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Túnel do Tempo: há 25 anos, Senna vencia Mansell por míseros 0.014s em Jerez!

13 de abril de 2011 0

O autódromo de Jerez de la Frontera, na Espanha, ficou marcado por três grandes acontecimentos na história da sua curta passagem pela Fórmula-1. A pista situada na longínqua província de Cádiz teve um gravíssimo acidente em 1990, quando Martin Donnelly desintegrou sua Lotus e ficou em coma, atirado no meio da pista.

Lá ocorreu a vergonhosa manobra de 1997, quando Michael Schumacher jogou o carro para cima de Jacques Villeneuve na decisão do título (Schumacher quebrou e o canadense foi o campeão). Maiores detalhes: Dick Vigarista parte II: Jerez de la Frontera, ano de 1997

E teve, há exatos 25 anos, o segundo final mais emocionante da Fórmula-1. Foi neste mesmo 13 de abril em 1986 que o brasileiro Ayrton Senna bateu o inglês Nigel Mansell por ínfimos 0.014s, ou cerca de 75cm de vantagem na linha de chegada. Era a segunda prova da temporada, a primeira prova na pista de Jerez, extremamente afastada dos grandes centros e que manteve públicos ridículos na categoria ao longo de todos os anos. “Lá onde o vento faz a curva”, disse certa vez o sempre espirituoso tricampeão mundial Nélson Piquet.

Senna, como se tornaria um hábito em sua carreira, largou na pole-position com absurdos 0.8s de vantagem sobre o segundo no grid, Piquet. Atrás, Mansell, Alain Prost, Keke Rosberg e René Arnoux. A corrida se tornou uma monótona fila indiana (parecida com os tempos atuais), de pilotos segurando o consumo de combustível (reduzidos de 225 para 195 litros) e pneus.

No meio da prova, Senna foi ultrapassado por Mansell, que passou todo mundo e aproveitou uma confusão entre Senna e o retardatário Marc Surer. O brasileiro não desistiu e seguiu tentando dar o troco em Mansell, o que finalmente ocorreu. Prost, que vinha espreitando, aproveitou e passou o inglês no mesmo momento.Faltando oito voltas, Mansell trocou um pneu que esvaziava, retornando 20 segundos atrás e em terceiro.

Passou Prost rapidamente e começou a descontar os 19 segundos em apenas sete voltas. Na última volta, o inglês tirou absurdos 1.3s e tentou o bote final na reta de chegada. Ele  passou a apenas 0,014s do brasileiro (ou 93cm), na segunda chegada mais apertada da história da categoria.

Em sua autobiografia, Mansell disse que se a linha de chegada fosse cinco metros mais distante, teria vencido. Os pontos fizeram muita diferença no final do ano, quando perdeu o título para Alain Prost na última corrida, o GP da Austrália em Adelaide.

Vejam o compacto:

Aquela foi a terceira vitória na carreira de Senna, que tinha vencido antes no GP de Portugal em Estoril em 1985 e no GP da Bélgica do mesmo ano, em Spa-Francorchamps. Foi também a primeira vez que Ayrton Senna assumiu a liderança do Mundial de Pilotos na categoria.

  1. 1971 – GP da Itália, Peter Gethin x Ronnie Peterson – 0.010s
    GP da Itália de 1971: a chegada mais apertada da F-1 em todos os tempos
  2. 2002 – GP dos EUA, Barrichello x Michael Schumacher – 0.011 (esta não conta, foi a vergonheira em Indianápolis)
  3. 1986 – GP da Espanha, Ayrton Senna x Nigel Mansell – 0.014s
  4. 1982 – GP da Áustria, Elio de Angelis x Keke Rosberg – 0.050s
    Chegadas sensacionais: GP da Áustria de 1982 e triunfo italiano
  5. 1969 – GP da Itália, Jackie Stewart x Jochen Rindt – 0.080s
  6. 1954 – GP da França, Juan Manuel Fangio x Karl Kling – 0.100s
  7. 1955 – GP da Grã-Bretanha, Stirling Moss x Juan Manuel Fangio – 0.100s
  8. 1961 – GP da França, Giancarlo Baghetti x Dan Gurney – 0.100s
  9. 2000 – GP do Canadá, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.174s
  10. 2002 – GP da Áustria, Michael Schumacher x Rubens Barrichello – 0.182s (a grande vergonheira-mor, em Zeltweg)
    Ferrari fiasco, parte II: Austria 2002, o vexame

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