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'Mais com Menos': Análise dos reforços 2011 da dupla Gre-Nal

15 de fevereiro de 2011 3
No futebol brasileiro, a cada início de temporada cada time recebe uma dúzia de reforços. Por exemplo: em 2009 e 2010 a dupla Gre-Nal contratou 10 ou mais jogadores no primeiro semestre. Este ano ocorreu um fenômeno curioso em Porto Alegre: mesmo com a proximidade da Copa Libertadores para Grêmio e Internacional, os reforços foram em quantidade menor, mas qualidade superior. Então, a frase comum nas grandes empresas pode ser aplicada no futebol gaúcho: “Fazer mais com menos”.
Rodolfo, Escudero, Carlos Alberto, Vinícius Pacheco e Lins (Grêmio); Bolatti, Cavenaghi, Zé Roberto e Alex (Inter). Os motivos que geraram a redução nos reforços são diferentes: o Grêmio confia na base de 2010, enquanto o Inter mudou a política de futebol, apostando em jovens do time B e das categorias de base para rechear o restante do elenco.
Quem será reserva: Vinícius Pacheco é uma opção para a posição de Douglas no meio-campo gremista, enquanto Lins veio como aposta. Já Alex veio de contrapeso para o Beira-Rio na ida de Edinho para o Fluminense. Vamos a uma breve análise dos demais:
RODOLFO: mesmo sem jogar, já é o melhor zagueiro do futebol gaúcho. Léguas superior a todos no Olímpico, também é melhor que o quarteto trintão do Beira-Rio. Técnico, sabe se impor no jogo aéreo e ainda é uma arma mortal nas cobranças de falta. Melhora consideravelmente o miolo defensivo do Grêmio, ponto fraco na minha opinião com os comuns Vílson, Paulão e Rafael Marques.
ESCUDERO: uma contratação da diretoria, sobre a qual Renato Portaluppi não deu muitos palpites. Se jogar o que jogava no Vélez, será um acréscimo técnico e versátil, pois joga no meio e ataque. Contra si, as últimas duas temporadas ruins e sua notória timidez. Pode ser o companheiro de ataque do camisa 9 tricolor, ainda indefinido entre André Lima e Borges (eu prefiro o primeiro).
CARLOS ALBERTO: um negócio de ocasião para o Tricolor, que pode dar certo. Além da fama gremista de recuperar jogadores em má-fase no futebol carioca (Caju, Paulo Nunes, Jardel, Roger), o fato é que Carlos Alberto parece estar com muita vontade. Muita. Se superar o temperamento (Renato ajudará) e as lesões, pode ser uma grande arma tricolor em 2011.
BOLATTI: com o indiscutível fracasso de Wílson Mathias, caberá ao argentino esquecido na Fiorentina resolver a camisa 5. Diferentemente de Sandro, Bolatti joga mais simples, é mais eficiente no jogo aéreo, posicionamento defensivo e chutes de longa distância.
ZÉ ROBERTO: Em dezembro falei que seria uma péssima para o Inter, e em janeiro mantive a posição. Com histórico ruim fora de campo, não percebia um acréscimo de qualidade. Porém jogou muito bem nas partidas que atuou, se movimentando bastante e buscando a jogada individual, hoje exclusividade de D’Alessandro. Como Escudero, joga no ataque e no meio.
CAVENAGHI: contratado para ser o titular da camisa 9, pode acabar jogando ao lado de Leandro Damião. Foi contratado pelos gols da 2° temporada no Bordeaux e especialmente no River Plate, quando fez dupla temível com o ídolo colorado D’Alessandro (o Corinthians que o diga, na Libertadores 2004). É raçudo e tem bom chute à distância, sendo mais movediço que Damião e Alecsandro.
Os reforços colorados resolvem dois problemas: primeiro volante e ataque, mas não suprem a carência de velocidade da equipe. Já no Grêmio, o acréscimo de qualidade é na zaga e nos meias-atacantes. Falta ainda um meio-campo mais forte fisicamente para eventuais embates complicados na Libertadores.
Mas, sem dúvida alguma, as direções de Grêmio e Internacional acertaram.
Se os jogadores darão certo, não passa pelas gestões da dupla Gre-Nal.
texto originalmente publicado no Jogo Aberto – Lédio Carmona

Comentários (3)

  • carlos diz: 15 de fevereiro de 2011

    Parabens por reproduzir o comentario de Ledio Carmona. E um dos poucos jornalistas do eixo que tenho o prazer de ler. Concordo literalmente quanto a vermos o que se vera de agora em diante. Por outro lado abortou uma realidade do futebol: fazer mais com menos. Por isso o Flamengo, desesperadamente quis o Ronaldinho, por isso Corinthians apostou no Ronaldo que acabou de nos deixar orfaos, por isso Sao Paulo foi buscar um ja quase esquecido Rivaldo. Sou gremista e quero que meu time seja campeao, mas estou torcendo pelo sucesso da dupla e ele passa, inevitavelmente, pela reestruturacao, profissionalizacao, investimentos agregadores. Nao podemos desligar o futebol moderno das financas, do marketing. Estas contratacaoes, mesmo que timidamente, encaminham a dupla para este sentido. Vejamos o resultado.

  • carlos diz: 16 de fevereiro de 2011

    Por isso de vez em quando dou uma passada por aqui. Otimas observacoes. Sou tricolor, mas vejo que teus textos sao imparciais e bem elaborados. E nao seja por isso, quando nao e grenal, espero que teu Inter va bem. Torco, pelo futebol do sul: Parana, Santa Catarina e Rio Grande.

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