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Posts do dia 10 março 2011

OPINIÃO: As obras no Beira-Rio 2011 a 2031

10 de março de 2011 1

Veja os argumentos de Roberto Siegmann e Vitorio Piffero sobre a reforma para a Copa de 2014

Siegmann defende reforma com parceria/ Piffero prega uso de recursos próprios

CLICESPORTES

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/reforma-beira-rio/80,1011,4,Reforma-Beira-Rio.html


OPINIÃO PESSOAL: as duas propostas são péssimas, ao menos de acordo com as informações já apresentadas.

O auto-financiamento é inexequível e teríamos a perda da Copa do Mundo como impacto imediato (e as isenções fiscais como consequência). Seria muito complicado a evolução da obra sem uma garantia financeira necessária.

Porém a ‘parceria‘, nos moldes apresentados pela diretoria do Internacional, deixaria o Internacional sem receitas consideráveis para a próxima década, depois do retorno do investimento feito na construção. O Inter não teria lucro algum com estacionamentos, suítes e camarotes VIP do estádio, tudo indo para os bolsos da Andrade Gutierrez.

E, principalmente, 5 mil lugares que seriam dados na arquibancada superior e no meio da social, se tornando “Cadeiras VIP’. Receita que hoje o clube tem e que deixaria de ter. No total, a AG teria próximo de 4x o valor investido na obra neste longo período.

Sou a favor de uma solução híbrida.

  • Um percentual das receitas obtidas nas novas áreas indo para o Internacional. Algo como 20 a 30%.
  • Outra solução seria 100% dos recursos indo para a AG até o retorno do investimento feito na obra, e depois dividir a receita em um percentual nos moldes anteriormente apresentados (20 a 30%).

Isto daria uma excelente oportunidade do clube otimizar a comercialização (usando sua imagem para catapultar vendas), faria uma ligação entre os espaços a serem vendidos e a instituição.

É muito diferente alugar um camarote para a Andrade Gutierrez e para o Internacional. Sem contar que lá para o final do longo prazo, muitos investidores não irão investir e vão esperar o clube recuperar os direitos sobre a área para dar o dinheiro diretamente à instituição.

Uma parceria sem dinheiro algum ao Internacional não é a melhor solução para a empreiteira.

Perderia um forte fator de estímulo à comercialização: a paixão com o clube.

E muito menos para o Inter.