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Posts de janeiro 2011

Jogadores ainda não aprenderam que Twitter não é penico

10 de janeiro de 2011 7

Não adianta, a inclusão digital proporciona micos de pessoas que não sabem utilizar direito a tecnologia… O último caso ocorreu semana passada na quarta divisão inglesa envolvendo o atleta Marvin Morgan, do Aldershot Town. Substituído durante a derrota de 2×1 para o Hereford, Morgan desabafou no Twitter depois do jogo.

Agradeço aos torcedores que me vaiaram ontem. Sabe o que espero deles? Quero que todos eles morram“, disse Morgan. Obviamente ele foi multado pelo clube (duas semanas de salário), suspenso e colocado à venda.

Nos últimos meses, está crescendo na sociedade uma nova doença, cuja principal consequência é a demissão. Trata-se da ‘incontinência tuitária’, cujo sintoma básico é falar o que não devia no Twitter. Chad Ochocinco, do Cincinatti Bengals (time de futebol americano), ‘tuitou’ durante um jogo e foi multado, assim como Brandon Jennings, do Milwaukee Bucks (time da NBA). Já Brian Ching, jogador de futebol do Houston Dynamos (time da MLS norte-americana) foi multado por criticar um juiz.

Os casos mais famosos no Brasil em 2010 foram o executivo Alex Glikas, torcedor do Corinthians e demitido da Locaweb por ofensas aos torcedores do São Paulo (time patrocinado pela empresa) e da estudante de direito Mayara Petruso, que ofendeu os nordestinos após o 2º turno das eleições. Vários jogadores do Santos, incluindo o astro Neymar, se envolveram em uma polêmica no início de 2010 por utilizar a Twitcam (recurso vinculado ao Twitter) e entrar em conflito com torcedores.

Como eu digo no meu trabalho: ‘MALDITA INCLUSÃO DIGITAL’.

EDITADO: o leitor Adriano lembrou do último caso, ocorrido ontem. O holandês Ryan Babbel, irritadíssimo com a polêmica arbitragem de Howard Webb na derrota de 1×0 do seu Liverpool para o Manchester United, pela 3º fase da Copa da Inglaterra, fez uma montagem no photoshop no qual colocou Webb com a camisa do Manchester. Foi multado pela federação inglesa.  Webb marcou um pênalti discutível no primeiro minuto de jogo, sofrido por Dimitar Berbatov e convertido por Ryan Giggs, e ainda expulsou Steven Gerrard, capitão do Liverpool, ainda no primeiro tempo.

A volta de Ronaldinho: Os prós e contras dentro do futebol gaúcho

05 de janeiro de 2011 17

O praticamente confirmado retorno do astro Ronaldinho ao Grêmio impactou violentamente o noticiário esportivo do futebol brasileiro, em especial aqui no Rio Grande do Sul. Com a confirmação a ser feita nesta quarta-feira à tarde, o maior jogador já formado no Olímpico, único gaúcho eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA (2004 e 2005), retorna ao Tricolor, time que lhe formou, projetou e depois abandonou em 2001 para jogar no Paris Saint-Germain em uma enorme polêmica.

Aliás, um adendo que pouca gente faz. Em 2000, enquanto Zinho e Paulo Nunes ganhavam 200 mil reais, Astrada 120 mil dólares e Amato 100 mil dólares, Ronaldinho ganhava 45 mil reais mesmo sendo o maior destaque absoluto do time desde o ano anterior. O Grêmio, com a arrogante e incompetente postura do então presidente José Alberto Guerreiro, ainda misturava especulação com proposta oficial. Aquele patético fax do Leeds United, jamais confirmado pelo clube inglês, virou peça de divulgação e exibição de mídia. De concreto mesmo, uma proposta de 25 milhões de dólares do Real Madrid que foi recusada.

Era evidente que isto podia dar errado no ano seguinte. Minhas fontes dentro do Olímpico naquela época eram muito fortes, e além disto tenho mais de um relato sobre a posição pessoal de Guerreiro sobre a Lei Pelé, que entraria em vigor na temporada seguinte. Ele simplesmente não dava bola e achava que um canetaço da CBF reverteria a decisão. Obviamente sabemos que ele errou, e feio.

E quais são os impactos dentro do cenário esportivo gaúcho? São análises que devem ser feitas sob a ótica esportiva, midiática e ainda do ponto de vista marketing/comercial. Na esportiva, os aspectos técnicos desta contratação no Grêmio, e até no rival Internacional. Na midiática, o impacto nos veículos de comunicação e na marqueteira/comercial as implicações econômicas e de publicidade deste retorno.

Ronaldinho nos tempos de Grêmio - Paulo Franken, grupo RBS

ESPORTIVA

Antes de mais nada, Ronaldinho é diferenciado. Ou melhor, foi extra-classe entre 1999 e 2006. Porém nos últimos anos de Barcelona e Milan tem deixado a desejar, especialmente pelo investimento destes times, salário e expectativa que pesava sobre si. O excesso de vida noturna e peso e a notória deficiência de treinamentos causaram profundo desgaste em seu desempenho nos gramados.

No Brasil, entretanto, ele virá e fará a diferença. Evidentemente sem chegar aos níveis do passado, em especial no ano de 2005, mas certamente será uma das estrelas do futebol brasileiro. O técnico Renato Portaluppi certamente mudará o esquema de jogo, provavelmente sobrando para André Lima. O time será ainda mais ofensivo do que em 2010, provavelmente porque Lúcio e Gabriel serão laterais ofensivos. Resta saber o resultado disto, pois normalmente a Libertadores é implacável com times ‘faceiros‘.

Existe um outro aspecto que, até agora, ninguém abordou: pela primeira vez desde 2005, o Internacional não será o time mais visado pela mídia gaúcha e brasileira no estado. Desde as contratações de Tinga, Jorge Wágner, Índio e Iarley naquela temporada, sempre foi o Colorado o time com maior folha de pagamento, estrelas e principalmente: cobrança.

Desta vez, e até alinhada com a política de enxugamento de custos do time profissional, categorias de base e gestão do clube que está sendo implementada pelo novo presidente Giovanni Luigi, o Inter ficará um pouco alijado da mídia, na sombra do rival. Isto pode ser positivo para diminuir a pressão sobre um elenco ainda abalado pela decepção no Mundial.

Seguindo nesta linha, a pressão será muito forte sobre o Grêmio. Tropeços não serão tolerados e a imprensa seguirá implacável com resultados ruins. Eventuais excessos nas noitadas, especialmente na provinciana Porto Alegre, serão fartamente documentados por torcedores e isto pode virar o fio em um médio prazo.

MIDIÁTICA

Neste ponto não existe nenhum aspecto negativo. O Grêmio ficará nas manchetes do mundo todo, em especial dos italianos e espanhóis. A cobertura de imprensa será grande em todos os jogos e o público certamente irá aumentar ainda mais.

Nos últimos anos, as grandes contratações não ocorreram no Olímpico e sim no rival Beira-Rio. As vindas de Nilmar Andrés D’Alessandro em especial foram de forte impacto no cenário futebolístico gaúcho.

Porém a chegada de Ronaldinho, em termos de exposição de mídia, é incomparável com estes dois, por tudo que ele já representou no futebol mundial. Se ele irá resolver em campo e brilhar mais que os dois citados, não podemos saber agora.

Mas que ele é um atleta de indiscutível prestígio mundial (ainda que opaco nos últimos 4 anos), disto não tenho a mínima dúvida. O Grêmio será manchete internacional por muito tempo, seja no sucesso, seja no fracasso.

MARKETING/COMERCIAL

Há um bom tempo comento com amigos gremistas e colorados que nos últimos anos, a torcida do Inter conseguiu cultivar seus ídolos. Fora Alexandre Pato, todos os demais ‘queridinhos’ da torcida colorada jogaram mais de 100 partidas e dois anos no clube e conquistaram títulos relevantes.

No Grêmio, os times de seis meses de Paulo Odone e de um ano de Duda Kroeff impediram isto, times virados do avesso ao final de cada período com alta rotatividade de titulares. Jogadores talentosos jogaram menos de 2 anos como Lucas e Anderson. Ou menos ainda como Carlos Eduardo e Douglas Costa. Isto sem contar bizarrices como o inaceitável endeusamento de pernas-de-pau como Sandro Goiano.

Isto evitou uma ligação mais forte com os torcedores, diminuindo a aquisição de produtos vinculados a estes atletas. Somente com o retorno do ídolo Renato Portaluppi, agora como treinador, este fluxo começou a virar, pois a identificação dos torcedores com o ídolo do passado é muito forte.

Não temos informações precisas do contrato de Ronaldinho com o Grêmio. Certamente a decisão do Paulo Odone de ‘esparramar’ pelo mundo aumentou o valor total da transação. O Tricolor, que começava a ficar em uma situação financeira bem mais tranquila, pode novamente “apertar o cinto”. Isto deve ser pesado no clube e certamente está na pauta diária. Se ganhar a Libertadores, objetivo máximo de 2011, tudo terá sido pago.

O Inter (e eu estava no clube na época) fez isto em 2006: gastou o que tinha e o que não tinha buscando o título continental. Deu certo naquela vez. Se desse errado, um enorme desmanche teria ocorrido no segundo semestre e principalmente no ano seguinte.

O retorno publicitário faz parte do retorno de Ronaldinho. Boa parte dos seus rendimentos virá de anúncios publicitários, produtos e negociações exclusivas envolvendo sua imagem. Os valores para anúncios envolvendo o Grêmio irão aumentar consideravelmente de valor e isto irá gerar dividendos em sua maioria para o próprio atleta. Mas ainda assim, algo irá sobrar para o clube da Azenha.

CONCLUSÃO

Resumindo: a cartada dada pela diretoria gremista foi ousada. Se tu não arriscares na vida, não obtém grandes resultados. Isto foi feito.

Hoje começa um novo período para o Grêmio. No final do ano já teremos 25% do caminho trilhado até 2014 e veremos como tudo terminou.

Seja bem-vindo, Ronaldinho.

Inter-B: excesso de jogadores repete grupo principal e times de base

04 de janeiro de 2011 5
Uma análise sobre os 36 jogadores que subiram para Bento Gonçalves fazer a pré-temporada evidencia o excesso de jogadores nos times de base do Internacional. Mesmo com nove atletas que são considerados do grupo principal (Agenor, Muriel, Daniel, Marquinhos, Marinho, Leonardo,  Ronaldo Alves, Ronaldo Conceição e Thiago Humberto), fica claro que muitos atletas não tem futuro no clube.
Assim como o Inter tenta se livrar de Edú, Sorondo, Andrezinho e Alecsandro, e que já comunicou que o time de juvenis (hoje com absurdos 60 jogadores) cairá para 30, a política de redução de custos no futebol profissional irá afetar o Inter-B.
No meu ponto de vista, o elenco que subiu a Serra seria dividido nestes grupos:
  • GRUPO PRINCIPAL (promoção imediata):
    Agenor,Muriel, Massari , Augusto, Marquinhos.
  • POSSÍVEL JOGADOR DE GRUPO (necessário análise):
    Rafael Copetti, Daniel, Kleber, Juliano, Milton Júnior, Elton, João Paulo, Ricardo Goulart, Ytalo, Guto, Léo, Lucas Roggia
  • DISPENSÁVEIS (já tiveram muitas chances ou nunca mostraram ser acima da média):
    Bustos, Leonardo, Mineiro, Leozão, Wagner Silva, Wagner Libano, Marinho, Thiago Humberto, Talles Cunha
  • SEM NOTA (merecem análise mais aprofundada):
    Edson, Ronaldo Conceição, Natan, Ronaell, Joabe, Bryan, Fabinho

Arena Amsterdã, frio intenso e Bob Marley: lembranças de uma viagem

03 de janeiro de 2011 0

Na volta do meu tour aos Emirados Árabes Unidos (que irei detalhar na próxima semana), passei 22 horas em Amsterdã, na Holanda. Por muita sorte, justamente na noite que estaríamos por lá ocorreu o jogo Ajax e AZ Alkmaar pelas oitavas-de-final da Copa da Holanda. Estava hospedado no Amsterdam Stayokay Vondelpark (recomendo!), quase no centro da cidade, frio de 1°C negativo e sensação térmica muito pior por causa do forte vento.

Mesmo lendo no site do Ajax que não havia ingressos para quem não tinha uma “club membership“, resolvemos ir de qualquer jeito ao menos para tirar umas fotos. fui eu, o meu parceiro de viagem Émerson Freitas e um brasileiro também proveniente do Mundial que conhecemos no Hostel, Paulo.

Para ir até lá caminhamos 3 quadras cuidando para não escorregar no gelo e neve, pegamos um bonde elétrico, dois metrôs até chegar a estação de metrô Amsterdam Arena, enorme. Antes de caçarmos ingressos, passamos pela belíssima “Arena Boulevard“, uma área com lojas, restaurantes, lanchonetes para atender os torcedores ainda antes de chegar ao estádio e a população da região.

Ali também percebi que o estacionamento utiliza o subsolo da Amsterdam Biã, inaugurada em 1995 e aliás a primeira nestes moldes no futebol mundial de grande porte. Opções diversas de compras e a loja oficial do clube fica aberta depois do jogo, assim como ocorre no estádio Olímpico e ao contrário do estádio Beira-Rio, o que contraria a lógica.

Perguntamos para um segurança e ele disse que haviam ingressos, mas lá do outro lado do estádio (diametralmente oposto aonde estávamos). Depois de mais algumas indagações, achamos a bilheteria. Compramos ingressos para o setor mais barato (pensávamos em 50 euros e foi apenas 17!) e, depois de uma escada rolante, várias escadas repletas de neve, finalmente chegamos ao estádio.

Ficamos no setor ao lado da torcida mais fanática do Ajax, perdemos os primeiros 14 minutos de jogo. Aos poucos, fomos nos ambientando e vendo as reações dos torcedores. É tudo igual, só muda a língua e cor da camiseta. Cerca de 30 mil no estádio em um frio polar que nos obrigava a pular junto com a torcida para nos aquecer. Até os holandeses estavam com frio, hehe!

Era a estréia do novo técnico, a lenda Frank de Boer, em um jogo na Amsterdam Arena.Foi um ótimo jogo, repleto de chances de gol para todos os lados. O Ajax foi melhor e venceu com um golaço de cobertura de Miralem Sulejmani no final do primeiro tempo. O melhor em campo foi o ponta esquerda Lorenzo Ebecilio, de apenas 19 anos.

Compacto do jogo:

Outra coisa muito legal foi saber a paixão da torcida do Ajax por Bob Marley. A lendária música “Three Little Bird” foi entoada mais de uma vez por toda a torcida, como podem ver neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=c8rrPDsdW7c.

Vejam em outro jogo o estádio lotado e a galera cantando no intervalo:



A impressão que fica é que os europeus, tanto na infraestrutura básica de transporte quanto nos estádios em si, estão muito à frente do futebol brasileiro.

Foi uma jornada sensacional.