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Posts do dia 7 abril 2011

OPINIÃO: A hora e a vez de Paulo Roberto Falcão

07 de abril de 2011 16

No post anterior, explanei sobre os motivos pelos quais o técnico Celso Roth deve deixar o comando técnico do Internacional. Mas uma pergunta imediatamente deve ser respondida: “OK, Roth caiu. Quem vem?”. Baseado no histórico de lentidão da direção do Internacional em anunciar um novo treinador, algo que ocorre desde 2002, não imagino uma resposta rápida.

Porém esta pode ser, finalmente, a oportunidade de uma mudança de paradigma na filosofia de futebol do Internacional. Desde 2002, excetuando-se o período com Abel Braga e algumas fases de Tite, o Colorado ficou marcado por treinadores defensivos, nada ousados e conservadores na utilização de jogadores talentosos ao mesmo tempo.

Ivo Worthmann, Guto Ferreira, Celso Roth, Cláudio Duarte, Muricy Ramalho, Lori Sandri, Joel Santana, de novo Muricy, Alexandre Gallo, Mário Sérgio, Jorge Fossati e, de novo, Celso Roth, sempre foram técnicos que, em algum momento, foram taxados de ‘retranqueiros‘.

A citada reformulação nas idéias coloradas só pode ocorrer em uma escolha por treinadores que privilegiam o futebol ofensivo, de qualidade. Disponíveis, apenas dois: Dorival Júnior, quase demissionário no Atlético-MG.

E Paulo Roberto Falcão, hoje comentarista da Rede Globo. Este seria a minha escolha, vamos aos motivos.

PORQUE FALCÃO?

Antes de mais nada, Falcão foi um técnico inexperiente porém com méritos em seu trabalho de 1990 até 1995. Na sua passagem pela CBF, foi injustamente demitido após fazer exatamente o que foi pedido por Ricardo Teixeira: expurgar o time bagunçado de 1990. Levou para a Seleção jogadores que marcariam época no futebol mundial como Cafú e Mauro Silva.

Paulo Roberto Falcão - Foto site www.internacional.com.br

No Inter de 93, pegou um time com dificuldades ofensivas e, mesmo em um grupo dificílimo no Brasileirão, fez boa campanha com jogos épicos contra Corinthians e São Paulo. Passou ainda por América do México e um ainda amador Japão antes de ser um dos mais populares comentaristas do futebol brasileiro.

Há algum tempo Falcão demonstra interesse em retornar ao comando de um time. Suas idéias de futebol são claras, sempre expressas com firmeza nos espaço de rádio e TV. Premia por times técnicos e jogadores de qualidade. Seria ouvido pelos atletas e, ao mesmo tempo, não seria ‘engolido pelo vestiário‘ de jogadores multicampeões ou marrentos. Afinal, nenhum dos atletas no Beira-Rio tem cacife para dizer: ” e quem é tu para dizer que sabe algo?”. Para completar, quem conhece as histórias da biografia de Falcão sabe que ele sempre foi um dos atletas mais malandros dentro do vestiário.

No aspecto anímico, seria uma injeção de ânimo no torcedor. Até pelo bom retrospecto do rival Grêmio, que trouxe Renato Portaluppi, o maior jogador de sua história, para comandar o time. É verdade que Renato é mais experiente que Falcão, e estava em plena atividade como treinador. Mas o impacto positivo seria rigorosamente o mesmo.

MINHA OPINIÃO?

Siegmann irá apenas repetir todas as decisões de Fernando Carvalho. Vai querer, como ele, um treinador de ‘voz forte no vestiário’.

Irá escolher um técnico com linha dura, defensivo.

Dunga vem aí.


OPINIÃO: Porque Celso Roth deve (já devia) sair?

07 de abril de 2011 0

A derrota de 1×0 para o Jaguares, atual lanterna do Campeonato Mexicano, pela Copa Libertadores 2011,  é mais uma prova do ‘circo de horrores’ que a torcida do Internacional está sujeita já há algum tempo. Desde o título da Taça Libertadores, bisando o fiasco do Cruzeiro de 1997, praticamente nada foi feito de maneira correta no futebol colorado.

Celso Roth está no clube até o Inter ser eliminado da Libertadores. Ou até acabar a paciência da diretoria contra a fúria da torcida. Isto pode ocorrer ainda hoje, na volta da viagem do México. Talvez seja este o momento de uma guinada, uma quebra de paradigma, dentro do futebol colorado. Explicações vagas dos jogadores, treinador e dirigentes só pioraram o clima, causando enxurradas de comentários e e-mails de colorados nas redes sociais e redações dos meios de comunicação.

RELATO DE UM FRACASSO

Após o título da Libertadores, os erros começaram no Beira-Rio. Primeiro, o excesso de cautela e a dúzia de jogos com time misto ou reserva no segundo semestre, culminando com a péssima sétima colocação no Brasileirão. Depois, a falta de coragem de Roth em tirar os titulares, em péssima fase, Wílson Mathias, Tinga e Alecsandro, deixando Giuliano, Oscar e Leandro Damião apenas como opção no banco de reservas.

A opção por um esquema 4-2-3-1 que claramente prejudicava o melhor futebol de Rafael Sobis, isola o centroavante (seja quem for) e deixava o time ineficiente no ataque. Em diversos jogos, o Inter tocava a bola, tocava a bola e nada. Para completar, uma zaga velha e lenta:  os quatro principais  zagueiros estão acima de 30 anos. Um deles, o multicampeão Índio, já passou dos 35 jogando mal e foi bizarramente premiado com mais dois anos de contrato. O ápice da trajetória do fracasso ocorreu obviamente na derrota de 2×0 para o TP Mazembe em Abu Dhabi.

Quase tudo é de responsabilidade do técnico Celso Roth. Mas não tudo. O paradoxo se vê quando a Internazionale, campeã mundial e igualmente pressionada pelos péssimos resultados, demitiu o técnico campeão Rafa Benítez. Já o Inter, que terminou em terceiro, manteve o treinador. Informações de bastidores indicam que o aval de Fernando Carvalho foi crucial para esta manutenção.

Em 2011, o ano começou auspicioso para o time: quatro reforços de boa qualidade foram contratados, e muitos jogadores insuficientes foram liberados. Porém o exagero na utilização do fraco Inter-B, culminando com o mico na Taça Piratini, obrigou o vice-presidente Roberto Siegmann a uma decisão radical, e na minha opinião, corretíssima: o fim deste grupo que não acrescenta nada tecnicamente, custa uma fortuna e só serve para beneficiar atletas medianos e seus procuradores. Siegmann mostrou ousadia ao rejeitar os preceitos de Fernando Carvalho, idealizador e maior defensor do Inter-B, e rapidamente liberou 20 jogadores.

Depois, o time ficou 15 dias sem jogar, apenas treinando. Começou bem, goleando o Ypiranga, seguido por um empate em 3×3 com o Caxias e uma vitória de goleada sobre o horrendo Jorge Wilstermann na Libertadores. Um tropeço em casa, 0×0 com o Novo Hamburgo, seguido por um 1×0 no São José, outro 0×0 no Beira-Rio contra o São Luiz, e um 3×0 no mesmo J. Wilstermann. Um magro 1×1 com o Lajeadense e a derrota de ontem.

Os problemas são vários: insistência com jogadores em fase técnica deplorável, como Nei, Wílson Matias e Índio. Falta de poder ofensivo para armar jogadas contra adversários retrancados. E uma visível falta de comprometimento nos últimos jogos. Sinais do fim do controle de Roth sobre o grupo, algo tão valorizado pelos dirigentes nos últimos meses. Sem contar a insistência por ações defensivas e a manutenção do ineficiente 4-2-3-1 com meias que fazem poucos gols. A substituição do cansado Bolatti por um volante, o já famigerado Wílson Mathias, com o Inter já perdendo para o Jaguares, apenas ilustra os equívocos de um técnico perdido.

Existe algo no futebol: o fato novo. A dupla Gre-Nal, excetuando-se nas desastrosas contratações de Joel Santana (Inter, 2004) e Paulo Autuori (Grêmio, 2009) sempre melhorou consideravelmente com o novo treinador. Ano passado, o Tricolor conseguiu isto com a saída de Silas.

Ou seja: Roth já foi, só não sabe ainda a data.

E quem seria o substituto? Vejam no próximo post…