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Posts de setembro 2010

Acidente nos boxes em Monza: vejam a gravidade do incidente!

13 de setembro de 2010 4

Todos que acompanharam o GP da Itália de Fórmula-1, disputado em Monza no último domingo, souberam que algo errado aconteceu nos boxes e que um mecânico da Hispania saiu ferido pelo carro do japonês Sakon Yamamoto.

A multa de 20 mil dólares para a Hispania GP por causa do incidente foi pouco perto da gravidade do ocorrido.Hoje o circuito interno do autódromo divulgou as imagens. O mecânico passa bem.

Neste caso, a culpa é sempre do mecânico e não do piloto. Foi o mecânico que tirou o ‘pirulito’ enquanto o responsável pelo abastecimento (vários avisaram, ÓBVIO que não tem reabastecimento. Ele deve ter ido verificar algo na saída de ventilação do motor) estava ainda na frente da roda, causando o acidente:

Isto me lembrou o grave acidente envolvendo o Michael Andretti na Fórmula-Indy. Lembro da cena mas não lembro ano, pista, nada. Sei que o mecânico não ficou seriamente ferido.

Fernandinho, do Shakhtar, quebra a perna em entrada criminosa

10 de setembro de 2010 3

O meia-atacante Fernandinho, que brilhou no Atlético-PR em meados da década, fraturou a tíbia após entrada criminosa no jogo Obolon Kiev 1×0 Shakhtar Donetsk pelo Campeonato Ucraniano 2010. A entrada criminosa ocorreu aos 21 minutos do primeiro tempo quando o jogo ainda estava 0×0. O pior é que o autor do carrinho, Pavel Khudzik não levou amarelo e acabou fazendo o gol da vitória do Obolon.

Uma das principais estrelas do atual campeão nacional, Fernandinho foi convocado no mês passado pelo treinador Mano Menezes para a temporada de treinos da Seleção Brasileira na Europa. O Shakhtar, campeão da Copa da UEFA (hoje Liga Europa) na temporada 2009, tem como companheiros os também brazucas William (ex-Corinthians), Jádson (ex-Atlético-PR), Luiz Adriano (ex-Internacional), Bruno Renan e Douglas Costa (ex-Grêmio) além do meia-atacante Alex Teixeira (ex-Vasco da Gama).

Aliás, na derrota para o Obolon, Douglas Costa foi eleito o melhor em campo.

Pênalti inacreditável: goleirão achou que tinha defendido, mas...

10 de setembro de 2010 2

Jogador tem que ficar focado até o fim, especialmente se for o goleiro… Um momento incrível nas oitavas-de-final da “Coupe du Trône”, a Copa Nacional do Marrocos. Depois de empatarem em 1×1 no tempo normal e na prorrogação, Maghreb de Fès e FAR Rabat, atual tricampeão da competição e que venceu o Maghreb na final de 2008, foram para a disputa de pênaltis.

Nunca comemore antes da hora...

Esta disputa estava 6×6  quando o Maghreb cobrou uma penalidade contra o FAR. O goleiro Khalid Askri defendeu parcialmente o chute de Mohamed Ali Benaamar e saiu comemorando para a torcida adversária. Só que a bola continuou girando e…

Para completar o azarão do goleiro Askry , Jaouad Bouaouda errou o chute seguinte e o Maghreb terminou vencendo a disputa por 7×6, se classificando para as quartas-de-final.

Twitter do Almanaque Esportivo

09 de setembro de 2010 0

Refleti e resolvi criar um perfil exclusivo para o blog Almanaque Esportivo.  Assim separo questões pessoais de posts apenas do blog.

Sigam @a_esportivo

Alecsandro tem 20 gols, Kléber 9 assistências: confira números do Inter em 2010

08 de setembro de 2010 3

Alecsandro e Kléber são os destaques da artilharia do Internacional em 2010. Os números de 2010 do Colorado são bons e deixam o clube bem no Campeonato Brasileiro (em 4º lugar com 31 pontos em 18 jogos), além da obviedade do título da Copa Libertadores.

Muito menos espetaculares que os de 2009, mas os resultados são melhores: o Colorado foi campeão da Libertadores neste ano enquanto em 2009 foi vice da Copa do Brasil e Campeão Gaúcho. Para vocês terem uma idéia,  no mesmo 54º jogo de 2009, o Colorado tinha absurdos 122 gols marcados e 50 gols sofridos. Este ano, tem quase 40 gols a menos e 5 gols sofridos a mais.

Mesmo lesionado, o contestado Alecsandro já tem 20 gols e lidera isoladamente a artilharia vermelha. Ele é seguido, bem de longe, por Giuliano, o talismã da Libertadores e que já marcou 11 vezes neste ano. Em terceiro lugar, Leandro Damião que fez quatro gols nos últimos seis jogos, já está com 8 gols.

Nas assistências, Kléber deu quatro passes para gol nos últimos seis jogos e superou D’Alessandro e Andrezinho, que até então lideravam este quesito. Os números de Kléber superam a temporada 2009.

Como curiosidade, o pavoroso aproveitamento em cobranças de falta diretas: apenas um mísero gol em todo o ano. Foi na 12º partida contra o Santa Cruz pelo Gauchão, há mais de sete meses e marcado por Kléber. Em 2009 foram oito gols de falta, divididos entre Andrezinho e D’Alessandro.

Impressionam ainda os números de Celso Roth: são 15 jogos (4 deles com time reserva), 10 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. 20 gols marcados e 11 sofridos. O time titular jogou 11 vezes com 7 vitórias, 3 empates e 1 única derrota (contra o São Paulo na semifinal da Libertadores).

Confiram os números

Artilharia e Assistências do Inter em 2010 - Arquivo Pessoal

  • Jogos: 54
  • Vitórias:31
  • Empates: 11
  • Derrotas: 12
  • Gols pró: 87
  • Gols contra:55
  • Saldo: +32

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Final

08 de setembro de 2010 13

No dia que o Grêmio comemorou 15 anos deste feito, falamos do início da trajetória do Grêmio na conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América, em 1995. Hoje vamos falar sobre como se consolidou o Tricolor como o melhor time do continente à época: as quartas-de-final, semifinais e grande finalíssima.

Depois de embalar na Copa do Brasil 1995 ao bater o Palmeiras, o Tricolor superou o São Paulo e o Flamengo, sendo derrotado somente na final contra um time qualificado do Corinthians. Lembro até de uma (rara) frase infeliz do presidente Fábio Koff, que chamou Marcelinho Carioca de “pipoqueiro“. Foi justo este, Marcelinho, quem deu o título da Copa do Brasil ao Corinthians no final de junho: 1×0 em pleno Olímpico

O confronto contra o Flamengo pelo torneio nacional também ficou marcado pela lesão do atacante Magno. Criticado no início de temoprada, ele teve azar e foi duramente atingido por Fabiano, seu cumpadre de casamento no jogo de ida da Copa do Brasil. O Fla vencia por 2×0 quando o substituto de Magno, Jardel, marcou de cabeça e fez um salvador golzinho fora de casa. Dali em diante, nunca mais ele foi reserva no Grêmio…

Sete dias depois daquela classificação em São Paulo contra o Palmeiras, no mesmo instante que, no Beira-Rio ocorria mais um fiasco colorado típico dos anos 90 (isto é: ser eliminado em casa pelo Paraná ao perder por 1×0 e dando adeus à Copa do Brasil 1995 ainda na 2º fase), o Grêmio patrolava o Olímpia em pleno Defensores del Chaco por impiedosos 3×0 e virtualmente se classificava para a próxima fase da Libertadores.

No jogo de volta, 2×0 ao natural e um novo confronto contra o Palmeiras, já nas quartas-de-final. Isto só três meses depois… Confiram as imagens do jogo de ida, e relembrem o golaço de Dinho:

Então, no final de julho depois de uma longa parada por causa da Copa América, veio o duelo contra o Palmeiras. No segundo confronto entre as duas equipes em competições mata-mata (haveriam mais dois em 1996 pela Copa do Brasil e Brasileirão), o Grêmio sublimou no Olímpico. Em uma partida épica, marcada pela expulsão de Rivaldo no primeiro tempo, pela briga histórica de Válber, Dinho e Danrlei (vejam imagens: http://www.youtube.com/watch?v=Vz1zRUIhvKw), e por um show gremista dentro de campo, o Tricolor enfiou 5×0 no Palmeiras e virtualmente se classificou para as semifinais.

O técnico palmeirense Carlos Alberto Silva foi muito criticado por tirar um volante e colocar um atacante quando o jogo já estava 2×0 para o Grêmio, pois Felipão deu um nó tático e aproveitou o erro estratégico palmeirense. O Grêmio não quis nem saber e fez seus gols através de Arce aos 41 e Arílson aos 51 do 1°tempo; Jardel aos 4, 21 e 38 do 2°tempo. Confiram os gols:

5×0? Acabou, né? Bem, não foi o que vimos na semana seguinte… O público oficial foi de 16 mil pagantes, mas na época era muito comum a evasão fiscal, sobretudo porque a renda era dividida. Tinha quase 30 mil torcedores no Olímpico naquela gélida e chuvosa noite de 29 de julho.

No jogo de volta, com lutadores de jiu-jitsu de ‘gandulas’, um clima de guerra marcou a partida no Parque Antárctica. Para piorar, Danrlei (que agrediu Válber mas não foi expulso no jogo de ida) foi suspenso pela CONMEBOL e o Grêmio ficou virtualmente sem goleiro, pois Murilo estava com dedo quebrado e o reserva Antônio Carlos (que desapareceu do mapa) estava lesionado. No sacrifício, Murilo jogou.

O Grêmio fez 1×0 antes de 8 minutos com um gol de Jardel marcando, digamos assim, ‘com as áreas pubianas’. O Palmeiras empatou aos 29 com Cafú e virou com Amaral aos 38. Aliás, este foi o 1º gol do volante na carreira.

Faltavam improváveis quatro gols, mas sob a conivente e pavorosa arbitragem do goiano Antônio Pereira da Silva (o “Pereirão”), o Grêmio se intimidou com os pontapés alviverdes e com seu próprio nervosismo. No segundo tempo, o Palmeiras ampliou com Paulo Isidoro, o violento Mancuso (de pênalti) e Cafú (de novo) aos 39 minutos. Faltavam 6 minutos mais os acréscimos, mas o Grêmio segurou. Final, Palmeiras 5×1 Grêmio, classificado para as semifinais.

As semifinais foram um anticlímax. O adversário seria o equatoriano EMELEC (que não tinha a altitude a seu favor), surrado por 4×1 no Olímpico na primeira fase e que eliminou antes o Cerro Porteño (Paraguai) e o Sporting Cristal (Peru). O grande destaque do time era o vigoroso centroavante Edouardo Hurtado, que inclusive acertou na trave no jogo de ida, um 0×0 um tanto complicado. No jogo de volta, Grêmio 2×0 sem choro.

A decisão seria contra o colombiano Atlético Nacional, do goleiro Higuita e dos periogosos avantes Victor Hugo Aristizábal e Juan Pablo Ângel (ambos muito jovens, em início de carreira) que surprendentemente havia eliminado o quase mítico River Plate de Crespo e do meu ídolo “Don” Enzo Francescoli, com direito a gol de falta do maluco Higuita no tempo normal.

No primeiro jogo, o Grêmio patrolou. Higuita era o melhor em campo antes dos 20 minutos, com direito a uma magistral defesa em cabeceio de Arílson. O primeiro gol até demorou para sair, mas o tosco zagueiro Marulanda resolveu o problema marcando um golaço contra a ‘la Júnior Baiano’ ao cortar um cruzamento.

A porteira foi aberta e sete minutos depois Jardel, aproveitando falha de Higuita, ampliou para 2×0. No segundo tempo, o Tricolor continuou em cima e Paulo Nunes, aproveitando outro erro do goleiro colombiano, ampliou para 3×0. O Grêmio ainda perdeu inúmeros gols antes do atacante Juan Pablo Ângel descontar para o Nacional aos 27 minutos. Compacto do jogo:

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Alexandre) e Carlos Miguel (Nildo); Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO NACIONAL: Higuita; Santa, Marulanda, Foronda e Mosquera; Serna, Gutierrez, Pabón (Matamba) e Alexis Garcia; Angel e Arango.Técnico: Juan José Peláez

  • Juiz: Alfredo Rodas (Equador)
  • Local: estádio Olímpico (Porto Alegre)
  • Público: 54.257
  • Gols: Marulanda (Contra) aos 36 e Jardel aos 43 do 1ºtempo; Paulo Nunes aos 10 e Juan Pablo Angel aos 27 do 2º tempo.
  • Cartão Amarelo: Adílson, Angel, Gutierrez e Aléxis Garcia

No jogo de volta, o Nacional precisava vencer por dois gols de diferença para levar o jogo para as penalidades. Depois de Jardel errar um gol ridículo, o time da casa começou em uma pressão incrível. Aristizábal, grande estrela daquele time, aproveitou rebatida para marcar 1×0 aos 12 minutos.

O Nacional continuou em cima até o final do primeiro tempo, criando algumas chances boas mas nada muito claro. Já o Grêmio perdeu duas ótimas oportunidades com Jardel e Paulo Nunes, contando com uma boa atuação de Higuita.

Na etapa final, o time da casa foi ficando nervoso, enquanto o Grêmio controlava o temperamento. As chances foram raras para ambos os lados até que o reserva Alexandre saiu em disparada e foi derrubado na área. Pênalti que Dinho bateu com categoria e selou a decisão: Nacional 1×1 Grêmio. Grêmio, bicampeão da América.

Pênalti de Dinho em Higuita - José Doval/ZH

MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA

 

A América era Azul.

De novo…

 

Fotos: reprodução blog Libertadores 1995, arquivo pessoal de André Kruse e José Doval, ZH

VEJA TAMBÉM:

Há 15 anos: Grêmio conquistava o bicampeonato da América! Parte I
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/08/30/ha-15-anos-gremio-conquistava-o-bicampeonato-da-america-parte-i/?topo=2,1,1,,,77

Há 25 anos: Grêmio conquista a América!
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2008/07/28/ha-25-anos-gremio-conquista-a-america/?topo=2,1,1,,,77/

 

IMAGENS DA COMEMORAÇÃO

Adílson, \

Jardel, artilheiro da competição com 12 gols

Festa no retorno dos campeões ao Brasil - José Doval/ZH

SETEMBRO NEGRO: O Massacre de Munique no dia mais triste das Olimpíadas

05 de setembro de 2010 7

O dia 05 de setembro de 1972 entrou para a história das Olimpíadas e do esporte mundial. Infelizmente pelo motivo mais sombrio: a morte de onze atletas israelenses em um ação terrorista que, pela primeira vez ,capitalizou a mídia como agente de exposição de uma operação

Foi nesta data que oito terroristas palestinos razoavelmente treinados e muito dedicados invadiram a Vila Olímpica de Munique e sequestraram nove atletas israelenses, matando outros dois deles no início do incidente. Na desastrada tentativa de resgate do atletas, todos os sequestrados morreram assim como cinco criminosos e um policial alemão-ocidental.

A vigésima Olimpíada da Era Moderna, conhecida até então pelo slogan “Jogos Felizes” e que marcaria época pelas sete medalhas de ouro de Mark Spitz na natação, se tornava um doloroso drama de 21 horas com um trágico desfecho.

Para entender tudo isto, o Almanaque Esportivo faz uma recuperação de todos os fatos envolvidos neste atentado terrorista que marcou os Jogos Olímpicos de Munique em 1972 na então Alemanha Ocidental. Sem dúvida, a maior tragédia olímpica já ocorrida na Era Moderna.

Munique

Antes, Durante e Depois.

PRÓLOGO

Em setembro de 1970 ocorreu uma frustrada tentativa de golpe de estado na Jordânia contra o Rei Hussein II, comandada pela então terrorista OLP (Organização da Libertação Palestina). Na ocasião, o rei jordaniano iniciou uma campanha contra militantes políticos palestinos no país. Aliás, Hussein II foi o único líder árabe a condenar veementemente a ação terrorista nos Jogos de Munique.

Em resposta à repressão de estado jordaniana, foi criada a organização paramilitar “Setembro Negro“, comandada por membros da Fatah (organização comandada por Yasser Arafat), contando com o apoio de membros da As-Sa’iqa e OLP. O terrorista Mohammed Daoud Oudeh foi o mentor intelectual das ações da organização. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o “Setembro Negro” era um braço extremista da Fatah, que estava ciente de suas atividades.

Entre seu estabelecimento, em meados de 1971, até o “Massacre de Munique“, como ficou conhecido o incidente nas Olimpíadas, o “Setembro Negro“capitaneou ações como cartas-bomba para autoridades diplomáticas israelenses, sequestro de aviões, tentativas de assassinatos contra oficiais jordanianos e ainda o assassinato do primeiro-ministro jordaniano Wasfi Tel em 1971. Depois do atentado em Munique, outras ações continuaram a ocorrer até seu desmantelamento no final de 1974.

O INCIDENTE

Às 4 horas da madrugada do dia 05 de setembro de 1972, oito terroristas do Setembro Negro entraram na Vila Olímpica vestindo abrigos esportivos e mochilas. Inadvertidamente, dois membros da delegação norte-americana ajudaram os mesmos a escalar os muros da Vila, que não tinha praticamente nenhuma segurança naquele local. Eles pensavam que, assim como eles, eram atletas voltando das festas após o horário previsto de fechamento da Vila Olímpica.

Ao invadirem o apartamento 1 do prédio destinado à delegação de Israel, foram vistos pelo juiz de luta-livre Yossef Gutfreund, que percebeu os atacantes com máscaras e gritou para alertar seus colegas. Além disto, ele usou seu corpanzil de 130kgs para detê-los à porta, o que permitiu a fuga do seu colega Tuvia Sokolovsky.

Subjulgado, Gutfreund foi ferido pelos atacantes, enquanto o também treinador Moshe Weinberg levou um tiro no rosto. Este levou os invasores para o apartamento 3 repleto de lutadores e halterofilistas, pulando o apartamento 2 (o qual também tinha atletas israelenses de atletismo, tiro ao alvo e esgrima), pois provavelmente achou que os primeiros poderiam fisicamente ser mais capazes de deter os terroristas.

Na luta após invadir o apartamento 3, no qual todos os seis atletas dormiam, o halterofilista Yossef Romano foi assassinado ao tentar render um dos atacantes. Weinberg tentou novamente atacar os invasores mas foi metralhado e também morreu. Na confusão, o igualmente halterofilista Gad Tsobari conseguiu fugir pelo estacionamento.

Os nove reféns restantes, incluindo o técnico de esgrima André Spitzer (que tinha acabado de chegar à Vila Olímpica), foram detidos pelos terroristas. Eles exigiam a libertação de 234 prisioneiros da OLP detidos pelo governo israelense além de dois radicais alemães, Andreas Baader e Ulrike Meinhof (do extremista grupo alemão Baader-Meinhof).Não negociamos com terroristas“, foi o retorno da Primeira-Ministra israelense Golda Meir.

A foto abaixo, do fotógrafo Kurt Stumpf, imortalizou o incidente.

Massacre de Munique - 5/09/1972 - KURT STRUMPF/AP reprodução www.thetimes.com

O chefe da delegação egípicia A.D. Touny e membros da Liga Árabe negociaram com os terroristas palestinos, prometendo “muito dinheiro” em troca da libertação dos reféns, algo rejeitado por eles. Em um impasse diplomático, os alemães-ocidentais organizaram uma pífia tentativa de resgate na tarde do dia 05 de setembro.

Quando os policiais, vestidos de abrigo esportivo, estavam quase entrando no prédio, os terroristas avisaram que estavam vendo tudo pela televisão e que qualquer tentativa de invasão resultaria na eliminação imediata dos reféns.

Um novo plano, enfim, foi definido pelos alemães-ocidentais, após as exigências dos palestinos de irem para o Cairo, capital do Egito.  As especializadas forças armadas alemães não podiam intervir, pois a Constituição Federal pós-guerra impedia o uso do Exército contra civis. Sobrou para a Polícia de Munique e o Governo da Baviera resolverem o incidente terrorista.

Era melhor que não tivessem feito, pois foi uma sucessão de equívocos trágicos. Nem de propósito, as autoridades alemãs-ocidentais cometeriam tantos erros graves de planejamento, estratégia e operacionais.

O primeiro passon foi posicionar um Boeing 727 na pista militar de Fürstenfeldbruck. Bizarramente, as autoridades alemãs-ocidentais prepararam uma tentativa de resgate com apenas cinco atiradores mal-treinados e pessimamente equipados, sem rádio e comunicação centralizada, tampouco tropas de assalto. Aliás, nem atiradores de elite os policiais eram: apenas oficiais que estavam em um torneio de tiro naquele final de semana.

Apenas no transporte da vila Olímpica de ônibus para dois helicópteros, se percebeu que, além dos nove reféns haviam mais terroristas do que o inicialmente observado: oito ao invés de cinco. Para piorar, os helicópteros ao descerem em Fürstenfeldbruck ficaram mal posicionados e, sem ângulo de tiro, dois atiradores ficaram impossibilitados de agir.

No Boeing deveriam estar 16 policiais alemães, que iriam atacar os terroristas assim que eles subissem na aeronave. Porém este agentes desistiram da ação sem comunicar o comando central da crise, ao concluírem que a ação não estava bem planejada. O comando central (composto por 2 políticos e 1 chefe de polícia), por sua vez, ‘esqueceu’ de pedir apoio terrestre blindado e, quando o fez, o mesmo ficou preso no tráfego, chegando somente à meia-noite, depois de ter começado o tiroteio.

três terroristas subiram na aeronave, totalmente vazia, e viram que tinham sido enganados. Um tiroteio começou e dois palestinos foram mortos. Logo depois, outro saiu correndo na direção de um dos atiradores e também foi morto, o único tiro disparado por este “sniper” em todo o incidente. No meio do caos, os oficiais israelenses do MOSSAD (serviço de inteligência de israel) tentaram negociar mas levaram tiros em sua direção.

Com a chegada dos blindados, os terroristas se apavoraram e um deles metralhou o helicóptero com quatro reféns, também jogando uma granada que explodiu a aeronave. Morriam Berger, Friedman, Halfin e Springer. Depois, outro terrorista metralhou os reféns do outro helicóptero, matando Gutfreund, Shapira, Shorr, Slavin e Spitzer.

Um dos atiradores alemães e um dos pilotos ficaram feridos por ‘fogo amigo’, já que não conseguiam se comunicar com seus companheiros. O policial alemão Anton Fliegerbauer morreu de bala perdida (ele estava na torre de controle aéreo) e um total de cinco terroristas foram mortos. Um deles tentou fugir e outros três foram presos. O fugitivo acabou morto 40 minutos depois em um combate com as forças de segurança alemãs-ocidentais.

AS VÍTIMAS:

Kehat Shorr, atirador

Yossef Romano, halterofilista

David Berger, halterofilista

Ze’ev Friedman, halterofilista

Jacov Springer, juiz de halterofilismo

Mark Slavin, lutador

Eliezer Halfin, lutador

Moshe Weinberg, técnico de luta

Yossef Gutfreund, juiz de luta

Andre Spitzer, técnico de esgrima

Amitzur Shapira, técnico de atletismo

Anton Fliegerbauer, policial alemão

EPÍLOGO

  • Os jogos só foram interrompidos 12 horas após o início da crise. E continuaram no dia seguinte ao massacre. Um Memorial foi realizado no estádio Olímpico de Munique no dia 7 de setembro, envolvendo três mil atletas e 80 mil espectadores. As bandeiras dos países envolvidos nos Jogos de Munique ficaram a meio-mastro, porém dez nações árabes exigiram que ficassem no topo, o que acabou sendo realizado.
  • Em solidariedade, o restante a delegação israelense deixou Munique, assim como a Argélia, Filipinas e Egito, este sob medo de represálias. Dezenas de atletas de outros países também deixaram a competição, com medo ou em solidariedade aos mortos. Wilma van Gool, corredora holandesa, deixou claro ao abandonar Munique: “Vou embora devido à obscena decisão de continuar com os Jogos”.
  • Pouco mais de um mês após o incidente em Munique, outro avião foi sequestrado pelo “Setembro Negro“, que exigiu a libertação dos três terroristas detidos. Isto acabou sendo feito, para fúria do governo israelense.
  • Em contra-partida, a Primeira-Ministra Golda Meir autorizou secretamente a criação de uma força-tarefa que recebeu a missão de identificar e matar todos os terroristas capazes de atos como estes.
  • A controvertida missão recebeu o nome de “Operação Ira de Deus” e teve muitos dos seus aspectos mostrados no filme “Munique“, de 2006 do diretor Steven Spielberg.
  • Uma sub-missão, chamada de “Operação Primavera da Juventude“, concebeu um assalto e posterior explosão de dois prédios que continham dezenas de terroristas e civis em Beirute. O líder da OLP, Yasser Arafat, e o próprio Hassan Salameh estavam próximos dos prédios bombardeados.
  • Na “Operação Ira de Deus” dezenas de terroristas foram assassinados pelo MOSSAD, assim como contatos comerciais e militantes políticos.
  • Um inocente garçom marroquino confundido com o líder máximo do Setembro Negro, Ahmed Bouchikhi, foi assassinado por tropas do MOSSAD em Lillehammer, na Noruega no ano de 1973. Os agentes envolvidos foram presos pela polícia norueguesa e condenados por homícidio, posteriormente deportados para Israel. Bouchiki era irmão de Chico Bouchikhi, um dos integrantes originais da banda Gipsy Kings.
  • Este epílogo foi um desastre para o MOSSAD na Europa, pois os membros presos colocaram em exposição toda a estrutura da entidade no continente: nomes de agentes, casas seguras de ações, documentos secretos. O Serviço Secreto Israelense demorou muitos anos para se recuperar na Europa.
  • Aliás, o líder Hassan Salameh sofreria mais quatro tentativas de assassinato até ter seu carro explodido em 1979, no Líbano.
  • Imediatamente após a tragédia, causada muito pela incompetência da polícia alemã-ocidental em tratar de ações terroristas,  o criticadíssimo governo alemão do chanceler Willy Brandt organizou a criação do Grenzschutzgruppe 9, conhecido mundialmente com a sigla GSG 9. A tropa de elite foi treinada para ações de contra-terrorismo, e hoje é exemplo mundial de competência.

A cobertura completa pode ser facilmente encontrada no You Tube. Porém selecionei estas imagens, do dia seguinte à tragédia em Munique. Mostram um lado diferente da habitual cobertura do noticiário tradicional:

E que isto nunca mais se repita…

Jonas lidera artilharia gremista; confiram gols e assistências em 2010

03 de setembro de 2010 6

Hoje lendo a matéria Fábio Santos reclama da falta de pênaltis em favor do Grêmio achei que seria o momento ideal de lembrar um detalhe interessante sobre as estatísticas do Tricolor em 2010. O Grêmio fez apenas um gol de pênalti em toda a temporada. Houve apenas uma outra penalidade, contra o Santos pela Copa do Brasil, mas esta foi desperdiçada. Ambas foram batidos por Jonas, artilheiro do time em 2010 com 24 25 gols, contando apenas jogos oficiais.

Mais interessante: foi no primeiro jogo do ano, vitória de 3×2 sobre o Pelotas de virada na Boca do Lobo. E ainda: foi o primeiro dos 3 gols neste jogo, ainda de janeiro de 2010. Ou seja, dos 88 gols marcados no ano, apenas um foi de penalidade. Quatro foram gols contra, e cinco foram marcados de falta. Em rebotes ou roubadas de bola foram 11 gols.

Depois de Jonas, em segundo lugar vem o centroavante Borges, com 18 gols na tabela de artilheiros. Porém, entre lesões e má-fase técnica, este só marcou duas vezes nos últimos 20 jogos. Na sequência, Maylson com 9 gols e Hugo (que já deixou o clube), com 8.

Nas assistências, o líder é Jonas com 15 passes para gol, seguido por Douglas e Maylson com oito “merengues” para os artilheiros.

Confiram a lista completa:

Artilharia do Grêmio em 2010 - Reprodução arquivo pessoal


RESUMO DO ANO:

  • Jogos: 50
  • Vitórias: 27
  • Empates: 10
  • Derrotas: 13
  • Gols pró: 88
  • Gols contra: 60
  • Saldo: + 28

Ayrton Senna: em breve nos cinemas, documentário sobre a vida do tricampeão

02 de setembro de 2010 5

Ayrton Senna, um dos maiores mitos da história do automobilismo mundial, irá para as telas de cinema. Está em fase final de produção um documentário japonês sobre o piloto brasileiro tricampeão mundial de Fórmula-1, a ser lançado no dia 8 de outubro, neste ano no qual Senna completaria 50 anos.

O site oficial está em japonês (http://www.senna-movie.jp/)e ainda não temos data para lançamento no Brasil. Vejam o trailer oficial:

O nome provisório no Brasil é “Senna – a lenda do maior piloto que já viveu”. Entendendo como um apelo marqueteiro um título tão definitivo assim, mas certamente será um dos documentários de maior bilheteria do planeta. Os milhões de fãs no Brasil e Japão por si só garantirão uma bilheteria recorde.

Pessoalmente, considero Senna no Panteão dos maiores do automobilismo na história, e certamente sua trágica morte aumentou a lenda sobre o piloto que em vida já tinha uma legião mundial de fãs. Não o considero perfeito e admirei a vida inteira pilotos tão bons quanto ele, como Alain Prost, Michael Schumacher ou ainda Nélson Piquet. Posso falar isto, pois Senna foi um ídolo especial de infância, talvez o meu maior. Ou seja, ‘sennistas‘ não tenham chiliques. Sou um de vocês.

Documentário sobre o tricampeão mundial será lançado no cinema - reprodução http://www.senna-movie.jp/

Com seus defeitos e virtudes, Senna errou e acertou tanto quanto outros pilotos. Fez manobras arriscadas, colocou sua vida e de outros em risco propositadamente (Suzuka, ’90), mas também deu espetáculo. Ajudou pessoas que desconhecia em ações que ficaram na névoa da discrição até sua morte (o embrião do instituto IAS).

Sobre isto, é inegável que se tornou uma espécie de mártir. Sua morte em Ímola, 1994 acabou por transcender o imaginário normal para alcançar o status da imortalidade… Ela iniciou uma mudança profunda nos critérios de segurança da Fórmula-1 e das demais categorias do automobilismo, tanto nos carros quanto nos circuitos. Não é à toa que ele foi a última vítima fatal na categoria, que jamais havia ficado 16 anos sem tragédias nas pista.

De brinde, a melhor volta de todos os tempos. Donnington Park, 1993, GP da Europa. Senna larga em quarto, cai para quinto ao final da primeira curva e, em uma única volta, passa todo mundo e assume a ponta. Confiram na narração de Galvão Bueno:

Bom, se o filme for tão bom quanto o trailer, mostrando todos os lados da complexa personalidade do vitorioso “da Silva”, que rebatizou o autódromo de Silverstone nos tempos de F-3 para “Silvastone” de tanto que venceu por lá, teremos um sucesso de crítica.

Pois de público isto é certo.