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Posts de outubro 2010

Eleições no Grêmio - Finalmente o Conselho Deliberativo se renovou de verdade

30 de outubro de 2010 0

O Grêmio ainda tem que evoluir na democratização de seu Conselho Deliberativo. Esta não é apenas minha opinião e sim de muitos gremistas que conheço. Há décadas em um marasmo que essencialmente era conduzido por ‘caciques’ políticos  e fragmentado em quase dez movimentos políticos diferentes, seu órgão legislativo máximo necessitava de uma oxigenação. A abstenção em diversas reuniões é extremamente elevada e muitas vezes faltou quórum em decisões importantes, incluindo mudanças estatutárias, reuniões sobre a Arena, etc.

Entretanto, o Tricolor deu um passo adiante na tarefa de renovar seu quadro consultivo. O primeiro passo foi este ano, quando uma surpreendente vitória de 100% da chapa de oposição ocorreu em setembro. Beneficiado pelo fato da chapa situacionista e da chapa ‘alternativa‘ não terem obtido o no mínimo  30% na cláusula de barreira (mínimo de votos para que uma chapa eleja conselheiros), o grupo oposicionista acabou elegendo toda a sua nominata, 150 conselheiros. A maioria absoluta era de novos nomes (incluindo o amigão Leonel Knijnik).

Isto acabou gerando duas consequências: Paulo Odone foi eleito ainda no primeiro turno, sem a participação dos sócios, pois o candidato que representava a chapa de situação, Airton Ruschel, não obteve o mínimo de 25% entre os conselheiros. Além disto, a futura Situação, que assumirá o clube em dezembro, terá o controle quase absoluto do Conselho enquanto permanecer unida (o que normalmente é complicado no Tricolor).

Caberá a estes novos conselheiros decidirem se irão reduzir a cláusula de barreira para valores menos exagerados, como 15% ou 20%. Também caberá a esta nova ‘fornada’ de futuros dirigentes, com uma média de idade menor e muita vontade de ajudar o Tricolor. Este fenômeno já ocorreu no rival Internacional, no início da década passada.

Curiosamente, a maioria dos integrantes das chapas que perderam a última eleição foram contrários (ou simplesmente não foram) nas reuniões que decidiriam sobre uma passível redução da cláusula de barreira. Eles se tornaram as grandes vítimas desta manutenção do status quo.

Este talvez seja o grande desafio à seguir para os novos Conselheiros do Grêmio.

Mas o maior deles já foi superado: eles são novos Conselheiros…

Eleição no Inter - 1998: quando o clube voltou a ser democrático

28 de outubro de 2010 6

Em 1998, ocorreu a mais importante eleição da história do Internacional. Apesar de ‘teoricamente’ ser pouco importante (renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo) , na prática o impacto do resultado era enorme, pois mudaria o panorama de forças dentro do Conselho do Inter. Isto seria crucial para mudanças que imperavam no clube, em péssima fase dentro e fora dos gramados há praticamente uma década.

O Conselho, que elegia sempre 100% da chapa com mais votos, era visto como um órgão alheio ao resto do clube no qual os conselheiros participavam somente para estreitar contratos comerciais fora do clube, ou por relação de status e amizade. Sua influência no dia-à-dia do clube era nula.

Naquele tempo, uma vitória da situação garantiria mais um tempo de comando do Conselho do Clube sob a imagem de Pedro Paulo Záchia, José Asmuz e Paulo Rogério Amoretty. Entretanto, uma vitória da Oposição, que para aquele pleito uniu Fernando Carvalho e Fernando Miranda (inclusive o nome da chapa era “União das Oposições“), inverteria o poder dentro do Conselho. A Oposição, mesmo com divergências profundas, estaria em condições de efetuar as tão sonhadas reformas estatutárias.

Duas propostas eram cruciais: eleições diretas para a Presidência e eleições proporcionais para o Conselho Deliberativo.

Na época, com um número pequeno de votantes (menos de 3 mil aptos), os fatores sempre pesavam para a então situação em cada pleito: ocorriam ‘anistias‘ que liberavam de pagamentos os sócios atrasados (um verdadeiro absurdo, já que punia os que pagavam em dia e ainda permitia ‘votos fantasmas’), e a utilização de ‘currais eleitorais‘, pois o número diminuto de sócios e o pouco interesse facilitava a manutenção da chapa de situação.

Foi um pleito tumultuado, com brigas, agressões, discussões públicas nos meios de imprensa e até polícia acionada no dia da votação. O resultado foi apertadíssimo, com direito a liminares na justiça e tudo o mais: 1.346 votos para a Oposição e 1.046 para a Situação. Foram aceleradas as votações que permitiram a eleição direta no clube e também eleição proporcional no Conselho Deliberativo, desde que obtidos pelo menos 15% dos votos.

O Inter nunca mais foi o mesmo. A própria chapa de Oposição deixou claro que, após o pleito, estariam em caminhos separados. Seus líderes disputaram a eleição presidencial de 1999, a última indireta dentro do Internacional, em lados opostos: Jarbas Lima (escolhido por ter menos rejeição do que seu 1º vice-eleito Fernando Miranda) pelo Inter 2000/InterAção, e Fernando Carvalho pelo Inter Grande, Ação Independente entre outros.

Venceu Jarbas Lima, por apenas 12 votos. Ele se afastou do cargo por ‘motivos de saúde’, entrando seu primeiro vice-eleito, Fernando Miranda, para os últimos meses de mandato.


Federação Gaúcha se supera nas 'proezas': pelo 3º ano seguido o Inter não joga em Santa Cruz do Sul

27 de outubro de 2010 3

É algo que beira ao inaceitável o descaso da Federação Gaúcha de Futebol com a execução de algo tão simples como a tabela do Campeonato Gaúcho 2011. Ano passado, escrevi um post sobre a ausência de jogos do Internacional na região de Santa Cruz do Sul contra o Santa Cruz e o Avenida, enquanto o Grêmio no mesmo período e contra os mesmos times jogou quatro vezes. Vejam:

Gauchão 2010: FGF repete 2009, e Inter mais uma vez não joga em Santa Cruz do Sul

Tentei contato com a “ouvidoria” da FGF, que sequer respondeu o e-mail. Não sei qual a função dela, pois não interage com o público. Adivinhem o que a FGF fez para 2011, no Gauchão? NADA, é claro.

Como o Avenida foi rebaixado, o único jogo possível será contra o Santa Cruz. E sabem aonde será o jogo? Adivinhem?

No Beira-Rio, de novo!

Desde janeiro de 2007 (com o Inter B), e desde 2005 (com o time principal), o Internacional não joga nos Plátanos. Até nem foi bom (vejam matéria), mas não interessa. 

Alô presidente Francisco Novelletto: não tem como corrigir esta distorção? Ou evitar para 2011?

Outro ponto errado na tabela foi que os números de jogos em Porto Alegre seguem distorcidos para a dupla Gre-Nal. Com o aumento de times da Região Metropolitana (Inter, Grêmio, Universidade, Porto Alegre, São José e Cruzeiro) ocorreu uma grande alteração de forças. Um mínimo de cuidado resolveria a questão

O Inter joga 10 jogos em Porto Alegre, enquanto o Grêmio joga apenas 7 partidas. Ano passado foram 9 jogos do Grêmio e 8 do Inter na Capital, e em 2009 o inverso, desconsiderando-se o jogo neutro em Erechim/Rivera.  O levantamento de 2011 eu vi no blog Grêmio 1903 mas foi feito pelo blog Grêmio 1983, os outros foram meus.

E eu nem vou comentar o fato do regulamento exigir um número enorme de jogos, e provavelmente acúmulo de datas de semifinais de turno com jogos de Libertadores.

É MUITO time para um Campeonato Gaúcho, 16 equipes é demais!

Descobri agora que o Grêmio também tem um problema idêntico: há 3 anos consecutivos joga contra o São José no Olímpico. É uma bagunça…

Os riscos de se tornar uma Companhia Limitada: Manchester United

26 de outubro de 2010 3

Grandes clubes europeus se tornaram PLC (Private Limited Company, ou Companhia Limitada) nos últimos 20  anos. Entre eles, os dois maiores da Inglaterra, Manchester United e Liverpool. Estes clubes estavam muito sólidos financeiramente e com a decisão, capitalizaram muitos recursos.

Porém existe um risco: o clube ser comprado por um dono que levasse o clube às dívidas. Este preço está sendo pago pelos dois maiores do futebol inglês, envolvidos em polêmicas com seus ‘donos’ (um deles já ex-dono) e em decadência técnica dentro de campo.

Nos próximos dois dias, os leitores do Almanaque Esportivo irão receber uma detalhada análise de como estes times entraram em um processo de enorme endividamente , impactando na ausência de reforços, problemas de caixa, fúria dos torcedores e, principalmente, comprometem o futuro técnico dos times.

Imagens da campanha "Love United - Hate Glazer" - reprodução http://www.loveunitedhateglazer.com/

Hoje é a vez do Manchester United e sua relação turbulenta com o dono, o norte-americano Malcolm Glazer. Amanhã o Liverpool, recentemente negociado pelos impopulares Tom Hicks e George Gillett , comprado pelo investidor norte-americano John W. Henry, também dono do mítico Boston Red Sox, time de beisebol dos Estados Unidos.

Se a situação já era ruim em março, quando postei  “Cavaleiros Vermelhos” e a torcida do Manchester United contra família Glazer , a situação só tende a piorar em Old Trafford. Os cada vez mais ruidosos protestos em Stretford End (com as já célebres “green & gold” scarves, mantas com as cores verde e ouro dos primeiros tempos do clube, agitadas com cânticos do tipo “Vamos fazer uma festa quando Glazer morrer“, “Ame o United, odeie o Glazer” ) antes e ao final de cada jogo do Manchester United (veja vídeo), devem aumentar e muito de proporção nos próximos meses.

Depois da quase saída do astro Wayne Rooney devido à falta a falta de ambição do clube, incluindo principalmente a saída de astros e a ausência de reposição à altura. Mesmo que na quinta-feira passada o atacante inglês tenha renovado por mais cinco anos, pairam sérias dúvidas sobre a qualidade futura da equipe. Quatro atletas vitais na história do clube estão se aposentando em até dois anos, assim como o técnico.

O lendário treinador escocês Alex Ferguson deve se aposentar ao final desta ou da próxima temporada, no cargo desde 1986. O craque galês Ryan Giggs, que completa 37 anos mês que vem, deve se aposentar ao final desta temporada 2010/11, assim como o lateral-direito Gary Neville. Bastante provável ainda a aposentadoria do excelente meia Paul Scholes em até dois anos, o mesmo ocorrendo com o grande goleiro holandês Edwin Van der Sar.

As saídas de Carlos Tévez e Cristiano Ronaldo nos últimos dois verões já impactaram a qualidade do time. Contratações como Gabriel Obertan, Chris Smalling, Bebé, Michael Owen e Javier Hernandez não foram empolgantes, nem no aspecto técnico, tampouco no retorno de marketing. Aliás este último é o que tem obtido melhor resposta até agora. Somente o meia-direita equatoriano Antonio Valencia correspondeu completamente ao dinheiro investido.

Isto já demonstra o desafio que será enfrentado pelo Manchester United nos próximos 5 anos. Porém o clube tem investido cada vez menos em reforços de elite. O endividamento, que era inexpressivo em 2004,  hoje supera 700 milhões de euros, quase toda a dívida composta em encargos financeiros decorrentes da compra do time pelos Glazer. Eles transferiram as dívidas feitas na aquisição para o clube.

O mais impressionante é que o então presidente executivo, David Gill, era contra a compra. Depois se tornou a favor e como ‘prêmio’, manteve o cargo na nova gestão. A torcida se revoltou na venda, com 10 mil em uma passeata nas ruas de Manchester, em frente à MegaStore do clube. E um boicote de 23 mil torcedores ao jogo seguinte da compra.

Os Glazers ainda são acusados de praticamente não estarem na cidade e terem pouco envolvimento com o clube, apesar dos dois filhos de Glazer estarem no Comitê Executivo do time. Os ingressos quase dobraram de preço (algo absurdo frente à inexpressiva inflação britânica naquele período, e os produtos também encareceram bastante. As receitas aumentaram consideravelmente, mas nem assim o endividamento caiu.

Estas perguntas e incertezas devem ter embasado as reclamações de Rooney (alheias à questões mais simplistas, como o salário relativamente baixo da estrela perto dos demais jogadores do elenco). Dois grupos já tentaram comprar o clube, um deles reunindo milionários torcedores do clube, mas sem sucesso.

Os Glazers persistem.

Enquanto isto, mais protestos como estes serão vistos em Streford End:





Feyenoord leva DEZ a ZERO do PSV! Maior derrota da história derruba o site (por enquanto só ele...)

24 de outubro de 2010 8

No momento mais espetacular do futebol holandês neste século, o PSV enfiou uma inacreditável goleada de 10 a 0 sobre o todo-poderoso Feyenoord. Imaginem um São Paulo 10 x 0 Santos, ou mesmo um Flamengo 10 x 0 Vasco da Gama. Pois foi exatamente o que ocorreu neste domingo, 24 de outubro de 2010 no Phillps Stadion, em Eindhoven na Holanda.

Goleada histórica do PSV sobre o Feyenoord (Foto: reprodução De Telegraaf)

Time de segunda maior torcida na Holanda, a equipe de Roterdã levou 1×0 no primeiro tempo, gol do brazuca Jonathan Reis (desconhecido por aqui, formado no Atlético-MG e com rápida passagem pelo Tupi-MG) e viu sua vida facilitada após a expulsão de Kelvin Leerdam aos 34 minutos. Ibrahim Afeellay ampliou ainda na etapa inicial, 2×0.

No segundo tempo a tragédia se consumou: o PSV fez oito gols com Jonathan Reis (mais 2), Jeremain Lens (2), Balazs Dzsudzsak (2), Ola Toivonen e Orlando Engelaar. O décimo, de Lens, foi o mais comemorado. Compacto:




A abjeta atuação no segundo tempo deverá derrubar a estrutura do jovem time do Feyenoord, que está com dificuldades financeiras e técnicas nesta década, uma das piores do clube. Este ano o time corre risco de rebaixamento. E provavelmente deverá derrubar o técnico Mario Been, já muito criticado pela patética campanha na habitualmente fraca Eredivise. O Feyenoord já vinha mal e agora está na zona de rebaixamento com oito pontos em dez jogos.

A maior goleada sofrida pelo Feyenoord superou o emblemático 8×2 do Ajax em setembro de 1983. Ela já causou a primeira vítima: o site do Feyenoord está fora do ar!

Site do Feyenoord cai após humilhação histórica

O PSV igualou outras vitórias de 10 x 0: a primeira em 1974 sobre o norte-irlandês Ards (em 1974) e a última em 1998 sobre o também holandês Volendam.

Grêmio venceu mais que o Inter com Simon no apito, erros de Simon em Gre-Nais

20 de outubro de 2010 5

A Federação Gaúcha de Futebol confirmou que o sorteio de arbitragem para o clássico Gre-Nal de domingo, elegeu o nome de Carlos Simon em seu clássico de despedida. Simon apitará seu 19º clássico, o último antes da já postergada aposentadoria (que seria após a Copa do Mundo).

Todos sabem minha opinião sobre ele (procurem por “Carlos Simon” no campo de pesquisa). Perceberão que tenho minhas sérias restrições contra um árbitro que adora contemporizar e péssimo disciplinarmente, sobretudo em jogos importantes.

Porém o choro de grande parte torcida do Grêmio parece um exagero sem fundamento. Para começar, o Grêmio tem mais vitórias que o Inter em clássicos apitados pelo Carlos Simon: 8 x 5. O levantamento está abaixo, ao final do post.

Segundo que uma das reclamações mais recorrentes, o gol anulado de Jonas no Gre-Nal de Erechim em 2009 me parece de uma pobreza franciscana. Primeiro o goleiro colorado Lauro nem tentou esboçar a defesa (ele não levanta as mãos) pois o lance já estava parado e segundo que o erro foi do bandeirinha Marcelo Barisson (que aliás vive péssima fase este ano). O não-impedimento era bem fácil de ser assinalado, mas o Simon não tem culpa de um erro de um bandeira experiente.

Neste mesmo jogo, em outro lance, o prejudicado foi o Inter: Réver deveria ter sido expulso por uma falta por trás em Nilmar, que corria em clara e manifesta situação de gol. Absurdamente, só levou amarelo e naquele momento o jogo estava 1×0 para o Inter. O vídeo pode ser visto aqui aos seis minutos do segundo tempo (download de 90 Mb): http://bit.ly/cmfw0q

Em 1997, no primeiro jogo da final do Gauchão (empate em 1×1), o gol do Grêmio surgiu após escanteio cavado pelo atacante Maurício, impedido no lance inicial. Também é um lance do bandeira, mas se Simon é ‘culpado’ pelo lance de 2009, também o é por este de 1997. Para mim, nestes dois lances ele está isento.Além disto, quase ao final do jogo, Fabiano entrou na cara de Danrlei e o bandeirinha marcou impedimento. Outro erro de arbitragem. Do bandeira, o mesmo do 1º tempo.

A outra reclamação gremista, esta sim indiscutível, é das finais de 2006 no Gauchão. No primeiro jogo das finais, Simon errou grosseiramente ao não marcar recuo de bola do zagueiro Bolívar para o goleiro Clemer, prejudicando o Grêmio.

Os erros são para todos os lados.

Carlos Simon tem sido um mau árbitro, sobretudo em clássicos.

O resto é paranóia.

CARLOS SIMON

1995 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1995 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
1997 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
1997 – Grêmio 1×1 Internacional – Gauchão
1997 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
1999 – Grêmio 1×1 Internacional – Copa Sul
1999 – Grêmio 2×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
1999 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
1999 – Internacional 1×1 Grêmio – Seletiva Pré-Libertadores
2000 – Grêmio 1×0 Internacional – Gauchão
2001 – Grêmio 1×0 Internacional – Brasileirão
2002 – Internacional 0×1 Grêmio – Brasileirão
2003 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2004 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×0 Internacional – Gauchão
2006 – Grêmio 0×1 Internacional – Brasileirão
2009 – Grêmio 1×2 Internacional – Gauchão

TOTAL: 18 jogos, 8 vitórias do Grêmio, 5 do Internacional e 5 empates.

Para comparação, os números de Gaciba, o outro árbitro do RS de elite no mesmo período.

LEONARDO GACIBA

1999 – Internacional 1×0 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2000 – Internacional 1×2 Grêmio – Brasileiro
2004 – Internacional 1×1 Grêmio – Gauchão
2004 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão
2008 – Grêmio 2×2 Internacional – Copa Sul-Americana
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Internacional 2×1 Grêmio – Gauchão 2009
2009 – Grêmio 2×1 Internacional – Brasileirão 2009
2009 – Internacional 0×2 Grêmio – Gauchão 2010

TOTAL: 10 jogos, 3 vitórias do Grêmio, 4 do Internacional e 3 empates

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:

2010

Na "Era Celso Roth", Inter tem aproveitamento superior ao do Grêmio

19 de outubro de 2010 0
Nas últimas semanas tenho lido diversos levantamentos sobre o aproveitamento de Renato Portaluppi no comando do Grêmio. Desde a 14º rodada quando enfrentou o Goiás no Olímpico, o treinador gremista obteve 37 pontos, com 10 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, aproveitamento idêntico ao Cruzeiro no mesmo período.

Gre-Nal 383

Porém não foi feito a mesma análise com o treinador colorado Celso Roth. E seus números são igualmente interessantes no comando do Internacional. Ele já comandou o time em 23 jogos desta Série A desde sua estréia, um 3×0 no Guarani em Campinas e obteve 40 pontos.
O Colorado no segundo semestre pelo Campeonato Brasileiro obteve 12 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, somando assim 40 pontos. Neste período, fica atrás somente do Cruzeiro, que fez 45 pontos. Vale lembrar ainda que isto inclui 4 jogos com reservas: Flamengo (1×0), Grêmio (0×0), Fluminense (0×3) e Atlético-GO (1×1).
Neste mesmo período, o Grêmio obteve 23 jogos, com 10 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, totalizando 38 pontos.
Em outras competições o Inter obteve 3 vitórias (contra o São Paulo e Chivas Guadalajara, 2x) e 1 derrota (São Paulo), enquanto o Grêmio perdeu uma e empatou a outra (duelos contra o Goiás na Copa Sul-Americana).
Também é verdade que o Inter não perdeu nenhuma no Beira-Rio (3 empates e 10 vitórias), mas tem falhado como visitante (8 derrotas contra 1 empate e 4 vitórias).
São números. Números são como o biquíni: mostram tudo, menos o essencial, como dizia o ex-ministro Delfim Netto.
Mas são fatos.
E fatos deste naipe são irrefutáveis: Celso Roth vem bem no Colorado. Aliás, muito bem!

Especial Gre-Nal no Almanaque Esportivo: Os clássicos de 1996 a 2010:

2007:

2008:

2009:


2010

Jogador de linha vai para o gol e pega pênalti no México

18 de outubro de 2010 2

Goleiro-linha pegando penalidade no México! Um momento mágico ocorreu neste domingo no Campeonato Mexicano. Na 12° rodada do Torneio Apertura 2010, o Pachuca empatava em casa por 1×1 contra o Monarcas Morelia, desperdiçando a chance de assumir a liderança de sua chave. Carlos Peña colocou o time da casa em vantagem 1×0 aos 11 minutos de jogo, mas Miguel Sabah empatou para os visitantes aos 16 do 2° tempo.

Aos 39 da etapa final, em um veloz contra-ataque, Luis Rey, do Morelia, foi derrubado pelo experiente goleiro Miguel Calero, expulso imediatamente por impedir chance claríssima de gol. Com três substituições já efetuadas, o Pachuca teve que colocar o meia Juan Rojas no gol. Na cobrança Miguel Sabah telegrafou, Rojas se adiantou e PEGOU a penalidade. Vejam:

Isto imediatamente me lembrou outros dois lances. Em 1988, na Copa União daquela temporada, o ótimo time do Flamengo (cujo ataque era nada menos que Bebeto, Renato Gaúcho e Zico) pegava um fraquíssimo Palmeiras no Maracanã. Mesmo com 10 jogadores após a expulsão de Dênis, o Palmeiras saiu na frente com um gol de Mauro. No finalzinho do jogo, Bebeto divide com Zetti e involuntariamente quebra a perna do arqueiro alviverde.

Na época só duas substituições eram permitidas e o Palmeiras já tinha feito ambas, então foi necessário improvisar o atacante Gaúcho no gol. Ainda deu tempo de, aos 47 do segundo tempo, Bebeto desviar e empatar, 1×1. Como na época, empates eram decididos nos pênaltis (2 pontos para o vencedor e 1 para o derrotado), o Maracanã presenciaria um momento histórico logo a seguir.

Nas cobranças alternadas, Gaúcho converteu sua penalidade sobre o goleiro Zé Carlos (já falecido) e pegou as batidas de Zinho e Aldair (que time do Fla, heinhô?). Curiosamente, Gaúcho marcaria época no Flamengo após esta passagem pelo Palmeiras, então em um jejum histórico e uma fase terrível. Vejam os lances:

Em outro momento histórico para jogadores de linha, o croata Mladen Petric se tornou o herói do Basel em um jogo contra o Nancy pela Copa da UEFA 2006/07. Na ocasião, o goleiro argentino Franco Constanzo foi expulso após cometer penalidade sobre o atacante marfinense Issiar Dia. Como as três substituições já haviam sido feitas, Petric foi para o gol. Então o francês Mikael Chrétien cobrou e Petric virou herói, salvando sua equipe da derrota certa. Vejam o lance:



Inter não tem pênaltis a seu favor há 25 jogos, mas só fez 16 gols em 18 partidas

17 de outubro de 2010 3

Há exatas 25 partidas não ocorre uma penalidade a favor do Internacional no Campeonato Brasileiro. O último foi na vitória de 2×1 sobre o Ceará, convertido por Alecsandro, no primeiro jogo de Celso Roth no Beira-Rio em seu retorno ao clube. Outros dois ocorreram na segunda rodada, vitória de 3×2 sobre o Goiás no Serra Dourada e ambos convertidos por Giuliano. Na Libertadores, nenhum gol ocorreu em cobranças de penalidade. Os outros quatro gols de pênalti ocorreram no Gauchão.

Porém muito disto se deve à nulidade ofensiva do Colorado pós-Libertadores: foram míseros 16 gols em 18 jogos desde então. Fora de casa chega ao ridículo: 4 gols em 9 partidas, sendo 3 deles no mesmo jogo (3×1 contra o São Paulo). São cinco derrotas consecutivas sem marcar gol e com pouquíssimos arremates. Repetindo 2009, o Inter é o time que mais jogou no ano com 66 partidas. Mas foram apenas 98 gols, contra absurdos 144 gols em 2009. Uma diferença brutal de desempenho ofensivo, ainda que com resultados concretos muito melhores (uma Libertadores vs. um Gauchão em 2009)

Aliás, o Grêmio, considerando-se apenas Gauchão, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana, já marcou 117 gols em 2010. O Tricolor, que vinha reclamando bastante da arbitragem. O primeiro pênalti a seu favor só ocorreu na 20° rodada, na vitória de 2×0 sobre o Atlético-GO, mas Jonas errou. De lá para cá, foram mais três pênaltis, todos convertidos pelo artilheiro gremista em 2010 com 41 gols, sendo 39 em Gauchão, Copa do Brasil e Brasileirão, e mais dois em amistosos.

Seleção Brasileira de Volêi Masculino : A melhor em esportes coletivos de todos os tempos!

17 de outubro de 2010 1

No último domingo, a Seleção Brasileira Masculina se sagrou tricampeã mundial de Vôlei ao massacrar Cuba por 3 sets a 0. Feitos inigualáveis em qualquer esporte tem marcado a “Era Bernardinho” na Seleção Brasileira de Vôlei Masculino. Não tenho a mínima dúvida que este é o maior time de esportes coletivos da história do esporte mundial pela abrangência das conquistas e pela renovação que ocorreu, sem deixar a mínima chance. A Itália, outrora maior potência da categoria, já ficou para trás.

Na minha opinião, em uma única competição, ninguém jamais irá superar o “Dream Team” dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Nunca, em nenhum outro esporte, o mesmo time tinha 3 dos 20 maiores jogadores de todos os tempos: Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird.

Ele já havia obtido um sucesso impressionante nos seis anos comandando o time feminino entre 1994 e 2000, mas nada comparável ao que ocorreu imediatamente a seguir…

Seleção Brasileira comemorando títulos - Alguma novidade? - Foto: Juan Mabromata, AFP

Em 2008, escrevi um post intitulado “Até a Seleção Brasileira de Vôlei perde!” logo após a surpreendente derrota na semifinal da Liga Mundial em pleno Maracanãzinho para os Estados Unidos. Provando que seria a “nêmesis” brasileira, esta mesma equipe nos bateria na final dos Jogos Olímpicos de Beijing dois meses depois, conquistando o ouro e deixando a prata para o time de Bernardinho.

Mas o retrospecto é altamente positivo. Com exceção da Copa América, competição bianual que o Brasil perdeu 3 finais e foi campeão apenas uma vez em 2001, no resto é um espetáculo:  um título em Jogos Olímpicos (2004) e uma Medalha de  Prata (2008), um Pan-Americano (2007) e uma Medalha de Bronze(2003), cinco títulos do Campeonato Sul-Americano (2001, 2003, 2005, 2007 e 2009). E, os mais impressionantes para mim: 8 títulos em 10 anos na Liga Mundial de Vôlei (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010) e os três títulos em Campeonatos Mundiais (2002, 2006 e 2010)

Bernardinho assume a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei em 2001

2001

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Copa dos Campeões – VICE-CAMPEÃO

2002

  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – VICE-CAMPEÃO

2003

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Copa do Mundo – CAMPEÃO
  • Pan-Americano – 3° Lugar

2004

  • Jogos Olímpicos – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2005

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • World Grand Champions – CAMPEÃO

2006

  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2007

  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO
  • Copa do Mundo – CAMPEÃO
  • Pan-Americano – CAMPEÃO
  • Liga Mundial – CAMPEÃO

2008

  • Liga Mundial – SEMIFINALISTA
  • Jogos Olímpicos – VICE-CAMPEÃO
  • Copa América – VICE-CAMPEÃO

2009

  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Campeonato Sul-Americano – CAMPEÃO
  • Copa dos Campeões – CAMPEÃO

2010

  • Liga Mundial – CAMPEÃO
  • Campeonato Mundial – CAMPEÃO