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Cinco anos da Batalha dos Aflitos - Por um colorado fanático

26 de novembro de 2010 55

AVISO DO BLOGUEIRO: Leia este longo post com atenção, até o final. Comentários sem noção serão sumariamente deletados. E ninguém aqui duvida de qual time eu torço, basta ver que sou ex-funcionário e que estou em uma das nominatas que concorrem ao Conselho Deliberativo do Internacional.

Considero este um desafio no Almanaque Esportivo, escrever minhas impressões sobre a Batalha dos Aflitos em uma ótica de um torcedor rival. Afinal, todo mundo já leu muita coisa sobre este assunto.  Porém acredito que tenha prestado um ótimo serviço à comunidade esportiva do estado e do país com textos diferentes nos mais de mil posts ao longo dos mais de 3 anos aqui no clicRBS. Agradeço aos milhões de pageviews e aos milhares de comentários o longo deste tempo que me fizeram valer a pena continuar escrevendo.

ANTES do 26/11/2005:

Depois de escapar por pouco da Segunda Divisão em 2003, o Grêmio acabou caindo em 2004, fechando a “Era Obino” no pior ano de sua história com uma ridícula campanha no Brasileirão, terminando em último lugar com 25 derrotas em 46 jogos. Um clube com sérios problemas financeiros, redução da cota de TV com o rebaixamento, torcida ausente e um arremedo de grupo para o ano de 2005, com um novo velho presidente, o corajoso Paulo Odone.

O início do ano foi um desastre, com Hugo de León de treinador e Mário Sérgio em um esdrúxulo cargo de gerente de futebol. O time fez fiasco no Gauchão e foi eliminado rapidinho da Copa do Brasil. Vindo do Caxias, Mano Menezes assumiu dias antes da estréia na Série B, um 1×2 contra o Gama em Brasília.

O time alternou altos e baixos ao longo da primeira fase, se mantendo invicto por oito jogos e depois levando 4×0 da Anapolina em Anápolis. Mano Menezes ficou ameaçado de demissão se perdesse o jogo que o Grêmio virou para 4×3 sobre o Ceará no Castelão (com direito a 2 gols contra do mesmo jogador do Ceará, Victor Boleta). Isto seguido de um horroroso 1×1 com a União Barbarense quando o Mano não colocou nenhum atacante nato em campo.

Mesmo assim, e com uma preciosa reformulação do elenco ao longo da Série B, a classificação foi tranquila e o Grêmio chegou ao primeiro quadrangular com a quarta melhor campanha. Atropelou nesta fase Avaí e Santo André, indo para o quadrangular final ao lado do também favorito Santa Cruz…

DURANTE O QUADRANGULAR:

O Grêmio é um dos gigantes do futebol brasileiro. Nem deveria ter caído, mas já que caiu, deveria subir com sobras, como Corinthians, Vasco e Atlético-MG fizeram. Nem a questão do regulamento da Série B ser diferente na época vale, pois Palmeiras e Botafogo também subiram com facilidade em 2003.

O problema é que o Mano Menezes era muito inseguro na época e o Grêmio, sendo tecnicamente o melhor time ao lado da Portuguesa, jogava de maneira covarde fora de casa. Cada jogo como visitante foi um terror de 2005 a 2007. Pra mim o Grêmio tinha que ter atropelado todo mundo, subido com folga. Não o fez e isto gerou a existência da “Batalha dos Aflitos“.

No quadrangular final, as coisas começaram bem com um suado 1×0 sobre o Náutico, gol marcado no último minuto por Domingos. Depois, um empate com o Santa Cruz em Recife, gols de Carlinhos Bala e Lipatin (para o Grêmio).  E então vieram os jogos que fizeram a diferença, contra a Portuguesa. Os jogos das oportunidades desperdiçadas

O Grêmio no Canindé vencia por 2×0, cedeu o empate e a Lusa ainda perdeu dois jogadores expulsos. Nem assim o Tricolor selou a vitória, jogando muito mal no 2° tempo. Já no Olímpico entupido foi o contrário, saiu perdendo de 2×0 e arrancou um empate heróico, mas tropeçou em casa com um atuação ruim que deixou a torcida preocupada. Contra o Santa Cruz não teve choro, 2×0 ao seu favor em um jogo que a jóia gremista Anderson foi inexplicavelmente reserva de Lipatin, para desespero de 50 mil gremistas que superlotavam o estádio da Azenha.

Para a última rodada, um empate servia contra o Náutico. Pela terceira vez em três jogos, Mano jogaria em um retrancadíssimo esquema. Seria o 4-4-2 com Anderson de novo no banco, desta vez de Ricardinho e Marcel. Se o Santa Cruz vencesse a quase eliminada Portuguesa (a poucos quilômetros dali, no Arruda), o Grêmio precisava ao menos de um empate.

O JOGO EM RECIFE:

Ao contrário de quase todos os jogos entre 2005 e 2009 quando morávamos juntos, vi este jogo em casa, no quarto de cima enquanto meu pai gremistão via na parte de baixo da casa, muito nervoso. Mais uma vez, o Grêmio jogou na retranca. Teve pouquíssimas chances de gol, enquanto o Náutico esbarrava em sua ruindade e no bom controle de jogo do Grêmio. Aos 30 minutos, penalidade idiota de Domingos para o Náutico. o experiente Bruno Carvalho bateu na trave. O gol perdido não melhorou o ânimo pernambucano, mas o Grêmio continuou muito atrás.

No segundo tempo, depois de Ricardinho sair machucado e entrar o volante Lucas (Leiva, ele mesmo!), o Grêmio ficou ainda mais recuado. Anderson entrou no lugar de Marcel, mas o time continuou defensivo. O Náutico enfim começou a atacar com alguma qualidade e ter chances. Já aos 30 minutos do segundo tempo, pênalti claro de Galatto que o árbitro Djalma Beltrami não marcou para o Náutico. Escalona ainda seria expulso corretamente, deixando o Grêmio com 10 jogadores.

Porém logo depois, o juiz carioca (pavoroso, conseguiu se complicar em uma disputa de pênaltis naquele mesmo ano entre Paulista e Inter na Copa do Brasil), inventou um pênalti. O volante Nunes supostamente teria colocado a mão na bola. Porém foi sem intenção e fora da área, ou seja: penalidade totalmente inexistente.

O Grêmio foi pra cima do árbitro, Patrício empurrou o juiz, assim como Nunes e estes foram expulsos. Depois,  Marcelo Costa o chutou por baixo mas o juiz não expulsou antes de chamar a Polícia Militar (OBS: ele também é policial, Tenente-Coronel da PM-RJ). Os policiais agiram com violência e agrediram Patrício e o pandemônio se instaurou nos Aflitos. Dirigentes invadiram o campo, torcedores, o jogo parou por 20 minutos.

Quando tava quase tudo serenado, o Grêmio já com 3 a menos, Domingos descontrolado tira a bola do local na cobrança e é igualmente expulso, deixando o Tricolor com sete atletas. Meu pai, no andar de baixo, teve um princípio de ataque furioso e queria espancar todos os expulsos, xingando muito e dizendo que eles não mereciam sair vivos do clube. Domingos destruiu o vestiário, revoltado com a situação geral, com seu comportamento e com o quase inexorável fim do sonho da volta imediata à Série A

Completamente gelado, Galatto espera o inexperiente Ademar bater o pênalti, já que Kuki amarelou e Bruno Carvalho já tinha sido substituído. Então o goleiro tricolor se eterniza ao pegar a cobrança, batida no meio do gol, com os pés…

Galatto entrando na eternidade do futebol brasileiro - Ricardo Duarte/grupo RBS

Mas ainda faltavam 10 minutos, o Grêmio com quatro a menos (Escalona, Patrício, Nunes e Domingos). Mas então a genialidade de Anderson resolve tudo: ele cava a expulsão de Batata (aquele, ex-Corinthians) e marca na saída de bola um golaço, Grêmio 1×0. Precisando fazer 2 gols, o Náutico sucumbe ao desespero e não tem mais chance alguma.

Fim de jogo, Grêmio de volta à Série A!!!!


DEPOIS DAQUELE JOGO:

Muito choro no vestiário, a cena famosa da reza reproduzida aqui. Lembro que tinha um jantar à noite na Cidade Baixa e o clima era de festa em Porto Alegre, foguetório e gente nas ruas em euforia generalizada, ainda em catarse pelo que havia ocorrido.

Reza após a partida - Ricardo Duarte/grupo RBS

O time inteiro foi recebido com uma enorme festa em Porto Alegre, do Aeroporto ao Olímpico. Obviamente eu estava puto da cara com tudo aquilo e pensava: “assim não, né? Pô, fiquei o ano inteiro preparado para a inexorável subida deles à Série A, mas não deste jeito maluco!”

Um amigo colorado enlouqueceu quando o juiz marcou o pênalti e comemorava antecipado. Por algum motivo, eu fiquei frio, talvez por adivinhar que o Náutico podia desperdiçar de novo. Depois do cara errar o pênalti, obviamente tive um ataque histérico mas em silêncio total. Só ouvia meu pai gritar absurdamente na sala.

Depois do jogo, resolvi ir para internet me acalmar. Sabem o que eu fiz? ENTREI NA COMUNIDADE DO NÁUTICO. O mínimo que eu via lá era que o time tinha que fechar. Era até divertido, eu ria de nervoso e de raiva.

Ainda mais que não havia digerido ao longo daquela semana o jogo Corinthians 1×1 Internacional (sim, o do pênalti no Tinga) e as roubalheiras que ocorreram na Série A daquele ano. A sensação ia piorar com a frustração pelo final do Brasileirão de 2005, mas isto é outra história…

O grande impacto ocorreu em duas frentes: anímica e financeira. No espírito dos gremistas, a queda antecedia um período de glórias. Uma espécie de expurgo pelos nefastos anos de José Alberto Guerreiro e Flavio Obino, com uma glória isolada de Copa do Brasil em 2001. As vendas de produtos se multiplicaram, a média de público disparou (fiz uma análise e ela era melhor inclusive que as da Libertadores de 95 e 96), o orgulho retornou.

A grana também voltou. Sem receitas, o presidente Paulo Odone superlotava o Olímpico em 2005 pois precisava do dinheiro vivo das bilheterias (que não ia para penhoras judiciais) para pagar os atletas. Foi uma medida acertadíssima, ele mesmo disse que torcia para nada errado dar no estádio superlotado (contra o Santa Cruz tinha mais gente que em qualquer jogo da década) em uma famosa entrevista no Bate-Bola da TV-COM no domingo seguinte. .

Já o Vice-Presidente de Finanças  Túlio Macedo, com o seu habitual exagero, acreditava que o Grêmio fecharia se não subisse pois as cotas do Clube dos 13 diminuiriam ainda mais para 2006 sem a promoção à Série A. Não chegaria à tanto, mas se a situação ainda é delicada hoje, imaginem se a volta para a Primeira Divisão não tivesse ocorrido?

E olha que foi o próprio Túlio Macedo o principal mentor do “Condomínio de Credores“, medida que salvou as finanças do Grêmio renegociando dívidas altíssimas e históricas do clube.

O impacto financeiro da volta foi impressionante. O Grêmio teria média de público alta ao longo de todo o ano de 2006 e início de 2007. Seria bicampeão gaúcho e vice-campeão da Libertadores em 2007. Fora de campo, o clube largou o amadorismo completo e se reestruturou, voltando a priorizar as categorias de base esquecidas na “Era Guerreiro” e também no período falido da “Era Obino”.

O Grêmio voltou a ser postulante em quase todas as competições, ainda sem resultados imediatos. Uma hora, acerta.

OS ANOS SEGUINTES:

Para mim, neste momento ocorreram aspectos nefastos para o Tricolor, resumidos abaixo e explicados com detalhes na sequência:

1°) Supervalorizou-se ao extremo o jogo da “Batalha dos Aflitos”, como o mais importante jogo da história do Grêmio. Isto foi refletido em “viradas imortais” contra times fraquíssimos ao longo dos anos seguintes, que ganharam contornos épicos quando na verdade nasciam de vexames ou quase isto do Grêmio nos jogos de ida.

2°) Se criou, principalmente nos torcedores mais jovens que não viveram os anos 90, uma era de endeusamento de jogadores tecnicamente fracos como Patrício e Sandro Goiano. Para quem teve Arce e Dinho, me parecia um absurdo continental. Um exagero em prol de times raçudos, ignorando totalmente aspectos técnicos.

1°) Exagero na valorização da Batalha dos Aflitos

Para mim foi uma questão política, pois Odone não conquistou títulos expressivos e via o rival Inter campeão da América e do Mundo. Ao longo dos últimos anos de sua gestão (até 2008), as comemorações da Batalha dos Aflitos superaram e muito as do Mundial, que ocorrem quase na mesma época.

No site oficial isto fica claro, reparem a diferença da cobertura pela Libertadores de 95 e da Série B 2005:

Campanha do Grêmio na Libertadores 95 no site oficial:

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=libert_1995&language=0 – Resumo

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=libert_campanha95&language=0 – Campanha

Campanha do Grêmio na Série B 2005 no site oficial:

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=jogos_1ao5&language=0 – Jogos 01 ao 05

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=jogos_6ao10&language=0 – Jogos 06 ao 10

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=jogos_11ao&language=0 – jogos 11 ao 15

http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=bras_sb05&language=0 – Campanha

http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=1073 – Matéria especial

O fato é que ocorreu um exagero. Mesmo sendo uma partida histórica, não pode ser o “maior jogo da história do Grêmio ou do futebol“, como vi centenas de vezes dirigentes daquela gestão dizerem. Deixem isto para folcóricos como o escritor Eduardo Bueno, o Peninha.

Não pode se tornar uma política estratégica do clube. Nada é maior que conquistar a América e o Mundial. Dentro do seu contexto, aquela partida foi inesquecível, mas acabou ali e no ano seguinte.

Não se pode falar nem de brincadeira uma coisa destas. E esta opinião não é isolada. Meu pai mesmo sempre diz que se o Galatto não pega o pênalti, o resto do time ia apanhar no Aeroporto. Alguns amigos gremista igualmente não compactuam com este “endeusamento” da partida de 2005.

O Grêmio teve vitórias imortais quando segurou o Palmeiras com 2 a menos na Copa do Brasil de 95, quando bateu o Flamengo no Maracanã entupido em 97. Quando fez gol no finalzinho e foi campeão contra a Portuguesa em 96 ou arrancou um título dramático contra o Peñarol em 1983. Mas não ir para a Goethe por golear o Caxias em casa, né? Ou diz que o Boca é um “Caxias com grife”

2°) O Grêmio deixou de priorizar a qualidade.

A prova disto são os times montados desde 2006 até 2009, quase todos com poucos jogadores de talento. A torcida se acostumou com jogadores médios e muito raçudos, como Patrício, Gavilán, Sandro Goiano, Domingos, etc e esquecia de que a técnica tem que estar sempre aliada à raça. Mesmo jogadores de boa qualidade, como Tcheco, foram incensados a um patamar incompatível com o futebol apresentado.

Eventualmente times assim foram longe, principalmente na Libertadores de 2007, mas as sérias deficiências em quase todos setores acabavam pesando perante individualidades de maior talento.

Talvez somente em 2010 percebi uma busca maior pela qualidade no Olímpico. Jogadores com pouca ou nenhuma raça, como Gabriel e Douglas, se sobressaem tecnicamente no Tricolor, considerado um dos melhores do pais por quase todo o ano, exceto nos meses de julho a setembro (o final da “Era Silas”). Esta opinião foi defendida por mim aqui várias vezes ao longo deste ano.

Fora, vozes até de certa forma isoladas ao longo destes anos. Mas com o tempo, o impacto da “Batalha dos Aflitos” diminui entre os torcedores e a exigência por mais e mais qualidade, resultados retorna.

No fundo, olhando em perspectiva nestes cinco anos, acredito que tenha sido bom para o Internacional o retorno do Grêmio. Em 2004, quando ainda trabalhava no clube, percebi que o pessoal do clube (especialmente no futebol) nivelava por baixo. Não à toa, o Inter fez sua campanha mais difícil na “Era Pontos Corridos”, precisando vencer oito em dez jogos pra terminar em 9° lugar.

Acredito que a direção colorada teria se acomodado com um Tricolor ainda mais afundado em 2006, ao invés de se manter sempre alerta e cobrada pelo sucesso do rival. Duvido até que Alex e Nilmar, por exemplo, tivessem sido mantidos no clube em agosto de 2008 se então o líder do Brasileirão, disparado, não fosse o Grêmio.

Quanto aos gremistas, comemorem muito e principalmente lembrem

- De não deixar as coisas desandarem a tal ponto de retornar àquela situação.

- De não desperdiçarem chancs de não complicarem as coisas.

-E, na minha opinião, de nunca esquecerem que o melhor quase sempre vence, mesmo no futebol.

Priorizar a qualidade é mérito.

E os gremistas sempre foram exigentes demais.

Isto deixa todos entendendo o que eu quero dizer.

Comentários (55)

  • tiago diz: 26 de novembro de 2010

    Sou gremista e concordo com quase tudo que vc falou, principalmente quanto às retrancas do Mano nas partidas fora de casa e à necessidade de contar com jogadores de qualidade para ganhar os títulos de maior importância. Acho que torcida ajuda muito, raça também, mas qualidade é fundamental.

  • Renato diz: 26 de novembro de 2010

    Esse é o meu medo com a volta do Odone: a ideia de que “um timezinho fechadinho vai beliscando umas tacinhas…”. Gastar pouquinho e chulear é ambição pro Goiás. Duda errou em várias coisas durante seu mandato, mas buscou investir em qualidade. Isso precisa continuar.

  • Matias Schuler Guenter diz: 26 de novembro de 2010

    nota 9,9!!! :D

    Só uma observação. “Contra o Santa Cruz não teve choro, 2×0 ao seu favor em um jogo que a jóia gremista Anderson foi inexplicavelmente reserva de Lipatin, para desespero de 50 mil gremistas que superlotavam o estádio da Azenha.”

    Não é tão inexplicavel assim. O Anderson estava com o tornozelo machucado, e os adversarios se revesavam na caça ao tornozelo esquerdo.

  • Fernando diz: 26 de novembro de 2010

    Pois eu sou gremista. Tenho meus 40 anos já, ou seja, vivenciei outras erasde vitórias e concordo contigo em alguns aspectos. Essa supervalorização da raça pelo pessoal mais novo, ao meu ver, está cristalizada na paixão destes pelo Tcheco. Não me entenda mal, nem acho o paranaense tão horroroso. Mas não dá pra ser o ‘grande capitão’ do Grêmio, como diziam. Patrício e Sandro goiano então, estão neste time. A “imaculação” dos extremos no futebol sempre dá problema, seja de q lado for. Tem um amigo, grande colorado e conhecedor do futebol, que teme pelo que ele chama de “geração 2006″ no Inter. A ilusão de que não existam ciclos no futebol e a falta de paciência com qq descuido do colorado são gasolina para o fogo da soberba – que nós gremistas conhecemos bem, e cujos resultados todo mundo pode ver. Resumindo, ter dirigentes que consigam planejar e compreender o futebol, dentro e fora de campo e consigam administrar a cegueira da torcida, é fundamental para qualquer clube. Esperemos que 2010 seja um ano de crescimento verdadeiro para meu tricolor. Abs!

  • Rafael Portal diz: 26 de novembro de 2010

    Fala Perin, concordo com o comentário do Tiago por conseqüência com aquilo que tu falou. Reforço que um dos melhores times do Grêmio se não o melhor é o Grêmio Campeão da Copa do Brasil de 2001. Prefiro um time mesclado de Douglas e Gabriel com jogadores mais raçudos, também não concordo com a parte da torcida que inaltece Sandros Goiano da vida…. Agora com Odone e Renato de treinador teremo um time melhor ainda em 2011…

    Abraços

  • raul diz: 26 de novembro de 2010

    Parabéns pela análise.
    Sou tricolor e compartinlho uma curiosidade com você: meu pai torce para o time rival, o colorado.
    Talvez isso me faça olhar com um pouco mais de atenção e idoneidade para o lado vermelho do RS.
    E esse seu relato, mostra que nem sempre a rivalidade precisa ser cega, burra e incoerente. Você foi bem claro quanto ao que aconteceu e grande parcela da torcida gremista há de concordar. A imprensa, no seu papel, alimenta e maximiza algumas destas “opiniões populares”e que não são tão populares assim.
    O fato é que um não vive sem o outro, e não dá pra não enxergar as qualidades e defeitos do rival só porque ele é feio, bobo e chato.

    Um grande abraço
    Raul Delpizzo

  • Leonel Knijnik diz: 26 de novembro de 2010

    Eu acho que o GRÊMIO está aos poucos se recuperando do que foi a sucessão de más administrações desde a saída de Fábio Koff em 96. Cacalo começou a derrocada quando trouxe, a peso de ouro, reforços de qualidade “duvidosa” como Gordo Guilherme, Beto Cachaça e Sérgio Manoel. Conseguiu a façanha de ser eliminado pelo Brasil de Pelotas em casa em 1998. Depois, entrou Guerreiro, que trouxe os recursos da ISL, administrou mal a questão Ronaldinho (embora o jogador tenha significativa parcela de culpa no imbróglio todo) e quase inviabilizou o GRÊMIO. Pra coroar o centenário, elegeram Flávio Obino, que não obstante ter pêgo o clube heptacampeão gaúcho em 1969 e ter entregue com o arquirrival tri-campeão em 1971, dando início a série do Octa, acabou montando, em 2004, o pior time dos 107 anos de história do clube e rebaixou inapelavelmente o GRÊMIO. Odone assumiu em 2005 com apenas seis jogadores no elenco, contratou a rodo pra ter ao menos 11 pra colocar em campo na estreia do Gauchão (no 1º jogo não havia 18 jogadores pra completar o banco de reservas – eu fui naquele jogo). Enfim: indo direto ao jogo em si, o que acabou glorificando uma conquista que era simplesmente para ser esquecida, foi a lamentável atuação do apitador Djalma Beltrame. E “Nauticar” virou verbo depois de então. Depois, a própria direção tentava, não sei se por efeito da Geração Aflitos ou da falta de recursos financeiros, um “pensamento mágico” de que a “imortalidade” resolveria tudo tomou conta do Olímpico. Mesmo assim, pra um time que recém tinha voltado, conseguir uma classificação pra Libertadores exatamente um ano depois de termos sacramentado a nossa volta (curiosamente, conquistamos a vaga pra LA07 em 26/11/2006). Este ano, o GRÊMIO montou um bom e caro time mas errou no comando. Tanto que Renato mudou algumas peças, trouxe alguns jogadores desconhecidos como o “talismã” Diego Clementino e pode levar este time do Z4 à Libertadores via G4. Agora, Odone voltou. Mas voltou com uma proposta de profissionalizar o clube e trazer investidores. Vamos ver no que vai dar.

    Saudações imortais do amigo

    Leonel Knijnik (DJ Aldebaran)
    Conselheiro do GRÊMIO FBPA

  • Rodrigo diz: 26 de novembro de 2010

    Penso que a super valorização da batalha dos aflitos foi uma estratégia de marketing de um clube que não tinha recursos pra trazer investimentos e torcida de outra forma. Acredito que deu o resultado esperado e isso é fato. Concordo com a idéia de investir em qualidade, porém, como ja foi dito acima, tem que mesclar a técnica com raça, até por que, jamais será possível montar uma equipe de galáticos, além de isso não ser garantia nenhuma de sucesso. Pra encerrar, vejo sempre o capítulo dos aflitos como o exemplo de um inferno ao qual o gremio não deve mais voltar.

  • Juliano diz: 26 de novembro de 2010

    Um bálsamo saber que existem no RS pessoas que, mesmo sendo torcedores de outro clube, mesmo “secando”, não deixam de dizer o que uma pessoa equilibrada e inteligente deve dizer.
    O fato de seres colorado só reforça isso.
    Parabéns, Perin.

  • roberto diz: 26 de novembro de 2010

    Mas esqueceste de citar os incontáveis pênaltis, expulsões e outros elementos facilitadores que o grêmio teve nesse ano, que foi marcado pelas manipulações de resultados na série A (e, acreditem, a série B não ficou isenta). Mais do que sorte, o grêmio teve uma ajuda extra campo para voltar à elite do futebol brasileiro. Seja ela proposital ou não.

    Sobre a comemoração exacerbada, aqui não vejo nada demais. É questão de expectativas da torcida. A torcida do grêmio está acostumada a passar “fome” de títulos, por isso um gauchão, uma volta a série A, uma virada “épica” sobre um time de segunda divisão… tudo isso vira motivo para fechar a Goethe e comemorar.

    Pelo outro lado, uma torcida acostumada a títulos, como a do inter, acaba fazendo papelões como vaiar o melhor jogador da libertadores (conquistada pelo inter e muito graças a esse jogador) porque ele jogou UMA partida mal. Vaia um time inteiro porque não jogou bem. E ao ganhar um título de menor expressão, mal causa um pequeno buzinaço pelas ruas.

    São expectativas diferentes, coisas da gangorra do futebol gaúcho. Que já foi azul, mas agora é vermelha.

  • André diz: 26 de novembro de 2010

    Sou gremista e concordo contigo, time bom, só se faz com jogador bom, raça e empenho são coisas secundárias. Espero que a torcida do Grêmio tenha superada esta fase, vaiar Douglas e pedir Maylson não dá. Alexandre, ainda bem, que o Renato nos salvou, e não digo só do rebaixamento, nos salvou desse pensamento que estava dominando a nação tricolor, de raça, sofrimento, entrega… O RENATO GOSTA É DE JOGADOR BOM, mais uma vez ele comprova ser o nosso Messias, já nos guiou até a luz em 1983, e está nos tirando das trevas novamento, tenho certeza que em 2011, o nosso Messias nos recolocará no caminho da luz.

  • Jorge diz: 26 de novembro de 2010

    Parabéns pelo altíssimo nível do texto e dos comentários. Muito raro na internet.

  • Matheus diz: 26 de novembro de 2010

    Estou com a impressão de que, ou vc mediou muitos comentarios contrarios ou vc tem um público critico mas inteligente, digo isso porque sei, ou melhor, sabemos, que a Batalha dos Aflitos se contituiu num marco para muitos gremistas, ganhou contornos de lenda do futebol, um simbologismo oportunista que, como vc bem disse, mascara dificuldades viziveis ao longo da ultima decada, e assim, tambem desvia o foco do inverso colorado que tem na ultima decada uma das melhores, se não a melhor, de toda a sua existência. Parabens, perfeita leitura!! Nem vou questionar a importancia daquele jogo em si, é lógico que sua importancia esta explicita no retorno a serie A, mas na sua representatividade, ou na representatividade que dirigentes gremistas tentam dar ao jogo, isso sim, parece apequenar um clube que tem tradição em disputar grandes titulos. É isso, vc bateu nos calos, com certeza deve estar escutando muita coisa calado, abraço!! E boa eleição!!

    EDITADO: pior que não. Só um comentário foi sumariamente deletado. Acho que consegui meu objetivo: ter um público alvo diferenciado, que ignorasse o “oba-oba” diário.

  • Robson diz: 26 de novembro de 2010

    Concordo em genero, numero e grau.
    Pórem com a situação do Gremio naquele momento, sem dinheiro e credibilidade, montar um time é muito dificil, e nenhum atleta de um nivel bom disputaria a segunda divisão.
    Por isso a ruimdade da equipe, que realmente se superou pela vontade e quase sempre tropeçou pela falta de qualidade, basta ver onde estão jogando atualmente os jogadores daquela equipe, somente dois estão bem sucedidos hoje em dia.

  • Diego KV diz: 26 de novembro de 2010

    excelente comentário. Como Colorado de 32 anos vivi epócas tenebrosas nos anos 80 e 90, mas agradeço por nunca ter ido para a segundona. Esse endeusamento de certas cabeças de bagre não condiz com a história de grandes jogadores que passaram pelas bandas da azenha.

  • Augusto diz: 26 de novembro de 2010

    Olha, blogueiro, quero deixar aqui minhas congratulações pelo texto. Não concordo com muita coisa que escreveste, mas mesmo assim respeito tua opinão, apesar de ser do clube rival, o que pode, as vezes, embaçar a visão, mas não foi o que aconteceu. Tua análise em alguns pontos foi muito boa. Mas não da pra deixar de dizer que a Batalha dos Aflitos foi inacreditável …

  • Rodrigo diz: 26 de novembro de 2010

    cara: Sou Gremista doente e acho que vc como Colorado foi extremamente elegante e disse toda a realidade, esta supervalorização daquele jogo de certa forma nos apequena como grande clube do Brasil. ë muito bom ver que nesta nossa rivalidade doentia ainda encontre colorados não tão arrogantes como a maioria.Nós temos a fama mas os Colorados hj em dia são insuportáveis no mundo esportivo, extrapolam o limite. Só valorizam os títulos deles e menosprezam os nossos. Parabéns pelo post sereno eeducado com o rival (não inimigo)

  • Carlos Armando diz: 26 de novembro de 2010

    Como gremista só posso dizer PARABÉNS pelo post! Concordo com a tua análise na íntegra (mas continuo secando o teu time para conhecer a segundona! Um dia vai, há se vai! he! he! he!). Um abraço.

  • Desmond diz: 26 de novembro de 2010

    Aquele 4 a 0 pro Anapolina foi matador, quase parei de acompanhar depois daquilo.

    A supervalorização da raça vem de muito antes. O Dinho sempre foi meu ídolo daquele time de 95. Mas é fato de que além de muito raçudo, ele era bastante técnico. Difícilmente errava um passe por exemplo. Era tipo um Guiñazu daqueles tempos (mas ainda acho o Dinho mais jogador). Vale lembrar que o Felipão também era adepto da mesma retranca do Mano, mas o time era montado com jogadores mais técnicos.

    Meu primeiro jogo no Olímpico foi a final da Copa do Brasil em 94, o início de uma sequencia de anos incríveis. Com títulos e finais todos os anos. Lembro que eu chorei no final da Copa do Brasil de 95, quando o Grêmio perdeu pro Corinthians. Sendo que logo depois, no mesmo ano o Grêmio ganhou a Libertadores. Mesmo assim não condeno a supervalorização dos Aflitos, é acima de tudo um jogo simbólico, como aquele Paulistão do Corinthians depois de 20 anos sem ganhar nada. É um alento que ainda é responsável por levar o torcedor ao estádio, aquele torcedor ávido por mais um momento parecido com aquele.

    Aos colorados amargurados (e não estou falando do blogueiro, mas sim aquelas pessoas insuportáveis que habitam esses blogs do clic, que torcem para os dois lados) fica a lição também de que nada dura para sempre. Nunca desejei o mal do Inter até porque meu pai é Colorado, mas a gente sabe que nosso futebol vive de gangorras e o momento de glória não dura para sempre. Tenho uns dois amigos que nem davam bola para futebol antes de 2006.

    EDITADO: O Dinho era bem melhor que o Guiñazu. Só era violento demais.

  • Silvano França diz: 26 de novembro de 2010

    Fiquei emocionado ao ler teu post. Parabéns!!

  • Artur Rios diz: 26 de novembro de 2010

    Parabéns pelo ótimo texto, concordo contigo em tudo, inclusive no time que escolhemos para amar…
    É raro, mas muito bom saber que mesmo em nossa aldeia polarizada e miutas vezes inflamada demais ainda hà espaço para o bom senso e a verdade…
    Um quebra costela…
    Artur

  • Frederico Mallmann diz: 26 de novembro de 2010

    Perin, sou um leitor eventual do seu blog e devo dizer que este post sobre a Batalha dos Aflitos está muito bom. Realmente, há diversas visões sobre esse mesmo acontecimento, e em todos se concorda com uma afirmação: foi algo inacreditável e irrepetível. Não concordei com tudo que você disse, mas o seu texto é importante justamente por mostrar uma visão que contemple aspectos diferentes dos usuais. Não mudará de jeito nenhum o orgulho e a emoção que sinto ao lembrar da tarde em que estivemos prestes a perder tudo e demos a volta por cima contra adversidades terríveis, independente das causas originárias destas. Tais acontecimentos inserem-se dentro do imaginário popular e passam a fazer parte da identidade de cada gremista, como o fizeram antes a Batalha de La Plata, os confrontos com o Palmeiras nos anos 90, o Grenal Farroupilha de 1935…

    Abraço e parabéns

  • Cicerus diz: 27 de novembro de 2010

    DIscordo de alguns comentários que foram atemporais. Como tu poderia dizer que a batalha dos aflitos foi muito valorizada pela conquista do inter em 2006. Somente se tu fosses mãe dina, tu saberia que o inter ia ser campeão de 2006 e no meio de 2006( no qual acontece a final da libertadores) já se havia esquecido a batalha dos aflitos. Toda a questão da batalha dos aflitos vai além de uma explicação racional de varias laudas. Ela se limita a uma questão totalmente atípica, no qual, aconteceram situações ultramente adversas, nas quais, dentro daquelas situações a vitória e a subida para serie A virou heróica. O colorado nunca entenderá isto. Seus títulos em 70 eram porque tinham uma maquina de time, no qual, sobrava… Não me lembro de o inter com um time inferior, enfrentar um time superior com uma folha de pagamento muito maior e trazer um bom resultado. Claro com excessão do barcelona, porém um jogo atípico pra mim também. Todos nós sabemos que se fizermos 10 jogos inter e barcelona e 10 jogos gremio x nautico naquelas situações. Dificilmente o inter ira vencer a maioria, assim como o grêmio. Então o fato de serem jogos atípicos que dão toda esta entonação heróica.

  • Leonardo diz: 27 de novembro de 2010

    Muito legal o post, sou Colorado e relembrei o quanto torci para o incompetente Náuticoo naquela partida.
    E ainda sofri pelo triste Zveitão 2005.

    Porém, não posso ficar triste relembrando Libertadores 2006, Recopa 2007, Sulamericana 2008, Libertadores 2010…

  • Leonardo diz: 27 de novembro de 2010

    Já comentei o post antes.

    Aproveito para manifestar o meu voto na chapa do Affatato: chapa 1.

    Acredito seriamente que esta nominata congrega a melhor diretoria possível.

  • Adriano Colorado diz: 27 de novembro de 2010

    Parabens pelo texto Alexandre.

    simplesmente aproveitaram a situação para fazer a unica coisa que podiam: MARKETING.
    a rbs ajudou mto nisso né? FORAM MASACRADOS EM CAMPO PELO POBRE TIME CAPIBARIBE, mas no final GRAÇAS a ruindade do time semi amador nordestino se SAFARAM rsrsr… são coias do futebol.
    ninguem pode criticar o ODONE, é só dar uma olhada no tal DOSSIE da era OBINOLANDIA pra ver que o cara pegou um rabo de foguete e mesmo assim conseguiu endireitar a casa, mas por incrivel que pareça PERDEU a eleição pro DUDA. vai entender né?

    mas deixa assim, eles comemorando “batalha” e nós cada vez mais GIGANTES.

    ps. em 2005 respeitei a dor dos rebaixados, passei o ano sem comentar, sem tirar sarro, sem pegar no pé da gremistada que a gente encontra pela frente, seja no trampo, nas peladinhas os familiares etc.

    pensei: BOM AGÓRA ELES VÃO FICAR UM ANO DE MOLHO, voltam ano que vem com a crista mais baixa. PRA QUE!!!! voltaram mais ARROGANTES do que nunca!!!!!

    aquele jogo foi demais pra eles, o sofrimento foi terrivel! duvido que alguem em sâ conciencia queira passar por aquilo simplesmente para VOLTAR a elite do futebol.

    e cá pra nós, se perdessem pode ter certeza que iria ter virada de mesa.

  • Tobias Fretta diz: 27 de novembro de 2010

    Muito bom texto, imaprcial e coerente.
    Concordo um pouco com a supervalorização do jogo e alguns erros cometidos posteriormente em decorrência daquela partida.
    Porém, acho que a supervalorização deve ser atribuída aos dirigentes e nnão a torcida. Como tu mesmo falaste, o não retorno do Grêmio naquele ano à série A seria pavoroso para o clube e os torcedores sabiam disso.
    A atribuição de um jogo histórico para aquela partida decorre das múltiplas expulsões, pênaltis, e iminência de derrota não concretizada, seguidos por um gol inacreditável.
    Tirando a real dimensão da partida (uma simples volta para série A contra um time mediano do futebol nacional), pergunte pra qualquer gremista a sensação de entrar naquela montanha-russa de emoções (olha, até colorados e torcedores de outros time) e saberás que ocorreu mesmo foi uma supervalorização da paixão pelo futebol e pelo Tricolor Amado

  • marcelo diz: 27 de novembro de 2010

    Bem,a questão é um pouquinho mais complexa,embora em parte o raciocínio esteja correto o que chega a ser surpreendente em se tratando de alguém que trabalha com futebol.
    A questão dos Aflitos não pode ser tratada como a de um jogo de futebol ou uma partida como qualquer outra.
    Muitos times são e serão campeões do mundo disso e daquilo,muitos times terão partidas incrivelmente épicas,muitos terão jogadores a menos etc…
    Mas o que ocorreu em recife salvo algo extraterrestre nunca mais vai ocorrer.
    Estamos falando de um acontecimento ligado a história e personalidade de um time que em 90% da sua história foi aguerrido,e ganhou seus principais confrontos sempre de maneira sofrida,e provou com igual sabor derrotas e vitórias,um time que vive de glórias mas também de drama,um time que retrata o futebol como um esporte apaixonante como fazem poucos ou nenhum time no mundo.
    Ganhar na mega sena é fantástico,muito bom,ótimo,mas estar desenganado por todos os médicos com um cancer em fase terminal e derrepente ficar curado,isso é ainda mais valioso,porque é uma vitória depois de ter a derrota decretada,e não apenas uma vitória.
    É engraçado como as pessoas tem tanta dificuldade de fazer uma análise um pouco mais profunda de um fato sem fazer comparações.
    A crítica compara sempre,o que é incomparável foge a critica.
    Ainda assim te parabenizo porque infelizmente a muito pouco prazer em ler crônistas como Zini e Pedro Ernesto que comprovam a tese de que para trabalhar na imprensa esportiva do sul tem que ser no minimo limitado.
    Saudações tricolores.

  • mario almeria diz: 27 de novembro de 2010

    ATÉ COMEÇOU BEM , MAS DEPOIS DEIXOU CLARO A MÁGOA DE SECADOR!

    MUITAS CONTRADIÇÕES, POIS O PRINCIPAL NÃO FOI DITO.

    NUNCA ACONTECEU NADA IGUAL A BATALHA DOS AFLITOS.

    INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA, SE O GRÊMIO NÃO SUBISSE DE QUALQUER JEITO, BEM OU MAL, COM FOLGA OU SEM FOLGA, QUEBRARIA.

    AÍ ESTA A IMPORTANCIA DA BATALHA DOS AFLITOS!!

    ENQUANTO O GREMIO VINDO DE UMA SEGUNDA DIVISÃO CHEGAVA EM 2007 A UMA FINAL DE LIBERTADORES E SEM A SORTE DO RIVAL DE PEGAR UM CHIVAS NA FINAL PEGOU O BOCA NA SUA MELHOR FASE.
    O INTER VINDO DE UMA CONQUISTA DE MUNDIAL COM A AJUDA DO APITO NO JOGO CONTRA O AL-ALHI ASSIM COMO ACONTECEU CONTRA O NACIONAL NA LA, CHORAM ATÉ HOJE O PENALTI NO TINGA, FOI O PRIMEIRO TIME CAMPEÃO DO ANO ANTERIOR A CAIR FORA NA PRIMEIRA FASE DO ANO MSEGUINTE.

    O LUIGI ERA O VICE DE FUTEBOL E GRAÇAS A DEUS EM 2011 SERÁ O PRESIDENTE.

    É UM BOCA MURCHA , ASSIM COMO MEIRA, OBINO E DUDA KROEEFF.

    AS COISAS COMEÇARAM A MUDAR!

    VAMOS TER CORERÊNCIA.

  • Rossano diz: 27 de novembro de 2010

    Parabéns pela análise feita pela “Batalha dos Aflitos” nunca li nada igual. Sou gremista, concordo em 90% com que escreveste, só uma ressalva. Valorizamos em demazia este episódio, pois estavamos carentes de vitórias e viamos nosso maior rival empilhar titulos e glórias. Abraços deste tricolor.

  • Candinha diz: 27 de novembro de 2010

    Valeu. Excelente postagem, parabéns.

  • Luciano diz: 27 de novembro de 2010

    Parabéns pelo post,
    Concordo no que falou em relação ao Mano, sempre achei ele retranqueiro e covarde no tricolor.
    Voc6e teve uma visão de quem não é torcedor e por isso, 90% do que falou é verdade.
    Novamente parabéns.

  • Roberto diz: 27 de novembro de 2010

    Também defendi outro dia, no Blog Tricolor, a idéia de que o Grêmio, como time grande, deveria ter subido com facilidade da segunda divisão. A meu ver, faltou da parte do Odone ousadia em contratações – e não apenas em 2005, mas também em 2006, 2007 e 2008. Claro, em 2005 a situação financeira era difícil, mas ele arriscou demais ao deixar a situação praticamente escapar do controle naquele jogo contra o Náutico. Não fosse o milagre – que virou notícia no mundo inteiro! – e hoje ele estaria, como Obino, defenestrado do Olímpico. O fato é que, por uma sorte absurda, aquela partida decidiu favoravelmente o destino da torcida gremista. Em 2010, não fosse o erro na escolha do treinador, e o trabalho do Duda seria excelente, mesmo que a um custo elevado. Gostei muito da tua análise, considero-a simplesmente perfeita. Parabéns.

  • hacker_gremista diz: 28 de novembro de 2010

    pra começa tu nao acha que ta preocupado demais com o gremio em cuida do teu time isso nao e toca flauta ja que tu se diz colorado porque nao fala dos titulos do teu timeco da beira do aterro ja que tu e colorado e teu blog e em serviço do clicrbs que todo mundo sabe essa inprensa e toda vermelha nao vejo tu lembra e nem fala dos titulos do teu timeco isso e amargura o que que e pra fica falando do gremio seu secador otario e o futebol da voltas teu time nao vai ganha titulos a vida toda nao isso passa se o teu timeco da abeira do aterro perde pra inter de milao quero ve se tu vai publica algum texto no teu blog duvido ate porque colorado quando perde jogo se esconde nao assume e fato so publica coisas quando ganha espero que publique meu comentario nao te xinguei e si falei o que eu penso e te ganha a segunda divisao nao acho que seja se apequenar como tu sito no teu blog varios times do mundo como juventus e etc ja cairam

  • Rubro diz: 28 de novembro de 2010

    é por causa de pessoas como esse tal de MARIO ALMEIDA que os blogs não conseguem ter um publico acima da média.

    TCHÊ! de cara tu ja chama o Perin de AMARGO SECADOR!? e vc é o que então? vc é o tipo de torcedor que SE pudesse EXTERMINAVA com todos os COLORADOS do universo, tamanha é tua magoa e recalque.

    em primeiro lugar BATALHA DOS AFLITOS nunca existiria se vcs fossem o que sempre dizem que são ou seja: “SUPERIORES” AO INTER EM TUDO E SEMPRE. MENTIRA!!! FATO PROVADO.

    engraçado é q gostam de se gabar da batalha, mas detestam falar sobre os motivos pelo qual ela teve que ser “travada”.

    contra um time de igual peso POLITICO aquela APELAÇÃO toda nunca iria existir, ja que “tamo lascado vamo avacalha com tudo” pensaram, fosse um juiz de qualidade acabava com aquela palhaçada e ferrava na sumula com aqueles anti-desportistas (pra não dizer outra coisa)

    ja pensaram o q seria se todos os times resolvessem fazer o mesmo? que palhaçada iria virar os campeonatos?

    a analise do jogo, as cagadas do mano a ruindade da equipe etc foram ofuscadas pelo “inacreditavel” e o “nunca nos matarão” pq somos “imortais”.

    transformaram uma coisa que não se vê nem em VARZEA em algo extraordinário, ponto pro MARKETING, mas derrota pro desporto.

    mas de la para cá ja foram “matados” de tudo qto é jeito salvo alguns ruralitos (

    tenho certeza de que LUIGI ou quem quer que seja NUNCA deixara o COLORADO descer tão fundo no poço dos INCOMPETENTES.

    saudações Rubras.

  • Lucas diz: 28 de novembro de 2010

    Dizer que aquilo nunca aconteceu eh nao conhecer a propria historia do clube. Em 83 com 4 jogadores a menos o Estudiantes fez dois gols no Gremio, empatando em 3×3 o jogo que estava 3×1. O mais incrivel daquele jogo foi o Nautico nao ter se preparado para perder o penalte. Havia ainda 10 minutos e o time poderia tranquilamente fazer um gol com bola rolando. Apos perder o penalte o time pernambucano se desequilibrou de forma completamente inexplicavel

  • Fábio LFB diz: 28 de novembro de 2010

    Olha, até concordo contigo na maioria das colocações. Só que eu acho que aquele time do grêmio de 2007 tinha bastante qualidade em várias posições. Havia william (zagueiro), teco (zagueiro), lúcio (lateral), lucas (volante), carlos eduardo (meia), diego souza (meia), todos de muito boa qualidade. O próprio gavilan era um primeiro volante que, se não era primoroso, quebrava muito bem o galho.
    Sabe-se que os ocupantes de algumas posições eram lamentáveis (patrício, o volante edmílson, tuta) e que não havia reservas decentes também. Porém, para mim, o maior problema naquela época era realmente o técnico mano menezes. Ele realmente era retranqueiro demais fora de casa. Ele perdia todos os jogos assim, mesmo contra times inferiores. Hoje, felizmente, mais experiente, ele melhorou muito neste aspecto, o que fez com que se tornasse técnico da seleção.
    Outra coisa, até concordo que não se deve colocar como o maior jogo da história do grêmio (o clube é mto grande para isso), mas devo confessar que foi uma emoção inexplicável, e acho que é um fato que dificilmente acontecerá novamente no futebol. Foi um jogo incrível, mereceu o DVD, tão corneteado por vcs hehe.
    Abçs.

  • Luiz H. S. Valente diz: 28 de novembro de 2010

    Prezado Perin, não sei pq colocaste aquele aviso do blogueiro! Não havia necessidade, só alguém muito ignorante pra fazer um comentário sem noção sobre este texto! Este era o comentário que estava faltando! A paixão embaça a visão e este foi o comentário mais lúcido que eu vi! Totalmente isento e abordando aspectos vistos sob outra ótica! Concordo com tudo que disseste, inclusive com a supervalorização do título! Mas faço uma ressalva: esta supervalorização era necessária pois era a única coisa que tínhamos em mãos! As coisas tendem a assumir diferentes graus de importância conforme o caso! Não viste o esquilo da “Era do Gelo” e sua noz? Já li muitos textos sobre a “A Batalha dos Aflitos”, mas nunca um como este, visto pelo outro lado, com uma visão neutra e, principalmente, escrito com muito respeito, inteligência e isenção! Parabéns e obrigado! E boa sorte na tua eleição!

  • Rodrigo diz: 28 de novembro de 2010

    Rubro”é por colorados como vc que existe o ódio reciproco de nós por vcs. Tu desfilou toda a arrogancia que domina o pensamento dos Colorados atuais. O Perin está de parabéns por não ter este pensamento que só aumenta o ódio entre a gente.

  • Helder Hartmann diz: 28 de novembro de 2010

    Comentário sensato. Agora espero também o mesmo sobre a “conquista” da Libertadores 2006, que teve coisas extra campo que ajudaram e muito para chegarem a ela. Tanto é que endeusaram exageradamente aquele time, que teve mais sorte que juizo, já que o “craque” da conquista do Mundial foi o odiado GABIRÚ. Endeusaram tanto que em 2007 na LA não conseguiram passar da primeira fase num grupo fraquíssimo e o time praticamente era o mesmo do 2006.

  • Ulisses diz: 28 de novembro de 2010

    Concordo com o blogueiro, mas concordo, também, com o leitor Augusto. Não gosto de ter a Batalha dos Aflitos como referencial de vitória ou conquista, pois ela nos deu o título da Série B, lugar onde o Grêmio nunca deveria ter ido e nunca deverá retornar. Mas não dá para dizer que a vitória, naquelas condições, não foi épica. Foi sim, e os sete guerreiros que terminaram aquela partida deveriam ser lembrados para sempre. Não pelo título, mas pela garra, valentia e, quem sabe, sorte em ter vencido uma partida impossível e inacreditável. Por fim, um erro no texto: resido em SP e estava naquele jogo do Canindé na primeira fase: terminou 2×0 para o Grêmio (gols do Marcel e Anderson), e não 2×2. Esse – o 2×2 – foi o resultado do jogo do Olímpico no quadrangular (no Canindé, nessa frase, foi 1×1). Enfim, parabéns pelo texto! E dá-lhe Grêmio! Os bons tempos voltaram!

  • Sérgio de Assis diz: 29 de novembro de 2010

    Em partes, Vc tem mesmo razão! Agora, que tal contar um pouco do ostracismo vivido por Vcs nas décadas anteriores à Libertadores 2006? Estou curioso para saber essas historinhas. E toda vez que um colorado tenta desmerecer o Grêmio, ele lembra da Batalha dos Aflitos e fica como Vc, perdidaço! Eu sempre falei que se fosse o inter na mesma situação, Vcs teriam tomado de 5 a 0 do Náutico! Pode crer…… Mas Vcs nunca estarão na segundona, não é? (Do jeito que se engalfinham pelo poder, dá para ter esperanças…..).

  • Mauro Gaúcho diz: 29 de novembro de 2010

    Bueno, Perin! Mais um excelente comentário e um grande serviço ao futebol, especialmente aos gremistas. Tudo bem, já era hora de alguém contar… meus amigos gremistas já ouviram eu falar sobre isso, mas achavam que era ‘flauta’. Talvez, agora… lendo um especialista, passem a entender o que eu pretendia dizer. Meus familiares são divididos entre gremistas e Colorados. Somos torcedores, não inimigos.

    Importante: ótima idéia colocar aquele aviso no começo, pois sempre tem um ‘sem noção’ que esculhamba o debate com comentários ofensivos, paranóicos e alienados.

    Tudo o que tu comentou é praticamente a mesma coisa que sempre pensei… até a parte onde tu citas uma situação idêntica com a que vivi naquele momento:
    “Um amigo colorado enlouqueceu quando o juiz marcou o pênalti e comemorava antecipado. Por algum motivo, eu fiquei frio, talvez por adivinhar que o Náutico podia desperdiçar de novo. Depois do cara errar o pênalti, obviamente tive um ataque histérico mas em silêncio total. Só ouvia meu pai gritar absurdamente na sala.”

    Cara, eu também estava tomando uma ‘gelada’ olhando o jogo entre amigos gremistas (maioria) e Colorados (eu e o outro); quando deu aquela confusão de 20 minutos, meu amigo comemorava o pênalti assinalado e as expulsões… eu olhei para ele e disse (quase num sussurro): tchê, ‘eles’ (náutico) vão errar esse pênalti… esse tumulto do Grêmio é para gerar tensão nos adversários… – Bateram o pênalti, defendido por Gallato. – Meu amigo me olhou, entre admirado e indignado. Enquanto mesclamos palavrões, resmungos e risadas, aconteceu o lance do Anderson, que só vi a conclusão. Foi como um soco no estômago! Aquilo, realmente, eu não esperava! Eu admito. E a maioria dos gremistas (podem dizer o que quiserem, que é a ‘imortalidade’, que ‘já sabiam’, etc) também não acreditava e, até hoje, tem gente que não acredita… é como a viagem prá lua… ainda há constestações…kkk

    Mas, parabéns aos gremistas! Só lamento que você, Perin – grande Colorado, tenha dado ‘a letra’ para eles, cara! Eu preferia eles assim, valorizando essa ‘epopéia’, culpando os juízes, desmerecendo nossos títulos… isso nos dava mais força e, principalmente, desviava a atenção deles ao essencial, aos verdadeiros problemas do Gfbpa e dos méritos do INTER. Espero que não acreditem em nada que tu escreveu. E te xinguem. Tu merece! kkkkkk

    Ótima tua postagem. Só não gostei que tu ‘abriu os olhos’ de muitos gremistas… hehehe

    Saudações a todos! Que tenhamos um 2011 excelente!

    E, gremistas, não esqueçam de classificar o time na próxima rodada! Além que deixamos o Botafogo nas mãos de vocês, ainda precisamos que classifiquem para LIbertadores, afinal é a última coincidência que falta para ‘paparmos’ outro Mundial!!!

    Abraços.

  • Rubro diz: 29 de novembro de 2010

    mas me diga se o q falei é mentira Rodrigo?

    mto pelo contrario não sou “colorado atual” sou colorado a “vida inteira” e passei os anos 80 e 90 quiéto nos tempos de vacas magras e INCOMPETENCIA, mas sempre defendendo o COLORADO.

    passei a vida escutando vcs dizerem que nunca passaríamos do manpituba e cosa e tal e dai?

    bom, em apenas 4 anos passamos vcs de viajem, enquanto isso vcs comemorando batalha dos aflitos.

    sou o primeiro que diz que ganhamos uma liberta sem saber o porque pois a 2 anos sofro vendo ALECONE e outras nabas sendo titulares, sabendo que na base ou no bco tem gente melhor…aguentando fossati e roth na mesma temporada e mesmo assim indo pra abudabi.

    ou seja: fato INACREDITAVEL!!! bla, bla ,bla e tales…

    coisa que só no futebol mesmo.

  • Lucio diz: 29 de novembro de 2010

    He he he he he…… os colorados não conseguem mesmo engolir a Batalha dos Aflitos! Sempre tentando diminuir o feito; minimizar a luta, a valentia, o brio e a coragem! É por isso que a torcida gremista canta o Hino do Rio Grande sempre em voz mais alta que os colorados! SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO A TODA A TERRA! E tem razão o Sr. Sérgio de Assis aí embaixo: os colorados deveriam escrever sobre o OSTRACISMO próprio até 2006. Não cabe num post; dá um livro! Mágoa por mágoa, a vermelha é bem maior! Até tu, Perin?

  • Alemão diz: 29 de novembro de 2010
  • LUCIANO-SL diz: 30 de novembro de 2010

    Para o meu Grêmio, uma série de fatores foram decisivos para que a década que se encerra tenha sido perdida.
    Mas os principais foram o negócio mal feito com a ISL, que tirou, por anos, qualquer capacidade de investimento do clube e, ainda, a escolha de péssimos administradores nos primeiros anos após a quebra da tal empresa.
    Cacalo, Guerreiro e Obino foram péssimos como mandatários do clube.
    E aqui não discuto o gremismo de nenhum deles. Não me cabe. Mas como presidentes, foram nada mais do que péssimos.
    A partir daí, tudo o que se disser, pouco acrescenta.
    O jogo contra o Náutico foi algo inexplicável.
    Poderíamos ter perdido e continuado no inferno por mais um ano, seria uma hipótese.
    Mas ganhamos. O que não era absurdo algum, dada a diferença de história e de conquistas de ambos os adversários.
    Mas o fato é que Beltrami conseguiu dar ares diferentes àquela partida.
    Sorte do Grêmio que Galatto defendeu aquele pênalti.
    Mais sorte ainda, ter Anderson inspirado.
    É da vida.
    Utilizar os efeitos da partida como marketing está mais do que certo. QUALQUER clube faria isso e não há como negar, o feito ganhou o mundo, pelo inusitado.
    O que não é possível é considerar isso o maior feito. Eu, particularmente, não considero.
    Para mim, o Mundial de 1983 é o maior feito. E até que se conquiste outro mundial, que espero não demorar muito, continuará sendo.
    O fato é que, aos trancos e barrancos, essa tendência de fazer mal as coisas lá na Azenha está perdendo força. O que se percebe é que o clube começa a buscar um caminho mais bem traçado.
    Mesmo no abismo, com dívidas avassaladoras resultantes de uma parceria mal concebida, conseguimos alguns avanços.
    Foram pagas boa parte das dívidas antigas. Equacionadas pendências mais recentes e a tendência é de que as questões financeiras sejam, doravante, tratadas com mais seriedade.
    No mundo moderno e, principalmente, no futebol moderno, o gerenciamento deve ser profisional. Outro caminho no qual, ao que parece, estamos tomando as medidas certas com a profissionalização de setores vitais do clube.
    Temos uma torcida apaixonada que acompanha as necessidades do clube e o apóia sempre. A venda de material esportivo do clube, nessa década, foi espetacular.
    Mesmo com times medianos, conseguimos disputar duas Libertadores, com um vice-campeonato e fomos vice campeões do Brasileiro, o mais difícil do planeta.
    Sei, não conquistamos títulos. Aí fez falta a qualidade. Mas qualidade tem preço e, até então, não tínhamos fôlego financeiro para pagar por ela.
    Penso que daqui para frente teremos outro Grêmio.
    A Arena promete novos tempos. Mais modernidade, mais recursos, outra história.
    Cabe a cada Gremista agora continuar fazendo sua parte.
    ASSOCIAÇÕES são bem vindas.
    Sou sócio desde 2006 e acredito que muitos ainda vão associar-se.
    Quanto à rivalidade, embora alguns insanos desejem o fim do rival, ela é sadia. Faz com que cada um dos clubes faça o máximo para não deixar a peteca cair.
    O Grêmio, é fato, está voltando.

    Saudações tricolores.

  • Adriano Colorado dos Pampas diz: 30 de novembro de 2010

    e ai Lucio, pena q contra o CAXIAS com grife a LUTA, o BRIO, e a CORAGEM não entraram em campo pra defender um titulo da libertadores né? pq sera? sera pq dai do outro lado tinha um adverssario de respeito mesmo sendo só um CAXIAS com GRIFE?

    final da sula 2008 inter x estudiantes aos 20 do 1º tpo guina explulso deixando o time com 10 na final, minutos depois gol do nilmar, final do jogo inter 1 x 0 no poderoso estudiantes.

    teve luta,brio e coragem em campo mas sem APELAÇÃO! ganhamos jogando bola e com civilidade.

    qro ver vcs ganharem uma com um a menos do CAXIAS com grife, se 11 contra 11 foi 5×0 imagina então né?

  • Ribeiro diz: 30 de novembro de 2010

    Parabéns, acho que vc expressou muito bem tudo o que aconteceu, e concordo em genero numero e grau.

    Sou gremista, mas a sua sensatez foi pontual. Outra coisa, os colorados na sua maioria não são tão sensatos como vc.

    Mas acho que apartir de 2011, e depois da construção da Arena, nos emparelhamos com o inter em estrutura, política de futebol e planejamento estratégicos.

  • André Martins diz: 30 de novembro de 2010

    Concordo com quase tudo, faltou só ressaltar a impáfia dos dirigentes tricolores na era Obino, que culminou com a queda, o que aliás vejo no sr. Píffero nos dias de hoje. Tenho a Batalha dos Aflitos como um marco futebolístico, não mais do que isto e, com toda a certeza, não maior que as Libertadores e o Mundial ganhos e até o não ganho, pois foi um jogo onde podíamos ter vencido. Se trata muito mais do orgulho de não ficar mais um ano no fundo do poço, ajudou a criar a lenda do Imortal, a voltar a lotar o Olímpico e não quebrar a gangorra. Imagina um campeão do mundo e outro na série B… seria impossível viver no RS. Abraço e parabéns pelo texto.

  • Mauro Gaúcho diz: 1 de dezembro de 2010

    Te parabenizo, Perin! Não é de hoje que acompanho e admiro esse blog.

    Também parabenizo os Colorados e os Gremistas de bom senso, que sabem opinar (e até brincar) sem partir para a ofensa, ignorância e outros afins.

    A rivalidade é sadia, quando utilizada para descontração e até (pode?!) integração. Ela nos dá forças para buscar o melhor, sempre. Por isso, nosso RS tem dois times campeões do Mundo e que podem se orgulhar de terem estrutura própria, sem ostentar riqueza com recursos alheios, como em SP e RJ.

    A rivalidade é uma mola propulsora. Impulsiona. Porém, não pode ser levada para os extremos de desmerecer aquele que teve méritos, nem de enaltecer e exagerar fatos normais. Também não pode ser utilizada para gerar inimizades, desavenças, brigas, violência. Isso é podre.

    Ser rival é ser adversário, não é ser inimigo. Que tenhamos um ótimo fim de ano, com o Grêmio classificando para a Libertadores 2011 (falta essa coincidência de 2006 ainda… rsrsrsrs) e que o INTER seja BI Campeão MUNDIAL. Alguém tem dúvidas de que essas ‘conquistas’ farão o rival buscar mais???

    Saudações Coloradas!

  • pedroluis diz: 4 de dezembro de 2010

    MAS BAH VC.COLOCOU Q NAO IRIA PUBLICAR COMENT SEM NOÇÃO… MAS TEM UM AI DE UM TAL DE HACKER GREMISTA Q É COMPLETAMENTE SEM NOÇÃO. ALEM DO CARA SER SEMIANALFABETO OU NO TECLADO DELE NAO TEM VIRGULA NEM PONTO ELE AINDA TE CHAMA DE OTARIO, XINGA O NOSSO INTER E VC.PUBLICOU. TALVEZ VC.NAO PUBLIQUE ESTE MEU COMENT.MAS DEVO CHAMAR A TUA ATENÇÃO Q UM TORCEDOR DO BIRREBAIXADO PORTOALEGRENSE PODE VIR A ESCREVER OI Q QUISER E VC.PUBLICAR.ACHO Q O COMENT.DESTE HACKER GREMISTA VC.NAO LEU.

  • Adilson diz: 7 de dezembro de 2010

    Ótimo texto! É uma ótica balizada por se tratar de um arquirrival. Tudo muito claro, tudo muito bem datado, porém continua influenciado pela rivalidade. Por exemplo, a penalidade idiota de Domingos no jogo, não é uma unanimidade, os comentaristas, tanto locais, quanto do centro do país, divergiam bastante à época. Portanto caberia colocar em dúvida, neste caso e, não apenas a sua opinião. É sabido e notório que foi o próprio Grêmio que causou, com sucessivos erros ao longo dos anos e do ano de 2005, a chegada da Batalha dos Aflitos. Todavia há de se concordar que, a partida de 26/11/2005 tomou contornos tão dramáticos e desfechos tão inesperados, com um roteiro tão inimaginável que se torna descabido o fato de alguém tentar dimiuí-la ou minimizá-la, ou mesmo o contrário. Chegamos ao ponto de 5 anos depois, um excelente comentarista como você, ter que dissecá-la com todo um elogiável trabalho de escrita e pesquisa. E a imprensa do centro do país, o que pensa daquele jogo? A história ganhou o mundo, ninguém mais lembra disso? Não há registros de algo parecido assim na história do futebol. Portanto há de valorizar sim, a Batalha dos Aflitos. Agora, apartir disso, explicar os anos conseguintes, a paixão que move o torcedor, os erros e acertos de dirigentes, contratações de atletas, desempenho de certos jogadores, etc; aí já é demais. É muito simplório querer explicar tantos fatos a partir que uma ocorrência dessas.
    Na minha opinião, querer explicar tudo isso pela Batalha dos Aflitos é o maior valor que eu já vi alguém dar ao memorável 26/11/2005. É a sua valiosa opinião, mas ainda sim carregada de dor de cotovelo, e influenciada pela raiva acumulada daquele dia. Tenho inúmeros amigos coloradíssimos que simplesmente “tiram o chapéu” pra tudo aquilo que aconteceu e mesmo assim são grandes colorados, bi-campeões da América e próximos de ser bi-campeões do Mundo. Temos que deixar de pensar que diminuir uma conquista rival irá trazer ganhos a alguma conquista nossa! É o que eu penso!

  • antonio carlos diz: 9 de dezembro de 2010

    Perin! É claro que um titulo da segunda divisão não vale bem dizer nada na história do Grêmio. O que foi enaltecido foi a forma de como foi conseguido, gostaria que me citassem os colorados que fizeram comentarios aqui, ,se em algum momento da história houve algum clube de futebol profissional que conseguisse este feito com quatro jogadores a menos. Chegaram a citar que o Estudiantes, em 83, contra o Grêmio, em La Plata, conseguiu empatar um jogo em 3×3, após estar perdendo por 3×1, com quatro a menos, não é verdade, o Estudiantes estava com tres a menos e jogava em seu estadio, com a torcida quase invadindo o gramado, e se o Grêmio vencesse o jogo (terminou empatado) poderia haver até tragédia. Outro dia comentei que os times argentinos de hoje não são mais como os de antigamente (fui xingado por vários colorados que alegaram que o Grêmio em Libertadores tambem já havia pego umas “papinhas”, como Cucuta, etc…) e que hoje perderam em muito sua técnica e sua raça (o ultimo time argentino que vi jogar de maneira argentina mesmo, foi o Boca que ganhou a Libertadores com sobras, em casa e dentro do próprio Olimpico, e depois terminou o Boca, acho que não estou mentindo) Qual é o time argentino que hoje pode ser considerado um expoente de técnica e raça? Hoje a própria Conmebol coibe a violencia e pressão dos times e torcida argentinas e paraguaias, por falar em paraguaios, onde esta o antes poderoso Olimpia, ,que era um time que quando jogava em seu estadio era dificilimo de ser superado. Hoje em dia, sem desmerecer as conquistas de quem as teve, é muito mais facil para os times brasileiros ganharem uma Libertadores, a coisa começou a ficar mais facil ainda, depois da entrada (a convite) dos mexicanos. Antes era uma guerra! Perguntem a algum jogador do Internacional que jogou aquela final contra o Nacional do Uruguai, como era o clima dentro do campo e nas arquibancadas do Centenário em Montevidéo, e a proposito e os times do Uruguai, onde foram parar?

  • Renato Neubert diz: 20 de julho de 2013

    Primeiro, não há como não reconhecer a lucidez do comentário de Alexandre Perin, mesmo discordando dele. E no que discordo? Aponto com tranquilidade o futebol gaúcho como o mais competitivo futebol jogado no Brasil, o que mais se assemelha ao estilo sul-americano, e o mais preterido em tempo de seleção, basta revisar os títulos conquistados com tão somente duas agremiações. Guardadas as proporções, somos fregueses de caderno de uruguaios, paraguaios e argentinos. E no que são eles melhores que nós? Resposta: na GARRA, na RAÇA, no espírito de luta, na determinação, na superação. Evidente que sem talento, sem qualidade técnica, não se faz nada, mas cada coisa tem o seu lugar, e jogador completo é aquele que tem todas as virtudes, enaltecer uma não significa desprezar a outra.

    Em 1978 Batista e Falcão não serviram para jogar na seleção de chopinho treinada pela mediocridade estúpida de nome Claudio Coutinho, que Deus o tenha e não devolva. Fizemos na Argentina o fiasco que fizemos, enquanto o Internacional se sagrava campeão brasileiro invicto no ano seguinte, até hoje o único invicto do Campeonato Brasileiro.

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