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Posts do dia 17 fevereiro 2011

OPINIÃO - O preço da covardia

17 de fevereiro de 2011 16

Na vida as pessoas pagam e colhem os frutos de suas escolhas. Quando Celso Roth trocou o claudicante Vasco da Gama pelo Internacional, em junho de 2010, fechou suas portas em São Januário. Pegou um time paradoxalmente em crise, mas nas semifinais da Libertadores. Arrumou o toque de bola do time, optou pelos jogadores certos e foi campeão da América.

De lá para cá, não acertou mais nada. O Inter se tornou um time de 70% de posse de bola e raros chutes a gol. Pior, passou a ser covarde e foi este ‘terror do sucesso’ que lhe sepultou em Abu Dhabi. De tanto medo do Mazembe, o Inter ao invés de atropelar o time africano acabou perdendo.

Começou o ano de 2011 e os velhos erros se repetem. Uma derrota no Gauchão jogando com três volantes, contra o Veranópolis.

A escalação de Tinga hoje contra o EMELEC em Guayaquil era improvável, mas por retrospecto, Roth escalaria o time mais defensivo possível. Foi exatamente o que fez hoje  com três volantes. Contra um adversário todo recuado, um deles esteve nulo em campo (Wílson Mathias). Ainda assim, pela obviedade da superioridade técnica, o Inter perdeu três gols feitos no primeiro tempo: Damião duas vezes e Zé Roberto. O EMELEC? Dois chutes de longe, sem grandes riscos.

No segundo tempo, Damião perdeu mais um gol incrível em uma defesaça do goleiro Kilmowicz e logo depois o (péssimo) árbitro argentino Nestor Pitanga não deu uma penalidade escandalosa em Sorondo.

Aos poucos o domínio colorado foi diminuindo, mas Celso Roth resolveu deixar assim. Quando D’Ale e Zé Roberto ficaram exaustos, este último saiu e Cavenaghi entrou (tarde, aos 32 do 2º tempo).

Em seu segundo lance, o argentino lançou Guinazu que obrigou defesa do goleiro Kilmowicz e escanteio. Na cobrança, D’Alessandro bateu e o estreante Bolatti, de ótima atuação, fez 1×0 de cabeça. Os quatro argentinos participaram do gol.

Então voltamos ao título deste post. Neste momento, Roth tirou Bolatti e colocou Rodrigo, como terceiro zagueiro. A entrada foi desastrosa: o Inter não segurou a bola em mais nenhum momento, recuou para dentro da área e começou a levar o abafa. Rodrigo falhou três vezes em menos de 10 minutos, a penúltima dando condições legais para o EMELEC quase empatar.

No último lance, bola alçada e gol do EMELEC. Falha coletiva da zaga do Inter, incluindo o goleiro Lauro que ia bem até aquele momento.

Resultado injusto pelas chances de gols perdidas pelo Inter.

Por ter jogado melhor. orém merecido pelos erros de seu treinador, que começou com três volantes e terminou com três zagueiros contra o time mais fraco do grupo e candidatíssimo a lanterna da chave.

O medo de ganhar chama a derrota.

Este texto, escrito por mim, foi originalmente publicado no blog “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona