e Brasileirão), o Grêmio sublimou no Olímpico. Em uma partida épica, marcada pela expulsão de Rivaldo no primeiro tempo, pela briga histórica de Válber, Dinho e Danrlei (vejam imagens: http://www.youtube.com/watch?v=Vz1zRUIhvKw), e por um show gremista dentro de campo, o Tricolor enfiou 5×0 no Palmeiras e virtualmente se classificou para as semifinais.

O técnico palmeirense Carlos Alberto Silva foi muito criticado por tirar um volante e colocar um atacante quando o jogo já estava 2×0 para o Grêmio, pois Felipão deu um nó tático e aproveitou o erro estratégico palmeirense. O Grêmio não quis nem saber e fez seus gols através de Arce aos 41 e Arílson aos 51 do 1°tempo; Jardel aos 4, 21 e 38 do 2°tempo. Confiram os gols:

5×0? Acabou, né? Bem, não foi o que vimos na semana seguinte… O público oficial foi de 16 mil pagantes, mas na época era muito comum a evasão fiscal, sobretudo porque a renda era dividida. Tinha quase 30 mil torcedores no Olímpico naquela gélida e chuvosa noite de 29 de julho.

No jogo de volta, com lutadores de jiu-jitsu de ‘gandulas’, um clima de guerra marcou a partida no Parque Antárctica. Para piorar, Danrlei (que agrediu Válber mas não foi expulso no jogo de ida) foi suspenso pela CONMEBOL e o Grêmio ficou virtualmente sem goleiro, pois Murilo estava com dedo quebrado e o reserva Antônio Carlos (que desapareceu do mapa) estava lesionado. No sacrifício, Murilo jogou.

O Grêmio fez 1×0 antes de 8 minutos com um gol de Jardel marcando, digamos assim, ‘com as áreas pubianas’. O Palmeiras empatou aos 29 com Cafú e virou com Amaral aos 38. Aliás, este foi o 1º gol do volante na carreira.

Faltavam improváveis quatro gols, mas sob a conivente e pavorosa arbitragem do goiano Antônio Pereira da Silva (o “Pereirão”), o Grêmio se intimidou com os pontapés alviverdes e com seu próprio nervosismo. No segundo tempo, o Palmeiras ampliou com Paulo Isidoro, o violento Mancuso (de pênalti) e Cafú (de novo) aos 39 minutos. Faltavam 6 minutos mais os acréscimos, mas o Grêmio segurou. Final, Palmeiras 5×1 Grêmio, classificado para as semifinais.

As semifinais foram um anticlímax. O adversário seria o equatoriano EMELEC (que não tinha a altitude a seu favor), surrado por 4×1 no Olímpico na primeira fase e que eliminou antes o Cerro Porteño (Paraguai) e o Sporting Cristal (Peru). O grande destaque do time era o vigoroso centroavante Edouardo Hurtado, que inclusive acertou na trave no jogo de ida, um 0×0 um tanto complicado. No jogo de volta, Grêmio 2×0 sem choro.

A decisão seria contra o colombiano Atlético Nacional, do goleiro Higuita e dos periogosos avantes Victor Hugo Aristizábal e Juan Pablo Ângel (ambos muito jovens, em início de carreira) que surprendentemente havia eliminado o quase mítico River Plate de Crespo e do meu ídolo “Don” Enzo Francescoli, com direito a gol de falta do maluco Higuita no tempo normal.

No primeiro jogo, o Grêmio patrolou. Higuita era o melhor em campo antes dos 20 minutos, com direito a uma magistral defesa em cabeceio de Arílson. O primeiro gol até demorou para sair, mas o tosco zagueiro Marulanda resolveu o problema marcando um golaço contra a ‘la Júnior Baiano’ ao cortar um cruzamento.

A porteira foi aberta e sete minutos depois Jardel, aproveitando falha de Higuita, ampliou para 2×0. No segundo tempo, o Tricolor continuou em cima e Paulo Nunes, aproveitando outro erro do goleiro colombiano, ampliou para 3×0. O Grêmio ainda perdeu inúmeros gols antes do atacante Juan Pablo Ângel descontar para o Nacional aos 27 minutos. Compacto do jogo:

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Alexandre) e Carlos Miguel (Nildo); Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO NACIONAL: Higuita; Santa, Marulanda, Foronda e Mosquera; Serna, Gutierrez, Pabón (Matamba) e Alexis Garcia; Angel e Arango.Técnico: Juan José Peláez

  • Juiz: Alfredo Rodas (Equador)
  • Local: estádio Olímpico (Porto Alegre)
  • Público: 54.257
  • Gols: Marulanda (Contra) aos 36 e Jardel aos 43 do 1ºtempo; Paulo Nunes aos 10 e Juan Pablo Angel aos 27 do 2º tempo.
  • Cartão Amarelo: Adílson, Angel, Gutierrez e Aléxis Garcia

No jogo de volta, o Nacional precisava vencer por dois gols de diferença para levar o jogo para as penalidades. Depois de Jardel errar um gol ridículo, o time da casa começou em uma pressão incrível. Aristizábal, grande estrela daquele time, aproveitou rebatida para marcar 1×0 aos 12 minutos.

O Nacional continuou em cima até o final do primeiro tempo, criando algumas chances boas mas nada muito claro. Já o Grêmio perdeu duas ótimas oportunidades com Jardel e Paulo Nunes, contando com uma boa atuação de Higuita.

Na etapa final, o time da casa foi ficando nervoso, enquanto o Grêmio controlava o temperamento. As chances foram raras para ambos os lados até que o reserva Alexandre saiu em disparada e foi derrubado na área. Pênalti que Dinho bateu com categoria e selou a decisão: Nacional 1×1 Grêmio. Grêmio, bicampeão da América.

Pênalti de Dinho em Higuita - José Doval/ZH

MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA

 

A América era Azul.

De novo…

 

Fotos: reprodução blog Libertadores 1995, arquivo pessoal de André Kruse e José Doval, ZH

VEJA TAMBÉM:

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Parte I
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/08/30/ha-15-anos-gremio-conquistava-o-bicampeonato-da-america-parte-i/?topo=2,1,1,,,77

Há 25 anos: Grêmio conquista a América!
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2008/07/28/ha-25-anos-gremio-conquista-a-america/?topo=2,1,1,,,77/

 

IMAGENS DA COMEMORAÇÃO

Adílson, \

Jardel, artilheiro da competição com 12 gols

Festa no retorno dos campeões ao Brasil - José Doval/ZH