Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de março 2011

OPINIÃO - Displicência e raça alviverde derrotam Grêmio em Caxias

31 de março de 2011 0

Mostrando uma enorme preguiça, o Grêmio acabou levando uma virada heróica do Juventude no estádio Alfredo Jaconi e deixando de obter sua terceira vitória seguida na Taça Farroupilha. Vencendo por 2×1, o Tricolor ficou com um jogador a mais por 30 minutos após a expulsão correta de Rafael Pereira e nem assim segurou o resultado, levando dois gols nos últimos quinze minutos.

Com alguns desfalques e outros poupados, Renato errou nas substituições e será cobrado pelos torcedores. Nem tanto pela derrota, que influencia muito pouco no Gauchão. Mas sim pela insistência com Gílson. Desde que chegou ao estádio Olímpico, o lateral-esquerdo tem sido criticado, merecidamente, por atuações ruins.

Nos últimos jogos, ele caiu de rendimento e viu a sombra do outrora criticado Bruno Collaço crescer. Para completar, nesta quarta até jogava bem antes de marcar um gol contra antológico, cedendo o empate em 2×2. Porém nem tudo foi ruim na noite. Positivamente, os tricolores viram Borges sair do jejum de gols e a promessa Leandro, em seu primeiro jogo como titular, marcar o quarto gol em cinco jogos e ter uma bela atuação.

O Grêmio saiu com a bola, errou e Umberto enfiou uma bomba no poste de Victor. O cronômetro marcava nove SEGUNDOS. Refeito do susto e muito superior tecnicamente, aos poucos o Grêmio conseguiu encaixar passes e pressionar o alviverde. As jogadas pelo lado direito, com o sempre presente Gabriel, e pela esquerda, acionando especialmente a promessa Leandro. Porém em sua segunda chegada real no ataque, de novo o Juventude acertou a trave, desta vez com Cristiano aos 24 minutos.

Só que Lúcio mostrou sua extrema qualidade no passe aos 33 minutos, quando cruzou na medida para Borges marcar seu primeiro gol em cinco jogos. William Magrão, de boas atuações nas últimas partidas, quase ampliou aos 40 da etapa inicial. Resultado magro em um jogo equilibrado, no qual o Grêmio mostrava um pouco de displicência, frouxo na marcação e pouco objetivo no ataque.

No segundo tempo, novamente o Juventude foi com tudo. Antes dos dois minutos, Cristiano cruzou, Zulu cabeceou no poste (a 3º do jogo), mas no rebote Júlio Madureira, às vezes criticado pela “Papada”, marcou seu décimo gol na competição, 1×1. Então o brilho de Leandro apareceu: aproveitou um balão aleatório de Fernando, dominou com categoria, avançou em velocidade e driblou o goleiro Jonatas para fazer 2×1. O garoto assinou com mais um gol seu carimbo no time titular gremista. Está jogando muito e tem, acreditem, 17 anos. É a grande promessa ofensiva no Grêmio desde Ronaldinho, afinal Anderson e Carlos Eduardo acabaram se afirmando como meias no futebol europeu.

O que estava fácil pareceu resolvido quando Rafael Pereira fez duas faltas seguidas de cartão amarelo e foi expulso três minutos depois. Fernando e Neuton perderam chances de ampliar em boas faltas frontais. Renato tirou William Magrão e colocou Mateus Magro, depois Bruno Collaço no lugar de Lúcio. O time perdeu força no meio-campo e retenção de bola.

Ainda assim, aos 31, Leandro chutou em cima da zaga e depois Borges, em uma chance incrível, perdeu uma oportunidade clara de fazer o terceiro. Tava tão fácil que o Grêmio resolveu complicar tudo…

O castigo veio imediatamente: Neuton afastou mal e Cristiano cruzou a esmo. A bola estava tranquila, mas Gílson tentou afastar e marcou um golaço contra, 2×2. Visivelmente o lance intranquilizou o Tricolor que aumentou a dose de passes errados. Aos 44, o castigo: Vinícius Pacheco perdeu a dividida e o jovem Ramiro, de 18 anos, desferiu um petardo indefensável para Victor. Juventude, que não vencia o Grêmio desde 2008, virava com 10 jogadores para 3×2 e voltava à briga pela classificação.

Mais importante que a classificação, o finalista Grêmio precisa garantir em pontos a melhor campanha para decidir o título no Olímpico.
Está muito perto disto, mas não pode bobear.

Hoje faltou determinação e objetividade.

TV: Ousado e divertido o comercial da Mercedes com Nico, Schummy e... confiram!

28 de março de 2011 1

Ousada e divertida a opção da Mercedes no novo comercial deste ano, com a dupla de pilotos Michael Schumacher e Nico Rosberg. Além de simples, é criativo na escolha das música, na postura dos pilotos e no enredo, com um desfecho bacana.

Evidentemente verei alguns comentários preconceituosos, normalmente de quem tem uma visão bem limitada das coisas.  Mas já aprendi a não me preocupar com este tipo de coisa. Vale a pena conferir:

OPINIÃO: Oscar se afirma em vitória fácil do Inter

24 de março de 2011 1

Com vários desfalques, o Internacional montou um time misto e conseguiu uma importante vitória de 1×0 sobre o São José pela Taça Farroupilha do Gauchão 2010. Depois de um primeiro tempo fraco, o time de Celso Roth perdeu muitos gols no segundo tempo, mas não correu risco algum de sofrer o empate. O São José, de ótima campanha no primeiro turno, desandou e não teve uma única chance no jogo inteiro.

Dentro da grama sintética do Passo d’Areia, Oscar teve uma ótima atuação e segue cementando seu espaço no time. Comandou a maioria das jogadas de ataque, concluiu diversas vezes e ainda ajudou na marcação. Aos 19 anos, segue em nítida evolução técnica e pode se tornar um dos destaques do futebol brasileiro em 2011. Foi importante em um jogo no qual o Inter se ressentiu da ausência dos poupados Kléber e Nei, suspenso Rodrigo, selecionável Leandro Damião e Bolatti e dos lesionados D’Alessandro e Bolívar.

Graças à falta de atenção da FGF na montagem da tabela do Gauchão, pelo quarto ano seguido o Inter jogou contra o São José no Passo d’Areia, enquanto o Grêmio só enfrentou o mesmo adversário no Olímpico. Mesmo erro que fez o Inter jogar seis vezes seguidas contra times de Santa Cruz do Sul(Santa Cruz e Avenida) no Beira-Rio desde 2008, já analisado no Almanaque em 2010. Passou da hora de uma revisão urgente na área técnica na entidade.

Um imenso e absoluto nada. Assim se resumem os primeiros 20 minutos no gramado artificial do Passo D’Areia, até Cavenaghi girar e chutar cruzado, quase marcando o primeiro gol do jogo. Depois tudo continuou na mesma, mesmo com o São José tendo um gol corretamente anulado por impedimento do bom lateral-direito Suéllinton.

Gradualmente, o Colorado foi assumindo o controle das ações, mesmo com a absoluta ausência de jogadas pelo flanco. Se Daniel notadamente já mostrou suas limitações, Juan outra vez deixou claro que é um promissor zagueiro, mas é um crime colocá-lo na lateral. Talvez por isto, o Internacional esteja praticamente acertado com o lateral-esquerdo Fabrício, da Portuguesa em abril.

Quando nada parecia ocorrer, em uma jogada fortuita o Inter saiu na frente. O
Zequinha estava com 10 em campo, já que o zagueiro Gustavo sentiu batida de cabeça e estava sendo atendido. Daniel rolou na entrada da área e Andrezinho, de péssima atuação até então, fez 1×0 em um chute seco. E foi isto que ocorreu no primeiro tempo.

Já a etapa complementar começou diferente, com o Inter pressionando e o Zequinha dando mais espaços. Índio de cabeça e depois Oscar, arrancando da intermediária de defesa, perderam ótimas chances de ampliar. À esta altura, já era o melhor em campo. Ele de novo aos 25 chutou por cobertura e quase marcou.

Esforçado, mas com pouco resultado em campo, Cavenaghi começou a jogar bem, primeiro em uma jogada individual, chute forte e boa defesa de Rafael, e depois em um belíssimo voleio com uma espetacular defesa do goleiro do São José. Nos últimos 15 minutos, após a entrada de Rafael Sóbis no lugar do apagado Zé Roberto, o Inter ainda teve outras chances, mas não conseguiu ampliar. Em especial, Cavenaghi perdeu dois gols feitos e segue no zero em Porto Alegre.

O Inter venceu depois de dois jogos, mostrou bom futebol e ficou perto das finais.
O São José ficou com poucas chances de passar de fase.

E Oscar segue arrumando um (bom) problema para Celso Roth: tirá-lo do time como?

Post originalmente postado no “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

OPINIÃO: Os reservas nada artificiais no Passo D'Areia

21 de março de 2011 2
Os reservas do Grêmio venceram com autoridade o Porto Alegre por 3×0, no primeiro jogo oficial do Tricolor em um gramado artificial. O jogo foi disputado no estádio Passo D’Areia, do São José, pois jogos da dupla Gre-Nal devem ser disputados em estádios com no mínimo 20 mil espectadores. O time de suplentes queria eliminar a má impressão do último jogo, quando perderam de 2×0 para o Cruzeiro-RS em pleno Olímpico.
Apenas Victor, dos titulares, entrou em campo hoje. Os suplentes jogaram com vontade e qualidade contra o time de Ronaldinho e Assis Moreira, sem dúvida o pior do campeonato. E que, além de virtualmente rebaixado, está em vias de extinção ao término da competição.
Renato modificou a formatação tática e escalou um ortodoxo 4-4-2 com dois volantes (William Magrão e Fernando( e dois meias posicionados em linha (Mithyuê e Pessalli), decisão que se mostrou bastante acertada. Quem se beneficiou com isto foi o argentino Escudero, que jogou no ataque ao lado de Júnior Viçosa e teve ótima atuação. Ele, aos quatro minutos, aproveitou cruzamento de Mithyuê e chutou no ângulo, sem deixar a bola cair, Grêmio 1×0.
O jogo tava muito fácil e o Grêmio desperdiçou outras duas boas chances antes que Pessalli cruzasse da esquerda e Júnior Viçosa cabeceasse firme no canto para ampliar, 2×0. Um gol para homenagear o pai, falecido na última quarta-feira. Ele mesmo quase ampliou no minuto seguinte, chutando para fora. Aí o time ‘da casa’ teve um gol mal anulado com Da Silva, que não estava impedido. Escudero e Bruno Collaço desperdiçaram outras chances de ampliar ainda na etapa inicial.
O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou: o Tricolor tocando a bola e atacando, e o Porto Alegre especulando contra-ataques com pouca eficiência. Bem em campo, Bruno Collaço aumentou a pressão da torcida pela saída de Gílson do time titular. Pessalli, Maylson e William Magrão tiveram boas chances que pararam no ferrolho defensivo do Porto Alegre.
Então Renato resolveu trocar três jogadores para dar oportunidades aos reservas: Mateus Magro, Vinícius Pacheco e o garoto Leandro. E estes dois, no último minuto de partida, colocaram um ponto final no placar: Leandro conduziu a bola e tocou para Vinícius Pacheco, que driblou o goleiro e fez 3×0. Ele, que pediu para jogar no ataque e foi atendido, fez seu terceiro gol pelo Tricolor.
Depois do jogo, uma esperada coletiva na qual Renato, de imediato, foi questionado sobre o polêmico diálogo com Jorge Kajuru no qual indicava chances de ir para o Fluminense e pedia para que a informação não fosse publicada (algo que Kajuru ignorou completamente, publicando o diálogo no ar). O técnico gremista mostrou humildade e reconheceu que errou na declaração e que não foi um ‘trote’. Mas deixou claro que não pensa em sair do Grêmio neste momento, que está feliz no clube e deseja ficar muito tempo.
Pela primeira vez no gramado sintético, o Grêmio fez a obrigação e se recuperou no Gauchão.
E a torcida provocou bastante o Assis F.C.
Renato percebeu que Bruno Collaço e Escudero se tornaram opções imediatas para mudança no time titular.
E se explicou e colocou fim no assunto ‘Kajuru’.
Post originalmente postado no “Jogo Aberto”, do Lédio Carmona

MILAGRE: Dupla Gre-Nal jogará o mesmo número de jogos no meio de semana

14 de março de 2011 0

E veio o equilíbrio técnico na tabela da Série A: Grêmio e Internacional jogarão exatos cinco jogos no meio-de-semana, com 14 rodadas nos finais de semana. INACREDITÁVEL, A CBF DEU UMA BOLA DENTRO! Sério, eu acho que ocorreu um verdadeiro milagre na sede da segunda entidade mais bagunçada do futebol mundial. A primeira, é claro, é a CONMEBOL

Pela primeira vez desde o início do calendário que aponta para uma sequência de jogos quarta-domingo-quarta-domingo no Campeonato Brasileiro da Série A, o Departamento Técnico da entidade ouviu a lógica e acertou um problema gravíssimo: o excesso de jogos de um time nos finais de semana e de seu rival no meio de semana, que em particular afetava estados com dois times na Primeira Divisão e mesma cidade.

Isto ocorreu em 2008 e 2009 prejudicando excessivamente o Colorado, que no período de inverno viu uma sequência de jogos no meio de semana. Ao invés de acertar, em 2010 a CBF errou para o outro lado. O Tricolor praticamente não jogou nos finais de semana, sendo severamente prejudicado nas arrecadações.

Mesmo que algumas correções sejam feitas (ocorrem nas 4 rodadas finais), o importante é que a tabela parte de um pressuposto organizado, partindo de um critério equânime e definido do ponto de vista técnico.

SANTA CATARINA

Com o retorno do Figueirense, Florianópolis volta a ter dois times na Série A, o que não ocorria desde 1979. O equilíbrio técnico nos jogos do meio de semana ficou parecido, mas não exatamente igual. O Avaí jogará seis vezes em casa em meio-de-semana, enquanto o Figueirense atuará quatro vezes. Vindo da CBF, é lucro…

TABELA OFICIAL DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2011
http://www.clicrbs.com.br/pdf/10550922.pdf

Em 2010 -> Grêmio prejudicado
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2010/03/09/em-2010-inter-jogara-1-vez-em-casa-meio-de-semana-gremio-jogara-onze-vezes/?topo=2,1,1,,,77

Em 2009 (e em 2008) -> Internacional prejudicado
http://wp.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo/2009/08/19/perfil-do-horario-dos-jogos-da-dupla-gre-nal/

Elton John, torcedor fanático e ex-presidente do Watford

14 de março de 2011 0

Quando criança, muita gente deseja se tornar presidente do seu time do coração. Agora imaginem um ídolo da música, famoso em todo o planeta e uma personalidade da cultura, se tornando presidente. E, melhor, conquistando sucesso nesta insólita empreitada. Pois Elton John, mito do pop/rock mundial, fez tudo isto pelo Watford Football Club.

O agora cavaleiro do Império Britânico torce desesperadamente pela modesta agremiação, fundada em 1881. Em 1976, Elton John resolveu comprar seu time, afundado na patética oitava colocação da quarta divisão inglesa. No primeiro ano, de reorganização do clube, repetiu o rendimento ficando em sétimo lugar. Chegava o então jovem treinador Graham Taylor à Vicarage Road.

Porém no ano seguinte subiu para a terceira divisão com uma excepcional campanha, campeão com cinco rodadas de antecipação.

Em 1979 o sucesso se repetiu, subindo para a segunda divisão com uma ótima campanha e um segundo lugar. Depois de penar na temporada seguinte, ficando em 18° lugar, um 9° lugar em 80-81 indicava que o caminho correto estava sendo seguido.

Em 82, enfim a glória, ficando em um ótimo segundo lugar e subindo para a divisão de elite pela 1° vez em sua história. Aliás, em uma temporada na qual o igualmente modesto  Swansea City liderou por várias rodadas e terminou em 6° lugar sua primeira temporada na Primeira Divisão.

E, o melhor viria no ano seguinte, quando o Watford foi vice-campeão inglês, ficando atrás (bem atrás, diga-se de passagem), do multicampeão Liverpool de Bob Paisley, que substituiu Bill Shankly, o mítico treinador dos Reds e falecido na temporada anterior. Ou seja, de 7º na Quarta Divisão em 1977 para 2º na Primeira Divisão em 1983 sob comando de Elton John e Graham Taylor.

E aí o brilho acabou, e o Watford ficou ainda algumas temporadas em posições intermediárias antes de ser rebaixado em 1988. Desde então, namorou a Terceira Divisão por duas temporadas e a Segunda Divisão por outras seis. Subiu duas vezes para a elite, em 1999 e 2006, mas foi rebaixado na temporada seguinte.

E Elton John? Este ‘saiu do armário’ (assumindo publicamente a homossexualidade), virou Cavaleiro da Rainha, já fez dois shows com renda destinada ao Watford, casou e agora até pai é (com seu namorado). Em 2002, Elton John deixou de ser presidente em tempo integral do clube mas continuou sendo membro do comitê executivo.

E integrante do “The Yellow Army” (O Exército Amarelo).

Watford para sempre.

VEJA TAMBÉM:

No Dia Mundial do Rock, os roqueiros que também são fãs de futebol (por Juliano Schüler)

OPINIÃO: Damigol, falhas defensivas e empate no Centenário

13 de março de 2011 8

Em um grande jogo de futebol, Caxias e Internacional empataram em 3×3 pela 2º rodada da Taça Farroupilha. O grande destaque foi o artilheiro Leandro Damião, que marcou seu sexto gol em dois jogos, doze na temporada. Mais uma vez, o Colorado se mostrou frágil defensivamente mas conseguiu eficiência no ataque. viu Oscar e Tinga jogando bem, mas sofreu com os erros de toda a defesa. Já o Caxias se afirma como melhor time do interior, buscando ao menos repetir o aproveitamento da Taça Piratini.

Mesmo com cinco desfalques e desgastado emocionalmente, o Caxias repetiu a tática do jogo do Olímpico contra o Grêmio e saiu marcando pressão adiantado em velocidade, com um ousado 4-3-3 com o experiente Lima e os ex-gremistas Éverton e Wáldison abertos pelos flancos. O Inter ainda não tinha trocado passes quando Itaqui, aproveitando erro de Massari na saída de bola, recebeu de Lima e chutou forte, cruzado, para fazer 1×0.

Novamente o Inter tomava um gol no início do jogo. Então Oscar chamou a atenção para si e deu uma bela janelinha no marcador, e Leandro Damião quase marcou. O Colorado assistia e Everton perdia a chance de ampliar. E continuava perdido quando Éverton disputou com Lauro e pediu pênalti que ocorreu. Aos 18, Oscar fez duas boas jogadas e na segunda quase empatou. Dois minutos depois, o empate: Oscar disparou pela direita e cruzou. O goleiro André Sangalli errou e Tinga dividiu, sobrando para Damião fazer 1×1.

Dois minutos depois, Zé Roberto caiu na área e o árbitro Fabrício Corrêa deu penalidade. Zé Roberto tomou a responsabilidade e bateu… Para a defesa de Sangalli! Se estava mal, o meia-atacante passou a errar tudo depois de perder a chance de virar. E, para piorar, o Caxias aproveitou e, em erro de posicionamento de Massari e Rodrigo, Wáldison disparou livre para fazer 2×1 dois minutos depois. Aí a defesa colorada desandou de vez e correu o tempo todo atrás dos atacantes do Caxias, que teve boas chances de ampliar, sobretudo com Lima chutando em cima de Daniel. Quando o primeiro tempo já terminava, Wílson Mathias cabeceou, Sangalli rebateu e Damião, livre e impedido, fez seu 11º gol na temporada e empatou novamente, 2×2.

Irritado com os erros, o técnico colorado Celso Roth acertou em tirar Massari para por o zagueiro Juan e Índio substituindo o lesionado Sorondo. O Caxias não conseguiu espaços contra uma zaga em linha de quatro e o jogo caiu muito. Nada ocorreu nos primeiros 20 minutos de jogo, nos dois lados.

Porém aos poucos o Inter começou a trocar passes ofensivos, especialmente com Oscar, Tinga e Damião, e o Caxias cedia espaços. Primeiro Damião cabeceando para fora, depois o substituto Sóbis em um chutaço que Sangalli tocou para escanteio. Na cobrança, Damião cabeceou com força e virou para o Inter, 3×2. Foi o 12º gol de Damião em sete jogos. Logo depois, Lima perdeu a cabeça e deu um pontapé em Índio, sendo expulso.

Então o lance do jogo: em um contra-ataque, Tinga rolou para Damião, que chutou fraco e perdeu um gol feito. Na sequência do lance, Éverton fez grande jogada a dribles sobre Juan e fuzilou Lauro, empatando de novo em 3×3. Tinga ainda perdeu a chance de colocar novamente o Inter na frente, mas chutou em cima de Sangalli, na chance derradeira.

O empate saiu justo. Caxias e Inter alternaram o domínio do jogo. Ao Caxias, reclamações procedentes contra o juiz Fabrício Correa, enquanto o Inter comemora mais uma ótima atuação de Leandro Damião.

O artilheiro do Fantástico.

Este texto foi escrito por mim também para o blog Jogo Aberto, do @lediocarmona

Damigol, falhas defensivas e empate no Centenário

dom, 13/03/11

TÚNEL DO TEMPO: Seleção Brasileira goleia Seleção Gaúcha em 1983

12 de março de 2011 2

Em 1983, o jornal Zero Hora de Porto Alegre promoveu um jogo entre a Seleção Brasileira, que ainda se recuperava do trauma da Copa do Mundo de 1982, e um combinado de atletas da Seleção Gaúcha. O jornal fez uma promoção no qual os participantes enviavam cupons com nomes para participar de um amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Gaúcha. Esta partida não conta nas estatísticas oficiais da Seleção Brasileira. A dica deste post foi do leitor Rodrigo, muito obrigado!

Os mais votados, desde que disponíveis (ou seja, não lesionados ou jogando), foram convocados para participar da partida no Beira-Rio. Porém o técnico indicado para a competição, Paulo César Carpegianni, resolveu escalar um time-base parecido com o que disputou o Mundial da Espanha e perdeu na histórica partida contra a Itália no Sarriá.

No dia 19 de janeiro em um Beira-Rio lotado,Éder, Sócrates, Roberto Dinamite e Júnior fizeram os gols do Brasil e Róbson marcou o gol do combinado gaúcho. Foi o primeiro jogo do Brasil desde a eliminação no Mundial de 1982.

o Brasil jogou com: Valdir Peres (Acácio), Leandro (Nelinho), Oscar (Casagrande), Luisinho (Marinho) e Júnior (Wladimir); Toninho Cerezo (Andrade), Sócrates (Tita) e Zico (Renato Sá) e Pedrinho (Mário Sérgio); Roberto Dinamite (Reinaldo( e Éder (Zé Sérgio).Técnico: Paulo César Carpegianni.

A Seleção Gaúcha jogou com: Leão, Edevaldo (Paulo Roberto), Mauro Galvão (Mauro Pastor), De León (André Luiz), Casemiro (Beretta); Batista (Osvaldo), Cléo (Ademir), Rúben Paz (Róbson); Renato Gaúcho (Sílvio), Geraldão (Baltazar), Silvinho (Lambari). Técnico: Ênio Andrade.

REPORTAGEM SOBRE O JOGO:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM949756-7824-EM+O+BRASIL+GOLEIA+A+SELECAO+GAUCHA+EM+AMISTOSO+NO+BEIRARIO,00.html

OPINIÃO: As obras no Beira-Rio 2011 a 2031

10 de março de 2011 1

Veja os argumentos de Roberto Siegmann e Vitorio Piffero sobre a reforma para a Copa de 2014

Siegmann defende reforma com parceria/ Piffero prega uso de recursos próprios

CLICESPORTES

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/reforma-beira-rio/80,1011,4,Reforma-Beira-Rio.html


OPINIÃO PESSOAL: as duas propostas são péssimas, ao menos de acordo com as informações já apresentadas.

O auto-financiamento é inexequível e teríamos a perda da Copa do Mundo como impacto imediato (e as isenções fiscais como consequência). Seria muito complicado a evolução da obra sem uma garantia financeira necessária.

Porém a ‘parceria‘, nos moldes apresentados pela diretoria do Internacional, deixaria o Internacional sem receitas consideráveis para a próxima década, depois do retorno do investimento feito na construção. O Inter não teria lucro algum com estacionamentos, suítes e camarotes VIP do estádio, tudo indo para os bolsos da Andrade Gutierrez.

E, principalmente, 5 mil lugares que seriam dados na arquibancada superior e no meio da social, se tornando “Cadeiras VIP’. Receita que hoje o clube tem e que deixaria de ter. No total, a AG teria próximo de 4x o valor investido na obra neste longo período.

Sou a favor de uma solução híbrida.

  • Um percentual das receitas obtidas nas novas áreas indo para o Internacional. Algo como 20 a 30%.
  • Outra solução seria 100% dos recursos indo para a AG até o retorno do investimento feito na obra, e depois dividir a receita em um percentual nos moldes anteriormente apresentados (20 a 30%).

Isto daria uma excelente oportunidade do clube otimizar a comercialização (usando sua imagem para catapultar vendas), faria uma ligação entre os espaços a serem vendidos e a instituição.

É muito diferente alugar um camarote para a Andrade Gutierrez e para o Internacional. Sem contar que lá para o final do longo prazo, muitos investidores não irão investir e vão esperar o clube recuperar os direitos sobre a área para dar o dinheiro diretamente à instituição.

Uma parceria sem dinheiro algum ao Internacional não é a melhor solução para a empreiteira.

Perderia um forte fator de estímulo à comercialização: a paixão com o clube.

E muito menos para o Inter.

LIMPEZA GERAL: Inter já liberou 30 jogadores desde o início do ano

03 de março de 2011 5

Exatos 30 atletas configuram a lista de jogadores que deixaram o Internacional  desde o início do ano, seja em definitivo ou por empréstimo. Foram 11 liberados e outros 19 emprestados. E isto sem contar os 30 jogadores dispensados pelas categorias de base nos juniores e juvenis no mesmo período.

A política hoje executada pelo Vice-Presidente de Futebol Roberto Siegmann deverá proporcionar uma significativa redução nos custos do futebol profissional.O excesso de jogadores já era alertado aqui neste espaço desde 2008. A política equivocada de entupir de jogadores claramente abaixo das necessidades do clube era de benefício apenas dos empresários dos atletas, sem nenhuma vantagem financeira ao clube.

A tese de ‘vender para mercados menores’ como Áustria, Suécia, Dinamarca nunca aconteceu. O único jogador que foi negociado assim, o atacante Wellington, só deu certo porque passou um tempo no Náutico.  Felipinho, vendido ao Jeju da Coréia do Sul, sequer jogou no Inter-B

Confiram a lista completa:

NEGOCIADOS/VENDIDOS/DISPENSADOS
Pato Abbondanzieri – goleiro – aposentadoria
Luís Carlos – goleiro – União Leiria-POR
Arílton – lateral-direito – Vila Nova-GO
Jonas – lateral-direito – Coritiba
Danny Morais – zagueiro – sem clube
Paulinho – volante – Botafogo-SP
Giuliano – meia – Dnipro-UCR
Adriano – atacante – Gamba Osaka-JAP
Jhon – atacante – Americana-SP
Edú – atacante – sem clube
Ilan – atacante – sem clube

EMPRESTADOS
Kléber Silva – lateral-direito – Criciúma
Igor – zagueiro – Marítimo
Titi – zagueiro – Bahia
Wágner Silva – zagueiro – Ponte Preta
Mineiro – zagueiro/lateral-esquerdo – Criciúma
Marcelo Cordeiro – lateral-esquerdo – Portuguesa
Lima – lateral-esquerdo – Paraná
Josimar – volante – Ponte Preta
Maycon  – volante – Paraná
Derley – volante – Náutico
Tales – meia – Sporting-POR
Wágner Libano – meia – Criciúma
Bolaños – meia-atacante – LDU-EQU
Marquinhos – meia-atacante – Avaí
Thiago Humberto – meia-atacante – Ceará
Ytalo – meia-atacante – Mogi-Mirim
Talles Cunha – atacante – Criciúma
Léo – atacante – Paraná
Guto – atacante – Goiás

FORA DOS PLANOS
Bustos (lateral-direito), Ronaldo Conceição (zagueiro), Cauê (zagueiro), Léozão (zagueiro), Dalton (zagueiro), Juliano (volante), Leonardo (lateral-esquerdo), Élton (volante), Marinho (meia-atacante), Luiz Carlos (atacante), Fabinho (atacante), Joabe (atacante)

VEJA TAMBÉM